Capítulo 1271 – Traidor do Conselho Supremo
『 Tradutor: Crimson 』
No campo de batalha abaixo, a guerra atingiu seu ponto de ruptura.
Yuko explodiu em movimento. O poder detonou de seu corpo enquanto ela empurrava o oponente para baixo, esmagando-o contra o leito marinho como uma estrela em queda. Ela não parou na descida — seu corpo se transformou em um meteoro em chamas que rasgou o oceano e colidiu atrás dele.
–BAAANG!!
O fundo do mar não apenas rachou — ele cedeu. Pedra e sedimentos explodiram para cima em uma coluna violenta enquanto o oceano inteiro se contorcia. A água ferveu, gritando sob o calor, enquanto ondas de choque se espalhavam, destruindo tudo em seu caminho.
Quando o caos começou a se dissipar… ela já estava lá.
Um especialista na Sétima Algema congelou ao ver a cena.
Yuko, em meio à devastação, com o pé pressionando o peito de seu companheiro. O homem abaixo dela se contorcia violentamente, sangue jorrando de sua boca enquanto suas costelas rangiam sob a pressão.
–ROOOAAARRR!!
Seu rugido atravessou o oceano como uma entidade viva. A temperatura subiu — e subiu novamente — até que a água ao redor começou a distorcer, incapaz de suportar o inferno que irradiava de seu corpo.
[Expansão das Chamas]!!
Uma torrente violenta de fogo jorrou sob seu pé, invadindo o corpo do homem como uma chama viva. Sua carne incendiou instantaneamente — pele se abrindo, queimando, se rompendo.
“ARHHH—!! NÃO—!!”
O grito foi bruto.
Animal.
A queima não parou na superfície.
Ele sentiu — seus nervos sendo carbonizados, seus sentidos desaparecendo um a um, como se estivessem sendo apagados. Músculo, osso, energia… tudo estava sendo consumido. Até suas defesas se derretiam diante do calor implacável.
Ele não estava apenas sendo queimado.
Estava sendo desfeito.
Yuko olhou para baixo.
Então abriu a boca.
A energia se reuniu instantaneamente — violenta, girando para dentro como um vórtice faminto. O oceano tremeu enquanto a pressão aumentava, um som grave e sufocante crescendo até se tornar algo catastrófico.
–OHHHMMMM!!
“N-Não…!! P-Pare—!! Você não pode—!!”
Ele agarrou a perna dela, sua força desaparecendo, seu corpo já não respondendo. O desespero distorceu seu rosto enquanto encarava a tempestade que se formava dentro dela.
A energia atingiu o auge.
Por um breve instante… tudo parou.
[Bestrou]!!
O feixe explodiu.
A parte superior de seu corpo desapareceu instantaneamente, devorada antes mesmo que pudesse gritar novamente. A força atravessou o leito marinho.
–BOOOOOOM!!!
O fundo do oceano se despedaçou. Seções inteiras colapsaram enquanto a explosão se expandia em todas as direções — esmagando, queimando, obliterando tudo ao alcance. A água se transformou em um turbilhão violento, brilhando com calor residual, repleta de cinzas, sangue e destruição.
E no centro de tudo…
Yuko permaneceu imóvel.
Como uma calamidade encarnada.
–OHHHMMM!!
Uma energia estranha e opressiva se espalhou pelo campo de batalha.
Vasta.
Pesada.
Inconfundível.
Ela percorreu o oceano como uma onda invisível, pressionando tudo em seu caminho. Guerreiros no meio do combate congelaram, seus instintos gritando enquanto se viraram para a origem.
Todos entenderam.
“Um rank Herói… caiu?!”
“Não…!!”
“Senhor!!”
Os resquícios do poder daquele especialista na Sétima Algema se dispersaram, se dissolvendo no ambiente como uma estrela colapsando. A energia que ele carregava se espalhou pelo campo de batalha, tornando a água densa — como se um peso gigantesco tivesse caído sobre todos.
Respirar se tornou difícil.
Os movimentos ficaram lentos.
Era o eco da morte.
