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    『 Tradutor: Crimson 』


    “O Rei do Reino Bodam, Erlius… vou começar por você. Depois disso, conquistarei todas as Profundezas do Banquete. Nada será capaz de me impedir”, disse Souta calmamente.

    “Pare de falar!” Rugiu Erlius, desaparecendo de sua posição.

    Em menos de um segundo, ele surgiu bem diante de Souta.

    –Boom!!

    Uma explosão ensurdecedora irrompeu, despedaçando o teto acima deles.

    Tasman, Kessa e os outros não se moveram. Apenas olharam para cima, observando as duas figuras colidirem em uma velocidade insana. Cada choque enviava ondas de impacto violentas pelo ambiente.

    “Começou”, murmurou Tasman.

    Após essa batalha, o Reino Bodam cairia nas mãos de Souta.

    Na verdade, já havia caído.

    Souta estava apenas dando a Erlius uma chance — uma chance de salvar o que restava de seu reino. Era algo que Tasman não conseguia compreender.

    Nenhum deles conseguia.

    Apenas Souta sabia o verdadeiro motivo.

    Eles não faziam ideia… de que ele havia ativado uma missão.

    –Boom!!

    “Erlius!! Você sabe sobre a masmorra recém-descoberta na Nação Tarrant?!” A voz de Souta trovejou pelo campo de batalha. “Fui eu quem a abriu! No momento em que me revelei… foi o momento em que as Profundezas de Banquet perderam sua última chance de escapar do meu domínio!”

    Erlius não respondeu. Ele lutava com tudo o que tinha, rasgando as águas em uma velocidade que parecia ultrapassar a própria luz. Sua energia imensa sacudia toda a área, e cada ataque que lançava carregava um poder devastador.

    Ainda assim, tudo era neutralizado pelo monstro à sua frente.

    Como Rei do Reino Bodam, Erlius possuía uma força imensa, mesmo não sendo o mais forte de sua terra. Até poderes além das Profundezas do Banquete reconheciam seu poder.

    Mas agora… não era o suficiente.

    Erlius cerrou o punho, e as águas ao redor se agitaram violentamente, respondendo à sua vontade.

    Aquele era o seu território.

    Ali.

    Ele era o mais forte.

    –Ommm!!

    À distância, Souta ergueu uma sobrancelha. Ele podia sentir claramente — o poder elemental de Erlius estava no limite, tremendo como se estivesse prestes a romper para um nível superior.

    “Interessante…” Murmurou Souta.

    Ele estava prestes a se mover quando a água ao seu redor subitamente se solidificou, prendendo-o em uma tentativa de contê-lo.

    Souta sorriu com desdém.

    Com um simples pulso de poder, a água congelada explodiu, criando um vácuo — um espaço vazio onde nem uma única gota permanecia.

    Seu imenso feram irrompeu violentamente enquanto luz e escuridão se entrelaçavam ao seu redor em um movimento caótico. Mas, antes que pudesse reagir, uma força tremenda atingiu seu corpo.

    –BOOM!!

    O impacto enviou uma onda de choque gigantesca que se espalhou por mais de dez quilômetros em um instante. O violento feram foi completamente suprimido enquanto as águas ao redor tremiam de forma incontrolável. Estruturas desabaram uma após a outra sob a força esmagadora. Toda a Cidade Imperial sacudiu.

    Até mesmo os distritos ao redor do Palácio Imperial não foram poupados.

    Inúmeras pessoas foram lançadas para longe em um instante. Milhares de casas ruíram, e até os enormes recifes de coral — que se estendiam por centenas de metros — foram destruídos como vidro frágil.

    “Eu vou te matar!!” rugiu Erlius, erguendo ambas as mãos.

    Sua energia atingiu o limite absoluto.

    Poder elemental e mana irromperam, espalhando-se por toda a Cidade Imperial. As águas acima dele giravam violentamente, reunindo-se e comprimindo-se em uma massa avassaladora de destruição.

    Erlius sabia exatamente o que enfrentava.

    Seu oponente… era um monstro.

    Mesmo que a aura de Souta indicasse apenas o estágio inicial, o perigo que ele emanava era inegavelmente mortal. Era sufocante — tão esmagador que Erlius não conseguia compreender como alguém naquele nível poderia exalar tamanha ameaça.

    Por isso, ele não hesitou.

    Desde o início, havia ativado sua Condução Elemental.

    Se falhasse em derrotar Souta, toda a Cidade Imperial cairia em suas mãos.

    Ele não podia permitir que isso acontecesse.

    Felizmente, não havia implantado os Segredos da Imortalidade. Caso contrário, teria sido forçado a se ajoelhar como seus subordinados.

    Ele estava sozinho.

    Não havia ninguém em quem pudesse confiar.

    Seu pai estava distante — e mesmo que estivesse ali, Erlius duvidava que faria diferença. Afinal, a Hidra de Nove Cabeças ainda nem havia se movido.

    O Reino Bodam — não, todas as Profundezas de Banquet — estavam em crise.

    Uma força desconhecida já havia se infiltrado… e ninguém sequer havia percebido.

    Os Segredos da Imortalidade. A masmorra desconhecida.

    Tudo fazia parte do plano do inimigo.

    E quem sabia quantas outras armadilhas já haviam sido preparadas, ocultas além de sua percepção?

    A única forma de repelir isso… era se unir à Nação Tarrant e à República Crescente.

    ’Preciso sair daqui,’ pensou Erlius sombriamente.

    –Ommm!!

    A energia giratória rugia, tornando-se cada vez mais violenta. O poder se agitava na água, distorcendo-a a ponto de o oceano ao redor deixar de parecer natural.

    Aquilo não era uma corrente comum.

