Capítulo 166 de 17 – Gostoso demais…
A técnica de Loi abatia-se sobre Max como lâminas invisíveis, dilacerando-lhe a carne apesar das defesas que ergueu em desespero. O corpo, envolto em fagulhas explosivas, resistia em certos pontos, mas não impedia que o sangue lhe escorresse. Foi então que ela, tomada de convicção, declarou a sentença de morte do inimigo.
Max, porém, percebeu a gravidade da situação. A cada instante, compreendia que não havia fuga possível, que a teia daquela arte o aprisionava. Ainda assim, guardava no íntimo uma lembrança que Loi desconhecia.
O clã Zura, tão orgulhoso de seus segredos, sabia de antigas histórias acerca da família do rapaz. Havia nelas um temor enraizado: as explosões que corriam em suas veias eram consideradas ruína inevitável para a linhagem adversária.
Loi, cega pela fúria, não pressentia que, diante de si, não combatia apenas um homem, mas o próprio inimigo natural de seu povo.
Com o sorriso alargado, deixando à mostra os dentes, Max fez o corpo irromper em explosão na forma galante.
Contudo, havia diferença naquela manifestação. A onda que antes se estendia por vasta região limitou-se agora ao contorno da própria carne, dissipando a força ao redor sem devastar a terra e, sobretudo, anulou por completo a habilidade de Loi.
As vestes foram consumidas no clarão e restou apenas o short que resistiu ao impacto. Passou então a mão pelo corpo, de cima a baixo, e reconheceu, com surpresa e deleite, o prazer vigoroso que lhe tomava os músculos. Mesmo no auge da transformação, enquanto percorria a própria pele, nenhuma explosão irrompeu.
Depois, lançou um olhar para a mulher estirada no chão, com aquele bumbum perfeitamente arredondado dançando diante de seus olhos, um desejo que ele nutriu desde o instante em que a viu pela primeira vez. Num piscar de olhos, ele surgiu por trás dela, como um artista diante de uma obra-prima, e admirou.
Ao apalpar e verificar a firmeza, ele percebeu que a coisa não era tão dura quanto havia pensado, o que aumentou ainda mais seu ânimo.
Loi, quase navegando nas brumas da inconsciência, ressurgiu ao perceber que um intruso se aventurava em um toque nada convencional em suas nádegas. Ela rapidamente achou que era o Dam, mas ao ver o irmão desmaiado no chão, o desespero tomou conta dela como um furacão.
Quem está me tocando?
Ela tentou mover a cabeça para localizar o objetivo, mas estava tão esgotada que isso parecia uma missão impossível. O desespero a consumia, considerando a chance de ser violentada naquele instante por um indivíduo desconhecido.
As mãos não identificadas começaram a se aproximar mais da cintura do seu corpo e, naquele instante, Loi gaguejou:
— Quem… quem é?
Suas curvas foram agarradas e seu corpo levemente erguido, enquanto ela se perguntava que tipo de pessoa teria a audácia de realizar uma ação dessas. Mesmo sem compreender, seguiu com suas indagações, sem receber qualquer resposta, até que as mãos mal-intencionadas soltaram um suspiro ao adentrarem suas vestes e tocarem os seios.
Loi, como quem se afogava em um mar de angústia, começou a gritar por socorro. Até que o corpo dela foi inclinado para frente, seus olhos se depararam com a criatura que cometia aquelas atrocidades desumanas.
— Você… como…
Max estava quase despido diante dela, com sua barraca montada e um fogo ardente de paixão. Sem perder tempo, ele agarrou o vestido rasgado e o dilacerou ainda mais, deixando os seios expostos e fazendo com que ela soltasse um grito estridente. Porém, estava sozinha, sem ninguém para ser sua luz em meio à escuridão.
— Acalme-se, ainda nem comecei.
Ele se acomodou sobre ela e passou os dedos pelos lábios dela. Com repulsa, derramou saliva nele, mas ele apenas lambeu e sorriu, solicitando mais. Loi não acreditava na nojeira que acabou de presenciar, declarou:
— Aberração!
— Sim, eu sou!
Max agarrou as mãos inertes dela e começou a lamber, depois as enfiou no seu short e fez a seguinte pergunta:
— Sentiu? Isso que vai deflorar o seu orgulho.
