Capítulo 148 - Clã Zeimah vs Time Demifaiku (Parte 2): Pressão e Densidade
A primeira luta do torneio Tormenta entregou exatamente o que todos estavam esperando: aflorar de Nirvana e explosão de energia.

No Panteão dos Milenares, o impacto da luta não foi diferente.
— Mano, o primo cabeludão é mó bom! Que que foi esses socos aí, fala tu! Badass bagarai!
Carol estava de pé, com os dois punhos fechados. Sua animação com a luta era visível.
— É, kiddo… Você tem razão.
Santinho se manteve de braços cruzados, acompanhando a luta. Ao seu lado, Lilac fazia o mesmo.
— “Os dois são incríveis. E isso pode ser um problema para nosso time… Se o que Santino disse for verdade, todo o resto dos dois times estão no mesmo nível… ou maior.”
Seus pensamentos se esmiuçaram, indo até os de Viktor,
— “E-esse é o nível da luta daqui deste planeta?!” — pensava o humano, com os olhos grudados no lei tai. — “Isso… é real?!”
Os olhos brilhavam, quase não acreditando no que estava vendo. À sua esquerda, Noah também pensava.
— “Nevada está na vantagem, mas… Lito ainda não mostrou golpe algum. Essa luta ainda não começou…”
Milla estava sorridente, assistindo a tudo. Vibrava, tal qual os demais presentes na Arena Shang Mu.
A arquibancada borbulhava de expectativas quanto ao combate, que prosseguia no lei tai.
Por lá, Lito e Nevada, este sempre em movimento, se encaravam. Mesmo após o diálogo, a atenção marcial dos dois não diminuiu.
Até que…
— Técnica de Aproximação… Phill Shelly!
Não era um soco.
Mas houve mudança de postura: o cougar pôs o braço da frente para baixo, próximo do dorso; o outro levou ao rosto. Após isso, começou a saltitar horizontalmente, dando pequenos passos em diagonal. Junto a isso, surgiu uma espessa aura esbranquiçada.
No corner do seu time, Ohio sorriu de canto.
— “O Nev vai usar aquilo…”
Até Detroit deu uma risadinha, essa audível.
Do sorriso debochado, a cena cortou para o rosto concentrado de Lito, deixando sua mão à frente imóvel.
Aquela postura o incomodava.
— “Técnica ofensiva e defensiva ao mesmo tempo. Ele pode não ter linhagem, mas sabe o que está fazendo.”
Não mudou em nada seu estilo, aguardando a aproximação em diagonal do oponente.
Na lateral, Beji disse:
— Por que está demorando tanto, Lito? Ele é previsível.
O felino monge ficou em silêncio, em base de luta, mantendo a atenção
Nevada se movia, tão rápido como se estivesse correndo e suave como uma dança. Os olhos de Lito não saíram dele, que avançava a cada passo.
A distância se tornou curta, dois metros, o que fez o cougar a investir com uma intensidade explosiva.
Com o punho da frente e concentrando uma soma maior de Nirvana, ele desferiu diversos socos curtos visando ao rosto de Lito, que usou as mãos para defletir mais uma vez.
O ruído era de corte, como de um motor em ignição. O cheiro metálico ficou mais seco, como de fumaça.
Sem parar, incessante, Nevada caminhava, impondo pressão.
Pela primeira vez, Lito se viu testado: ele usou as duas mãos para defletir desta vez. Cada golpe foi desviado, mas a intensidade era tanta que a luta se tornou circular — o lei tai estava sendo rodeado por causa do deslocamento e ataque de Nevada.
As arquibancadas quase foram ao chão por tamanha euforia causada pelo movimento intenso. Urros e aplausos vieram com força.
No corner do Clã Zeimah, o líder ainda anônimo acenou: estendeu o dedo mindinho — um brilho surgiu no olho direito de Lito.
Os ruídos cortantes — um “vrumm” quase hipnótico — marcavam o peso do punho das luvas de Nevada, com jabs cada vez mais intensos.
