Capítulo 1269 – Batalha na Cidade Ferro-Aquático I
『 Tradutor: Crimson 』
Wavey permaneceu em silêncio.
Então, seu braço se ergueu bruscamente — e sua voz rasgou o campo de batalha como um chamado de guerra.
“Povo da Cidade Ferro-Aquático!! Uma força vil veio para nos apagar da existência! Vocês vão permitir?!”
Seus olhos ardiam.
“LUTAMOS!!”
A cidade respondeu — e o poder explodiu.
Não era apenas energia.
Era fúria, medo, desespero materializados. O espaço atrás dela se contorceu violentamente enquanto centenas de auras se acendiam ao mesmo tempo. Figuras dispararam para o alto, rasgando o céu, reunindo-se atrás dela como uma tempestade crescente.
“A cidade está à beira do colapso!” gritou Wavey, sua voz rouca, mas inabalável. “Fiquem comigo e destruam eles!!”
Ela podia sentir.
O cerco se fechando.
Na linha de frente, suas forças já estavam presas em um confronto brutal contra o Reino Bodam — sangue e aço colidindo sem trégua. Agora, uma segunda lâmina havia sido cravada em seu flanco.
Aquele grupo desconhecido havia cortado sua rota de fuga.
Eles estavam presos.
Dentro de um campo de batalha que rapidamente se tornava uma tumba.
Do outro lado, Franklin sorriu.
Centenas de auras pressionavam contra ele — densas o suficiente para sufocar guerreiros comuns.
Para ele… aquilo parecia expectativa.
“No fim…” murmurou, dando um passo à frente: “… tudo se resume ao punho mais forte.”
Seu olhar se afiou, algo selvagem cintilando dentro dele.
“Me entretenham.”
Ele se moveu — e o chão abaixo dele se partiu.
Sua mana explodiu.
Uma erupção violenta irrompeu de seu corpo, distorcendo o ar enquanto calor e pressão se espalhavam. Seu braço se torceu grotescamente, ossos estalando, carne se contorcendo enquanto se remodelava em um membro irregular, semelhante a uma lâmina — serrilhado, instável, pulsando com energia crua.
–Whoosh!!
Um defensor avançou do lado de Wavey, cortando o ar com intenção assassina.
Eles colidiram no mesmo instante.
–BOOM!!
A explosão foi massiva.
O ar gritou. O espaço se curvou. A onda de choque se expandiu, esmagando o solo e lançando os combatentes mais fracos para longe.
Então… algo se quebrou.
O som foi grotesco.
O rosto do defensor se contorceu em horror.
No momento em que seus ataques se encontraram, ele sentiu — uma força esmagadora.
Não era apenas oposição.
Era dominação absoluta.
A energia dele foi rasgada. Sua postura destruída. O impacto atravessou diretamente seu corpo.
Seus ossos gritaram. Sua visão escureceu.
E então… ele desapareceu.
Arremessado como um projétil quebrado, seu corpo rasgou o ar antes de se chocar contra o chão a centenas de metros de distância, abrindo uma trincheira violenta em sua trajetória.
O silêncio vacilou.
Franklin flutuava no ponto da colisão.
Ele abaixou lentamente o braço, olhando para a figura distante com um sorriso — decepcionado.
“… Frágil demais.”
Atrás de Wavey, a atmosfera mudou.
“Aquele era um especialista no Reino da Sétima Algema… E foi arremessado… instantaneamente…”
Mesmo entre eles, aquele homem estava próximo do topo.
E não durou nem um instante.
As pupilas de Wavey se contraíram.
“… A base dele é monstruosa,” disse em voz baixa, tensa e continuou: “E seus aprimoramentos… não são normais.”
Aquilo não era apenas força.
Era algo refinado.
Temperado.
Aperfeiçoado a um nível antinatural.
Ela virou a cabeça abruptamente para suas tropas — qualquer hesitação desaparecendo.
“MOVAM-SE!!”
Sua voz caiu como um trovão.
“Somos mais numerosos — sobrecarreguem eles! Destruam antes que possam reagir!!”
A resposta foi imediata.
O exército avançou.
Centenas de figuras dispararam para frente, seu ímpeto combinado fazendo o campo de batalha tremer.
Uma onda de poder colidiu para fora, camada após camada de pressão do Reino das Algemas esmagando o espaço ao redor.
O solo vibrou.
A água escureceu.
Franklin riu diante daquilo. Um som baixo, carregado de excitação. Ele ergueu a mão, os dedos se curvando levemente.
“Venham.”
Sua voz então se tornou cortante, rasgando o caos ao redor.
“Matem todos.”
Sem hesitar, ele avançou diretamente contra a maré inimiga. Para ele, não eram adversários — eram carne, eram gritos, eram coisas feitas para serem quebradas.
Atrás dele, suas forças se moveram. Não em desordem, mas com uma intenção aterradora. A elite do Reino Eterno, os monstros do Reino de Sangue — pouco mais de uma centena. Cercados, em menor número, completamente superados… e ainda assim, nenhum olhar vacilou, nenhuma aura oscilou. Como lâminas arrancadas da escuridão, avançaram de frente, não para resistir, mas para rasgar o inimigo.
–BOOM!!
Os dois lados colidiram com violência. Não como exércitos organizados, mas como forças brutais se destruindo mutuamente.
Franklin se transformou em pura destruição. Ele atravessou a formação inimiga, seu braço grotesco em forma de lâmina dilacerando corpos em meio a uma explosão de sangue e defesas quebradas. Carne se rasgava, ossos estalavam — dezenas caíram antes mesmo de reagir, abatidos como cascas frágeis.
