Índice de Capítulo

    A poeira ainda caía.

    Lenta.

    Pesada.

    O campo… destruído.

    Mas o silêncio?

    Muito pior.

    No centro—

    Kaede Shizuma ainda estava de pé.

    A aura… mais contida agora.

    Mas ainda viva.

    Ainda perigosa.

    Ainda errada.

    À frente—

    Ryuji Arata.

    Parado.

    Olhando.

    Não como líder.

    Não como aliado.

    Mas como alguém que… entendeu.

    — Você passou do limite.

    A voz de Ryuji saiu baixa.

    Controlada.

    Kaede sorriu de leve.

    — Passei.

    Sem negar.

    Sem justificar.

    — E você gostou.

    Silêncio.

    Ryuji não respondeu.

    Mas também não desviou o olhar.

    — Aquilo não foi luta de equipe — ele disse.

    — Aquilo foi você sozinho decidindo tudo.

    Kaede deu de ombros.

    — Funcionou.

    Direto.

    Cru.

    — A gente venceu.

    Ryuji respondeu na hora:

    — A gente?

    Pausa.

    Curta.

    Mas pesada.

    Kaede inclinou a cabeça.

    — Ah…

    — Então foi só eu?

    Os dois se encaram.

    Agora sem máscara nenhuma.

    Ryuji deu um passo à frente.

    — Se você continuar assim…

    — você vira um problema.

    Kaede não recuou.

    Nem um centímetro.

    — Eu já virei.

    Silêncio.

    O ar ficou mais pesado.

    Mais denso.

    Como se o campo inteiro estivesse ouvindo.

    — Você quer o quê, Kaede? — Ryuji perguntou.

    Sem ironia.

    Sem provocação.

    Pergunta real.

    Kaede respondeu sem pensar:

    — O topo.

    Os olhos vermelhos brilharam.

    — E não tem espaço pra dois lá.

    Resposta imediata.

    — Então a gente resolve isso.

    Ryuji falou.

    Simples.

    Direto.

    Sem emoção desnecessária.

    Kaede sorriu.

    Agora de verdade.

    — Finalmente.

    Pausa.

    — Achei que você nunca ia parar de me tratar como aliado.

    Ryuji respondeu:

    — Eu não trato você como aliado desde que você decidiu me matar.

    Silêncio.

    Os dois se encararam.

    E ali…

    nasceu algo maior que rivalidade.

    Era inevitável.

    Era destino de colisão.

    — Então fica claro — Kaede disse.

    — Não é mais sobre time.

    Ryuji assentiu.

    — Nunca foi.

    Os dois ficaram em silêncio.

    Mas agora…

    alinhados em uma única verdade:

    Só um chega no topo.

    E os dois sabiam disso.

    Do outro lado do campo—

    Tsubasa Hayashi estava sentado.

    Respiração controlada.

    Mas o olhar…

    diferente.

    Mais sério.

    Mais atento.

    Genjiro Okabe se levantava devagar.

    Corpo pesado.

    Mas firme.

    E Saka…

    limpava o sangue do rosto.

    Silêncio entre os três.

    Por alguns segundos.

    Até que—

    — Aquilo não foi normal.

    Saka quebrou o silêncio.

    Genjiro soltou um riso baixo.

    — Não me diga.

    Ele girou o ombro.

    Sentindo ainda o impacto.

    — Aquilo… machucou.

    Tsubasa falou:

    — Não foi só força.

    Os olhos dele afiaram.

    — Foi intenção.

    Saka assentiu.

    — Ele não atacou pra vencer.

    — Ele atacou pra apagar tudo.

    Silêncio.

    Genjiro cruzou os braços.

    — E agora?

    Saka respondeu direto:

    — Agora são dois problemas.

    Ele olhou pro campo.

    Onde Ryuji e Kaede ainda se encaravam.

    — Antes era o Ryuji.

    — Agora…

    — são dois monstros.

    Tsubasa respirou fundo.

    Pensando.

    Calculando.

    — Não.

    Pausa.

    — É pior que isso.

    Os dois olharam pra ele.

    — Eles não são aliados mais.

