Um rápido vulto cruzou o ataque no momento certo o desfazendo por completo, após a aterrissagem, levantou uma pequena garota, a longa capa escura aveludada esvoaçou, ajustou seus óculos e encarou o indivíduo, que o apresentou: — Raytto Caster, Primeiro comandante da Trindade UMBRAS! Deixe essa garota em paz!

    — Princesa de Franpari… Como soube desta cobaia?! — exclamou ele irritado.

    — Foi simples! A mãe dela me contou tudo, nada de mais.

    Se posicionou em postura de combate, e com a palma de uma das mãos o provocou: — Pode vir! Cavaleiro das trevas.

    Segurou com uma das mãos na espada e a apontou, canalizou a alta corrente e disparou igual um raio. — Raycaliburn! Puntura fulminea!

    A jovem lançou-se para o alto em instantes e rematou em um chute aéreo. — Effondrement du mortier!

    Torceu seu rosto momentaneamente o desequilibrando, mas manteve ainda de pé, com um soco forte, tentou acertar a perna dela, em  um mortal para trás, voltou à sua postura original.

     O cavaleiro disparou novamente, segurou em sua espada saltando em um corte descendente, fazendo-a agachar e pulou em outra técnica, contra ele. — Ancre haute!

    O soco acertou a espada jogando-a para longe, em seguida a garota executou uma voadora de dois pés. Ele a defendeu com os dois braços, os dois aterrissaram em pé.

    A jovem vestiu duas luvas vermelhas de couro emborrachadas, voltou concentrada, equilibrando a respiração. Respirou fundo e se pôs novamente em postura marcial.

    O senhor sacou a mão em direção a espada caída, puxando até ele e concentrou uma alta tensão sobre a espada e explodiu com tudo novamente.

    — Raycaliburn! Campo di tempesta! — Uma enorme onda de choque se expandiu pelo local, se chocando com Karin, que levou todo impacto e a jovem gritou em agonia.

    — Karin! — Correu até ela para ver como estava.

    — Estou bem senhorita, mas não sei se aguento muito tempo…

    — Vou acabar com isso logo, sua mãe já irá chegar para ajudar, aguente firme!

    Acenou com a cabeça em concordância, a garotinha se pôs em postura de combate, com mais agressividade.

    Ela correu o mais rápido que podia até ele, em um pequeno salto na corrida investiu em uma técnica de chute. —  Lutte impériale, quatrième forme, Briseur de barricade!

    Pondo a espada na frente, defendeu a voadora dela, atingindo, ela saltou sobre a espada e chutou em uma curta investida, continuando o golpe. — Invasion des troupes!

    Foi encurralado e esmagado contra uma pilastra de pedra acertando sua costela, mas segurou o pé em seguida, girando seu corpo com um chute giratório, rodopiou e tentou acertar em sua cabeça. — Tour de fusil!

    Com a outra mão, ele defendeu, em um chute em sua barriga, ela foi  lançada para longe rodopiando e quicando pelo chão parando em uma parede.

    — Alice Leblanc! Vou acabar com as duas!

    Investiu contra o chão, com as palmas das mãos no solo descarregando uma enorme uma voltagem sobre ele molhado.

    Assustada que a refugiada fosse ser eletrocutada, tentou se levantar, um rápido selo de papel foi jogado e grudado nas costas dela. Uma densa energia azulada a encobriu. 

    Uma alta moça emergiu nas janelas acima da masmorra.

    Com um golpe rápido de espada, quebrou o vidro pulando até onde estavam e Karin a gritou. — Mãe! É você?!

    Os compridos fios de cabelo castanhos esvoaçavam pela queda, pegou sua filha em seus braços e disse: — Depois nós conversamos, Karin, precisamos sair daqui.

    A menina se levantou rapidamente e correu para perto. A moça abriu e pegou dois selos em sua bolsa de couro em sua cintura, jogou um no teto acima, as letras do selo brilharam em laranja e sussurrou em seguida. — Bakuhatsu!

    O Selo entrou em combustão explodindo o teto acima, despedaçando enormes pedaços de pedregulho. As grandes rochas separaram ele das outras, mas uma dor aguda foi sentida em seu estômago e um fio de sangue escorreu pelo canto de sua boca. — Alice! Vamos sair daqui.

    — Sim senhora!

    A princesa, se aproximou tocando no encosto de seu ombro, a senhora usou o último selo que havia pegado, brilhando em verde, ela novamente sussurrou. — Modoru…

    As três desapareceram e se materializaram no térreo acima da masmorra. Ainda com sua filha em seus braços, as duas começaram a correr em direção à saída de lá. Mas um enorme exército as cerca, a grande multidão de guardas eram brutamontes enormes, todos ali tinham no mínimo uma parte de metal em seu corpo.

    O Salão destruído com um rombo atrás e um exército à frente, a princesa Alice pegou em sua cintura, um aparelho similar a um comunicador, ela clicou em um botão vermelho e gritou. — É a sua vez de brilhar, “Pessoa mais importante do mundo”!

    O som estridente vinha de longe, enormes explosões abriram espaço para a saída delas. Um carro alaranjado se aproximava em alta velocidade e em uma derrapagem controlada é aberta a porta de trás.

    Mãe, filha e princesa entram e fecham em um piscar de olhos; o senhor pisou fundo em um rápido movimento da troca de marcha. Saindo dali, o senhor rapidamente clicou em vários botões, ativando um escudo protegendo o carro de ameaça externa.

    A jovem perguntou à sua mãe. — Mãe… O que aconteceu nesses dois anos?

    Estava emotiva, pensando se todos estavam bem ou o que ocorreu depois de ver seu pai morrer em seus braços, a mãe segurou firme na mão dela e disse.

    — Karin, infelizmente todos os senhores feudais e o território de tsugaki foi tomado, felizmente não morreu mais ninguém além dele…

    Olhou para a princesa à frente ainda nos braços da mãe a perguntando, tentando animar a situação. — Por gentileza senhorita, quem seria você?

    O motorista interviu e já exclamou a ela: — Você, senhorita Karin, mesmo sendo da realeza não conhece ela?

    — Me desculpe senhor Hunter, ainda não conseguimos ensinar ela sobre isso…

    — Quem é ele, mãe? — perguntou confusa.

    A garota olhava o senhor, os curtos fios de cabelos dourados brilhavam pela luz do nascer do sol e olhou para o retrovisor olhando ela com seus profundos olhos cor esmeralda e a disse.

    — Senhorita Karin, me chamo Hunter Rutherford… desculpe sobre minha grosseria agora pouco foi só hábito mesmo.

    — E senhorita, tome muito cuidado como conversa comigo em lugares públicos, eu sou considerada “a pessoa mais importante do mundo”

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