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Notas de Aviso
‼️ AVISO IMPORTANTE ‼️ O capítulo a seguir é um capítulo extra, não influenciando diretamente no desenvolvimento principal da história. Ainda assim, sua leitura é recomendada, pois aprofunda tanto a relação entre os personagens quanto o cotidiano deles. Os capítulos extras não seguirão necessariamente uma linha cronológica específica, podendo se passar em diferentes momentos da história. No entanto, a informação sobre quando cada um ocorre será apresentada antes do início do capítulo. Por se tratar de um capítulo extra, o nível de detalhamento na escrita e na revisão pode ser inferior ao de um capítulo principal. Ainda assim, me empenhei em manter a melhor qualidade possível.
Capítulo extra 1: Consequências do Café
LINHA DO TEMPO: Entre o salto de dois meses ocorrido entre os capítulos 39: Começar de Novo e 40: Camélia Branca.
DIA 1 após o capítulo 39
O silêncio da manhã foi quebrado por um bocejo arrastado.
Louie surgiu na cozinha com o cabelo completamente bagunçado e os olhos semicerrados, andando como um zumbi.
— Mãe… — murmurou, arrastando os pés até a mesa.
Emi já estava acordada havia algum tempo, organizando algumas coisas no balcão.
— Bom dia, filho.
— Bom dia… — respondeu ele, sentando-se e apoiando o queixo na mesa. — Tem café?
O mundo congelou.
Lentamente, Emi virou o rosto na direção dele.
— Desculpa… acho que ouvi errado. Pode repetir?
Louie piscou, confuso.
— Eu perguntei se tem café.
O silêncio tomou conta da casa.
— Desde quando tu sabe o que é café?
— Ué… desde anteontem.
Os olhos dela se estreitaram.
— Anteontem?
— É.
— …
— …
Ela apoiou as mãos na bancada, devagar, com a expressão queimando em fúria.
— Quem foi que te deu café?
Louie deu um leve pulo na cadeira.
— C-calma! Por que tu ficou brava do nada?
— L o u i e.
— T-tá! Foi o Kael! — ele disparou. — Antes da Aya acordar no hospital, você e a Nina já tinham ido dormir… aí a gente ficou conversando e ele me deu uma xícara.
Emi fechou os olhos e respirou fundo.
— Então… além de tudo, era de madrugada?
Louie engoliu seco.
— S-sim…
Ela abriu os olhos lentamente. Um sorriso calmo, e perigosamente falso, surgiu em seu rosto.
— Entendi…
— …
— Acho que vou ter uma conversinha com ele…
Louie se recostou na cadeira, apreensivo.
“Eu não entendi o motivo… mas tenho quase certeza de que acabei de ferrar o Kael.”
Alguns minutos depois…
Kael entrou calmamente pela porta da frente. Seu rosto permanecia sereno, como se nada no mundo fosse capaz de abalá-lo.
— Bom dia, Emi. Hoje vou começar o treino deles.
— Bom dia, Kael. — respondeu ela, com uma tranquilidade… suspeita. — Hm, entendi.
Ele percebeu na mesma hora.
— É… tá tudo bem?
— Tudo ótimo. — disse a mulher, sorrindo. — Só queria tirar uma dúvida contigo.
— Claro. Sobre o quê?
Ela inclinou levemente a cabeça.
— Tu deu café pro Louie?
Kael não respondeu de imediato. Piscou uma vez. Duas. Três…
— Dei.
— Hm… entendi.
Do outro lado da sala, Louie observava escondido atrás do sofá, espiando com cuidado.
“Ele não faz ideia do que está acontecendo…”
— Kael. — chamou Emi.
— Sim? — respondeu ele no mesmo instante.
— Vem aqui um pouquinho.
Kael deu dois passos à frente… e parou abruptamente.
Algo dentro dele gritou.
Seu instinto, forjado ao longo de décadas, sobrevivendo a todo tipo de situação mortal, nunca havia soado um alerta tão alto quanto agora.
— …
— Kael?
— J-já estou indo…
Mesmo assim, ele foi.
Cinco minutos depois…
Kael estava de pé, virado para a parede no canto da sala, em completo silêncio. Os braços cruzados pressionavam firmemente o peito.
— Tu vai ficar aí e pensar no que fez. — disse Emi, firme.
— Eu só dei café pra ele…
— Não é essa a questão. — retrucou ela. — Tu sabe o quão difícil foi esconder a existência de café dele até agora? Eu me sujeitei a isso porque sabia que, se ele tomasse um único gole, voltaria a ser aquele viciado de antes de perder a memória… o mesmo que tomava mais de cinco xícaras por dia!