    Silêncio.

    Curto.

    Mas pesado.

    E então—

    Genjiro sorriu.

    — Então deixa eles se atrapalharem.

    Saka respondeu na hora:

    — Não é tão simples.

    Ele estreitou os olhos.

    — Se um deles ganhar…

    — A gente tem que lidar com o vencedor.

    Silêncio.

    Tsubasa levantou.

    Devagar.

    Mas firme.

    — Então a gente não deixa isso chegar nesse ponto.

    Os olhos dele queimaram.

    Agora não com arrogância.

    Mas com estratégia.

    — Próximo round…

    — A gente força os dois a lutarem juntos.

    Genjiro franziu o cenho.

    — E depois?

    Tsubasa respondeu:

    — E depois…

    Um leve sorriso.

    Frio.

    Calculado.

    — A gente quebra os dois ao mesmo tempo.

    Silêncio.

    Pesado.

    Real.

    Porque agora—

    não era mais só uma luta de times.

    Era uma guerra de egos.

    De ideais.

    De monstros.

    E todo mundo ali…

    Sabia

    O próximo round…

    não ia ser uma luta.

    Ia ser um colapso.

    O campo ainda carregava o eco do último round.

    Mas agora…

    era silêncio de decisão.

    Do lado oposto—

    Saka cruzou os braços.

    Olhar fixo à frente.

    Calculando.

    Genjiro Okabe estava ao lado.

    Respiração pesada.

    Mas controlada.

    E Tsubasa Hayashi…

    em silêncio.

    Esperando.

    — Se continuar assim… — Saka começou, direto — a gente perde.

    Sem rodeio.

    Sem ego.

    Só verdade.

    Genjiro soltou um riso baixo.

    — Finalmente alguém falando o óbvio.

    Saka ignorou.

    — Ou eu uso minha Senkai…

    Pausa.

    — Ou você usa a sua.

    O ar ficou mais pesado.

    Porque aquilo…

    não era decisão leve.

    Senkai não era carta comum.

    Era risco.

    Era custo.

    Era consequência.

    Tsubasa falou:

    — Usar agora pode decidir o round.

    — Mas também pode acabar com a gente depois.

    Saka assentiu.

    — A minha principalmente.

    Ele olhou pros dois.

    — Vocês sabem como funciona.

    Silêncio.

    Genjiro respondeu:

    — Fala de novo.

    Saka não gostou.

    Mas falou.

    — Minha Senkai libera um veneno em área.

    — Não escolhe alvo.

    — Não tem filtro.

    — Tudo que respira dentro do alcance… é afetado.

    Pausa.

    — Inclusive vocês.

    Silêncio.

    Genjiro pensou.

    Rápido.

    Simples.

    Direto.

    — Então usa.

    Saka estreitou os olhos.

    — Você não entendeu.

    — Eu acabo com eles…

    — mas também acabo com você.

    Genjiro sorriu.

    Agora de verdade.

    — Aí que você tá errado.

    Silêncio.

    Ele deu um passo à frente.

    A aura começou a subir.

    Pesada.

    Densa.

    — Eu tava pensando em guardar minha Senkai…

    Pausa.

    — Mas não faz mais sentido.

    Tsubasa olhou pra ele.

    — O que você tá pensando?

    Genjiro respondeu sem hesitar:

    — A gente usa as duas.

    Silêncio.

    Pesado.

    Imediato.

    Saka encarou.

    — Você tá maluco.

    Genjiro deu de ombros.

    — Talvez.

    — Mas é a melhor chance.

    Saka balançou a cabeça.

    — Você não sobrevive à minha Senkai.

    — Ninguém sobrevive tempo suficiente dentro dela.

    Genjiro respondeu calmo:

    — Eu não preciso sobreviver.

    Pausa.

    — Eu preciso me adaptar.

    Silêncio.

    Os olhos de Saka afiaram.

    — …

    Genjiro continuou:

    — Minha Senkai evolui durante a luta.

    — Tudo que tenta me matar…

    — vira dado.

    — vira ajuste.

    — vira resistência.

    Ele encarou Saka.