Não qualquer morte.
A queda de alguém no rank Herói.
O especialista restante na Sétima Algema cerrou os dentes com tanta força que rangeram. Seus olhos tremiam ao encarar a devastação diante dele.
O medo se infiltrou.
Lento.
Frio.
Inegável.
Ele sabia.
Não era o suficiente.
Não contra aquilo.
Não contra ela.
Quase por instinto, seu corpo o traiu — ele recuou um passo.
Porque Yuko havia virado o olhar para ele.
Aquele único olhar pesava mais do que o próprio oceano.
Do outro lado do campo de batalha, Franklin jogou a cabeça para trás e gargalhou.
“HAHAHAHA!!”
Sua risada ecoou pelas águas, selvagem e sem controle.
“Acho que não devo mais brincar! Yuko até conseguiu a primeira morte!”
Seus olhos se afiaram ao se voltarem para os três especialistas restantes na Sétima Algema.
Algo mudou.
A água ao redor dele escureceu e se tornou mais densa, enquanto sua intenção assassina crescia como uma tempestade. Ao mesmo tempo, seu poder dos sonhos começou a se espalhar, rastejando silenciosamente pelo oceano como um predador invisível se aproximando da presa.
O próprio campo de batalha parecia se distorcer sob sua presença.
“Escória do oceano…”
Seu sorriso se alargou — cruel, faminto.
“Vou matar vocês um por um… então lutem com tudo o que têm.”
E então… ele desapareceu.
No instante seguinte, Franklin disparou para frente, rasgando a água com velocidade explosiva enquanto avançava novamente contra os três especialistas, como um predador finalmente solto.
…
A Família Auran, um dos pilares de poder da Nação Tarrant.
Um nome que carregava autoridade como uma lâmina pressionada contra o pescoço. Dentro da Nação Tarrant, poucos ousavam desafiá-la… e menos ainda sobreviveriam após fazê-lo.
À frente dela estava Sers Auran, o Patriarca — e um dos dez anciãos do Conselho Supremo.
No portão principal, dezenas de guardas e atendentes permaneciam em formação rígida. O ar estava imóvel.
–Ohm!
A atmosfera se distorceu.
Uma presença esmagadora desceu dos céus, colidindo contra o solo como uma onda invisível. A terra tremeu. O ar se tornou pesado, como o fundo do oceano, pressionando todos os peitos, todos os pulmões.
As cabeças se ergueram — e viram uma figura cair do céu.
Escamas cinzentas brilhavam como aço forjado. Brânquias em seu pescoço pulsavam levemente. Estruturas semelhantes a nadadeiras percorriam seus membros, afiadas e alienígenas.
Ele permaneceu parado diante do portão.
Imóvel.
Mas o poder dentro dele se agitava como um oceano violento contido à força.
Mesmo suprimida, sua aura vazava.
E era sufocante.
Os joelhos dos guardas quase cederam. Suor frio escorreu por suas costas enquanto seus instintos gritavam para que se ajoelhassem… para que se submetessem.
E eles obedeceram.
“Saudações… Ancião Nostior.”
“Saudações, Ancião Nostior.”
Suas vozes tremiam, apesar do esforço para manter a compostura.
Nostior.
Um dos dez anciãos do Conselho Supremo.
Um ser no ápice absoluto do poder.
Ele não respondeu de imediato.
Seu olhar passou por eles — frio, profundo, como algo à espreita sob águas escuras.
Ele não havia vindo por formalidades.
A reunião do conselho havia terminado há poucos instantes.
E a conclusão era clara.
A Cidade Ferro-Aquático estava à beira do colapso.
“Onde está Sers?”
A voz de Nostior era baixa, mas carregava uma pressão que invadia os ouvidos como uma maré crescente.
“P-Por favor, me acompanhe, Ancião,” disse um dos guardas, curvando-se ainda mais.
Nostior avançou.
Cada passo era silencioso — e ainda assim parecia que algo gigantesco se movia sob a superfície.
Eles o conduziram pela propriedade.
Ninguém falou.
