Índice de Capítulo

    Então meus queridos leitores, aqui estou eu novamente, O Porta! A mando do grande Vento Leste, o amado tradutor de Escravo das Sombras, irei estar postando todos os capítulos da obra atualmente disponíveis! sim, até os atuais da gringa! me desejem sorte e agradeçam ao Vento! (que deveria estar me pagamento em Euros1 por isso!)

    Santa pareceu hesitar antes de aceitar o revólver, mas então assentiu relutantemente para Sunny. Ela verificou a arma com movimentos precisos e confiantes, certificando-se de que estava carregada, e então a escondeu no bolso do sobretudo. Era difícil dizer se ela se sentia mais segura com uma arma, já que sua expressão era quase sempre calma e plácida, mas Sunny esperava que sim.

    Porque ele próprio se sentia incomodado.

    Ser mundano já era ruim o suficiente, mas ele pelo menos confiava em sua capacidade de dominar a maioria dos inimigos em uma briga. Agora que as armas de fogo entraram em cena, porém, Sunny teve que encarar sua própria mortalidade. Uma bala era suficiente para acabar com sua vida.

    ‘Que… nostálgico.’

    Ele se lembrou de sua juventude nos arredores de NQSC, onde bandidos armados eram como divindades que detinham o poder sobre a vida e a morte na ponta dos dedos. Fazia tanto tempo que Sunny não se sentia ameaçado por armas que ele estava tendo dificuldade para se adaptar a essa nova e velha realidade.

    “A propósito, não deveríamos ter isso também?”

    A pergunta de Effie o fez coçar a nuca.

    “Certo. Como detetives, temos o direito de portar armas de fogo.”

    Sunny vasculhou as memórias do Detetive Diabólico por alguns momentos.

    “Mas elas estão trancadas a sete chaves no Departamento de Polícia. Só podemos tirá-las de lá depois de apresentar uma justificativa adequada e preencher uma série de formulários.”

    Armas eram uma raridade em Miragem, e até mesmo policiais hesitavam em usá-las. Mesmo assim… talvez fosse prudente recuperar seus próprios revólveres do arsenal o mais rápido possível, considerando que assassinos aleatórios andavam por aí com elas.

    Ele suspirou.

    “De qualquer forma… onde estávamos?”

    Eles analisaram todas as informações disponíveis na noite anterior, encontrando diferenças em relação ao que tinham visto antes. Felizmente, Sunny havia estudado o quadro de investigação no apartamento do Detetive Diabólico no início de sua estadia em Miragem, então sabia o que procurar.

    O que descobriram foi que as vítimas do niilista estavam agora conectadas ao Grupo Valor de maneiras sutis, mas inegáveis. O dono de uma construtora, o arquivista, o inspetor civil suspeitosamente rico…

    Todos eles estavam ligados ao Grupo Valor, de forma óbvia ou velada. Por si só, essa era uma pista sem sentido. Afinal, o Grupo Valor era muito vasto e influente — aqui em Miragem, todos estavam conectados a ele de uma forma ou de outra.

    No entanto, essa pista deixou de ser insignificante quando se levou em conta um detalhe vital: que essas conexões haviam sido formadas apenas recentemente, no processo de Miragem se reescrevendo para se encaixar na história de como o niilista escolheu suas vítimas.

    Foi por causa de como as histórias dessas pessoas mudaram que Sunny pôde deduzir que a conexão delas com Valor foi a razão de suas mortes, e não uma mera coincidência. A raiz do problema ainda lhe escapava. Na melhor das hipóteses, ele sabia onde procurá-la.

    Sunny fez uma careta.

    “Restam apenas algumas horas antes de começarmos a entrevistar pessoas de interesse no caso da tentativa de assassinato do Outro Mordret. Isso pode potencialmente lançar mais luz sobre a identidade do culpado… esse era o plano ontem, pelo menos. No entanto, hoje, acho que nossos planos foram conservadores demais.”

    Effie arqueou uma sobrancelha.

    “O que você quer dizer?”

    Sunny deu de ombros.

    “A cidade não estava tentando nos matar ontem, então podíamos ir com calma. Mas agora temos um prazo — literalmente. Então, precisamos apressar as coisas.”