    — Veneno não é exceção.

    Tsubasa entendeu primeiro.

    Os olhos dele mudaram.

    — Você quer usar o veneno como catalisador…

    Genjiro assentiu.

    — Exato.

    — Enquanto eles morrem tentando aguentar…

    — eu fico mais forte.

    Silêncio.

    Saka ainda não estava convencido.

    — Isso não é garantido.

    — Se o veneno agir mais rápido que sua adaptação…

    — você cai antes de evoluir.

    Genjiro sorriu.

    — Então eu acelero.

    Pausa.

    — Eu me forço além do limite.

    — E deixo o resto com minha Senkai.

    Silêncio.

    Tenso.

    Pesado.

    Tsubasa fechou os olhos por um segundo.

    Pensando.

    Calculando.

    E então abriu.

    — Funciona.

    Os dois olharam pra ele.

    — É arriscado.

    — Muito.

    — Mas é a única jogada que vira isso.

    Saka soltou o ar devagar.

    Ainda relutante.

    — Se eu ativar…

    — não tem volta.

    Genjiro respondeu:

    — Melhor que perder.

    Silêncio.

    Longo.

    E então—

    Saka assentiu.

    Devagar.

    — …Tá.

    — Então a gente termina isso.

    A aura dele começou a subir.

    Diferente.

    Mais silenciosa.

    Mais perigosa.

    Genjiro apertou o punho.

    O chão abaixo dele rachou.

    — Finalmente.

    Tsubasa olhou pro campo.

    Onde Ryuji e Kaede estavam.

    Separados.

    Mas prontos.

    — Próximo round…

    Ele murmurou.

    — Não vai ser luta.

    Pausa.

    — Vai ser sobrevivência.

    O sistema começou a vibrar.

    O anúncio se aproximava.

    E naquele momento—

    ficou claro:

    Eles não estavam mais jogando pra vencer.

    Estavam jogando…

    Pra ver quem fica vivo no final.

    — Oitavo Round… COMEÇAR.

    O campo não esperou.

    A pressão já estava pronta.

    E eles ativaram.

    Instantâneo.

    Genjiro Okabe foi o primeiro.

    O corpo dele… rachou.

    Não como ferida.

    Como transformação.

    Linhas de magma abriram pela pele.

    Luz incandescente vazando.

    Os ossos estalaram.

    Cresceram.

    Se expandiram.

    As costas rasgaram—

    E asas emergiram.

    Grandes.

    Pesadas.

    Dracônicas.

    Os olhos queimaram como lava viva.

    O ar ao redor distorceu.

    — Senkai — Ignivar Drakonis.

    O chão cedeu.

    Não aguentando a presença.

    Genjiro não era mais só força.

    Era uma calamidade viva.

    Do outro lado—

    Saka fechou os olhos.

    E abriu.

    As pupilas desapareceram.

    Tudo virou um tom rosa-arroxeado.

    Brilhante.

    Hipnótico.

    Perturbador.

    A aura dele… não explodiu.

    Se espalhou.

    Silenciosa.

    Invisível.

    Mas presente.

    — Senkai — Kaorihime Ranman.

    Ele respirou fundo.

    E decidiu.

    — Não letal.

    Tsubasa olhou de lado.

    Tsubasa Hayashi entendeu na hora.

    — Você vai distorcer… não matar.

    Saka assentiu.

    — Se eu matar, eu perco o controle.

    — Se eu distorcer…

    Os olhos dele brilharam mais forte.

    — Eu ganho o campo.

    A névoa se espalhou.

    Rápida.

    Silenciosa.

    Invisível.

    Mas inevitável.

    E então—

    atingiu.

    Kaede Shizuma foi o primeiro a sentir.

    Ele tentou dar um passo—

    O corpo respondeu errado.

    A perna trocou.

    O eixo falhou.

    — …Que porra—

    A visão dobrou.

    O espaço distorceu.

    Direita virou esquerda.

    O alto virou fundo.

    O próprio corpo… não obedecia.

    Naki tentou ativar uma chama—

    Saiu deslocada.

    Errada.

