Índice de Capítulo

    “Sorrisos frios, máscaras de cristal,

    promessas vazias ecoam no abismo mortal.

    A mão que afaga é a mesma que fere,

    na sombra da mentira, a confiança perece.”

    Enquanto Yuki e as Irmãs Yagame investigam as grandes piscinas, a escola está um pouco agitada, com reuniões e debates acontecendo ao mesmo tempo.

    No debate, o assunto está quente, com ótimos argumentos vindos de todos os candidatos.

    — Sasori, pode me dizer o que faria caso houvesse um aluno em estado crítico de saúde, como, por exemplo, um ataque epilético ou um ataque de POESB?

    — Bem, essa é uma pergunta de fácil resolução. Como todos sabem, ataque POESB ocorre quando as partículas estão com sobrecarga, ou seja, naquele momento é de suma importância fazer um leve ferimento no braço para que, junto com o sangue, as partículas também saiam do corpo.

    Os espectadores bateram palmas; algumas pessoas eram torcedores e amigos de Sasori.

    Outros ficaram apenas em silêncio.

    Do outro lado da escola, Arushi estava tendo uma reunião com alguns de seus amigos.

    — Gojo Sink e York Sinclair. Faz um tempinho que não conversamos, como vocês estão?

    Gojo sorriu de canto, mostrando seus dentes afiados enquanto erguia o braço para cumprimentar Arushi.

    York também cumprimentou Arushi.

    — Pois é, você agora só fica perto daqueles meninos da Blue Zenith — disse York, com um tom de voz indiferente.

    — Eu sei, perdoe-me pela falta de consideração. Como vocês estão? O que estão fazendo? — indagou Arushi, sentando-se na cadeira da sala.

    Eles estavam dentro da sala de aula da turma Dragão Cinzenta. Como a aula de hoje havia terminado, aproveitaram para fazer uma reunião.

    A turma Dragão Cinzenta é a turma do 9º ano.

    — Bem, estou fazendo o que você pediu e, fora isso, estou apenas estudando e observando alguns alunos interessantes. — disse Gojo.

    Arushi acenou com a cabeça, entendendo o que Gojo disse.

    — Entendi, continue assim, Gojo! E você, York? O que anda fazendo?

    — Bem, estou fazendo o que você pediu e, por enquanto, estou colecionando ursinhos da Toys Well. Olha como são fofos! — disse York, erguendo o ursinho bem na cara do Gojo com as bochechas coradas.

    Gojo fez um olhar e uma expressão de desinteresse, não querendo ver o ursinho na mão dela.

    — Argh… seu inútil! — murmurou York com um tom grosseiro.

    — Hehe… vocês continuam os mesmos, amando um ao outro como sempre.

    — Que?? Sai dessa.

    Ambos gritaram, olhando um para o outro com um olhar de desgosto.

    — Entendi haha… Mas enfim, que bom saber que estão fazendo o que eu pedi. E então? Algum relato?

    — Eu tenho. Em relação ao cotidiano do peão, é o mesmo e o básico todo dia; a maior parte do tempo está no quarto dele, só sai para resolver problemas relacionados à escola. De resto, não sai e não leva nada consigo — explicou Gojo.

    — Entendi. Continue observando, pode ser que alguma hora ele faça algo. Agora você, York, algo a relatar?

    — Tenho. Além do cavalo ficar na sala dele, só sai para reuniões fora da escola e reunião semanal com os professores. Além disso, tem curtas reuniões com pessoas de fora. Mas hoje, ele foi para uma reunião fora da escola.

    — Entendo. Obrigado pelo relato. Já que ele saiu hoje, então é uma boa oportunidade para o que vou pedir a vocês.

    — O que é? — indagou Gojo.

    — Preciso que vocês façam uma coisa perigosa, que é importante para o meu plano. Vocês estão dispostos a me ajudar com isso? Podem até ser pegos e expulsos por conta disso.

    — Manda ver! Eu gosto de adrenalina — disse Gojo, com uma expressão séria e um sorriso de canto.