Gritos preencheram o campo de batalha.
Mas o avanço não durou.
Três figuras surgiram ao mesmo tempo — especialistas no Reino da Sétima Algema. Eles não hesitaram e interceptaram Franklin de frente.
–BOOM!!
O impacto explodiu como um trovão, ondas de choque varrendo o campo e forçando os combatentes próximos a recuar. O solo abaixo deles se partiu sob a pressão absurda.
O avanço de Franklin parou. Pela primeira vez… ele foi detido.
Acima, Wavey observava. Um sorriso frio surgiu em seus lábios.
“Idiota…”
Ela não negava a força dele. Alguém capaz de atravessar tantos especialistas com tanta facilidade era, sem dúvida, um monstro.
Mas monstros sangram.
E números… esmagam até monstros.
Do lado dela, ainda havia cinco especialistas na Sétima Algema sob seu comando. O restante estava preso em combate contra o Reino Bodam, mas mesmo aquela fração já era suficiente para inclinar a balança.
Franklin e seu grupo?
Poucos demais.
Muito poucos.
O olhar de Wavey então mudou. Lentamente, ela ignorou o caos à frente — corpos em choque, auras colidindo — e focou na retaguarda inimiga.
Sua expressão endureceu.
Havia um motivo para ela não ter se movido até agora. Um motivo para não ter se juntado ao massacre.
Porque algo estava ali.
Observando.
Esperando.
Uma presença que não participava da batalha… mas a dominava apenas existindo.
Sua respiração ficou mais pesada.
De longe, uma aura densa e sufocante pressionava seus sentidos. Não era explosiva como as outras — era pesada, estável, paciente. Como um pesadelo vivo, à espreita.
Uma figura humanoide.
Imóvel.
E ainda assim… parecia que todo o campo de batalha girava ao redor dela.
Um monstro capaz de destruir a Cidade Ferro-Aquático.
Conjurador do Pesadelo.
Os dedos de Wavey se contraíram. Seus instintos gritavam para que ela não desviasse o olhar. No momento em que se movesse… ele se moveria.
Os dois permaneceram presos em um confronto silencioso. Sem palavras. Sem sinais. Apenas tensão, esticada ao limite.
’Um passo.’
Era tudo o que bastava.
’Não consigo derrotá-lo sozinha…’
Seu maxilar se contraiu.
’O máximo que posso fazer… é contê-lo.’
Ela permaneceu imóvel, forçando-se a ignorar o desconforto crescente em seu peito. Pela densidade e pelo refinamento daquela aura, ela já sabia — aquilo era um monstro de quinto estágio avançado.
Não era algo que um único especialista pudesse enfrentar.
E definitivamente não era algo com o qual pudesse arriscar.
Ela precisaria de múltiplos combatentes do mesmo nível — ou superiores. Até lá, só podia segurar a linha… e rezar para que o campo de batalha não colapsasse antes da chegada de reforços.
’Ganhar tempo…’ Sussurrou Wavey para si mesma, as palavras arranhando sua mente. Seus dedos se fecharam levemente, traindo a tensão que ela se recusava a demonstrar.
Não importava o quão forte fosse… nem quantas batalhas já tivesse enfrentado.
Ela sabia a verdade.
Contra um monstro de quinto estágio avançado…
Ela não duraria.
Sozinha.
Seu olhar permaneceu fixo à frente, imóvel, como se até o menor vacilo pudesse trazer o desastre.
’Enviar mensagem ao Conselho Supremo… esperar reforços…’
Seu maxilar se contraiu.
Essa era a única forma de reverter a situação.
Qualquer outra coisa… era suicídio.
O campo de batalha rugia abaixo dela, mas tudo parecia distante — abafado pela pressão sufocante daquela presença observando de longe. Cada segundo se esticava, tenso como um fio prestes a se romper.
Na linha de frente, o Reino Bodam avançava sem parar, esmagando suas forças pouco a pouco em uma onda implacável.
No flanco, o grupo desconhecido rasgava sua formação, destruindo qualquer tentativa de estabilizar as linhas.
Eles estavam sendo esmagados.
A Cidade Ferro-Aquático não estava apenas sob ataque —
Estava sendo cercada.
E, se nada mudasse…
Ela cairia.
…
Enquanto isso,
Franklin estava travado em combate contra três especialistas na Sétima Algema.
Ele ria como um lunático.
“HAHAHA!! Realmente tem muitos fortes aqui!!”
Sua voz rasgava o campo de batalha, selvagem, descontrolada.
A água ao seu redor se contorcia violentamente, mergulhada no caos pela força absurda de seus movimentos. Correntes se torciam, a pressão aumentava, bolhas explodiam em sequência enquanto sua presença distorcia tudo ao redor.
Então, sem aviso, ele se moveu.
Disparou para frente como uma lança, rasgando a água com velocidade explosiva. A lâmina grotesca que antes era seu braço se tornou um borrão, sua borda irregular vibrando com intenção letal enquanto avançava diretamente para a garganta de seu alvo.
Os instintos do especialista na Sétima Algema gritaram.
Morte.
Ele a viu. Ele a sentiu.
Por um instante.
Seu corpo reagiu antes mesmo de pensar — recuou bruscamente, ambas as mãos se erguendo enquanto camadas e mais camadas de barreiras se materializavam diante dele, cada uma reforçada com urgência desesperada.
Tarde demais.
–Crack!
A primeira barreira se partiu no impacto.
Depois outra.
E mais outra.
Cada uma se despedaçando como vidro frágil diante da força monstruosa do ataque de Franklin.

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