    Fora do timing.

    O controle fino… quebrado.

    — Isso não é veneno comum…

    Ele murmurou.

    Já entendendo.

    — É interferência neural.

    Saka falou calmo:

    — Não.

    — É pior.

    Ele abriu levemente os braços.

    — Eu não mexo no corpo.

    — Eu mexo na interpretação.

    Silêncio.

    — Vocês ainda fazem tudo certo.

    — Só que o cérebro entende errado.

    Caos.

    Controlado.

    Perfeito.

    Kaede tentou avançar—

    Errou o eixo.

    Tombou meio passo.

    Naki tentou ajustar—

    Mas cada micro correção…

    gerava outro erro.

    Eles estavam lutando…

    contra o próprio corpo.

    Mas—

    no centro—

    Ryuji Arata não se moveu.

    Porque ele não foi afetado.

    Silêncio.

    Sistema:

    Interferência externa detectada.
    Anomalia sensorial anulada.

    Ryuji piscou.

    Uma vez.

    A visão estabilizou.

    O corpo respondeu.

    Perfeito.

    Normal.

    Ele olhou ao redor.

    E entendeu na hora.

    — …Então é isso.

    Do outro lado—

    Saka franziu o cenho.

    — …

    — Por que você não tá afetado?

    Ryuji respondeu simples:

    — Eu não dependo só do meu cérebro.

    Pausa.

    — Eu tenho correção.

    Ele deu um passo à frente.

    Perfeito.

    Sem erro.

    Sem atraso.

    Enquanto os outros…

    lutavam contra si mesmos.

    Genjiro abriu as asas.

    E avançou.

    Agora mais rápido.

    Mais pesado.

    Mais absurdo.

    — Então eu fico com você!

    Ele desceu do céu como um meteoro.

    Ryuji desviou por milímetros.

    O impacto destruiu o chão.

    Explosão de magma.

    Ryuji apareceu acima—

    Contra-ataque elétrico—

    Genjiro bloqueou com o braço dracônico.

    A energia explodiu.

    Mas não atravessou.

    Ele sorriu.

    — Tá mais interessante agora.

    Enquanto isso—

    Kaede tentou avançar—

    Mas o corpo falhou de novo.

    Raiva subindo.

    Controle caindo.

    Naki tentava compensar com leitura—

    Mas cada ação…

    custava o dobro.

    Tsubasa apareceu entre eles.

    Velocidade absurda.

    Agora com vantagem total.

    — Acabou.

    Golpe limpo.

    Naki foi atingido.

    Kaede tentou reagir—

    Mas respondeu atrasado.

    Outro golpe.

    Os dois foram jogados.

    Ryuji viu.

    E entendeu.

    O campo estava quebrado.

    Genjiro pressionava ele.

    Saka controlava o ambiente.

    Tsubasa finalizava.

    Perfeito.

    Frio.

    Letal.

    E pior—

    Kaede e Naki estavam inutilizados.

    Por algo que eles não conseguiam lutar contra.

    Ryuji respirou fundo.

    Olhos focados.

    — Então eu vou ter que carregar isso sozinho…

    Genjiro sorriu.

    Asas abrindo completamente.

    — É exatamente isso que a gente queria.

    O céu rachou com o bater de asas.

    O veneno distorcia tudo.

    E o campo…

    não era mais um campo de batalha.

    Era um pesadelo.

    Onde só um ainda conseguia lutar direito.

    E agora—

    ele estava sozinho contra três monstros.

    O mundo ainda estava quebrado.

    Direita não era direita.

    Movimento não era resposta.

    Tudo… distorcido.

    Naki tentou levantar.

    O corpo respondeu atrasado.

    Corrigiu—

    Errado.

    — Tch…!

    Ele forçou controle.

    Tentou adaptar.

    Mas cada ajuste…

    criava outro erro.

    Do lado—

    Kaede Shizuma avançou na força.

    Ignorando lógica.

    Ignorando leitura.

    Só instinto.

    Só agressão.

    Erro.

    Tsubasa Hayashi observava.

    Parado.

    Por um segundo.

    Só um.

