Capítulo 10 - Férias finalmente? (Parte 1)
Algumas horas depois do anúncio da rainha de Franpari, Karin, Yunna e Alice estavam reunidas no quarto da princesa já com suas malas reunidas.
A alta senhorita estava sentada na cadeira na frente da penteadeira feita em madeira de sua amiga, em suas mãos estava o tão querido presente que sua mãe e ela lê deram.
Estava totalmente concentrada, mal movia os olhos para os lados. Batidas na porta foram ouvidas, Yunna se dirigiu até lá abrindo.
— Senhor Rutherford?
— Isso mesmo! Aqui estou eu… Eu e Innova vamos junto com vocês para Franpari.
Levantando rapidamente da cama a senhora baixinha correu confusa.
— Vocês vão? Você não tinha que resolver os problemas do parlamento rutheriano?
— Sim! Eu tenho… Mas! Quando se trata da corporação Umbras eu não posso ficar parado.
— Infelizmente é assim mesmo, mesmo tendo trabalhos a fazer ele sempre se safa… — Se materializou a frente dele uma alta mulher de fios de cabelo alaranjados.
— Todos vocês! — dando um passo a frente com um bater de palmas, o alto homem de terno bege se dirigiu a frente. — Temos que sair para a estação Railhaker em alguns minutos, se arrumem rápido.
— Senhor vamos nos encaminhar para o corredor, eu irei teleportar para lá, estarei no aguardo das outras. — disse a assistente Innova.
Mantendo a porta aberta permaneceram no meio do corredor, a sacerdotisa balançou o enorme cabelo e encarou por trás com os olhos esmeraldas.
— Vamos filha, Alice vai comprar mais cartuchos para você.
— Sério?! Então bora! — Pegou o Gamecat e guardou na mala, calçou as sandálias e correu para o meio do corredor, começando a acenar. — Vamos Alice! Não podemos ficar esperando!
— Você é espertinha hein… — encarou acima a face da senhora.
— Ninguém mandou se esbanjar dinheiro, né? — caminhou gargalhando pelo caminho.
Às vezes deveria ficar quieta, pensou a princesa. Chegando ao lado deles, sinalizou a Innova.
Os pés de Innova se levitaram, levou a palma das mãos uma contra a outra fechando os olhos e conjurou o feitiço.
— System Activation, Multi instant teleport!
Assim que todos encostaram as mãos nela, em um piscar de olhos viram a grande estação do senhor das terras do distrito novamente, no painel acima em neon, formando escrito.
“Railhaker Station, Leaving for the capital of Coriender in three minutes”
— Então vamos? Depois daqui, chegaremos na capital. Teremos 1 hora, até partir para a Logistic Waker e rumo ao país da Terceira Era primordial. — Disse Hunter.
— Terceira Era primordial, o que é primordial? — perguntou Karin, confusa.
Innova se posicionou à frente abrindo seu braços quase a abraçando e conjurou.
— System Activation, Lessons from the New Earth eras!
Emergindo em um espaço branco, Karin olha a frente viu: A assistente em frente de uma lousa.
— Bem vinda! Essa será uma aula breve que deveria ter tido em Tsugaki sobre as eras de Terra Nova.
— Ok… Isso não vai demorar?
— Não se preocupe, esse espaço está livre do tempo lá fora, para você passar um tempinho, para os outros será segundos.
— Certo, Pode prosseguir.
— Bem, Terra nova é o planeta onde vivemos, nele, houve eras quando o tempo foi passando. Deuses foram surgindo e as eras também.
— A primeira era foi regida no seu continente de origem, Inashifeng! — respirou e perguntou. — Sabe como surgem os deuses Karin?
— Agora que você perguntou… Eu deveria não ter dormido nas aulas de história…
— Jianshien! Surgiu pelo medo e vontade de lutar. Então! Os deuses surgem pela vontade de vários indivíduos que creem em atos de bem e mal.
— Eu já ouvi esse nome… Yumiko não tinha esse espírito?
— Sim! Correto essa é a primeira que surgiu em nosso mundo, a deusa da guerra e das espadas, assim sua influência fez disso uma tradição. Toda força comparada a um deus terá uma era em seu nome.
— Hmmmm… Entendi… Então esse “primordial” seria as primeiras eras existentes?
— Exato! No caso chamamos as três de Eras primordiais, Era Inashifengs, Era Casteriana e Era Franpariana. Batendo as palmas terminou. — A era da guerra, da proteção e da exploração! Foi a base de tudo.
— Entendi… Muito obrigada pela aula Innova.
— Não há de que! — Bateu as palmas dizendo. — Lesson finished!
Após o abraço, Karin a viu em cima dos peitos dela e logo a empurrou envergonhada.
— Você queria fazer isso de propósito, né? Pervetida!
— Me desculpe, senhorita…
— Vamos! — gritou Hunter. — O trem está quase a partir!
Encaminhando em tropeços dentro do trem, todos colocam as bagagens em um compartimento acima se sentando.
— Que estofado delicioso! — sentou-se Karin se espalhando pelo banco.
— Karin! Tenha modos!
— Se preocupa não Yunna! Ela vai precisar fazer isso pra aguentar a primeira viagem. — disse o senhor.
Alice sentou-se ao lado da janela e enfim o trem começou a se locomover, pela a janela: passava e saía da estação; passando em seguida pela primeira ponte onde a vista era linda.
