Índice de Capítulo

    Inerte no chão, o corpo passou a sofrer mudanças. A pele tomou tom mais escuro, os cabelos mesclaram-se em preto e branco. Ergueu-se, lançou o olhar em torno e indagou o que sucedia.

    Dam e Loi travavam luta mortal; Idalme jazia ferida. O que mais o abalou, porém, foi a visão de Izumi caído junto de Ui. Logo depois, pressentiu a aproximação de vasta energia sombria.

    — O que é aquilo?

    Observou e reconheceu quem era, mas surpreendeu-se ao perceber que o demônio não notou sua presença. Quando o viu tentar matar Izumi, pensou que talvez fosse o responsável por deixá-los naquele estado, embora ainda tivesse dúvidas.

    Impulsionou o corpo com explosões e lançou Léo para longe. Depois, diante do demônio, tocou o queixo e concluiu que aquele ser não poderia ter derrotado Izumi.

    Ou talvez… Eu que estou forte demais…

    — Como… vim parar aqui? — perguntou, a incredulidade tremia na voz.

    Naquele instante, um sorriso lento se abriu em seu rosto. A ideia de ser o melhor voltou-lhe à mente com a força de uma certeza antiga, como se nada pudesse contestar-lhe a superioridade. Sem mover a cabeça, lançou um olhar de soslaio ao demônio, que permanecia imóvel à margem da cena, e com voz firme, perguntou:

    — Sério que não notou?

    — Quê?!

    Max girou o corpo com violência e seu pé atingiu em cheio as costas do inimigo, o impacto reverberando como um trovão explosivo. Sem dar tempo para reação, disparou logo em seguida uma bala explosiva. 

    Ao ver o estrago causado apenas com esses dois golpes, um peso tomou-lhe o peito. A tristeza lhe invadiu os olhos, pois aquela cena confirmava o que ele não queria acreditar: não havia como Izumi ter perdido para um demônio tão fraco.

    — Quem… quem fez isso?! — gritou.

    Com sua velocidade sobre-humana, ele avançou em um instante, alcançando o ponto cego do inimigo e pousou suavemente no chão, preparado para atacar.

    — Serio, realmente não consegue me ver? — perguntou Max.

    Max, ao ver o ataque do demônio se aproximar, sentiu uma pontada de desânimo — o golpe era lento demais. Com um suspiro, ergueu o olhar para o céu. No instante seguinte, o ataque de Léo atingiu com estrondo e arrasou tudo ao redor. Enquanto isso, seu alvo ágil esquivou-se mais uma vez e pousou no seu ponto cego.

    — Ele estava aqui há pouco… — disse, confuso.

    — Eu estava.

    Dessa vez, o demônio girava o corpo, tentando identificar quem o causava tanto dano. Max fitou o chão por um instante e refletiu:

    Cheiro de mijo forte…

    Ele ergueu o próprio rosto e o lançou aos céus, ao observar o inimigo se distanciar cada vez mais. Naquele instante, questionou-se se Léo já conseguiria perceber quem estava causando tanto dano. Ao sobrevoar novamente, desapareceu da vista do inimigo.

    Passou por ele, mas parecia que o demônio não notou sua presença. Parando mais alto, acumulou explosões nas pernas e mergulhou em direção ao alvo. O impacto atingiu o demônio em cheio, e sangue jorrou da boca de Léo. Ao reunir todas as forças, o demônio conseguiu perguntar:

    — Quem é você?!!!

    Max sorriu, mostrando os seus dentes serrilhados e declarou:

    — Cometa explosivo!!!

    Ao observar o estrago que causou no terreno, manteve a mão ligeiramente sobre a boca e refletiu:

    Eu realmente sou o melhor!

    De repente, uma enorme explosão sacudiu uma das rochas, e Max ficou surpreso diante de tamanha destruição. Por um instante, enquanto observava aquela obra de arte caótica, sentiu uma leve sensação de inferioridade. Pensou consigo mesmo: será que algum dia eu seria capaz de executar um ataque tão devastador quanto aquele?

    Impulsionado pela curiosidade, avançou em direção ao local em busca de respostas, até encontrar Dam desmaiado no chão e Loi parada à sua frente. Sem hesitar, aproximou-se rapidamente.