    E nesse segundo…

    ele aprendeu.

    Ele deu um passo.

    Errado.

    De propósito.

    O corpo respondeu invertido.

    E ele… corrigiu.

    Os olhos afiaram.

    — Entendi.

    Silêncio.

    Naki percebeu.

    Tarde demais.

    Tsubasa avançou.

    Não rápido.

    Preciso.

    Ele não lutava contra a distorção.

    Ele lutava com ela.

    Cada movimento já considerando o erro.

    Cada passo calculado ao contrário.

    — Não é o corpo…

    Ele murmurou.

    Desviando de uma chama que nem deveria ter acertado.

    — É a leitura.

    Kaede veio com tudo.

    Raiva pura.

    Golpe direto—

    Tsubasa inclinou o corpo no “erro”.

    O ataque passou.

    Ele já estava dentro.

    Muito perto.

    Perto demais.

    — Se eu inverter antes de agir…

    Golpe.

    Curto.

    Cirúrgico.

    O impacto pegou em cheio.

    Kaede travou.

    — …o erro vira acerto.

    Naki entrou pelo lado.

    Chama preta—

    Tsubasa já tinha previsto.

    Movimento invertido.

    Passo deslocado.

    Ele apareceu no ponto morto.

    Golpe no abdômen.

    Naki perdeu o ar.

    O corpo falhou.

    E aí—

    sequência.

    Sem pressa.

    Sem exagero.

    Sem desperdício.

    Golpes limpos.

    Diretos.

    Perfeitos.

    Kaede tentou reagir—

    Mas o corpo não acompanhava.

    Outro impacto.

    Ele caiu.

    Naki tentou levantar—

    Outro golpe.

    Seco.

    Definitivo.

    Silêncio.

    Os dois no chão.

    Respiração falha.

    Sem resposta.

    Sem jogo.

    Tsubasa ficou de pé.

    Respirando controlado.

    Olhar estável.

    — Adaptar…

    Ele murmurou.

    — é sobreviver.

    Do outro lado—

    Ryuji Arata viu tudo.

    Sem perder nada.

    Sem distorção.

    Sem atraso.

    E entendeu.

    — Ele aprendeu no meio da luta…

    Saka observava.

    Em silêncio.

    E então—

    desativou.

    A aura rosa-arroxeada sumiu.

    O campo… voltou.

    Os sentidos normalizaram.

    — Já deu.

    Saka falou calmo.

    — Eles dois já estão fora.

    Ele olhou pra frente.

    Direto pra Ryuji.

    — Não preciso mais disso.

    O campo agora era limpo.

    Claro.

    Direto.

    E pior—

    justo.

    Porque agora…

    não tinha desculpa.

    Genjiro Okabe abriu as asas.

    A forma dracônica ainda ativa.

    Pressão absurda.

    Tsubasa Hayashi ao lado.

    Totalmente adaptado.

    Frio.

    Pronto.

    Saka completando.

    Controle absoluto.

    Três.

    Contra um.

    Silêncio.

    Ryuji deu um passo à frente.

    Respiração pesada.

    Mas firme.

    Os raios começaram a subir de novo.

    Mais densos.

    Mais afiados.

    Mais perigosos.

    — …Ainda dá.

    Ele falou baixo.

    Mas com certeza.

    Os três ouviram.

    Genjiro sorriu.

    — Eu gosto disso.

    Tsubasa não reagiu.

    Só observou.

    Saka inclinou levemente a cabeça.

    — Mesmo sozinho…

    — você ainda acha que pode virar isso?

    Ryuji respondeu simples:

    — Não acho.

    Pausa.

    Os raios explodiram ao redor dele.

    — Eu vou fazer.

    Silêncio.

    Pesado.

    Real.

    Porque naquele momento—

    Não era arrogância.

    Era uma decisão.

    E os três entenderam:

    Mesmo em desvantagem total…

    Ryuji Arata ainda era o maior problema no campo.

    E agora—

    O round virava outra coisa.

    Não era mais luta de equipe.

    Era um teste.

    Pra ver se um monstro sozinho…

    Conseguia derrubar três.

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