    Arushi e seus dois contatos continuaram a conversa sobre o plano perigoso.

    Enquanto isso, do lado de fora da escola, bem distante, o Diretor estava presente em uma reunião com o conselho dos Cronwell, do grupo Cronwell Technologies.

    — Podemos começar a reunião? — indagou Anki B. Cronwell.

    — Ainda não, o palhaço do meu irmão ainda não apareceu — disse Logan J. Cronwell.

    Logan tem cabelo liso em formato de tijela e olhos amarelo-dourados.

    — Droga, seu irmão é um inútil, como pode isso!? — disse o Diretor Kobayashi.

    Logan fez uma cara de raiva, olhou torto para o diretor e disse:

    — Quem você acha que é para falar assim do meu irmão, hein?

    — Não comecem, por favor! — disse Anki.

    — Mas foi esse velho aí que começou — disse Logan com um tom de raiva.

    — Desculpem a demora, galera. Mas cheguei para a alegria de todos! — disse Hogan J. Cronwell, enquanto se aproximava da mesa com um skate.

    Hogan tem o mesmo tom de olhos dourados de Anki e Logan, e cabelo com o mesmo estilo do irmão.

    Estavam presentes na reunião agora sete dos dez executivos do grupo Cronwell:

    Logan J. Cronwell, Hogan J. Cronwell, Suzuki K. Cronwell, Bartô Cronwell, Oda Cronwell, Kunosogi D. Cronwell e Anki B. Cronwell.

    E, claro, junto com eles, estava o diretor da escola ESA, Saulo Kobayashi.

    — Agora podemos começar a reunião! — disse Saulo.

    — Primeiro, vamos falar sobre meu novo projeto na Toys Well, o custo não é…

    Antes de Logan continuar a falar, alguém o interrompeu.

    — Não vamos falar sobre isso agora, Logan! Primeiro, vamos discutir o paradeiro de Mizuki Hikaru, como estão as buscas? — indagou Anki.

    — Bem, como você sabe, buscar um corpo morto no meio do nosso mundo é uma missão quase impossível! — disse Logan.

    — Quase impossível? Isso é impossível! Nem sabemos se o corpo dela está enterrado mesmo, vai saber se aquele laboratório maldito pegou o corpo e escondeu no fundo do mar — disse Logan.

    — Não quero saber de suposições nem de missão impossível, só quero saber sobre o corpo dela! Nós precisamos de todo jeito pegar aquele poder! Entenderam? — gritou Anki, batendo o punho na mesa.

    Alguns executivos começaram a rir após isso.

    — Por que estão rindo? — indagou Anki.

    — Sua voz é tão fina que fica engraçado, haha — disse Hogan.

    — Argh… enfim, Saulo, você tem certeza mesmo que aquele garoto é filho da Mizuki?

    — Certeza eu não tenho. O sobrenome dele é Hikaru, além disso, ele estava morando com uma mulher chamada Mizuki Hikaru, só isso que temos de informação — respondeu Saulo.

    Suzuki, única mulher no conselho dos Cronwell, com seus olhos pretos e cabelo negro fino, mas uma voz um tanto quanto grossa, posicionou seu corpo na cadeira para poder participar melhor da conversa.

    — E o poder? — perguntou Suzuki.

    — Bem, os olhos dele são cinza, e nossos equipamentos não detectaram nada vindo dele.

    — Entendo, espero que continue assim, pois se for verdade, o poder ainda está com a Mizuki. Por conta disso, precisamos achar o corpo dela o quanto antes — disse Anki.

    O diretor pegou o copo de água que sua secretária Toshiba havia deixado e tomou um gole.

    Com a garganta refrescada, o diretor perguntou:

    — Posso saber o motivo da pressa? Pelo que vocês me disseram, o corpo com o poder não apodrece nem envelhece.

    Anki arrumou sua gravata vermelha, dizendo:

    — Sim, mas nossos planos têm prazo para serem concluídos, e nesse tempo precisamos do poder para completá-los.

