Índice de Capítulo

    Passando pelo portão norte da cidade, avançamos com uma nova integrante ao nosso lado. Pelo tom de sua pele e pela vestimenta característica do clã Zura, ela parecia ser reservada, dirigindo-se a nós apenas quando necessário.

    Seguimos em frente, enfrentando os desafios diários contra os demônios que infestavam o caminho. Graças à ajuda de Victory, conseguíamos nos manter seguros, enquanto a outra mulher, embora contribuísse, parecia priorizar suas próprias necessidades.


    Após um mês de jornada, chegamos a uma vila próspera, o que me surpreendeu pela falta de muralhas para proteção. Vivendo em uma espécie de buraco, parecia ser um alvo fácil para ataques, mas um homem de meia-idade que nos acolheu explicou que eles tinham métodos para evitar encontros com demônios.

    Fiquei intrigado com a situação, especialmente porque em nossa cidade, os demônios atacavam constantemente nossas muralhas, ao passo que esse homem parecia não querer compartilhar suas estratégias de proteção. Decidimos descansar, e, como qualquer homem faria, aproveitei a oportunidade para flertar com as mulheres locais. No entanto, para minha surpresa, não tive sucesso. Diferente de Mangolândia, eu não era conhecido nessas terras.

    De repente, avistei a mulher do clã Zura observando-me intensamente de longe, provavelmente já ciente do fracasso de minhas investidas românticas na vila. Ela me instruiu a segui-la sem demonstrar sentimentos e, sem hesitar, obedeci. À medida que nos aproximávamos de um beco deserto, comecei a me questionar sobre suas verdadeiras intenções. Será que ela estava planejando me atacar?

    — Tire as roupas.

    — Quê?

    — Não entendeu? Tire as roupas.

    — Hum?

    Senti-me confuso diante da atitude dela. Será que ela tinha algum plano em mente para este lugar ou simplesmente queria que eu me distraísse? Seu olhar sério e fechado desde que iniciamos essa jornada não me dava muitas pistas. De repente, ela direcionou seu olhar para minhas calças e, sem aviso prévio, abaixou-se para me olhar de baixo para cima.

    Puta merda, que excitante!

    Com um movimento rápido, ela abaixou minha calça, e minha arma colossal ainda estava adormecida, mas foi rapidamente ativada quando a escuridão cegou seus olhos. Aquela noite foi intensa, minha arma estava marcada em dois lugares, mas o semblante dessa mulher permaneceu inalterado, mesmo com meus esforços para alterá-lo. Naquele dia, fiz a promessa de fazê-la contorcer de prazer.


    Continuamos nossa jornada e, após dois meses de aventura, finalmente alcançamos nosso primeiro objetivo: o quartel do general, conforme descrito nos livros.

    O quartel se destacava na paisagem, suas muralhas imponentes transmitindo uma sensação de segurança e autoridade. As altas paredes de pedra cercavam o perímetro, formando uma barreira sólida contra o mundo exterior.

    As portas se abriram, revelando um interior tão impressionante quanto descrito nas páginas dos livros. No centro do complexo, erguia-se um imponente edifício de três andares. No entanto, conforme narrado nas histórias, ninguém jamais conseguiu penetrar em seus mistérios.

    À medida que as portas do andar térreo se abriram, um homem de meia-idade emergiu. Seus cabelos negros, densos e levemente grisalhos em algumas áreas, caíam em cachos sobre seus ombros. Seus olhos, profundos e penetrantes, eram de um branco puro e límpido, contrastando vividamente com a escuridão de seus cabelos.

    — Como podem ver, surgi para dominar mais cobaias para teste. Hum, duas mulheres? Não preciso de duas. Morra. — Aquele homem simplesmente levantou os dedos indicador e médio em direção a ela.

    Olhando para o seu rosto, aquele olhar intenso e sério simplesmente desvaneceu, assim como o brilho de seus olhos, e ela tombou no chão.

    — Você. Desmaie.

    Sem compreender o que estava acontecendo, observei perplexo enquanto as duas mulheres que estavam ao meu lado desabavam diante de mim, sem forças. Uma sensação de impotência tomou conta de mim, mas não podia ficar parado. Ativei minhas explosões, impulsionando-me em direção ao homem com uma voadora, determinado a confrontá-lo. No entanto, ele se esquivou com uma agilidade surpreendente.

