Capítulo 7 - Samurai da Lua
Abruptamente, entrando pela porta da ferraria, quatro homens apareceram Todos estavam utilizando armaduras de placas, coisa que não se via desde a Era Casteriana. Um dos homens caminhou com uma postura meio desajeitada, removeu então uma espada, à mostrando para a senhorita Karin. Disse o cavaleiro parecendo tentar intimidá-la:
— O que acha de ser o novo rei deste país?! Venha! Remova a espada na pedra, Excalibur!
Yunna e Alice olhavam aquele cavaleiro apontar a espada para Karin, enquanto a mesma o encarava com desdém, enquanto dizia:.
— Eu vou remover ela. Vamos até o local às três horas… aguarde!
— Karin! — disseram a sacerdotisa e a princesa ao mesmo tempo.
O cavaleiro então sorriu ao ouvir a resposta dela, colocou a espada sobre o ombro e a respondeu com entusiasmo. — Certo! Encontre-nos na rua avalon rising número 374, estaremos esperando!
O homem se virou e saiu pela porta por onde havia entrado, sendo seguido pelos outros três cavaleiros que o acompanhavam.. Alice e Yunna pegaram seus ombros e a chacoalharam, incrédulas pela resposta dela.
— Porque você aceitou?! Você tem merda na cabeça?!
— Senhorita, porque? Você tem ideia do que esses caras podem fazer?
— Eu sei, mas… Alice, mãe, preciso da ajuda das duas. Isso vai definir uma revolução para nós, já pararam pra pensar nisso? — disse Karin, confiante.
Alice apertou seus ombros ainda mais e exclamou sobre ela, agitada. — Não é assim que funciona! Mesmo que a gente não falhe, precisamos da autorização do Hunter para tomar qualquer atitude!
— Vai fazer o que agora? Ou a gente vai, ou eles fazem burrada para nós, ou algo pior…
A sacerdotisa cruzou os braços, fechou os olhos e disse irritada. — Agora que a cagada está feita, temos outra opção?
Puxando Karin pelo braço, continuou. — Agora seu treinamento será dobrado e muito pior que do antes! Entendeu?!
— Sim… Mãe…
Ela foi arrastada pela mãe, enquanto Alice estava caminhando atrás, emburrada com a atitude de Karin. Sendo jogada para o “quintal” da loja, Yunna sacou novamente sua espada e com uma das mãos apontou para frente. Em um tom firme, chegando a cuspir enquanto falava, gritou encarando nervosamente. — Vem para cima! Você vai se arrepender de ter feito essa escolha!
Karin segurou sua própria espada perto da cintura, se agachou levemente, mantendo a mão próxima ao punho, a encarando seriamente, pois ela também não iria pegar leve.
Uma lembrança desconhecida foi então bombardeada em sua mente, de uma luta muito antiga. Uma voz soava em sua mente: Ryukuro! Acabou para você! Fusako ryu…
Com essa lembrança, Karin se moveu em sincronia com as memórias, agarrando a mão na espada e se inclinando para frente, gritando, indo em uma rápida disparada. — Shunrai Ranpo!
Um som de trovoada soou diante dela diante dela, uma mão contra atacou com um saque brilhante e resplandecente. — Senkan!
O rápido flash de um brilho causado pela colisão dos dois ataques foi visto, a troca de golpes terminando em um embate de espadas. Quanto mais ela empurrava contra a espada de sua mãe, mais lembranças de batalhas que nunca travou surgiam.
Aguina, isso não vai ficar assim! Vai se arrepender de não ter acreditado em mim! Dokai ryu!
— Tetsuzan! — Deixou-se perder a disputa, e a espada atingiu o braço dela, mas ao invés de cortá-la, a espada permaneceu ali presa. Karin pegou a lâmina de sua mãe, desarmando-a, e continuou em outra técnica.
— Tsushin ryu! — Disparado à frente em direção a Yunna, ela parou em frente a ela com sua espada se alinhando com a bainha, terminando o feitiço.
— Ryusoku… — sussurrou Karin, com a espada da mãe em mãos e sua própria espada agora embainhada, deixando a sacerdotisa de joelhos.
Yunna então, do nada, começou a rir diante da situação, com Alice as encarando, tentando compreender o que realmente aconteceu ali. Karin mal teve sua primeira espada e já derrotou a mestre que a ensinava. Karin caminhou até sua mãe, enfiou a espada no chão e estendeu a mão para ela.
Seu olhar não era de medo, nem choro, era de uma confiança determinada. Ela encarava, assustada, tentando lembrar de uma situação parecida que havia ocorrido em seu passado.
Eu lembro de algo parecido, quando estava em meus vinte anos…
…
— Yunna! Pode se levantar?
Ela encarava aquele indivíduo com desdém, mas com uma genuína vontade de aceitar a mão dele.