Contudo, Lito, em milésimos de segundos, uniu as duas palmas, refletindo não só o punho como também o braço que estava à frente. A manobra “brecou” a aceleração e anulou a investida.
Isso não foi motivo para nervosismo do cougar. Ele franziu sua testa, dizendo:
— Hora da juíza abrir a contagem pra você!
Seu punho esquerdo, o que protegia o rosto, estava coberto por uma aura branca, repleta de poder acumulado. O movimento circular de baixo para cima foi mirando o queixo de Lito, indefensável.
— VAI, NEVADA! ACABA COM ELE! — gritou Gil Son, levantando seu punho.
Porém, o soco devastador de Nevada foi anulado: o pé esquerdo de Lito — coberto por uma aura carmesim — golpeou justamente seu movimento especial, interceptando-o.
— Lança Tonta… Zeimah!
Não houve tempo para pensar: o felino monge, com as mãos unidas, concentrou seu Nirvana na ponta dos dez dedos, encravando-os no dorso definido do cougar.
Não houve ruídos, sequer cheiro.
Beji esboçou um sorriso, junto ao punho cerrado.
O Nirvana de Lito estava tão condensado que ficou quase invisível e inodoro, o que contribuiu para o recontra-ataque.
Lito puxou suas mãos, dando um passo para trás, e voltando a sua base inicial. Nevada, pelo contrário, ficou imóvel… e seus olhos perderam a vibração e o foco.
Seu corpo forte lentamente perdia a força.
As pernas bambearam… e foi ao chão, levantando uma pequena nuvem de poeira no lei tai.
— Hm… Como esperado, selvagem estúpido — falou Lito.
Enquanto a torcida, eufórica, berrava aos montes, Ana se aproximou e abriu a contagem.
— Um… dois… três…
Na marginal esquerda, os membros do Clã Zeimah não esboçaram reação alguma, ficando calados.
Mas no do Time Demifaiku…
— Hm… Nevada sabe o que está fazendo.
O sorriso confiante ilustrou perfeitamente o sentimento de Ametista Superior. Leve, serena e mais do que segura.
— Sete… oito…
Um ruído foi ouvido golpeando o chão do lei tai.
Era o punho de Nevada que, ajoelhado, levantou-se como se nada tivesse acontecido.
Lito, aguardando no outro lado, franziu a testa, não concordando com o que estava vendo.
— “Impossível! A Lança Tonta foi executada com perfeição. Tinha certeza de que atingi seu diafragma!”
No local atingido, nem ao menos rasgou sua roupa. Nevada estava tão bem quanto o início da luta.
— E então, platinado… Está pronto para o segundo round?
— Você não deveria estar de pé!
— Regra número um do Estilo Demifaiku: só se levanta na oitava contagem!
— O que?! Tolo! Você se vangloriza por ter se levantado? Isso soa a fracasso.
Nevada colocou os dois punhos à frente, tomando uma postura diferente.
— Nós, do Time Demifaiku, estamos acostumados a receber golpes potentes. Cair é consequência do poder do adversário, mas levantar… é mérito! A pergunta que fica é: você sabe se levantar, geleia?
O canto da boca de Lito repuxava, uma tentativa de manter a raiva que cresceu. Embora não tenha explodido, era visível o seu abalo.
— Lutem! — gritou Ana Andirá, com uma das mãos para cima.
Nevada não perdeu tempo e partiu com tudo em direção ao oponente. Os punhos estavam juntos e seu trabalho de perna — deslocamentos laterais e diagonais — estavam mais rápidos.
Lito o acompanhou só com os olhos e instinto, ficando imóvel em sua base. A palma à frente demarcava seu lugar no espaço.
— “Vai tentar me pressionar outra vez. Esse selvagem é previsível, por isso a vitória do Clã Zeimah é uma questão de lógica.”
O deslocamento do cougar continuou, deixando o monge em atenção contínua.