    Era destruição materializada — capaz de apagar toda a cidade.

    Um poder estranho surgiu de dentro de Erlius.

    Ele explodiu das profundezas de seu corpo, fundindo-se com sua força elemental e amplificando-a a um nível aterrador.

    Poder dos sonhos.

    Sua força oculta.

    Apenas uma pessoa em todo o reino sabia disso — seu pai.

    Ele nunca o utilizava, a menos que fosse levado ao limite.

    E agora… ele estava usando.

    Seu sonho se manifestava como uma força elemental.

    Um sonho elemental.

    “[Destruição Celestial das Águas Turbulentas]!!”

    Erlius rugiu, liberando o ataque mais poderoso de seu arsenal.

    Em um instante, o mundo pareceu escurecer. A própria luz foi engolida enquanto a onda massiva de energia avançava, atravessando as águas com força imparável. Todo o espaço tremeu enquanto o ataque descia sobre a posição de Souta.

    –BOOM!!

    A Cidade Imperial pagou o preço.

    Aqueles mais próximos do impacto foram instantaneamente apagados, reduzidos a nada sem sequer a chance de gritar. O solo cedeu, seções inteiras desmoronando enquanto inúmeras estruturas eram destruídas pela força em expansão.

    –WHOOOOSH!!

    As águas se contorceram violentamente, enviando ondas massivas em todas as direções.

    Tudo dentro de um raio de vinte quilômetros foi devastado.

    Dentro do Palácio Imperial, Kessa e Tasman erguiam barreira após barreira, seu poder fluindo em ondas enquanto forçavam a estrutura a se manter intacta.

    O palácio tremia e se rachava, vibrando como se estivesse prestes a se partir completamente.

    Do lado de fora, a batalha já havia alcançado um nível em que até mesmo observá-la tinha um custo.

    A mandíbula de Tasman se contraiu. Veias pulsavam em suas têmporas enquanto ele empurrava ambas as mãos para frente, resistindo às ondas de choque incessantes que golpeavam suas defesas como uma tempestade tentando rasgar o mundo.

    ’O Rei Erlius… Então esse é o poder de um governante.’

    Seu olhar escureceu.

    Erlius merecia aquela coroa.

    Cada colisão lá fora carregava peso, autoridade, destruição e inevitabilidade.

    Agora ele entendia.

    Por que Souta havia esperado.

    Por que não havia tomado as Profundezas de Banquet de forma imprudente.

    Porque aquele lugar estava repleto de monstros — e Erlius nem sequer era o mais forte entre eles.

    ’Depois… a Nação Tarrant,’ pensou Tasman, seus olhos brilhando com cálculo. ’Só tivemos facilidade aqui por causa dos parasitas. Sem eles… isso não teria sido tão simples.’

    O palácio sacudiu violentamente.

    Um tremor profundo e gutural percorreu suas fundações quando outra onda de poder colidiu contra ele.

    Marquês Vein e os outros permaneceram imóveis, seus rostos pálidos, seus corpos tremendo sob a pressão invisível.

    Eles não podiam ver o campo de batalha — mas podiam senti-lo.

    E isso era o suficiente.

    Porque o que sentiam… era aniquilação.

    –SWOOOOSH!!

    O próprio mar parecia gritar.

    No epicentro, Erlius caiu em uma cratera colossal, suas bordas ainda desmoronando para dentro, detritos incandescentes chiando ao entrar em contato com a água ao redor. Faíscas semelhantes a relâmpagos cortavam o ar, e a energia residual era tão densa que distorcia tudo ao seu redor.

    Respirar ali era como inalar a morte.

    Erlius estava no centro de tudo.

    A cidade havia desaparecido.

    A capital do Reino Bodam fora apagada pelo próprio rei que jurara protegê-la. Milhões de vidas foram extintas em um instante.

    “Huff…! Huff…!”

    Sua respiração saía irregular, queimando seus pulmões.

    Mas então… ele sorriu.

    Um sorriso lento, exausto — e triunfante.

    “Nem aquele monstro…” murmurou, com a voz rouca, “… deveria sair ileso disso…”

    “Se tivesse acertado.”

    As palavras cortaram o ar como uma lâmina, frias e casuais.

    O sorriso de Erlius congelou.

    Seu corpo se moveu antes mesmo de sua mente acompanhar. Ele se virou — e seu coração despencou.

    A um quilômetro de distância, Souta estava sentado sobre um pedaço irregular de destroço.

    Intacto.

    Intocado.

    Esperando.

    Não…

    Não era o mesmo.

    Algo nele havia mudado. Não — tudo havia mudado.

    Sua pele havia escurecido, como se tivesse absorvido o próprio abismo. Luz e sombra fluíam por seu corpo em correntes lentas, como se a realidade não conseguisse decidir o que ele era. De suas costas, oito membros semelhantes aos de uma aranha se estendiam, se movendo com uma vida antinatural.

    Um chifre em forma de coroa se erguia de sua cabeça.

    Longos cabelos vermelho-escuros flutuavam atrás dele, como sangue suspenso na água.

    E sua presença… pressionava tudo ao redor.

    Pesada. Predatória. A ponto de Erlius senti-la nos ossos — e no sangue. No fundo de sua existência, seus instintos gritavam para que fugisse.

    “Poder dos sonhos…” murmurou Souta, levantando-se lentamente.

    Cada movimento parecia deliberado, calculado — como se o próprio mundo estivesse se ajustando ao seu redor.

    Um sorriso surgiu em seus lábios.

    “Interessante.”

    Ele ergueu a mão — e, por um breve instante, tudo pareceu prender a respiração.

    “Manifestar.”

    –Ohmmmm!!

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