‼️ Venha participar de enquetes, conversas e receber mini spoilers de “O que eu deixei para trás?”‼️
★ Basta seguir o link abaixo:
https://discord.com/channels/410158562929803275/1479265891932967052
Notas de Aviso
‼️ AVISO IMPORTANTE ‼️ O capítulo a seguir é um capítulo extra, não influenciando diretamente no desenvolvimento principal da história. Ainda assim, sua leitura é recomendada, pois aprofunda tanto a relação entre os personagens quanto o cotidiano deles. Os capítulos extras não seguirão necessariamente uma linha cronológica específica, podendo se passar em diferentes momentos da história. No entanto, a informação sobre quando cada um ocorre será apresentada antes do início do capítulo. Por se tratar de um capítulo extra, o nível de detalhamento na escrita e na revisão pode ser inferior ao de um capítulo principal. Ainda assim, me empenhei em manter a melhor qualidade possível.
Capítulo extra 2: Louie vs Loja de Roupas
LINHA DO TEMPO: Entre o salto de dois meses ocorrido entre os capítulos 39: Começar de Novo e 40: Camélia Branca.
DIA 2 após o capítulo 39
O movimento da zona central de Áurea era constante: luzes, vitrines, vozes e passos apressados. E, no meio disso tudo…
— Ainda não entendi por que eu vim. — murmurou Louie, parado do lado de fora de uma loja de roupas. Os braços cruzados e a expressão tediosa deixavam bem clara sua empolgação em estar ali.
— Para de reclamar. — disse Emi, já empurrando a porta de vidro. — Ninguém te obrigou a nada.
— Tu literalmente me obrigou! — retrucou ele, irritado.
— Não lembro de ter feito isso. — respondeu ela, entrando.
— Mas fez!
— Acredito que seja equívoco teu.
— Ahhh… — suspirou, passando a mão no rosto. — Alguém me salva…
A porta se fechou atrás deles.
Dentro da loja, o ambiente era claro, organizado e silencioso, o completo oposto de Nina, que já corria desengonçada pelos corredores.
— EU VOU LEVAR TUDO! — gritou, desaparecendo entre os cabides.
— Não vai. — respondeu Emi automaticamente, já acostumada com o excesso de energia diário da menina.
Aya entrou logo atrás, observando o lugar com atenção. Seus olhos percorriam cada detalhe: tecidos, cores, formatos. Tudo era novo para ela.
— É aqui que as pessoas pagam fortunas para serem aceitas dentro do padrão de beleza da sociedade? — sua curiosidade era real, embora soasse robótica.
Emi sorriu de leve, tentando disfarçar o quanto a pergunta a havia incomodado.
— É… acho que dá pra dizer que sim. — o sorriso vacilou, lutando para se manter. — “Tão pouco tempo andando com o Kael, e ela já está absorvendo a visão excessivamente crítica dele sobre a sociedade… pra ser bem sincera, isso me preocupa bastante.”
Aya permaneceu em silêncio por um instante, depois assentiu.
— Entendi.
Louie, encostado em uma parede aleatória, cruzou os braços.
— Eu vou ficar aqui.
— Vamos logo. — Emi olhou para ele. — Vai ajudar.
— Eu não sei nada sobre isso! Como eu vou ajudar?!
— Aprendendo.
— Eu prefiro ficar de castigo com o Kael de novo.
— Tem certeza disso?
— …não…
Minutos depois…
Aya estava no provador, com a cortina fechada.
Do lado de fora, Emi permanecia sentada com tranquilidade, enquanto Nina segurava um amontoado de roupas completamente aleatórias e fora de moda.
Já Louie… estava em pé. Esperando. Sofrendo.
— Vocês demoram demais! — murmurou.
— Calado. Tá atrapalhando. — rebateu Nina.
— Mas eu não fiz nada!
— Exatamente. Tá atrapalhando o ambiente.
— Como eu estaria atrapalhando, sendo que eu tô parado desde que cheguei aqui?!
— Energia negativa. Tu deveria respeitar melhor os mais experientes.
— Tu tem dez anos!
— E mais noção que tu.
Louie abriu a boca, mas logo fechou, percebendo que aquilo não era tão mentira assim.
— Eu vou embora. — decretou.
— Não vai, não. — Emi, mexendo nas roupas, sequer se deu ao trabalho de olhar para ele.