    — Caso contrário, teremos que adiá-los mais uma vez, e nosso chefe nos punirá, assim como fez com os antigos executivos — explicou Logan.

    Suzuki estava observando o assunto se desenrolar.

    Mas agora estava prestes a perguntar algo.

    — Diretor, tenho uma pergunta a fazer: não conseguimos fazer essa reunião na época em que esse garoto foi para sua escola. Você sabe me dizer como é a mãe dele?

    Saulo balançou a cabeça negativamente.

    — Não, só tenho o relatório da CDA, dizendo que policiais acharam um revoltante e acabaram matando a mãe dele, Mizuki Hikaru, por conta de agressão vinda da parte dela.

    — Entendi, mas até onde sei, Mizuki estava morta, né? Se essa mulher for realmente quem procuramos, como ela estava viva?

    — Estava! Agora está morta e desaparecida, assim como os policiais que a mataram — disse Logan.

    O diretor cruzou os braços e disse:

    — Pois é, eles deram o relatório, e um dia depois sumiram. Agora sem eles não poderemos saber onde o corpo da Mizuki está.

    — Isso está estranho. Primeiro estávamos procurando o corpo da Mizuki que desapareceu sete anos atrás, aí do nada encontram a Mizuki e a matam, e agora o corpo dela desapareceu de novo? Que merda é essa? — disse Logan de forma grosseira.

    — É como se ela tivesse sobrevivido novamente. — disse Hogan.

    — Mas, de qualquer forma, isso é ótimo para nós, mas ao mesmo tempo é ruim. Precisamos nos apressar e achar logo o corpo da Mizuki! — comentou Anki, determinado.

    Todos na mesa acenaram com a cabeça.

    — Agora, vamos para o segundo assunto. O Vain está com medo de acontecer o mesmo que aconteceu com alguns executivos ao longo da história, quando esses tentaram conspirar em segredo para ganho pessoal juntamente com a igreja Iluminista.

    — Sim, eu sei disso, mas o que o Vain quer fazer? — indagou o diretor.

    — Ele quer colocar localizadores em todos nós, para saber onde estamos indo.

    Todos os executivos olharam uns para os outros, surpresos.

    — Mas, de que isso vai adiantar? Podemos conspirar aqui mesmo na reunião, e o localizador vai apenas mostrar que estamos na reunião, não faz sentido — disse Suzuki.

    — Sim, eu sei, mas acho que tem algo por trás disso, talvez uma escuta ou até mesmo algo para enganar ou botar medo, não sei. Só quero que vocês saibam: por favor, não conspiram, não se oponham, não mintam. Entenderam? — disse Anki.

    Todos acenaram com a cabeça.

    — Como se isso fosse resolver algo… — murmurou Logan em um tom baixo.

    Anki se ajeitou na cadeira para dizer algo a mais.

    — Tenho que dizer mais uma coisa antes de conversarmos sobre custos e projetos. Creio que todos estejam cientes sobre uma igreja poderosa que anda nas espreitas da escuridão, chamada Igreja Pezzottaite.

    — Ham? Os adoradores do Deus Sol? — indagou Logan.

    — Para mim, eram os adoradores da pedra do sol — comentou Hogan.

    Todos olharam para Anki, com uma expressão curiosa.

    A sala de reunião, que não tinha nenhuma janela para passar o brilho do sol, tinha apenas um pequeno duto e ventiladores, além de uma porta estritamente fechada para ninguém escutar do lado de fora.

    — Bem, essa igreja só foi descoberta recentemente, quando um membro dela foi capturado pela polícia do Horizonte, tentando roubar uma criança revoltante que estava sendo perseguida pelos policiais.

    — Caramba, e como ele era? — perguntou Logan, com seus olhos dourados fixos em Anki.

    — Não tenho detalhes, o que sei da minha fonte é que o homem tinha uma tatuagem de um sol na barriga e usava um colar com um nascer do sol.

    Logan arregalou os olhos.

