De repente, o chão tremeu. Ela rapidamente olhou acima do telhado, encarando com medo e perplexidade uma mulher alta que cobriu o pôr do sol. Estava descalça, com um braço e as pernas totalmente metálicas. Erguendo com as duas mãos uma enorme espada, a mulher  rugiu lá de cima.

    — Kongbu zhijian!

    Pulou a garota e desceu em um corte descendente sobre o solo. — Shān Bēng!

    Rachando o chão, todo bairro ao redor tremeu. Se levantando, ela estava com o pé em cima do rosto de Karin e uma pedra a prendia ali. A princesa estava sentada, esticada sobre a rocha. 

    — Karin! Você está bem?!

    A senhorita, gemendo de dor com o peso em cima dela, perguntou para a garota de vestes vermelhas. — Quem é você?

    — Eu? Hmmm, me chame de Imperatriz da Espada! Você não merece saber meu nome real.

    Em um giro rápido de seu pé no seu rosto, ela gritou um feitiço. — Shuizhijian!

    Rastros de água emanaram da lâmina da espada, mirando na pedra, cortando-a. — pò hǎi zhǎn!

    Dilacerando a pedra acima de Karin e chutando sobre a barriga dela, jogou-a para longe e disse bem alto, a encarando: — Herdeira do trono de Tsugaki! Mostre-me quem você é de verdade!

    — Eu… Porque eu tenho que me provar para você?!

    — Cala a boca! Você fala demais e faz de menos. — em um grito de raiva, segurou e endireitou a espada em sua frente.

    Em uma estocada gritou. — Kongbu zhijian! 

    Ela sobrevoou e perfurou a espada no chão, abrindo um buraco. — Duàncéng Chuāncì!

    Karin se segurou na beirada do buraco com uma mão, franziu o rosto assustada com tamanho poder. Ela com a espada em sua mão direita fechou os olhos, franziu a testa, apontou a espada para cima e gritou.

    — Fūsaku ryū, shunrai ranpo! 

    Relampiou até em cima da extremidade, permanecendo de olhos fechados e perguntou a Ryukuro em sua mente.

    — Ryukuro, tem alguma técnica que conheça que possa me ajudar nessa situação?

    — Sim… — Respondeu nervoso. — Eu vou dar essa técnica a você, mas será só dessa vez. E você viu sua tia usando uma vez no passado…

    — Espera… é… Você acha que não tenho condições de vencer? você quer me matar?

    — Sua oponente é infinitamente mais forte que você e não posso possuí-la agora, terá que ser isso se não quiser morrer.

    A Imperatriz da espada gargalhou e em seguida gritou a ela: — Vai desistir?! O que aconteceu? Não vai vingar a morte de seu terrível pai?!

    Abrindo os olhos, franziu a testa bem irritada com os dentes à mostra. — O que você disse? Repita mais uma vez!

    — Karin! Não caia na provocação dela! — gritou a princesa de fundo, toda machucada e suja, segurando o braço esquerdo ainda cambaleando.

    — O assunto não é seu! Não interfira, Alice!

    Olhou assustada vendo seus olhos aguçados, deixando bem claro que estava com os nervos à flor da pele.

    — Eu repito mais uma vez, querida. Seu mísero pai é a escória do mundo, ele não servia para mais nada além de ser saco de pancadas de…

    Karin rosnou com o olhar penetrante, embainhou a espada e agachou concentrando todo seu espírito em seu peito.

    A gravidade ao redor ficou bem mais pesada, em volta dela, vindo uma aura forte brilhante igual da lua cheia, de fundo a Yunna gritou.

    — Karin! Não use essa técnica! Vai ter terríveis consequências!

    O ar começava a fluir como se fosse um furacão, o chão tremia com a energia acumulada e por fim conjurou.

    — Angetsu ryū Ōgi! Mangetsu!