O grande vale era vasto e verdejante, as cordilheiras eram enormes e imponentes onde estavam embaixo de uma pequena vila.
…
— Yumiko! O que diabos aconteceu em Anvrós?! — gritou o alto homem de terno branco.
— Três indivíduos invadiram, conforme os guardas disfarçados, eram o grupo que havia roubado a cobaia 137. — A alta mulher de vestes vermelhas e pretas sentou cruzando as pernas na cadeira de madeira à frente do homem. — Shingetsu Karin! Era bem forte… Mas não era páreo para mim!
O homem bateu em cima da mesa com força.
— Cala sua boca vagabunda! — aumentando o tom de voz.
— Como é?! — levantou a mão para ele franzindo a testa.
Logo o homem sentou na cadeira e levantando o indicador, mostrou o anel dourado e vermelho em sua mão e ordenou.
— Ajoelhe-se!
Com uma enorme pressão em seu corpo, a jovem com o cabelo preso despencou ao chão de pedra.
— Se você levantar essa mão para mim novamente, você vai conhecer novamente o terror do dedo médio direito, entendeu?!
Ela começou a suar, e a tremer então respondeu.
— Sim senhor.
— Então saía daqui! Chame o comandante agora mesmo junto do combatente!
— Sim senhor!
A pressão foi liberada, enfim levantou rapidamente e caminhou descalça até a porta da frente.
Desgraçado… Eu não tenho como pedir ajuda… Esfinge maldita! pensou Yumiko.
Caminhando pelo corredor da masmorra, o ambiente mal iluminado refletia a luz pelos fios de cabelo preto curto dela, ela pisava forte no piso de pedregulhos.
No corredor abriu uma porta de barras de ferro onde estão vários tanques de água, lá estavam vários cientistas digitando nos computadores, era um barulho irritante mas ela apenas fechou os olhos para não se irritar.
Passando pela grande sala abriu uma outra porta de barras que dava a um corredor mofado e húmido.
Onde está Raytto?! pensou irritada.
Ela escutou um estrondo de um relâmpago, na lacuna do corredor ao lado viu um brilho azulado, então correu de pés pesados, nervosa.
— Raytto Caster! — gritou ecoando pelo corredor.
Continuou andando e chegou em uma cela e viu uma jovem aterrorizada sendo segurada pelo pescoço nas mãos do comandante.
— Raytto Caster! Não torture a cobaia 48!
— Qual seu problema, coronel! Porque não posso tortura-lá?!
— Você já passou dos limites! Você já matou 10 cobaias à toa sem motivo! Você quer ser punido?!
Encarando a jovem lacrimejando e segurando com as duas mãos em seu braço. Olhou por poucos segundos assustado, então fechou os olhos e soltou as mãos.
Saindo pegou a chave e fechou a sela e andou pela direção oposta à dela.
— Comandante! Smoke quer conversar com você e com o combatente! Ele quer que compareça no escritório dele.
Ele parou e seu braço tremeu.
— Porque?! Eu não estou de bom humor agora!
— Eu também não estou, mas, é melhor fazer isso do que sofrer novamente com ele…
— Certo… estou indo…
Em alguns minutos, Raytto estava sentado na cadeira à frente dele.
O senhor a encarou, e exigiu.
— Senhor Raytto, eu já informei a o coronel e ao combatente Nelson, mas… — apoiando as mãos em seu queixo disse. — Nós vamos com objetivo a franpari, Nicion. Vamos raptar e sabotar Shingetsu Karin.
— Porque você quer fazer isso com ela?
— Não é óbvio?! Olha a força que ela tem! Ela certamente será um ótimo soldado para Robert!
— Ela está livre… apenas sabote, não precisa fazer isso com ela.
— O que quer insinuar com isso? O controle mental está falhando? Vai querer experimentar o anelar da mão esquerda?!
Suando frio, encarou com um rosto totalmente diferente do habitual, com puro medo.
— Não! Não precisa disso, eu faço o que o senhor mandar.
— Certo! Que bom que aprendeu rápido. Se reúna no térreo, vamos amanhã!
— Sim senhor!
Levantando, saiu do cômodo quase como se tivesse sido derrotado. ele sentou no canto da parede e encarou o teto, fazendo parecer que lembrou de algo. Pegou uma corrente em seu pescoço.
E a encarou: Uma espada dourada em miniatura ele encarava e lacrimejava pelos olhos, as lembranças daquela época eram calorosas.
Irmã… Cecília… Minha santa… Me desculpe pelos meus pecados… Fechou os olhos e apertou a espada da corrente nas mãos.
Colocou de volta dentro de sua camisa e caminhou mais uma vez pelo corredor.
— Me desculpe Karin… Se tivesse conhecido antes, eu não teria me tornado isso… — disse enquanto caminhava.
…
Arriving at Coriender Station in a few seconds. Ecoou pelo trem.
— Pessoal! — levantou o homem loiro. — Estamos chegando, pegue todas as malas, logo o trem desembarca em coriender.
Saindo todos, Karin olhava no grande portal da estação Railhaker, a estrada à frente, os enormes prédios luminosos de tijolos e vários carros na rua.
— Me lembra muito a capital da minha terra natal… Mas… é bem maior e barulhento.
Chegando e encostando no ombro dela, a jovem mulher de manto preto.
— Sim! Coriender! A cidade com a maior população e tecnologia mundial, não tinha como não ser! — riu em seguida.

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