Índice de Capítulo

    No terceiro nível dos esgotos, Abel, Vento Negro e os Cavaleiros Guardiões Espirituais vagavam como se nada estivesse em seu caminho. O aumento de poder tinha elevado seus ataques e defesas a um patamar totalmente novo. Sob o efeito do encantamento de fogo e do aumento de dano do Capitão Cavaleiro Guardião Espiritual, o esquadrão era praticamente invencível.

    Os ataques venenosos do Cavaleiro Guardião Espiritual Naga dizimavam hordas de criaturas infernais. Por outro lado, o Sábio Oak permanecia fielmente ao lado de Abel, concedendo vitalidade extra a todas as suas invocações.

    A essa altura, ele tinha recuperado a emoção destrutiva que sentiu quando estava no Acampamento dos Ladinos. O poder de combate de sua equipe de Cavaleiros Guardiões Espirituais tinha se tornado muito superior ao dos comandantes-chefes humanos. Como cavalgavam lobos terríveis, a habilidade de cintilação deles seria essencialmente um pesadelo para magos intermediários.

    Embora Abel não conseguisse prever com precisão quão poderosa seria sua equipe no Continente Sagrado, o poder de combate de todos tinha dado um salto colossal após a mudança de equipamento.

    Criaturas infernais continuavam a emergir, apenas para perecerem impiedosamente em suas mãos.

    Naquele momento, as flechas em chamas dos arqueiros mortos flamejantes surtiam muito pouco efeito sobre os Cavaleiros Guardiões Espirituais, que possuíam quarenta e oito de cem pontos de resistência a fogo, redução de três pontos em dano mágico e mais trinta de defesa contra ataques de longo alcance. Os projéteis flamejantes já não representavam a mesma ameaça de antes.

    Sem mencionar o dano de outras atrocidades locais. A maior diferença entre as abominações do Acampamento dos Ladino e as de onde estavam agora residia em suas classes e atributos.

    Desde que as invocações se tornaram resistentes a tantos elementos, os demônios já não conseguiam causar muito impacto.

    Embora as bestas possuíssem ataques e defesas mais fortes devido à sua evolução de classe, isso não era nada em comparação ao suporte da formação e ao novo equipamento dos guerreiros de osso. Foi por esse motivo que Abel dominou a batalha.

    Após alguns dias de combate, as tropas tinham se acostumado com o novo arsenal, avançando pelo terceiro nível dos esgotos em um ritmo cada vez mais veloz.

    Abel fez uma leve curva com o esquadrão em seu encalço e, de repente, sentiu uma força sombria formidável se acumulando à frente. Ele tinha enfrentado inúmeras feras infernais no passado, mas nunca tinha sentido uma energia tão opressora.

    Abel soube imediatamente: tratava-se de Radament, o xamã de nível ouro negro.

    Os Cavaleiros Guardiões Espirituais tomaram a vanguarda, deixando o mestre na retaguarda. Eles avançaram mais dez metros, e um vasto campo aberto surgiu em suas visões. Inúmeras criaturas aguardavam sob a chama eterna do inferno.

    Xamãs mortos flamejantes, cadáveres flamejantes, horrores de ossos e xamãs do terror formavam uma linha de batalha cadavérica pronta para desferir danos físicos e mágicos.

    Tais abominações eram naturalmente resistentes a fogo. Até mesmo o seu mais poderoso cajado mágico com a palavra rúnica Leaf não seria capaz de liberar todo o seu potencial.

    No entanto, como tinha obtido equipamentos novos, ele desejava testá-los contra aquele exército que aparentava ser tão formidável.

    Abel comandou seus servos para que sacassem seus arcos Riphook. Junto com seu líder, formaram um batalhão de arquearia de nove atiradores.

    Ele puxou a corda de seu arco e imediatamente viu relâmpagos faiscarem na haste. Com um leve erguer, um projétil voou em direção aos esqueletos como um raio.

    Assim que disparou, os guardiões seguiram seu movimento. Oito novas flechas rasgaram o ar de forma fulminante.

    Cento e dois pontos de dano elétrico obliteraram instantaneamente um terço da vitalidade de um xamã morto flamejante. É claro que Abel não saberia disso se não possuísse a sua capacidade de visão e análise de dados.