    Um brilho resplandecente cegou temporariamente os olhos da Imperatriz, sentiu um calor próximo em sua barriga e um sussurro.

    — Hikari… — Continuou em um corte em x — Jūji!

    No momento que foi finalizar, pegou a espada com a mão esquerda e segurou forte. Rangeu os dentes e a chutou para trás.

    Sua luminescência deu lugar a uma ventania que a empurrava tentando tirar do lugar e a Senhorita prosseguiu com sua técnica.

    — Jogen!

    Levantando a espada para cima conjurou mais uma técnica. 

    — Shumatsu kishoken! — O céu se obscurece, as nuvens se formavam em cima dela, com a mão esquerda tapeou o ar a frente com um comando.

    — Kyōfū!

    A Imperatriz pôs a espada na frente da ventania e conjurou uma outra técnica. — Shuizhijian!

    — Wùzhì zhǎn! — Com um corte lateral abriu um caminho à frente.

    Correndo, foi parada um comando de tapa para baixo enterrando-a no chão.

    — Furue! — Em seguida, levantou o braço e levou com indicador da mão esquerda apontando para o céu, os trovões acima iluminavam tudo ao redor, descendo o dedo com tudo, apontando para ela.

    — Inazuma!

    Um relâmpago rasgou o céu, à eletrificando e fazendo-a se contorcer. Ficou ali com a cabeça baixa. Karin sem expressão caiu direto no chão.

    — Karin! — Gritou a princesa.

    Sua mãe correu para ajudar, a calçada ficou molhada, caindo as primeiras gotas de chuva.

    O som úmido agudo dos passos, deixava claro que estavam desesperadas.

    — Yunna! Que técnica é essa?

    — É uma técnica de aumento de poder, ganha um poder imenso por um curto período de tempo e quanto mais ela obscurece a lua, mais seu corpo sofre com isso… Essa técnica pode matar se usar o estágio Shingetsu…

    Lágrimas caem sobre o peito dela, Alice se levanta e percebe que seu braço não se mexe.

    — Desgraçada! Ela quebrou meu braço! Eu tenho sorte que não sinto essa dor…

    — Alice, vamos sair daqui, precisando curar ela o mais rápido possível.

    No momento que Yunna levantou sua filha em seus braços, uma intensa gargalhada foi ouvida à frente. Elas encararam a moça que foi eletrocutada enquanto ela ainda dava risada ela resmungava.

    — Então essa garota tem poder… que vagabunda! Vão ver o que é bom para tosse!

    Seu rosto molhado pela chuva, ficava mais e mais ofegante, e com as pupilas dilatadas pegou a espada à esquerda dela e saiu de baixo da calçada rachada. 

    Com a espada em mãos, pisou com forte com o pé metálico. — Vocês terão o pior dia de suas vidas! 

    Alguém caminhava de terno preto e guarda chuva, exibiu a mão com vários aneis e com o indicador chamou a Imperatriz brilhando em vermelho.

    Ela se acalmou, recolheu a espada em seu ombro, caminhando para perto dele, colocou a mão no ombro esquerdo dela e disse enquanto ia embora.

    — Tomem muito cuidado… A Umbras, não é brinquedo para crianças!

    Assim, bufaram mãe e princesa, assustadas correram pelo corredor. As nuvens se dissiparam e o sol irradiava ali.

    Enquanto ouvia-se o carro de Hunter chegando. Caiu do céu uma carta nas mãos de Alice. Yunna olhou e estranhou a pedrinha redonda pendurada nela e o composto do papel, então ela abriu.

    “Parabéns por mostrarem o poder da segunda coronel da trindade Umbras Yumiko Hu, a deusa que lê dá a força dela não está nem perto do que minha mãe ou pai pode fazer… muito menos eu… Fique com essa pérola solarian e me aguarde, no futuro adoraria amassar o rosto dessa Rainha… Quer dizer… Princesa Alice. Assinado Terasu Sunshine.”

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