    Antecipando seu próximo movimento, concentrei minhas explosões na mão, interrompendo minha investida abruptamente. Num instante, lancei um chute explosivo de cima para baixo, mirando diretamente em seu rosto.

    — Aaaahh! Que dor gostosa!

    A cena estava acontecendo tão rápido que mal tive tempo de reagir. Antes mesmo que pudesse fazer algo, ele agarrou meu pé e me jogou violentamente contra o chão repetidamente, como se eu fosse apenas um brinquedo em suas mãos. Cada impacto enviava ondas de dor por todo o meu corpo, mas ainda assim eu lutava para me manter consciente.

    Finalmente, ele me soltou, e consegui me levantar, vislumbrando-o enquanto ele carregava Victory, minha companheira de equipe. Mas de repente, uma sensação avassaladora de fraqueza se apoderou de mim, como se todas as minhas forças estivessem sendo drenadas. Minha visão começou a escurecer e minha consciência parecia escapar-me aos poucos, como se estivesse desaparecendo num abismo sem fundo.


    Conforme meus olhos lentamente se abriam, tudo o que enxergava era uma escuridão completa. Uma sensação de desorientação tomou conta de mim. Será que havia ficado cego? Eu ainda conseguia sentir o movimento, indicando que alguém me carregava, mas estava tão fraco que não tinha forças para lutar contra.

    À medida que continuávamos avançando, uma luz distante começou a se aproximar, gradualmente tomando forma. Incrédulo, percebi que aquela luz vinha de diversos corpos humanos, espetados em algo que se assemelhava a um poste com um candeeiro, como se fossem usados como fonte de luz para o ambiente ao redor.

    Depois de um tempo de trajeto, o demônio que nos carregava, com sua aparência distorcida de humano, nos jogou brutalmente dentro de uma cela com barras negras que vibravam, indicando algum tipo de energia sinistra percorrendo-as.

    A sensação de estranheza me envolvia por completo, enquanto uma vontade avassaladora de desejo tomava conta de mim. Meus olhos não conseguiam desviar de Vitory, e uma necessidade insaciável de tocá-la crescia. Eu lutava contra esse desejo, mas parecia uma batalha perdida. Meus toques começaram de forma sutil, mas rapidamente se intensificaram, e eu ansiava por mais, mesmo enquanto torcia para que ela não acordasse.

    Porém, tanto pela sorte quanto pelo azar, Vitory despertou e me deteve. Eu me desculpava, envergonhado pela minha falta de controle, mas algo chamou minha atenção quando ela se afastou: o chão negro estava visivelmente molhado. Tentamos lutar contra essa estranha influência golpeando um ao outro, mas parecia inútil. A dor se transformava em prazer, e logo desisti de resistir.


    Os dias se arrastavam, mas nossa fome era substituída por um desejo insaciável. Era uma condição totalmente estranha. Com o passar do tempo, percebemos que Vitory estava grávida, e os demônios, que estranhamente podiam se comunicar, nos informaram que esse era apenas o primeiro estágio.

    Após dois meses, a criança nasceu, e para nossa surpresa, os demônios me libertou junto com a criança. Disseram que isso era parte de um novo teste, mas as verdadeiras razões por trás disso permaneciam obscuras e perturbadoras.

    Ao retornar à aldeia com a nova criança após mais de um ano, me deparei com a nossa antiga companheira, que não conseguia acreditar que estava viva. Era uma surpresa extraordinária, pois depois de tanto tempo, sua presença ali era totalmente inesperada.

    Depois de um ano, Vitory surgiu do nada na nossa cidade, e nem ela entendia como havia chegado ali. Apesar da minha vontade de assumi-la como minha esposa, a cidade se opunha veementemente a essa ideia, pois todos sabiam que a energia que ela emanava era de fato de um demônio. Ela não quis me dizer o que aconteceu depois que fui expulso de lá e, diante dessa incerteza, decidi simplesmente acolhê-la e protegê-la da melhor forma possível.

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