CAPÍTULO 37 — Avanço alemão
A mão gigante descia do céu como um martelo.
O ar ao redor vibrava com o peso daquele golpe.
Lance cerrou os dentes e ergueu os braços.
A gravidade ao redor dele começou a distorcer o espaço.
O chão sob seus pés rachou.
A força gravitacional aumentou violentamente, empurrando a mão gigantesca para cima.
O impacto fez as árvores ao redor estremecerem.
Kaya observava tudo com atenção.
— Esse poder…
Emma ainda segurava a bandeira, mas seu corpo já começava a se transformar levemente, ficando mais flexível.
Enquanto isso, o inimigo invisível que havia se aproximado dela sorriu.
— A bandeira é minha!
Ele estendeu a mão para agarrá-la.
No mesmo instante, o braço de Emma se esticou como borracha e envolveu o pulso dele.
— Achou mesmo?
O inimigo arregalou os olhos.
O corpo dela se distorceu e o lançou contra o chão com força.
Kaya avançou imediatamente.
— Agora!
Ela tocou o ombro do oponente caído.
— Picada fixa.
O corpo dele congelou instantaneamente.
— O quê…?! — Ele tentou se mover, mas não conseguiu.
— Um já foi. E eu vou pegar isso! — Kaya cruzou os braços.
Ela tira a faixa do país do braço do inimigo.
Enquanto isso, o usuário da mão gigante recuou.
Entre as árvores surgiu um rapaz alto, com os braços cobertos por uma aura estranha.
— Droga… eles são mais fortes do que parecem.
Outro membro do grupo japonês apareceu ao lado dele.
Os dois avançaram ao mesmo tempo.
Um deles saltou para o alto, fazendo outra mão gigantesca surgir no ar.
O outro correu diretamente em direção a Lance.
Lance avançou também.
Quando os dois se encontraram.
Lance usa seu jogo de pés do boxe para desviar do inimigo e contra-atacar com um gancho.
A gravidade explodiu ao redor.
O inimigo foi pressionado contra o chão como se uma montanha tivesse caído sobre ele.
— Gah…!
O chão afundou vários centímetros.
O usuário da mão gigante tentou esmagar Lance novamente.
Mas algo apareceu na frente dele.
Köpiert abriu um sorriso enorme.
— Finalmente.
O oponente franziu a testa.
— Quem é você?
Köpiert inclinou a cabeça.
— Sou aquele que vai estar no topo!
A mão gigante desceu novamente.
Köpiert simplesmente estendeu a própria mão para o céu e estalou os dedos.
Tlec.
Com um salto rápido, ele gira o corpo no ar e desfere o mesmo gancho de Lance, jogando o inimigo contra as árvores.
Lance observa de longe e fica surpreso.
“Ele repetiu meu movimento, ou ele também sabe boxe?”
— Protejam a bandeira! Já conseguimos uma faixa, sigam em frente que eu irei segurá-los.
— Certo, vamos andando! — Kaya fala enquanto puxa Emma e Lance.
Enquanto o grupo corria para frente, uma grande explosão aconteceu no local da batalha.
A explosão de força fez folhas e galhos voarem pela colina.
Lance e Kaya olharam surpresos.
“Ainda bem que ele é do nosso grupo…”
Mais um inimigo se aproximava tentando socá-lo.
Köpiert segurou o braço e puxou o inimigo, acertando uma joelhada em seu rosto que o deixou inconsciente.
Ele de repente sentiu algo se aproximando.
Seu sorriso ficou ainda maior.
— Você só sabe se esconder?
Surge em meio à invisibilidade um ataque furtivo.
Ele salta para cima da cabeça do inimigo, equilibrando-se apenas com uma mão.
Com as pernas ao ar enquanto se equilibrava, ele abaixa com velocidade, acertando a cabeça do inimigo.
Uma explosão de poeira sobe com o impacto.
— Esperava mais…
Ele agachou para pegar as faixas dos que foram derrotados, quando sente um ataque vindo pelas suas costas, que desvia pulando para o lado.
O inimigo que usou o ataque atinge uma árvore que estava em sua frente.
Ela explode em milhares de pedaços.
Galhos e folhas voam por todos os lados.
— Como imaginei, você é o mais forte.
— Que bom que percebeu isso!
“Esse golpe foi perigoso… que poder é esse?” — Köpiert pensou após um leve susto.
Ele se afasta alguns centímetros e encara seu inimigo.
— Meu nome é Köpiert Ludwig! Posso saber qual seria o seu?
— Tyler Vincent, lembre-se do nome daquele que, sem poder, vai derrotar um milagre!
Köpiert arregala os olhos surpreso.
“Sem poderes?”
Ele inclina a cabeça, dando um leve sorriso e erguendo o braço para o alto.
Tlec.
— Isso vai ser divertido.
A poeira ainda pairava no ar quando os dois ficaram frente a frente.
As árvores quebradas ao redor balançavam lentamente.
Köpiert limpou um pouco da poeira do ombro e sorriu.
— Como planeja derrotar um dos milagres, “sem poder”?
Tyler não respondeu imediatamente.
Ele apenas colocou os pés no chão com calma.
Seus braços começaram a se mover lentamente em círculos, como se estivesse girando algo invisível, enquanto balançava o corpo.
O ar ao redor dele pareceu ondular.
— Não preciso de poder — disse Tyler. — A técnica que treinei minha vida toda já é suficiente!
Köpiert inclinou a cabeça.
— Hm… gosto de gente confiante.
Ele ergueu a mão.
Tlec.
Os dedos estalaram.
— Vamos ver quanto tempo você dura.
Köpiert avançou primeiro.
Seu pé deslizou no chão e seu corpo disparou para frente com a explosão de um boxeador.
Um jab devastador.
O punho cortou o ar direto para o rosto de Tyler.
Mas Tyler simplesmente girou o pulso, o ar se torceu.
O golpe passou um centímetro ao lado.
Köpiert arregalou os olhos.
— Hm?
Tyler deslizou para o lado.
Seus movimentos pareciam leves demais, como se estivesse lutando dentro da água.
Ou como se o corpo dele não tivesse peso.
Antes que Köpiert pudesse reagir…
WHOOOSH
A mão de Tyler avançou como uma lança.
Köpiert inclinou o corpo para trás.
O golpe passou raspando.
Mas não parou.
BOOOOOOM
Uma árvore atrás dele explodiu em pedaços.
Farpas voaram para todos os lados.
Köpiert assobiou.
— Uau…
Ele abriu um sorriso maior.
— Isso teria sido feio.
— Aproveite enquanto pode sorrir… vou tirar ele da sua cara, logo, logo!
Enquanto isso, no topo da colina, o grupo alemão seguia.
Entre as árvores surgiram quatro novas silhuetas.
— Ei, olhem lá embaixo… os alemães vão parar na nossa área!
Um garoto de cabelos brancos caminhava à frente.
Seu olhar era frio enquanto bocejava.
— Pelo visto, vamos poder sair do tédio.
— Foi mais fácil do que pensei. — Kaya fala enquanto subia, empolgada, com um sorriso.
Emma suspirou aliviada.
— Mas agora temos uma faixa.
Lance olhou ao redor da floresta.
Um vento frio soprava entre as árvores.
Por um momento…
Parecia tudo calmo novamente.

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