23 Resultados na categoria ‘As Crônicas dos Três Milagres’
Com Eirik, eram quatro. Pouco, muito pouco. Havia também os cavalos, mas não serviriam de grande ajuda, presos à carruagem como estavam, mais úteis ao peso da carga do que a qualquer fuga. "O quão certo você está sobre esse caminho?", perguntou Eirik. Tentou soar só irritado, a ansiedade vazou mesmo assim. "Se eu digo que este é o caminho", respondeu Yrsa, sem olhar para trás, "então este é o caminho." "Covarde", disse Sten, pigarreando no alto da carga. "Talvez, se você falasse…- 32,2 K • Ongoing
Havia uma heresia repetida aqui e ali, em voz baixa, entre os abençoados pela megin: ser tocado pelo milagre era também ser amaldiçoado por ele. Grim nunca a descartara por completo. A megin dava muito. Algumas coisas eram iguais para todos. Força onde não havia. Fôlego quando o corpo pedia chão. Claridade em momentos que deveriam ser só pânico. Outras vinham tortas. Dons que pareciam benção até que chegasse a hora de carregá-los, o dele era um desses. Chamavam de graça do empata. Soava…- 32,2 K • Ongoing
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Capítulo 8 – Hrafn – Velhas Coisas
Sentia algo no peito. Algo quente, confortável, gentil, então vieram os sons do acampamento. Hrafn abriu os olhos devagar e encontrou a fonte daquele conforto: um homem não muito mais velho que ele, ajoelhado ao seu lado, com ambas as mãos espalmadas sobre seu peito. Um brilho branco e fosco vazava de seus dedos e se derramava por sua carne em ondas mansas, correndo por dentro das costelas. Ao notar que ele despertara, o sujeito afastou as mãos e assentiu. Hrafn se limitou a acenar de volta.…- 32,2 K • Ongoing
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Capítulo 7 – Leif – Corpos Quebrados
Leif estava grato. Dadas as circunstâncias, aquilo talvez parecesse loucura. O braço esquerdo pendia quebrado ao lado do corpo. Costelas fora do lugar mordiam sua carne a cada respiração mais funda. O olho esquerdo, agora cego, roubava-lhe metade da noite e tornava o retorno ao acampamento mais lento do que deveria ter sido, ainda assim, estava grato. Grato por ser um hersir. Grato por ser forte, grato por ter estado ali naquela noite, porque tudo naquilo estava errado. Não deveria haver tantos…- 32,2 K • Ongoing
Hrafn assistia a tudo sem conseguir decidir o que o impressionava mais: os caídos ou os voroirs. As cenas diante dele duraram menos de um minuto. Menos de um minuto, e ele já estava sem fôlego como se tivesse corrido o acampamento inteiro. Não por esforço. Só por ver. Os caídos vinham em ondas desordenadas, como se a noite os vomitasse aos punhados. Os voroirs os recebiam com escudos, lanças, espadas curtas, martelos e uma disciplina que parecia existir desde antes do nascimento deles. Havia…- 32,2 K • Ongoing
Thora despertou com o grito e com o trompete. Levantou num pulo ao lado de Sigrid, o coração já disparado antes mesmo de entender por quê. O medo que vinha crescendo desde que deixaram os muros pareceu encontrar forma de uma vez só. Suas mãos ficaram úmidas. O ar entrou curto demais. As pernas ameaçaram falhar. Ela procurou algo, olhando ao redor. Coragem talvez. Viu lanças em mãos, soldados se movendo para frente, alguns servos também; quem podia lutar, devia lutar. Foram fechando as…- 32,2 K • Ongoing
"A Ruína Verde Conta-se que, há muito, muito tempo atrás, vagava pelo mundo um Grænfadir — soberano do verde. Chamavam-no de O Caminhante Verde, pois por onde passava a vida florescia. Seu caminhar era aparentemente simples. Ainda assim, bastava que cruzasse uma terra estéril para que ela despertasse. A relva brotava sob seus passos, árvores erguiam-se onde antes havia poeira, e rios claros surgiam onde o solo havia sido seco por gerações. Campos outrora mortos tornavam-se paraísos de…- 32,2 K • Ongoing
Sigrid mantinha as mãos entrelaçadas com tanta força que os dedos já doíam. Não tirava os olhos do altar. A Satasteinn se erguia no centro do salão como um dente arrancado do mundo. As runas espalhadas por sua superfície pareciam adormecidas à distância. Hrafn estava diante dela. Quando o skjald abriu o corte em sua palma, Sigrid esperou um grito que não veio. Hrafn apenas enrijeceu. Um espasmo curto subiu por seus ombros largos, e então o sangue tocou a pedra, a estela…- 32,2 K • Ongoing
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Capítulo 21 - Alva - Preço Amargo
“Aleijado maldito.” A xícara se despedaçou no chão de pedra, espalhando chá, porcelana e um pouco da compostura que Alva sustentara até o fim da negociação. Ela estava sozinha com Astrid no aposento de trabalho, terminaria de redigir o contrato com a própria mão. Preferia assim, documentos importantes não passavam por dedos alheios, e aquele envolvia mais do que moeda, envolvia futuro. “Foi um acordo justo”, disse Astrid, já se abaixando para limpar a bagunça. “Espera que…- 32,2 K • Ongoing
"O contrato expira em cinco anos", disse Hrafn, passando a mão pelos cabelos. "E o grão de luz vem agora." Ele e Alva negociavam havia horas. A moça era esperta. Mais esperta do que Hrafn gostaria de admitir. Tinha vindo pronta, com números, precedências, concessões medidas e aquele tipo de calma que gente bem-nascida vestia. Para sorte dele, porém, ela o subestimara. Tomara-o por bruto demais, por comum demais, por aleijado demais. Falara mais do que devia. E, numa mesa de negociação,…- 32,2 K • Ongoing
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