Ninguém ousou.
Até o ar parecia recuar diante de sua presença.
Diante dos aposentos do Patriarca, o guia parou.
“Eu me retiro.”
Ele não esperou resposta.
Apenas foi embora.
Nostior abriu a porta.
Lá dentro, um homem idoso estava sentado.
Imóvel.
Silencioso.
Sua pele roxa esticava-se sobre um corpo imponente, com quase três metros de altura. Vestido com um manto branco fluido, ele não emitia pressão nem poder visível — mas o espaço ao seu redor parecia… ancorado.
Como uma montanha que existia muito antes das tempestades aprenderem a rugir.
Sers Auran.
Patriarca da Família Auran.
E um dos dez que governavam acima da Nação Tarrant.
Nostior avançou sem hesitar e se sentou diante de seu velho amigo. Seu olhar se fixou em Sers — afiado, investigativo e carregado de uma urgência silenciosa.
“As informações sobre a Cidade Ferro-Aquático… são verdadeiras”, disse Nostior em voz baixa.
Por um instante, Sers não se moveu.
Então, seus olhos se abriram.
“Eu sei”, respondeu.
Sua voz era calma.
Calma demais.
“A linha de frente vai colapsar em breve. Quando isso acontecer, o exército do Reino Bodam invadirá nosso território como uma inundação.”
Uma leve tensão se espalhou pelo ambiente.
Nostior franziu a testa.
“O Conselho Supremo já está em desordem. Freida desapareceu sem deixar vestígios…” Ele fez uma pausa, sua expressão se tornando rígida. “Precisamos entrar em contato com a República Crescente. Se agirmos agora, ainda podemos…”
“É tarde demais.”
A voz de Sers ecoou.
As palavras cortaram o ambiente com precisão.
Nostior parou.
“O que você quer dizer…?” Seus olhos se estreitaram, uma inquietação surgindo em seu peito.
Sers se recostou levemente, sua enorme estrutura permanecendo imóvel, sua presença estável.
“Hoje, as Profundezas de Banquet mudarão de mãos.” disse ele,
Um breve silêncio.
“As três nações vão cair.”
As palavras caíram como um trovão.
Nostior se levantou abruptamente, a cadeira raspando com violência no chão.
“Você—!!”
Sers sustentou seu olhar sem vacilar, calmo, inabalável.
“Meu amigo, você também deveria se render.” Disse suavemente.
O ar pareceu ficar mais pesado a cada palavra.
“Já é tarde demais para resistir. Aqueles que lutarem… apenas irão acelerar a própria morte.”
“SERS!!!”
O grito rasgou a garganta de Nostior.
Então seu corpo falhou.
Sua respiração travou.
Algo estava errado.
Um peso invisível desabou sobre ele, esmagando seus membros, puxando seus músculos como correntes invisíveis. Sua visão vacilou. Seus joelhos tremeram — mas ele se recusou a cair.
“O que… você… fez…?” Forçou Nostior, com a voz tensa.
Sers suspirou.
“Veneno… e matriz”, respondeu e informou: “Se tivesse sido mais cuidadoso, teria percebido.”
Ele balançou levemente a cabeça.
“Mas até você se tornou descuidado no final.”
O coração de Nostior disparou enquanto ele tentava reunir energia — mas ela escapava, lenta, distorcida.
O olhar de Sers se afastou por um momento.
“Aqueles monstros do mundo dos sonhos… Eles já voltaram seus olhos para nossa terra.” Murmurou
Seus olhos retornaram a Nostior.
“Nunca houve nada que pudéssemos fazer para impedi-los.”
A fúria explodiu dentro de Nostior, rompendo a névoa.
“Seu traidor…!!”
Seus dentes rangeram, veias saltando enquanto ele forçava poder através do corpo debilitado. O ar ao seu redor tremia levemente, apesar da supressão.
“Não me importa o que você fez…” rosnou Nostior, sua voz tremendo, mas firme.
“Se acha que vou cair sem lutar…” Seus olhos se acenderam com intenção assassina.
“… então está completamente enganado.”

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