Ferretti

    Histórias 1
    Capítulos 16
    Palavras 37,1 K
    Comentários 2
    Tempo de Leitura 2 horas, 3 minutos2 hrs, 3 m
    • Capitulo 16: Expedição

      Capitulo 16: Expedição Capa
      por Ferretti — Imbecil — o xingamento de Áfti escapa por um suspiro. — Como pode ser tão ingênuo? — Não seja tão duro — Matí o consola. — Ele é gentil com todos, só isso.  — Gentil? Você acha que ele só é gentil? Ele quer se matar por essa gente — ambos estão sobre um único dromedário. — Eles não merecem tal sacrifício. Nada fizeram para ajudar Moshe. Somente pedem, pedem e pedem cada vez mais. — Ficou mesmo irritado com essas pessoas? Pensei que fosse porque ele largou…
    • Capitulo 15: Harmonia sombria

      Capitulo 15: Harmonia sombria Capa
      por Ferretti Habitava um deserto infinito. Sua companhia era a morte. Soterrada estava a vida. Abaixo das areias tantas almas sufocam, choram, rezam. Caminhava só. Não havia vento ou calor. Nada disso lhe pertencia mais. Não pertencia ao mundo. Estava condenado a vagar como espírito errante. A solidão também não lhe pertencia.  És... Nosso... Cavaleiro… — Moshe, Moshe, Moshe! — despertou junto a voz aflita.  A claridade penetra pelos olhos abissais. Sente o estômago doer, se…
    • Capítulo 14: Poços e fios

      Capítulo 14: Poços e fios Capa
      por Ferretti Mate... Qabils. Inúmeros. Um exército de carruagens. Armados com lanças. Proteja... Um povo, seu povo, corre atrás de si. Dourados olhos desesperados clamando por misericórdia. Abandone a carne.... Sim. Não há motivo para permanecer com os grilhões. Não é mais um humano. Deixou de ser a muito tempo. Está livre da carne. Vingue-nos... O mundo dobra a sua vontade. A terra faminta devora os fracos. O mar indomável descansa sob o céu. O vento agressivo se…
    • Capítulo 13: A honra de um pai

      Capítulo 13: A honra de um pai Capa
      por Ferretti Aftí e Matí, impossibilitados de adiar o tratamento com Ada e Adira, se despediram e seguiram ao centro do acampamento. O rastro púrpuro de Sagol marca a alma como sangue marca o tecido. O cheiro de carne podre escorre de seus espíritos. Sagol marcou cada pessoa com sua essência. A finalidade é desconhecida. Porém isso confirma o relato de Aharon sobre o verme púrpuro viver. Para Séfora, o odor lembra a carniça exposta ao Sol. Tampar o nariz não fará o desconforto sumir, afinal o cheiro não…
    • Capitulo 12: Sussurros na escuridão

      Capitulo 12: Sussurros na escuridão Capa
      por Ferretti Dói. A dor permeia a alma. Cada músculo lateja no próprio ritmo. A última lembrança é de alívio, soube que salvou quem mais lhe importava. Mas quer a ver. Precisa saber se ela está bem. Quer sentir o coração se perder nas próprias batidas. Apreciar sua beleza. Precisa acordar. Precisa deixar a luz chegar a vista.  As pálpebras, pesadas como portões de aço, finalmente se abrem.  Dor.  Esse simples gesto o fez ranger os dentes. Ralas lágrima turvam sua vista por…
    • Capitulo 11: Rei púrpuro

      Capitulo 11: Rei púrpuro Capa
      por Ferretti O Sol não necessita mais do que minutos para expulsar o vento gélido da noite. As quinze horas de Sol se iniciaram com o astro rei no pináculo de sua força. Moshe transpira, exausto, cada fibra de seu corpo pulsa. A regeneração proporcionada pelas vozes é profunda, a cada segundo se sente mais disposto. Está ileso. Cada corte foi regenerado. Cada gota de sangue foi reposta. Porém foi ao extremo que seu físico pode aguentar. Mal consegue mover o corpo. Mas acabou, Sagol ficou sem…
    • Capitulo 10: Exército Púrpuro

      Capitulo 10: Exército Púrpuro Capa
      por Ferretti O céu escuro é tingido pelos primeiros raios alaranjados do Sol. As nuvens tornam-se brancas sobre o céu azul celeste. As areias amareladas são tingidas pelo sangue escarlate de Moshe. O brilho dourado de seus olhos transforma-se em um cinza opaco. A dor paralisa. O gosto metálico na boca o lembra da morte. Moshe grunhi ajoelhado. Não consegue respirar. O abdômen está aberto. Um buraco do tamanho de um punho. Suas costelas estão expostas. A consciência lhe esvai.  — Admito que é…
    • Capitulo 9: Caça do verme púrpura

      Capitulo 9: Caça do verme púrpura Capa
      por Ferretti Quanto mais perto do centro mais olhos violetas surgem. Os céus esconderam a Lua, os abençoando com a escuridão. Aftí reconhece o padrão dos servos de Sagol, a tarefa de os evitar está se tornando mais árdua a cada passo. Os grunhidos distantes revelam o grande número de moribundos que os aguarda. São pouco ágeis, têm a inteligência limitada e suas rotinas são curtos ciclos de cinco minutos. Não falam ou pensam. Restando somente a selvageria. Se não fosse pela quantidade seriam facilmente…
    • Capitulo 8: A luz do abismo

      Capitulo 8: A luz do abismo Capa
      por Ferretti A residência é limitada a um simples cômodo. Sagol sentia-se bem com isso. Nada mais que uma cama e duas mudas de roupa o pertencem. Isso não o incomoda, claro que não. Há muitas regalias por ser quem é. Por exemplo, as duas beldades que o abanam, duas mulheres escolhidas a dedo. Uma de pele mais clara e outra bronzeada, ambas dotadas de sensuais curvas. Faz questão de alimentá-las quatro vezes ao dia, é inimaginável deixar a beleza de ambas murchar. — Receio que não me informou…
    • Capitulo 7: Vila púrpura

      Capitulo 7: Vila púrpura Capa
      por Ferretti Moshe facilmente contaria os grãos de areia depositados em seus olhos, porém os pensamentos o engoliram por completo. As vozes não deveriam o assustar mais, elas não deveriam ser tão fortes sobre si. Deveriam estar presas dentro de si e não ele refém delas. Sempre soube que era impossível conte-las, e ainda assim se deixou enganar. Talvez Séfora poderia conter a sede de sangue delas. Talvez. Mas a cada dia os sonhos se tornavam piores, mais reais. A gota d’água foi ontem. Poderia ter a…
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