    — Loi.

    Naquele instante, ela sentiu um arrepio percorrer toda a espinha. Ao desviar o olhar, teve certeza: aquele homem também era um mestiço e provavelmente tentaria matá-la a qualquer momento.

    — O que aconteceu aqui? — perguntou, a voz firme.

    — Você é o Max? — A pergunta saiu hesitante.

    — Mais ou menos.

    — Mais ou menos?

    — Só me diga o que aconteceu enquanto eu estava fora. Izumi está num estado deplorável, e vários estão feridos. Quem seria capaz de fazer algo assim?

    Max aproximou-se, examinando o corpo de Dam e se perguntou se ele próprio não seria o responsável pelo ataque imensurável. Enquanto isso, Loi, posicionada atrás, ponderava como deveria agir para eliminar aquele mestiço à sua frente.

    Por um breve instante, um plano começou a se formar em sua mente. Porém, de repente, seu corpo enfraqueceu e ela caiu sobre as costas dele, surpreendendo-o.

    — Me desculpe… sinto-me tão fraca.

    — Eu sei…

    É agora!

    Loi estava com os braços completamente destruídos e incapaz de se mover. Então, como poderia eliminar o mestiço à sua frente?

    Entre todas as suas técnicas, havia uma que só poderia ser utilizada quando suas outras habilidades falhassem ou em situações em que conseguisse pegar um aliado desprevenido. O requisito era simples, mas arriscado: precisava encostar qualquer parte do seu corpo no inimigo por pelo menos dois segundos para ativá-la.

    Ao tocar o inimigo, ela podia transferir sua habilidade de rotação e atacá-lo com sua técnica de fogo combinada com o controle do vento. O ponto fraco era evidente: a habilidade só podia ser usada uma vez, e após isso ela ficaria um dia inteiro incapaz de manipular seu fogo.

    Mas para Loi, era tudo ou nada. Aquele homem era o último inimigo que precisava derrotar para alcançar o despertar da aura.

    — Morra!

    O vento começou a envolver o corpo de Max, girando rapidamente ao seu redor enquanto ele flutuava para o alto. Preso no ar, ele conseguiu perguntar:

    — O que seria isso, Loi?

    — Morte aos demônios! — respondeu e fitou-o com desprezo.

    — Entendo… agora tudo faz mais sentido — disse Max, olhando de lado, um sorriso de superioridade se formava nos lábios.

    — E daí? — avançou. — Não podes fazer nada! Vou trucidar seu corpo, retalhar suas habilidades, transformar seu cadáver em carne moída. Aberração!

    — Pena… eras um belo pitéu. Queria colocar no meu harém. Mas tanto faz, aproveitarei seu corpo inerte.

    — Quê?! — Loi recuou, chocada. — Seu demônio escroto!

    Naquele momento, Max a fitava, lambendo os lábios, enquanto sua mente vagava sobre o que faria com aquele corpo após se livrar das amarras que o prendiam.

    Em primeiro lugar, não a matarei, desfrutarei deste corpo enquanto estiver vivo, quero ouvir seus gemidos suplicando pela morte. Ahhhh… que tesão!

    Ela ficou incrédula ao ver as partes íntimas inimiga tomando forma diante dela. Ela odiava os demônios, mas aquele parecia a pior espécie de todos. Nunca havia imaginado que seu corpo pudesse ser usado mesmo após a morte. Tomada por uma raiva extrema, ela gritou:

    — Morra, seu demônio escroto!!!

    Ao ativar sua habilidade de rotacionar o vento, Loi trucidou o corpo inimigo com cortes repetidos e precisos. Exausta, ela caiu no chão, respirando pesadamente, mas ainda conseguiu esboçar um sorriso de vitória e admirou o resultado de seu ataque em seus pensamentos.

    No entanto, algum momento depois, algo inesperado a fez estremecer. Sentiu um toque súbito, leve e inesperado em seu corpo, como se alguém tivesse se aproximado sem que ela percebesse. Seu coração disparou e a atenção que antes estava voltada somente para o inimigo se espalhou por todo o seu entorno.

    Seu traseiro curvilíneo recebia carinhos não solicitados de mãos traiçoeiras.

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