CAPÍTULO 36 — A Caçada Começa
A floresta permanecia silenciosa.
O cronômetro continuava sua contagem impiedosa.
1:56:12
O vento atravessava as copas das árvores, fazendo as folhas sussurrarem umas contra as outras.
O grupo da Alemanha avançava com cuidado pela trilha inclinada que levava a um terreno mais alto.
Emma caminhava no centro, segurando firmemente a bandeira alemã presa às costas.
Köpiert seguia à frente, observando cada detalhe do terreno.
Lance e Kaya vinham logo atrás, atentos a qualquer movimento.
Köpiert ergueu a mão.
— Esperem.
Todos pararam.
Ele se agachou e tocou o chão.
Algumas marcas estavam impressas na terra úmida.
Pegadas, ainda recentes…
Köpiert analisou por alguns segundos.
— Outro grupo também pensou na mesma posição que queremos…
Lance franziu a testa.
Emma olhou em volta.
— Eles passaram por aqui?
Köpiert balançou a cabeça.
— Não só isso, eles podem estar à nossa frente, preparando uma emboscada!
Um sorriso lentamente surgiu em seu rosto.
Ele estalou os dedos.
Tlec.
— Isso está começando a ficar interessante…
Emma suspirou.
— Eu nunca entendo esse seu jeito, parece animado demais.
— Claro que estou. — Köpiert respondeu com um brilho nos olhos. — Precisamos de uma faixa inimiga.
Kaya cruzou os braços.
— Ainda é cedo para lutar.
— Discordo. — respondeu Köpiert. — Quanto antes pegarmos uma faixa, menos pressão teremos depois.
Lance observava a trilha.
— Mas se for um grupo forte?
Köpiert apenas sorriu.
— Seriam fortes se eu estivesse no grupo deles!
Ele se levantou e gargalhou.
O grupo continua seguindo adiante.
Enquanto isso…
Em outra parte da floresta.
O grupo da Espanha se reunia em uma área cercada por rochas altas.
Corvos sobrevoaram a floresta.
Rays observava o terreno com calma.
Karasu estava sentado em uma pedra, girando uma pequena pedra entre os dedos.
Mayumi analisava o mapa improvisado que havia desenhado no chão.
Rays falou primeiro.
— Precisamos decidir quem leva a bandeira.
Mayumi levantou os olhos.
— Eu não acho uma boa ideia carregá-la enquanto atacamos, e se ficar longe para resgatar será difícil.
Karasu sorriu.
— Então vamos esconder.
Katsu ergueu uma sobrancelha.
— Esconder?
— Isso mesmo! May, seu poder é criar e replicar o que toca, não estou certo?
— Sim!
— Vamos carregar uma cópia, enquanto a original fica escondida.
Rays assentiu lentamente.
— Faz sentido.
Mayumi toca na bandeira e começa a criar a réplica.
— Agora podemos atacar sem restrições. — completou Karasu.
Katsu cruzou os braços.
— Mas alguém precisa ficar protegendo.
Karasu apontou para si mesmo.
— Eu fico.
Rays olhou para ele.
— Você quer ser o guarda da bandeira?
Karasu riu baixo.
— Não se preocupem, eu vou continuar ajudando vocês e me comunicando pelos corvos.
Mayumi falou:
— Então, o plano é dividir o grupo?
Rays finalmente sorriu.
— Na verdade, é uma ótima ideia, vamos lutar com liberdade e Karasu é quem tem o maior alcance entre nós quatro.
Ele desenhou no chão.
— Karasu fica aqui. Eu, Katsu e Mayumi vamos caçar outros grupos.
Karasu apoiou o cotovelo no joelho.
— Quantas faixas?
Rays respondeu calmamente:
— Duas.
Katsu olhou para ele.
— Por quê?
— Segurança e garantia.
— Mas isso também coloca as nossas em risco! — Karasu interrompe.
Rays cruzou os braços.
— Não vamos precisar nos preocupar… — ele se vira e olha para Mayumi. — Até porque as faixas também serão replicadas!
Karasu soltou uma risada baixa.
— Genial!
Rays apenas respondeu:
— Teremos maior liberdade em batalha.
— Ter vocês dois na mesma equipe é assustador. — Katsu fala.
Em outro ponto da floresta…
O grupo da Itália caminhava entre árvores densas.
Shin parecia animado.
— Acho que não é novidade que a melhor pessoa para guardar a bandeira…
Rivna respondeu imediatamente:
— Não é você.
Shin colocou a mão no peito, fingindo estar ofendido.
— Que cruel.
Ivanov falou calmamente.
— Se perdermos a bandeira, todos caímos.
Akemi observava o ambiente.
— Então precisamos de alguém rápido.
Shin olhou para Rivna.
Quando ele abre a boca para falar.
— Akemi, acho que você é a melhor para isso.
— Na verdade, Rivna, seu poder de ilusão pode ser o mais adequado.
— É, você tem razão…
Rivna suspirou.
Ela pegou a bandeira.
— Mas se eu tiver que lutar, vocês seguram.
Shin abriu um sorriso largo enquanto se aproximava.
— Não se preocupe, meu anjo, enquanto eu estiver aqui, ninguém chega perto de você!
Rivna estende a mão na cara de Shin, afastando-o.
— Não viaja!
— Como você é difícil.
Ivanov olhou para o cronômetro no céu.
1:48:03
— Eu estou torcendo para encontrarmos alguém logo.
De volta ao grupo da Alemanha.
Eles haviam chegado ao topo da pequena colina.
A visão da floresta agora era mais ampla.
Kaya analisava o horizonte.
— Daqui podemos ver movimentação.
Lance apontou.
— Ali, tem algo…
Entre as árvores distantes, sombras se moviam.
Emma apertou a bandeira contra o corpo.
— Quantos?
Köpiert sorriu.
— Quatro oponentes… perfeito para usar de escadas e subir ao topo.
Ele estalou os dedos novamente.
Tlec.
Seus olhos brilhavam de empolgação.
— Parece que encontramos nosso primeiro grupo.
Lance respirou fundo.
— Entrem em formação!
Kaya se posicionou ao lado dele.
Emma deu um passo para trás, protegendo a bandeira.
Köpiert avançou alguns passos à frente.
O sorriso dele ficou ainda maior.
— Perfeito. — Ele abriu os braços levemente. — Por que não atacam? Estão com medo?
O vento atravessou a colina.
As folhas começaram a cair lentamente ao redor deles.
Köpiert inclinou a cabeça.
Surge duas pessoas entre as árvores com a faixa do Japão no braço.
— Esse é o fim da linha para vocês!
Um deles salta em direção ao grupo.
Lance ergue os braços, a gravidade ao redor começa a vibrar, e o inimigo é jogado de volta.
Kaya olha para os lados.
— Espera, faltam dois…
A luz começa a desaparecer e o grupo é coberto por uma grande sombra…
Lance sente algo se aproximar e olha para cima.
— Em cima! — ele grita.
Quando eles olham para cima, uma mão gigante se aproxima.
Lance ergue os braços e usa a gravidade para impedir a mão de se aproximar.
Quando estavam distraídos…
Emma sente um frio em volta de seu corpo.
Quando surge mais um membro ao seu lado que estava invisível para se camuflar.
— Acabou, a bandeira é minha!
Köpiert mostra um sorriso confiante.
— Isso vai ser muito divertido!
Ele ergue seu braço para o alto e estala os dedos novamente.
Tlec.

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