— Eu tô sendo mantido aqui contra a minha vontade!
— Sim. E vai continuar.
— …
O silêncio se prolongou até a cortina se mexer.
— Eu posso sair? — perguntou Aya, de dentro.
— Claro que pode! — respondeu Emi de imediato.
“Ela nem tenta esconder a diferença de tratamento entre eu e a Aya…” — pensou Louie, enciumado.
A cortina se abriu, e a garota saiu.
Ela vestia um vestido simples, em tons claros, que se ajustava com leveza ao seu corpo.
Nina arregalou os olhos na mesma hora.
— QUE LINDAAA! — gritou.
Emi sorriu.
— Ficou muito bom em ti.
Louie olhou, tentando manter a normalidade.
— F-ficou legal. — disse, em tom casual, embora levemente corado.
Aya assentiu, satisfeita.
— Certo.
Ela voltou para trás da cortina, pronta para mais uma rodada de trocas demoradas.
Algumas peças eram estranhas. Outras, exageradas demais, claramente sugestões da Nina.
— ESSA! ESSA! ESSA! — ela ergueu várias opções duvidosas, empolgada.
— Nina… não. — Emi suspirou, já sem paciência.
Louie, por outro lado, já estava largado no chão.
— Tô desperdiçando um tempo precioso da minha vida aqui.
— Se continuar reclamando, eu acabo com o resto. — avisou Emi, com um leve tique de irritação.
— Não tá mais aqui quem falou.
— Assim espero.
Sem aviso, a cortina se abriu novamente.
E Aya surgiu.
Dessa vez, Louie travou.
Era um vestido lilás simples.
O tecido caía com leveza sobre seu corpo, ajustado na medida certa para valorizar sem exagerar.
Os cabelos soltos, ainda levemente úmidos do banho, acompanhavam o movimento suave. Já os olhos, em tom violeta, pareciam ainda mais vivos sob a iluminação da loja.
Para ele, foi como um disparo direto.
Piscou uma vez. Duas. Três.
— …
O cérebro não reagiu, mas o rosto, sim.
O calor subiu de imediato, fazendo-o desviar o olhar.
— T-tá bom. — soltou, rápido demais.
Ela inclinou a cabeça, confusa.
— Louie?
Nenhuma resposta. Só uma tentativa falha de parecer normal.
— Louie?
Ela se aproximou um pouco mais.
— Tu tá estranho…
Ele continuou evitando encará-la.
— N-não sei do que tu tá falando. Tô completamente normal.
— Tem certeza? — disse, chegando mais perto, apoiando a mão na testa dele. — Tu tá quente.
Ele congelou.
— Será que é febre? — perguntou, genuinamente preocupada. — Emi, acho que ele tá passando mal!
Do lado, Emi apenas observava, segurando um sorriso.
— Não, não é febre. — respondeu, quase rindo. — Pode ficar tranquila.
— M-mas ele tá quente! — insistiu.
— Relaxa.
— Então por que ele tá vermelho?
No instante em que aquilo foi dito, ele explodiu:
— EU NÃO TÔ VERMELHO!
— Tá sim. — Nina surgiu do nada. — Tá parecendo um tomate podre.
— AHHH, PESTE! — berrou, correndo atrás da menina — Fica quieta!
— Hahahaha!
Aya olhou de um para o outro, completamente perdida.
— Eu… fiz alguma coisa errada?
— Não. — respondeu Emi, tranquila. — Muito pelo contrário. Acertou até demais.
Aya piscou, ainda confusa.
— Então por que o Louie ficou bravo?
Emi deu de ombros, mantendo o sorriso de canto.
— Ele não tá exatamente bravo… — fez uma breve pausa, analisando — …bom, deixa isso pra lá. Separa esse aí. A gente vai levar com certeza.
Ela voltou o olhar para o vestido e, logo depois, de relance, para Louie.
Nesse momento, ele finalmente desistia de correr atrás de Nina e se aproximava novamente.
Parou ao lado dela, evitando contato direto.
— De verdade… ficou bom. — disse, mais baixo, desviando o rosto de leve.
Aya sorriu, satisfeita.
— Então eu vou levar.
— T-tá.
E assim, entre a vergonha de um… e a fúria de outro, o dia seguiu em Áurea.


Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.