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    Izumi, agonizado no chão, refletia sobre a própria situação. Nunca baixou a guarda no campo de batalha. No instante em que sua velocidade falhou contra Loi, ficou incrédulo. Mas aquilo não foi o pior. Confiava, mesmo sem perceber, nas pessoas ao redor — e isso lhe custou a vida de Ui.

    Percebeu, então, que ela era mais importante do que imaginava. Quando caiu, ele de fato baixou a guarda. Se fosse só isso, ainda teria conseguido reagir. Mas houve mais: paralisou no exato momento em que o som do coração dela cessou. E isso lhe custou o seu também.

    Usava todo tipo de habilidade de cura, mas nenhuma surtia efeito. Algo dentro de si parecia impedir qualquer recuperação. Forçava-se a levantar com as últimas forças, mas o corpo sempre cedia.

    Diante da figura à sua frente, o semblante se tornava mais sombrio. Memórias antigas vinham à tona — o dia em que falhou em salvar a própria mãe. A culpa retornava, enquanto cerrava os punhos vazios de força.

    Tentava alcançar Ui. Naquele momento, já desistiu de curar a si, tentando fazer por ela o que um dia fez pelo seu pai. Em vão. Estava cada vez mais fraco e incapaz de acessar sua habilidade mais poderosa.

    Mamãe…

    Lágrimas se acumulavam nos olhos, prestes a cair, até que uma presença se aproximou e disse:

    — Quem diria, um ser tão poderoso em tamanha situação.

    — …

    Izumi o ignorou e seguiu em direção a Ui. No entanto, seu corpo foi lançado ainda mais longe quando Léo o atingiu com um chute.

    — Ela já morreu, idiota!

    Ignorou e continuou avançando, o que apenas aumentava o entusiasmo de Léo em prolongar o sofrimento.

    — Nunca pensei que ia ter essa chance tão cedo… Devo mesmo agradecer aquela inútil da Loi. Fez o serviço direitinho.


    Momentos antes, ao ouvir a declaração de Dam, Loi o fitou com desaprovação. Voltou o olhar para Max caído ao chão e, em seguida, para o seu irmãozinho. Memórias revisitaram — tempos em que jamais imaginou precisar ferir a própria família.

    — Ham, tem certeza? — a voz tremia, um aviso disfarçado de cuidado. — Você sabe bem… quando começar, só um vai sair ferido.

    — Sei. — firme, sem hesitar.

    — Então, para com isso. Escuta a sua irmã mais velha. Essas aberrações não merecem seu tempo.

    Usando Liana, com a bala imbuída de aura, ele atacou outra vez. Ao detê-la com as mãos, Loi questionou:

    — Você mataria a sua própria família?

    — Cala a boca! — cortou, duro. — Eu não te conheço.

    Ao ouvir aquilo, o rosto dela se contorceu em raiva. Pensou que Dam apenas recusava as próprias lembranças, mas agora percebia: ele as negava por completo. Por um instante, suspeitou que talvez o homem à sua frente não fosse mais seu irmão, somente alguém que herdou suas memórias.

    Girou a perna com precisão numa armada e iniciou a ginga. O vento passou a circular com mais força ao redor de seu corpo. Com a voz serena, porém firme, declarou:

    — Não és o meu irmão!

    Dam guardou Liana rapidamente em seu espaço espacial e tomou Adriana. Com as várias balas em mãos, começou a imbuí-las de aura. Apontou para Loi e disparou uma série de tiros em um minuto. Ainda assim, ela não cessou de gingar, mesmo com as balas rodopiando ao seu redor.

    — Então é isso que suas namoradinhas têm de poder? Patético.

    Ele não parou ali. Recarregou a arma e disparou mais balas, mas, como esperado, não teve efeito. As balas giravam ao redor de Loi, sem jamais vacilar em acertá-la.

    Ela ergueu as pernas, enquanto os projéteis aumentavam a velocidade ao seu redor. Com um chute de capoeira, chapa lateral, enviou todas aquelas balas de volta.

    — Morra, seu burro idiota!

    Dam sorriu, antecipando o desfecho. Sacou algo grande de seu espaço espacial e o posicionou à frente. As balas chicotearam com força, mas não causaram dano algum ao pesado pedaço de ferro reforçado.

    — O que é isso? Uma muralha? — Loi perguntou, desconfiada. — Então era isso que você fazia na fornalha do meu clã?

    — Exato! — respondeu, com um meio sorriso, enquanto ajeitava a liana sobre o escudo preto.

    Dam pensava consigo mesmo. Desde que aquelas memórias invadiram sua mente, e com os ensinamentos daquela velha tarada, vinha treinando nos últimos dias. Ainda não dominava por completo, mas sentia que ao menos causaria algum dano.

    Ao imbuir sua arma de aura, aquecia e comprimia a bala. Loi, porém, não parecia esperar por algo assim. Saltou rapidamente até ele.

    Quando estava perto, desferiu um martelo direito. Dam defendeu-se com o escudo, mas, ainda no ar, Loi golpeou novamente, e o impacto o lançou para trás.

    Dam pensava consigo mesmo. Desde que aquelas memórias invadiram sua mente, e com os ensinamentos daquela velha tarada, vinha treinando nos últimos dias. Ainda não dominava por completo, mas sentia que ao menos causaria algum dano.

    Ao impregnar sua arma de aura, aquecia e comprimia a bala. Loi, porém, não parecia esperar por algo assim. Saltou rapidamente até ele.

    Quando estava perto, desferiu um martelo direito. Dam defendeu-se com o escudo, mas, ainda no ar, ela golpeou novamente, e o impacto o lançou para trás.

    — Essa coisa só está adiando o seu fim!

    — Eu sei! 

    Ele calculava os segundos e milissegundos necessários para atingir o alvo com precisão. Em um dos chutes, usou o impulso do ataque como trampolim para se afastar. Ainda no ar, fixou o olhar sério nela e disparou.

    Loi, fazendo a bala girar rente ao corpo, gritou:

    — Não adianta!

    Foi então que algo inesperado aconteceu: a bala que girava ao redor da aura de Loi explodiu em uma explosão súbita e estrondosa.

    Ela parou abruptamente, os olhos arregalados pelo espanto. Jamais imaginou que o antigo irmão, aquele que até então julgou como presa fácil, esconderia uma carta tão poderosa. Ele, que parecia frágil, agora mostrava suas verdadeiras garras.

    Ela fixou-o nos olhos com intensidade enquanto ele preparava a próxima bala, imbuída de uma aura ainda mais densa. O silêncio pesado foi quebrado quando ela, com a voz firme, perguntou:

    — O que você fez?

    — Nada demais, só segui os ensinamentos daquela velhota tarada.

    — Esses machucados… — Loi observou, firme. — Vai ser a sua última façanha!

    Dam não se deixou abalar. Naquele breve instante em que a conversa prolongava-se e o tempo parecia escapar, ele já havia carregado mais uma bala, imbuída de uma aura intensa. Sem hesitar, disparou, enquanto um sorriso frio lhe surgia no rosto, e declarou com firmeza:

    — Obrigado, mestra!

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