    — Mas esse desenho do colar é bastante familiar…

    — Espera aí, a maior faculdade do Horizonte não é a Faculdade Solar, que tem como brasão justamente o nascer do sol? Tem alguma ligação entre a igreja e a faculdade? — indagou Hogan.

    — Se tiver, teremos um grande problema, correremos o risco de ter uma religião predominando no Horizonte, isso vai estragar nossos planos — disse Suzuki.

    — Ei ei…mas por qual motivo ele estava atrás da criança? E o que aconteceu com ela? Não recebi nenhuma informação de que havia entrado mais uma revoltante para a CDA. — indagou Saulo.

    — O paradeiro da criança é desconhecido, não sei e meu informante também não sabe o que aconteceu com ela. — disse Anki.

    O diretor Saulo fez uma cara fechada, triste e ao mesmo tempo curioso.

    Anki fechou os olhos e cruzou os braços.

    — Enfim, sobre o que você disse Suzuki, na real, o maior problema é não saber quais as intenções dessa igreja, seus objetivos, suas ideias. Como eu disse, não sabíamos que eles existiam até agora.

    — E a Faculdade Solar existe desde antes do Horizonte, na época em que ainda era do Japão. Se esses membros da igreja forem remanescentes japoneses? — questionou Suzuki.

    — E se os planos deles forem derrubar o Horizonte? Temos que intervir logo e fechar a Faculdade Solar! — disse, desesperado, Logan.

    — Calma, não podemos fazer isso. A Faculdade Solar está ligada diretamente ao governo, assim como nós; o governo está fazendo algo juntamente com essa faculdade — disse Anki.

    Logan, inquieto, bagunçava seu cabelo liso em forma de tijela.

    — Droga… temos que ficar de olho neles. Podemos pelo menos mandar nossos exploradores ficarem de plantão no território da faculdade, o que acham?

    — Eu acho que devemos esperar um pouco. Vou ver o que meu informante tem para me dizer em relação a esse homem capturado. Se ele vai abrir a boca sobre tudo. Até lá, fiquem no aguardo — disse Anki, pegando uns papéis sobre projetos em sua bolsa de couro.

    O diretor, quieto nessa situação, já que tem planos secretos juntamente com Shuukyo, presidente da Igreja Pezzottaite e diretor da Faculdade Solar. O que será que está passando na cabeça dele ouvindo esse assunto?

    Talvez esteja desesperado para comunicar logo com a igreja sobre isso, ou esteja tranquilo sabendo que não dará em nada.

    Enquanto essa reunião se desenrola com assuntos financeiros, Arushi está terminando de repassar seus planos com seus contatos secretos dentro da sala de aula dos Dragões Cinzentos.

    — Entendi, o plano parece ser de difícil complexidade, mas se bem executado, pode dar certo. Eu vou te ajudar — disse Gojo, com seu tom de voz cansado.

    — Mas tem uma coisa: o Yuki vai saber sobre nós? Porque, já que vamos fazer a maior parte, ele vai querer saber quem os ajudou, não? — indagou York.

    — Sim, e eu já disse que vou pedir ajuda para uns amigos, mas os nomes não direi.

    — Entendi… — murmurou York.

    A sala vazia, junto com o silencio e um ar vindo das tubulações, dava para escutar sons minuciosos vindo dos corpos deles.

    York com os braços cruzados enquanto olhava de canto para o chão, com uma expressão decepcionada, o motivo disso escondido sem que ambos os meninos soubessem.

    Já Gojo, com uma expressão tranquila de sempre, observando se o Arushi vai dizer algo a mais de importante.

    Arushi percebendo o comportamento de York, se levantou da cadeira, com sua expressão confiante de sempre.

    — Bom, não sei o motivo de você estar assim, mas assim que terminarem o que pedi e estiver tudo certo, eu dou suas recompensas. — disse Arushi, com um sorriso de canto.

    Os olhos de Gojo e York brilharam de felicidade enquanto davam um sorriso enorme.

    Arco: Investigação

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