— Mas ele é um Kaelum… não vai ter nenhuma complicação que uma pessoa normal teria—
— NÃO INTERESSA! — Emi respirou fundo mais uma vez. — Meses de esforço… pra nada.
— Mas—
— Fica quieto.
— Entendido! — respondeu ele no mesmo instante.
Do outro lado da sala, Louie observava tudo, tentando segurar o riso.
Falhando miseravelmente.
“Isso é maravilhoso.”
Kael fechou os olhos por um breve instante.
“Agora eu te entendo, Daltro.”
Um rápido flash cruzou sua mente.
Daltro Kaede, sempre brincalhão e inconsequente… mas que, por algum motivo, quando estava perto de Emi, ficava tão quieto que parecia outra pessoa.
“Então era por isso…”
Ele abriu os olhos, ainda de castigo.
“Não era respeito… era medo.”
Louie se aproximou devagar. Seus passos leves ecoaram pelo chão até ele parar ao lado de Kael.
Com um sorriso quase diabólico, lançou um olhar rápido ao seu querido professor, lutando para segurar o riso.
— E aí, comandante… — sussurrou. — tudo sob controle?
Kael não respondeu.
— Quer que eu traga um cafezinho pra ti?
Silêncio.
— Deve ser maravilhoso tomar uma xícara enquanto aprecia essa bela… vista. — cochichou, rindo baixo, enquanto apontava discretamente para a parede à frente.
Kael respirou fundo.
— Vai embora, Louie.
— Ih… só tava tentando ajudar. Quanta ingratidão.
— Vai. Logo.
Louie inclinou levemente a cabeça, analisando-o.
— Engraçado… te conhecendo, a essa altura tu já teria me dado um cascudo. Por que não fez…?
Um sorriso lento surgiu em seu rosto.
— Ah, é… — disse, como se tivesse acabado de lembrar. — tu tá de castigo.
Ele deixou escapar uma risada.
— Hahaha.
Os punhos de Kael se fecharam levemente.
— Louie.
— Sabe… — continuou ele, ignorando o aviso — isso me lembra muito quando a Nina me acertou aquela frigideira, dois dias atrás… a teu comando.
O maxilar de Kael tensionou.
— Tu lembra, né?
As veias do comandantes lutavam para rasgar a pele.
— Eu lembro muito bem. — Louie abriu um sorriso ainda maior. — Mas é aquele velho ditado…
— …
— Tudo que vai…
— …
— Volt—
— L O U I E. — a voz de Emi cortou o ar.
Ele congelou no mesmo instante.
Devagar, virou o rosto.
E lá estava ela. Atrás dele, de braços cruzados e com um sorriso aterrorizante.
— Tá se divertindo?
— E-eu só tava—
— Vem cá.
— …
— Vem.
Ele foi sem discutir.
Poucos momentos depois…
Dois castigos.
Dois cantos.
Lado a lado.
Kael.
Louie.
Ambos de frente para a parede, em completo silêncio.
— …
— …
— Valeu a pena. — Louie cochichou.
— Cala a boca.
— Eu faria de novo.
— Cala a boca.
— Mas tu viu como o karma funcio—
— Silêncio! — Emi cortou, sem sequer olhar.
Quietude imediata.
— …
— …
Dois minutos depois.
— …
— Kael?
— Nem começa.
— Tu acha que ela vai esquecer rápido?
— Não.
— Eu também não.
Algum tempo depois…
Nina surgiu, escancarando a porta ao entrar.
Mas, assim que pisou dentro de casa, parou abruptamente ao se deparar com a cena.
— …
Um sorriso enorme se abriu em seu rosto.
— HAHAHAHAHA!
Ela saiu correndo pela casa.
— MÃE BOTOU OS DOIS DE CASTIGO!
Aya apareceu logo atrás. Observou a situação com calma e piscou, confusa, sem entender nada.
— …
Levantou a mão até a boca, preocupada.
— Tá tudo bem…? Por que vocês estão parados aí?
— N-nada, não… — murmurou Louie.
Kael fechou os olhos por um instante e respirou fundo.
“Daltro… até que tu era um homem sábio em certos aspectos.”
E, pela primeira vez em muito tempo, o grande e imponente Kael entendeu quem era o verdadeiro detentor do poder dentro de Áurea.
E definitivamente… não era ele.
“Juro que vou fazer o Louie pagar o dobro no treinamento.”
E assim, o dia em Áurea seguiu.
Com o primeiro dia de treinamento sendo cancelado por… problemas técnicos.

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