Histórias 1
Capítulos 97
Palavras 125,6 K
Comentários 29
Tempo de Leitura 6 horas, 58 minutos6 hrs, 58 m

por Naor — A mente de Fenrir comemorou. Eu acertei o miserável, pensou. Uma fumaça esverdeada se projetou ao redor quando a flecha azul atingiu Elchor e alguns moradores lançaram gritos assustados e olhos horrorizados para o palanque. — Meu senhor! — Desmond exclamou caindo de joelhos com as mãos tremendo. Fenrir esboçou um sorriso. Cedo demais. Quando parte da fumaça se dissipou, a verdade se revelou. Primeiro, um pedaço de carne despedaçado. Outrora parte de um escudo. Em… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — Anayê suspirou, firmou ainda mais a adaga na mão e sentiu o fluido expandindo por todo o seu corpo. O mundo desacelerou. Elchor erguendo o braço. Fenrir, imóvel. As pessoas, observadoras ao redor rosnando palavras insignificantes. E então o peito da criatura se abriu e se liquefez. E, de repente, três objetos afiados parecidos com espinhos e cobertos por uma energia roxa pulsante avançaram na direção da ceifadora. Anayê reagiu. A sua lâmina cortou o ar três… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — Anayê cerrou os dentes. A aberração lançou um olhar de surpresa para ela, mas depois seu semblante retornou para a calmaria. — Ora, ora, parece que temos convidados — a criatura falou. Os cidadãos do vilarejo recuaram com reações mistas. Medo, culpa, raiva. Semelhante a uma pessoa flagrada cometendo um crime. Fenrir saiu das sombras e se colocou ao lado de Anayê. Desmond se levantou às pressas e se jogou aos pés da aberração. — Senhor, esses estrangeiros… — a voz… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — A lua era a rainha dos céus quando Anayê e Fenrir invadiram o vilarejo. Moviam-se rápido, silenciosos, sombras entre sombras. Casas, barris e cercas, qualquer coisa poderia ser um esconderijo. Fenrir não exibia uma expressão muito feliz, diferente de Anayê que liderava o caminho. O formigamento voltara no momento que pisara ali. Ela parou do lado de uma janela e espiou por uma fresta. Nenhuma vela, apenas escuridão. Foi até a próxima casa. Depois outra. Nada. Fenrir verificou… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — O silêncio era pesado. De morte. Anayê varria o horizonte com os olhos, mas não enxergava vida. Nenhum animal, nenhum som. Só árvores mortas, retorcidas como garras. Ela apertou os braços. — Isso tudo… — murmurou Boyak. — É culpa de Astaroth. O nome caiu como um peso. — Os asseclas dele drenam tudo — continuou. — Terra, gente… esperança. Anayê desviou o olhar. — Eles não drenam… — disse baixo. — Eles esmagam. A esperança na fortaleza é quase uma… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — O estômago de Anayê embrulhou quando viu o rancho de novo. Seu corpo estremeceu involuntariamente, sua visão ficou turva por alguns instantes. Ela passou a mão no local onde fora atingida pelo porrete antes de perder a consciência na casa dos idosos. Boyak seguia direto na direção do rancho, como se nada estivesse errado. Cantarolando, despreocupado. Aquilo não fazia sentido. Anayê diminuiu o passo com os olhos fixos nas costas dele. Aquilo podia ser outra armadilha, pensou. Seu… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — Primeiro Boyak achou estar sonhando. Grama sob os pés descalços, raios tranquilos de sol sob a cabeça, a vista do povoado de cima da colina. Mas o cheiro de hortelã foi quem denunciou a lembrança. Ele estava sentado no chão com as pernas cruzadas, as calças dobradas até o joelho e uma camisa de mangas curtas. Ao seu lado, repousado em uma cadeira de balanço de madeira, um velho com grandes sobrancelhas mastigava uma folha de hortelã. — Você não tem noção do que… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — O chão tremeu. Anayê quase perdeu o equilíbrio e quase ficou surda com o estrondo, tão alto, tão violento. Os escravos pararam. Os guardas pararam. Lentamente, ela virou o rosto para o leste e um frio escalou sua espinha com a visão. A torre do maquinário estava se desfazendo em meio à carvão e fumaça. Anayê apertou os olhos, pois aquilo era um acontecimento impossível naquele lugar, principalmente naquele lugar. E até então, tinha sido um dia como qualquer outro. Imensas… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — Boyak estava disfarçado. À sua frente, uma fila de escravos avançava lentamente até a barulhenta torre do maquinário, o coração podre da fortaleza de Astaroth. — Foram massacrados. Ele ouviu a voz dos maggs que supervisionavam a entrada da torre. Como de costume de sua raça, eles tinham corpos grandes e gordos, e pele marrom como o barro. — A caravana quatro. Ninguém sobreviveu… exceto um. Boyak puxou o capuz, manteve a cabeça baixa e resistiu ao gosto de carvão e poeira… 125,6 K Palavras • Ongoing

por Naor — Tem alguma coisa estranha, Anayê concluiu. Antes mesmo de entrar no vilarejo, ela fora acometida de um formigamento nos dedos e achou que era por conta da longa viagem. Estava enganada. — Oh, finalmente, um vilarejo — Fenrir apontou. E o formigamento subiu dos dedos para as mãos apenas avistando um vilarejo contido e pacato, com casas de madeira e telhados de barro. Calmo, quieto e perfeito demais. Ela virou a cabeça e seus olhos vasculharam a densa floresta ao redor. Grandes… 125,6 K Palavras • Ongoing