    Morgan, que havia trocado o uniforme de enfermeira emprestado por um conjunto extra de roupas que Effie guardava no carro, olhou para si mesma com desgosto. As mangas do moletom que usava eram obviamente compridas demais para ela, e o moletom em si parecia largo demais em seu corpo esbelto.

    Franzindo os lábios, ela arregaçou as mangas e soltou um suspiro pesado.

    “Como exatamente vamos apressá-los?”

    Sunny permaneceu em silêncio por alguns momentos e depois sorriu.

    “Bem, não importa como você olhe, há uma pessoa no centro de tudo isso. A fonte de Miragem… Mordret. O Outro Mordret, quero dizer.”

    Ao ouvir isso, Santa franziu a testa ligeiramente, mas não disse nada. Ela tirou a tampa da garrafa de água em suas mãos e a levou aos lábios, tomando um gole moderado. Sunny deu de ombros.

    “Então, vamos sequestrá-lo.”

    Santa cuspiu a água, tossiu e olhou para ele com os olhos arregalados.

    “Huh. Ela também consegue fazer essa expressão.”

    Effie e Morgan permaneceram mais calmas, mas também pareciam surpresas.

    “Sequestrá-lo?”

    Sunny simplesmente assentiu.

    “Essa é a solução mais fácil. Escute… não temos muito tempo e temos muitas coisas para fazer. Precisamos capturar o Niilista, precisamos proteger a Santa, precisamos garantir que o Outro Mordret sobreviva — e ao mesmo tempo permanecermos vivos. Então, vamos transformar tudo isso em uma coisa só.”

    Ele apontou para o altar da igreja abandonada, onde a foto de Mordret estava no centro do mapa de investigação.

    “Precisamos juntar ele e Santa para eliminar a necessidade de dividir nossas forças para protegê-los em locais separados. Também não sabemos o suficiente para encontrar o Niilista… então, vamos fazer com que o Niilista venha até nós. Enquanto tivermos o Outro Mordret, quem estiver tentando se livrar dele virá atrás de nós, e essa será nossa chance de seguir os rastros até a fonte.”

    Santa limpou os lábios com as costas da mão e o encarou.

    “Agora, espere um momento…”

    Morgan então falou, interrompendo-a:

    “Ele já está protegido o suficiente. É a pessoa mais protegida da cidade. Acredite, eu sei — caso contrário, eu já o teria matado. Então, de que adianta sequestrá-lo?”

    Sunny balançou a cabeça.

    “Se a pessoa que controla os cordelinhos estiver escondida dentro de Valor, como pensa o Outro Mordret, então sua própria segurança pode representar a maior ameaça a ele. As mesmas pessoas que deveriam protegê-lo podem se tornar seus algozes.”

    Ela franziu a testa, mas não se opôs imediatamente a essa linha de raciocínio. No silêncio que se seguiu, Effie disse com uma expressão duvidosa.

    “Isso pode ser verdade, mas eles ainda vão protegê-lo de nós. Então, como vamos sequestrá-lo?”

    Sunny reprimiu um sorriso, como se esperasse exatamente essa pergunta.

    “Elementar, minha querida Effie.”

    Ele caminhou até Morgan, colocou a mão em seu ombro e sorriu.

    “Temos a irmãzinha dele. Tenho certeza de que ele está muito preocupado agora… então, só precisamos usar Morgan como isca.”

    Morgan olhou para ele com desagrado, enquanto Effie sorriu brilhantemente.

    “Ah, entendi. Claro, isso faz sentido.”

    Enquanto os três trocavam olhares calmos, já pensando nas etapas práticas do que precisavam realizar, Santa finalmente falou novamente:

    “Espere, espere um pouco. Espere um segundo. Não estamos realmente planejando sequestrar o CEO do Grupo Valor, estamos? Isso… isso seria loucura.”

    Ela ficou em silêncio, ouvindo suas próprias palavras, e suspirou.

    “Oh.”

    Sunny sorriu.

    “Não se preocupe. Só vamos sequestrá-lo um pouco…”

    1. alguém além do Vento vai pegar essa referência?[]

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