Índice de Capítulo

    — Você quer saber como me tornei o mais forte?

    — Quero — respondeu com um rosto alegre e curioso.

    — Mais forte? Certamente Max é o mais forte.

    — Venci o torneio e me tornei o homem mais forte.

    — Homem? Não passas de um demônio.

    — Oh! Droga — disse Max.

    Os habitantes da vila ficaram confusos com a afirmação de peitos caídos, e ela percebeu que havia falado besteira, mas era tarde demais para voltar atrás. Eu deveria tê-la matado antes.

    — Que história é essa de demônio. Você é um demônio? — O velho perguntou.

    Já fazia dias desde que não sentia essa energia negativa sobre mim, e pude perceber que ultimamente estava me tornando mais complacente, como eles. Provavelmente era porque fazia alguns dias desde que não sentia essa energia negativa o tempo todo, mas agora ela estava de volta.

    — Sim, eu sou um demônio. — Com um sorriso, respondi.

    Todos os habitantes da vila ficaram alerta; o soldado sacou sua espada, e uma das moças se afastou de mim. No entanto, eu não estava surpreso com essa reação. Baixinha, mesmo sabendo que eu era um demônio, não se afastou. Qual era o problema dela?

    — Ui, se afaste! — O soldado falou enquanto avançava em minha direção com a espada erguida para me atacar, mas Max pulou na mesa e desferiu um chute com a perna esquerda, atingindo-o.

    — Você também é um demônio? — O velho perguntou.

    — Eu sou…

    — Eu sou o único demônio. 

    Se todos forem expulsos da vila, não obteremos informações sobre a localização do destemido, pois esse mapa do Max não era confiável. Posso ser arrogante, mas percebi isso. Afastei a baixinha, e ela me olhava com dúvida. Realmente, não entendia essa mulher. Comecei a sair dos aposentos do velho.

    — Você acha que vamos te deixar sair vivo? — O velho perguntou.

    Inicialmente, eu planejava sair sem causar nenhum transtorno, mas o velho ousou subestimar minha presença. A afronta dele acendeu uma chama de indignação dentro de mim. Agora, não vou deixar essa desconsideração passar impune.

    — Deixar? Lhiahahahaha! Quem? E por quê?

    Baixei minha cabeça, fechei os olhos por um momento. Quando a ergui, abri os olhos e sorri.

    — Speed Iz!

    Desapareci, e provavelmente o único que podia me acompanhar era Max. Todos ficaram confusos, mas no mesmo instante, eu estava atrás do velho, com uma das minhas espadas apontadas para a garganta dele.

    — Tem certeza?

    O velho começou a transpirar profusamente, as gotas de suor escorrendo por seu rosto pálido denunciavam o pavor que o consumia. O silêncio tenso tomou conta do ambiente quando todos redirecionaram suas atenções para ele. Foi nesse momento que, sem vacilar, deslizei a lâmina afiada, cortando-lhe a garganta.

    — Não!!! — Gritou o soldado, enquanto os outros mal podiam acreditar no que acabara de acontecer.

    — Agora é certeza — disse sorrindo.

    — Izumi. Você? — disse Max surpreso enquanto Idalme tremia de medo.

    — Seu desgraçado. Eu vou te matar!!! — disse o soldado enquanto fazia uma investida.

    — Lamentável. Você já está morto.

    — Quê? — A cabeça do soldado caiu no chão sem que ele percebesse.

    — Não acredito. Isso só pode ser um sonho — disse a outra mulher enquanto tremia de medo.

    — Por quê? Por que fizeste isso? — disse baixinha com voz tremula.

    — Esse sou eu. Um sanguinário.

    Desapareci e dirigi-me em direção à saída da vila.

    //——//——//——//——//

    No final, a vila foi destruída pelos demônios, e Izumi continuou sua jornada sozinho.

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