— Não… não…
Em sua cabeça dançavam os pensamentos mais sombrios sobre o que poderia ocorrer caso não conseguisse cumprir sua missão de eliminar os mestiços, mas jamais cogitou um enredo tão insano, onde aquele ser que ela mais despreza conseguiria feri-la de forma tão profunda, tanto na mente quanto no corpo. Em um momento de desatino, ela soltou um berro:
— Me mate! Acaba logo com isso!
Apenas abanou os dedos, sorrindo com desdém.
— Hipócrita, não é?
— Hum?
— Quando feria os outros, nunca pensou que um dia seria você a sangrar?
— Cala a boca, demônio!
— Ah, mas eu que agradeço. — O sorriso se alargou enquanto a ponta da arma descia entre os seios dela. — Por causa da sua tolice, vou aproveitar esse corpo até o limite.
Loi, ao perceber isso, suplicava a ele que parasse, mas ele persistia em passar a arma nos peitos dela sem cessar. Lágrimas desciam de seus olhos, arrependido por ter tomado a decisão de lutar contra essas criaturas terríveis que não se importam com nada.
Max estava com o pé na porta da exaustão. Ao encostar os dedos na testa dela, ele provocou uma explosão que a deixou atordoada, como se estivesse adormecida e incapaz de se mover. Depois, ele introduziu seu foguete de fogos de artifício na boca dela e disparou sua munição mais mortal, deixando a Loi toda lambuzada de um líquido branco.
Logo se levantou e começou a puxar para baixo as camadas do vestido e a roupa de baixo. À beira de apagar das memórias, suplicou pelo socorro do seu irmão caçula, enquanto lágrimas dançavam pelo seu rosto.
— Me… salve, Ham… — murmurou.
— Besteira. — disse. — Ninguém vai te salvar.
Até que a sua consciência desapareceu completamente.
Aos poucos, seus olhos começaram a se abrir e ela se sentiu em outro lugar. Se levantou, mas seus braços ainda estavam dormentes. No entanto, não havia lesões, e a perna lesionada já havia se recuperado.
Ela observou uma mulher que curava Dam ao seu lado.
— Estou viva? — perguntou, sentindo algo estranho subir pela garganta.
Ao tocar o seu rosto com o dedo, percebeu uma sustância clara e inesperada. Então, recordou-se de toda aquela confusão e começou a expelir tudo como se fosse um dragão em dia de limpeza e esfregava o rosto no chão como se estivesse fazendo uma pintura abstrata.
— Vadia… — murmurou Idalme.
Loi estava com os ouvidos surdos, mas ao mirar Idalme, ela percebeu a flecha do desdém que vinha em sua direção. Naquele instante, ela teve a impressão de que, se soltasse alguma palavra fora do lugar, poderia encontrar o caminho para o além.
Em seguida, uma sensação estranha e anestésica surgiu entre suas penas, como um coelho na toca, algo que jamais havia experimentado antes, e muito menos com tal intensidade.
Eu realmente fui…
Loi, em um momento de reflexão, direcionou seu olhar para Dam, que estava estirado no chão como um boneco de pano, recuperando-se dos seus percalços.
Ao observar o seu tórax musculoso, ela sentiu um nó na garganta e ficou a indagar o que estava se passando com sua própria forma. Ela começou a suspirar como um barco furado em meio a tempestade, enquanto suas pernas dançavam sozinhas, como se tivessem vida própria.
Essa sensação… não consigo controlar…
Sem conseguir segurar seu próprio corpo, ela se atirou para perto do Dam e ploft! Foi parar em cima dele. Desconfiando da loucura que acabou de realizar, um rubor tomou conta dela, mas a mão teimava em acariciar suas curvas. Idalme, ao vislumbrar aquela bagunça, a despachou para bem longe.
— Não aguento mais… — Idalme rangeu os dentes. — Sua puta!
Ela puxou a corda do arco como se estivesse preparando um livro para sussurrar segredos e lançou a flecha. Entretanto, a seta zuniu rasante e fincou-se na terra. Naquela mistura de pavor e desejo, Loi se entregou ao clímax.
Que sensação é essa? Esse alívio momentâneo… foi gostoso demais…
Seu corpo desabou no solo

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