    O mais surpreendente era que os disparos de seus servos também infligiam quase cem pontos de dano. Embora empunhassem os mesmos armamentos, seus atributos eram distintos, o que tornava justificável a variação em sua força elétrica.

    Ele tinha certeza de que as flechas de seus guerreiros também podiam liberar o potencial elemental ao máximo. Subitamente, lembrou-se de que aquelas entidades conseguiam herdar as capacidades de seu invocador com perfeição. O que incluía, naturalmente, a sua afinidade com a magia de relâmpago.

    Observando o combate atual, ficou claro que a tropa podia disparar ataques elétricos letais, assim como seu mestre.

    Contudo, por qual motivo as invocações não possuíam as mesmas capacidade de visão e análise de dados?

    Uma ideia lhe ocorreu. Se conseguisse transferir essa capacidade analítica para o esquadrão, o poder das tropas dobraria, no mínimo.

    Talvez a Pedra do Mundo fosse tão transcendental que tivesse superado as leis da magia, ou, possivelmente, o fato de ele possuir apenas um fragmento ínfimo impedia que esse poder fosse compartilhado.

    Havia inúmeras possibilidades, mas abel estava certo de uma coisa: naquele instante, suas tropas não podiam herdar suas habilidade. Talvez se tornasse viável apenas quando sua própria aptidão aumentasse ou caso encontrasse outras partes do artefato primordial.

    Após sucessivas saraivadas, dezenas de bestas caíram. No entanto, logo se ergueram novamente envoltas por um clarão branco.

    Aquela era a tática mais irritante de Radament. A besta podia ressuscitar seus hostes de forma ilimitada.

    Enquanto o ataque continuava, os inimigos rastrearam a posição do atirador. Centenas de cadáveres flamejantes e horrores de ossos avançaram implacáveis, acompanhados de perto pelos feiticeiros demoníacos.

    “Trocar equipamento!” ordenou através de seu Poder da Vontade.

    O Riphook era um arco de duas mãos, o que impedia o uso do escudo com a palavra rúnica pacto dos Anciões. Essa limitação reduziria a defesa dos Cavaleiros Guardiões Espirituais de forma drástica, especialmente as resistências elementais essenciais para suportar os magos sombrios.

    Abel também observou a diversidade das afinidades dos oponentes. Alguns conjuravam fogo, outros veneno, relâmpago e gelo. Diante desse cenário, a tática ideal exigia que sacassem os seus escudos protetores inquebráveis.

    Os combatentes não teleportaram para longe. Em vez disso, avançaram e colidiram contra as hordas  cadáveres flamejante e os horrores de ossos em um confronto brutal.

    O Capitão Cavaleiro Guardião Espiritual lançou a sua maldição especial  sem hesitar, conjurando uma névoa de brilho escarlate acima da legião inimiga. Em seguida, a chuva amaldiçoada despencou, selando o destino das feras.

    Sob a luz vermelha da aflição, a força de ataque alcançou o ápice. Uma abominação despencava sem vida a cada três golpes recebidos.

    Naquele momento, Radament já não tinha espaço para direcionar suas magias contra os invasores, visto que precisava se concentrar integralmente em reviver as linhas caídas de seu exército.

    Abel permaneceu na retaguarda, conjurando continuamente o Campo Estático. Esse feitiço possuía a capacidade de drenar instantaneamente vinte e cinco por cento da vitalidade de todas as criaturas da área. Dessa maneira, a letalidade de suas tropas cresceria de forma imensurável.

    O único pré-requisito para utilizar essa magia de controle amplo era desfrutar de um ambiente seguro, algo que o conjurador tinha garantido graças à barreira sólida de seus guerreiros leais.

    É claro que tudo isso se devia à falta de intelecto das bestas. Se fossem seres racionais, o líder jamais agiria de maneira tão audaciosa.

    Então, os xamãs encurtaram a distância e começaram a disparar sua torrente de feitiços destrutivos. Contudo, a ofensiva surtiu pouco efeito contra os escudos e as poções de recuperação total.

    “Matem!” Abel bradou. Dois Cavaleiros Guardiões Espirituais desapareceram de suas posições e ressurgiram ao lado de Radament. O massacre tinha começado.

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