53 Resultados na categoria ‘As Crônicas dos Três Milagres’
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Capítulo 11. Thora. Sempre com medo
Thora estava com medo, o que não era novidade. O estranho era a culpa; o medo lhe era íntimo. A culpa, nem tanto. Desta vez vieram juntos, e ela passou quase toda a jornada em silêncio. Os outros cavalgavam um pouco à frente, conversando de vez em quando. Normalmente ela também estaria falando, gostava disso. Acima de tudo, gostava de conversar com Sigrid. Havia também o garoto novo, Briorn, que depois de ajudar a salvar Hrafn e Sigrid, simplesmente se enfiou no grupo, como se sempre tivesse…- 61,3 K • Ongoing
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Capítulo 10. Hrafn. Café É Bom
Hrafn chegou à tenda do hersir sentindo o corpo inteiro latejar. Leif, haviam lhe dito. Um homem gentil. Gentil o bastante para chamá-lo todo quebrado só para uma conversa. Embora, para ser justo, o próprio hersir também parecesse ter sido montado às pressas com o que restara. “Vocês dois podem sair,” disse ele, depois de observar o curandeiro por um momento. “S-sim, elevado hesir,” respondeu Grim, feliz demais para esconder o alívio. Bom para ele. Hrafn não gostou muito da…- 61,3 K • Ongoing
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Capítulo 9. Grim. O Peso dos Outros
Havia uma heresia repetida aqui e ali em vozes baixas, entre os abençoados pelo megin, que ser tocado pelo milagre era também ser amaldiçoado por ele. Grim nunca a descartou por completo. A Megin dava muito, e algumas coisas eram iguais para todos. Força onde antes não havia, fôlego quando o corpo implorava pelo chão, clareza em momentos que deveriam ser nada além de pânico. Outras coisas vinham mais tortas, dons que pareciam bênção até chegar a hora de carregá-los. O dele era um…- 61,3 K • Ongoing
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Capítulo 8. Hrafn. Coisas Antigas
Ele sentiu algo no peito, algo quente e reconfortante. Hrafn abriu os olhos devagar e encontrou a fonte daquele conforto; um homem não muito mais velho que ele ajoelhado ao seu lado, ambas as mãos abertas sobre seu peito. Um brilho branco e opaco vazava de seus dedos e se derramava pela carne de Hrafn em ondas suaves, correndo por dentro de suas costelas. Quando percebeu que Hrafn havia despertado, o homem recuou as mãos e assentiu. Ele assentiu de volta, e o homem permaneceu ali, levemente…- 61,3 K • Ongoing
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Capítulo 7. Leif. Corpos Quebrados
O Hesir, Leif, estava grato. Dadas as circunstâncias, isso poderia parecer loucura. Seu braço esquerdo pendia quebrado ao lado do corpo, e costelas fora do lugar mordiam sua carne a cada respiração mais funda. Seu olho esquerdo, agora cego, roubava-lhe metade da noite e tornava o retorno ao acampamento mais lento do que deveria ter sido. A profanação que o deixou neste estado era rápida demais para o próprio tamanho e forte demais para que algo assim tivesse sido permitido pelo mundo. Ainda…- 61,3 K • Ongoing
Hrafn observou tudo aquilo sem conseguir decidir o que mais o impressionava; os caídos ou os voroirs. Os caídos vinham em ondas desordenadas, como se a noite os vomitasse aos punhados, e os voroirs os recebiam com uma disciplina que parecia existir antes mesmo de eles nascerem. Se ele não estivesse tão perto da morte, talvez até estivesse mais fascinado. Mas ele sabia que, assim que os caídos atravessassem em número suficiente, não haveria mais diferença entre assistir e participar. E mais e…- 61,3 K • Ongoing
Thora se levantou com um salto, o coração já disparando antes mesmo de entender o perigo, conforme o medo que vinha crescendo desde que haviam deixado as muralhas ganhava mais forma. Ela viu lanças em mãos enquanto soldados avançavam, alguns servos também. Eles fecharam as brechas entre os voroirs, que haviam tomado suas posições no instante em que o primeiro chamado soou, mas isso não a acalmou. Apenas tornou tudo mais real. "Seria esperto sacar suas lâminas", disse uma voz ao lado…- 61,3 K • Ongoing
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Capítulo 4. Hrafn. Os Contos de Saga
‘’A Ruina Verde. Dizem que há muito, muito tempo atrás, um Grænfadir vagou pelo mundo; um soberano do verde. Chamavam-no de Caminhante Verde, pois, por onde ele passava, a vida florescia. Seu caminhar parecia simples. Ainda assim, bastava que ele cruzasse uma terra estéril para que ela despertasse. Grama brotava sob seus passos, árvores se erguiam onde antes houvera poeira e rios claros nasciam onde o solo estivera seco por gerações. Campos que antes tinham sido mortos se…- 61,3 K • Ongoing
Sigrid mantinha as mãos entrelaçadas com tanta força que seus dedos já doíam. Quando o Skjald abriu o corte na palma dele, ela esperou por um grito que não veio. Hrafn apenas enrijeceu; um breve espasmo subiu por seus ombros largos, então o sangue tocou a pedra, e a estela respondeu. A luz emergiu devagar, nasceu fraca e começou a escorrer pelas fendas da pedra como se despertasse de um sono muito antigo, com uma beleza verde e escura. Aquilo a atingiu com força. Não o milagre em si. Ela já o…- 61,3 K • Ongoing
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Capítulo 2. Hrafn. Cerimônia
Quando alguém perde um ente querido, algumas pessoas tiram um tempo para si, deixam que ele passe devagar e permitem que a dor encontre seu lugar dentro delas. Hrafn, claro, não estava entre elas. Indiferente ao seu sofrimento, a rotina nas docas seguiu exatamente como antes. Ou talvez até pior. Carregar sal era um trabalho ingrato. Mesmo através do tecido grosso dos sacos, os grãos finos encontravam seu caminho. Eles descamam e ressecam a pele, abrem pequenas fissuras nela e então mordem como…- 61,3 K • Ongoing
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