FINALMENTE
Capítulo 118 — Ansie-
ABISMO — Sala principal da caverna da Figura Nebulosa
— Mílar (abanando a mão, com seus olhos tingidos por um lilás enquanto sentia um abraço): — Deixa ela para lá, Skuld. Ela venceu, dane-se, não importa.
— Skuldyr (pegando dessa vez a figura pelo manto): — Nunca aceitarei isso!
— Figura Nebulosa (sorrindo, olhando para ele): — E eu jamais aceitarei a derrota. E, diferente de mim, você terá que assumir o empate. Afinal, nunca se diz nunca, HIhi. Até na real, tecnicamente quem venceu fui eu; afinal, meio que quem causou as mortes foi a minha parte, mas te darei esse momentinho de glória.
Skuldyr se enerva cada vez mais e a figura se alegra na mesma proporção, mas Skuldyr logo se acalma e senta em seu trono.
— Skuldyr (estalando os dedos para a figura): — Eu não venci, mas também não perdi. Então vamos, pipocas em minhas mãos, eu pago e você me paga. Mas acho que minha fúria já deve ter servido para você.
— Figura Nebulosa (fazendo surgir um balde grandioso de pipocas e o colocando ao lado de Skuldyr): — É, serve. Enfim, já chega disso, foquemos no que importa agora. Comigo, Dyr, isso foi…
— Figura Nebulosa e Skuldyr (gritando em coro): — FASCINANTE!
Os dois aconchegam-se em seus assentos e retornam seus olhares para a tela, eufóricos por mais, junto a um pequeno e leve incomodo que se tornava crescente a cada instante.
Um minuto se passa e eles ainda olhavam para a tela com um sorriso.
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Dois minutos, e um incômodo infesta suas existências, tornando suas faces neutras — sendo a da figura uma neutralidade sorridente.
— Skuldyr (quebrando o silêncio gritante que se instaurou): — Mas o que raios a gente está esperando mesmo? Ele está morto.
— Figura Nebulosa (tornando seus olhos brilhantes para o teto): — Pois é, a gente meio que matou ele.
— Skuldyr (olhando para o teto também): — Pois é. — (Arqueando o osso acima de seus “olhos”): — Espera aí, a gente? A gente não. — (Olha para ela e aponta o dedo): — VOCÊ.
— Figura Nebulosa (segurando em seu peito, sentindo-se atacada): — Euuuuuuuuuuuu? Calma aí, todos nós somos culpados aqui. Primeiro o Mestre deles, que colocou um golmic ali. E não só ele… — (Apontando vários dedos flutuantes para Mílar e Skuldyr): — …e vocês dois que me fizeram apostar contra um dos meus. — (Com uma lágrima galaxial caindo de um de seus olhos): — Como puderam fazer-me isto? Monstros!
— Skuldyr (rangendo e batendo com o punho em seu trono): — Calma aí, você que fez com que ele se mandasse dessa! E não só isso, você estava tecnicamente no controle!
— Figura Nebulosa (suspirando e colocando sua fumaçada “mão” sobre o ombro de Skuldyr): — Calma, Dyr, não vamos apontar dedos e procurar culpados aqui. — (Girando a caveira de Dyr para a tela): — Vamos nos focar em coisas mais importantes.
— Skuldyr (tirando a “mão” da figura, fazendo-a esfumaçar): — Sai com esse papo sem sentido para lá, ô esquizofrênico.
— Figura Nebulosa (com um tom calmo de voz e um leve sorriso): — Calma, Dyr, tá nervoso? HIHI.
— Skuldyr (com a mão em sua face): — Argh… e então, o que fazemos agora?
— Figura Nebulosa (sentindo-se agoniada): — Que desgraça, Dyr, por que você lembrou disso? Eu havia perdido a noção do tempo. — (Olhando para a tela): — Arhg.
Dois minutos haviam se passado.
— Figura Nebulosa (olhando para o teto, inspirando o ar e expirando um ar esverdeado): — A gente tem que esperar ela acordar, e eu não estou a fim de fazer nada nesse momento. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… — (Olhando para Meiy e vendo um sorriso em seu rosto): — Mas talvez não leve tanto tempo.
Eles voltam a se aconchegar em seus assentos. Suas faces estavam neutras, com a da figura sendo novamente uma sorridente neutralidade.
Dessa vez, apenas 40 segundos passaram-se e algo… aquele pequenino incômodo cresceu, deixando os dois agoniados.
Ao todo, haviam se passado 5 minutos totalizados.
— Figura Nebulosa (com um sorriso frágil, com as pontas dos dedos unidas): — Aí, Mílar, você pode me dizer em que faixa de tempo ela vai acordar?
— Mílar (seus olhos acinzentam-se por um momento, mas logo se enchem com um tom rosa e lilás; suspira): — HARRRRRRRRRHF, tudo bem.
Ele atenta-se à tela, foca em Meiy e começa uma análise da alma dela por completo.
— Mílar (em um tom de voz sonolento): — Ah, por aí… uns 2 ou 7…
— Figura Nebulosa (com tremeliques em seu frágil sorriso): — Minutos? Dias?
— Mílar (em tom ainda sonolento): — N…ão. não… uns 2 a 7 meses.
Ao ouvir a quantidade de tempo colossal que teria que esperar, a figura olha para o teto do local, inspira o ar e expira lentamente o ar verde em formato de fumaça.
E então… A Figura Nebulosa SURTA.
E, em um coro de gargalhadas junto a sorrisos instavelmente variados, o “corpo” nebuloso da figura começa a levitar.
— Figura Nebulosa (em pleno ar, junto a seu coro): — HIHIHIHIHIHAHAHAHAHA! HIHIHIHAHHAHAHAH! HIIIIIIIIIIIII HA HIHI HAAAAAAAAA HI….Hi!
No entanto isso não dura, a figura para tanto de gargalhar quanto de levitar; ao contrário de seus sorrisos, que continuavam instáveis.
— Figura Nebulosa (com sorrisos aleatoriamente raivosos habitando seus lábios, gritando): — Pronto, já chega disso! Eu não vou ficar aqui esperando o sono de beleza dela, pelo amor da existência! Não, não aguento nem mais um minuto! — (Deitando-se em sua cadeira, inspirando e expirando o ar esverdejante): — Ahrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrgh… HI.
A figura acalma-se, junto de seus sorrisos que se estabilizam, transformando-se em um enorme.
— Figura Nebulosa (exibindo seus esverdeados e afiados dentes em seu sorriso): — Já sei! HIHIHIHIHIH! Vamos, comigo.
A Figura Nebulosa ergue seu “braço” direito lentamente ao ar e o estala; em seguida, Skuldyr, Mílar e o Mestre estalam seus dedos, erguendo também seus braços direitos.
O clima calmo da sala muda. Um vendaval entre os quatro se forma, com ventos extremamente fortes girando continuamente no mesmo eixo. Aquele vendaval se mantinha entre eles, apenas girava naquela área, e abaixo, em seu vertice, surge um redemoinho esverdeado que o começa a absorver.
ENTRE A EXISTÊNCIA E A INEXISTÊNCIA
O vendaval surge através de um redemoinho que se forma no teto do “local”, e explode de tão condensado que estava se espalhando por todo o ambiente.
E então…
Meiy acordou.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHH

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