— Saito, como pode saber tanto em tão pouco tempo?
— Infelizmente, é sobre algo de meus primórdios… se você levantar, eu conto mais sobre!
Porque minha mãe tinha que ter deixado ele virar shogun? — pensou ela.
Ela pegou a mão dele e levantou-se, em seguida o acompanhou quase correndo pelas planícies de um verde claro pálido. A brisa batia em seu rosto levemente, parecia o paraíso.
Caminharam pelo campo até chegarem embaixo de uma árvore. Lá sentaram os dois, encarando o pôr do sol como se fosse o início de tudo.
— Yunna, sobre eu aprender rápido demais… É questão do meu espírito de nascença. Ele permite aprender técnicas nunca vistas por mim, como se fosse natural de meu corpo.
— Isso não é ruim?
Olhou para ela, surpreso com a pergunta, abriu um pequeno sorriso e então disse. — Claro que não! Facilitará a criação de uma nova Tsugaki… uma que não existirá trevas!
…
— Mãe?! — Gritou a filha.
— Desculpe… você está certa, é tudo para um futuro melhor, independente das condições.
Pegou então a mão que sua filha estava oferecendo, se levantando. Estava disposta e revigorada com aquelas lembranças, dizendo logo em seguida. — Alice! Karin! Vamos! Rumo a base Umbras!
— Yunna, você tem certeza? E se o rei ou o Hunter não concordarem com isso?
— Mesmo que ele não aceite logo de cara, irá ver as nossas atitudes como são, necessárias para o bem do mundo.
Bufou Alice, entediada, dizendo enquanto se apoiava nos ombros dela. — Certo! Não tínhamos escolha mesmo…
Karin então pôs-se à frente, com uma postura destemida. — Princesa e Mãe! Vamos, é nosso dever acreditar no que vier! Avante!
E assim correram em direção à base umbras. O sol começava a se pôr, as estradas inicialmente bem movimentadas, porém, quando se viram rondando pelas ruas com menos pessoas, as três começaram a desacelerar os passos.
No plano que fizeram naquele breve momento de corrida, Karin seria aquela que chegaria perto da espada para distração. havia uma rotatória rodeada no meio de flores e rochas. E lá estava ela, a espada na pedra, excalibur.
Os quatros homens estavam bem irritados, esperando ali por tanto tempo. Então, o plano foi iniciado.
Se agachando, ela usou uma técnica em um sussurro. — Angetsu ryu, kagenoku…
Enquanto se aproximava sorrateiramente dos quatro, Yunna e Alice estavam a ver de longe, perceberam que havia movimentação perto dela. A sacerdotisa pensou:
Não vai ter jeito… Vamos ter que ir na extrema ofensiva!
Colocou dois selos nas costas de Alice, um de força e velocidade, deu dois tapas sussurrando em seu ouvido. — Vai! Você vai ter que proteger a isca.
Acenando a cabeça em concordância, Alice correu em tropeços, pulando sobre os quatro cavaleiros. Executou uma técnica de voadora. — Effondrement du mortier!
Jogando-os para longe, Karin emergiu em uma técnica sobre os quatro. — Tsushin ryu!
Desferindo um corte imbuído de sombras. — Kage giri!
Que os perfurou, matando-os simultaneamente.
Então, várias figuras as rodearam, a Princesa e Karin ficaram uma de costas para a outra, uma em posição de sacar a espada e a outra em posição marcial.
Yunna estava atrás da parede atrás da rotatória, pensando: Será que vão conseguir dar conta disso sozinhas?
De repente, o chão tremeu. Ela rapidamente olhou acima do telhado, encarando com medo e perplexidade uma mulher alta que cobriu o pôr do sol. Estava descalça, com um braço e as pernas totalmente metálicas. Erguendo com as duas mãos uma enorme espada, a mulher rugiu lá de cima.
— Kongbu zhijian!
Pulou a garota e desceu em um corte descendente sobre o solo. — Shān Bēng!
Rachando o chão, todo bairro ao redor tremeu. Se levantando, ela estava com o pé em cima do rosto de Karin e uma pedra a prendia ali. A princesa estava sentada, esticada sobre a rocha.
— Karin! Você está bem?!
A senhorita, gemendo de dor com o peso em cima dela, perguntou para a garota de vestes vermelhas. — Quem é você?
— Eu? Hmmm, me chame de Imperatriz da Espada! Você não merece saber meu nome real.
Em um giro rápido de seu pé no seu rosto, ela gritou um feitiço. — Shuizhijian!
Rastros de água emanaram da lâmina da espada, mirando na pedra, cortando-a. — pò hǎi zhǎn!
Dilacerando a pedra acima de Karin e chutando sobre a barriga dela, jogou-a para longe e disse bem alto, a encarando: — Herdeira do trono de Tsugaki! Mostre-me quem você é de verdade!

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