Porém, assim que estava a um metro de Lito, Nevada parou, ficando também imóvel, mas mantendo a guarda.
— “Por que ele parou? Isso é o quê, uma provocação?” — pensava Lito. — “Ele está me encarando…”
Imutável, o gesto paralisado de Nevada trouxe incômodo.
Nas arquibancadas, o estranhamento.
Só que não era irritação.
Era ansiedade misturada com dúvida.
Nevada parecia um obelisco. Estava rígido e imóvel. Lito o limitava, com sua palma aberta e firme como uma lâmina de aço inoxidável.
Entretanto, um suor escorreu por sua pelagem acinzentada. O fluido seguiu seu fluxo de acordo com a gravidade, indo até a ponta do pelo abaixo de seu queixo; a gota foi em queda livre até o solo.
— O que pens…
Ele foi calado: um jab instantâneo atingiu sua boca — pé direito à frente, avançando com Nirvana na sola, recuando.
Sem ruído, nem danos.
Só foi um susto.
Seu olhar tomou foco, em Nevada.
O cougar estava imóvel, como antes.
— Seu des…
Outro jab veio, tão rápido e preciso quanto.
Humilhante.
Sem danos — a mesma técnica com Nirvana.
O pugilista voltou para sua base como se não tivesse saído do lugar.
Lito estava incrédulo.
— “O que está acontecendo aqui? Ele está tentando… me subjugar?!”
Imutável, Nevada ficou lá, aguardando.
A torcida, ansiosa, se manifestou:
“Sério mesmo que o Zeimah não vai fazer nada?”
“Ataca o cara, Lito!”
“Shang Mu não pode perder! Nossos mil anos!”
Toda a carga emocional caiu sobre o monge, que trincou os dentes. Os caninos à mostra deixaram claro que a pressão atingiu seu limite.
Abrupto, seu Nirvana foi aflorado, uma aura carmesim surgiu. Antes invisível — exceto da defesa com o pé que fez anteriormente — Lito mostrou todo seu potencial.
Seu Nirvana não tinha cheiro, mas emitia calor. A textura aqueceu o ambiente. Ana Andirá, que estava próxima acompanhando a luta, usou uma das suas asas para se proteger.
Mesmo assim, Nevada estava imóvel.
— Essa sua tentativa patética de tramar contra o Clã Zeimah não vai funcionar! — A voz tinha fúria. — JAMAIS!
Dando fim ao ineditismo, essa foi a primeira vez que Lito mudou sua base: ele cerrou os punhos, aflorando ainda mais seu Nirvana. A postura de luta se tornou mais aberta.
— Sino do Exército Imperial!
Seu Nirvana se condensou, propagando para cima. Lá, um enorme sino se formou, causando fascínio por todos da Arena Shang Mu.
“Pelos deuses… o que é aquilo?!”
“Incrível! É por esse tipo de coisa que eu estou aqui!”
“Haha! Muito bom!”
Lito levantou os braços, batendo o direito no esquerdo.
O líder do time, ainda com a face anônima, abaixou sua cabeça. Ao mesmo tempo, um outro integrante, com pelagem bege e Er Dang (brincos) gritou:
— Lito, não faça isso! Está maculando nosso nome!
Seu grito se misturou aos berros da arena. Eram só mais barulho.
A cena:
— Sinta-se honrado! — gritou, até que os pulmões se esgotarem.
O sino foi tocado.
Com isso, várias ondas sonoras visíveis foram arremessadas contra Nevada.
A quantidade era abismal, e todas estavam indo na direção do intrépido cougar que só sorriu.
— Eu estava esperando por isso!
Ele partiu para cima, na direção das ondas. Aflorou seu Nirvana: uma aura branca volátil feito fumaça, que reagia conforme seus pés deslizavam no lei tai.
Conforme avançava, Nevada tinha um objetivo inicial:
— Hora de limpar o caminho!
Veio a primeira onda. A esquiva, lateral, no último segundo evitou o choque.
A segunda veio aérea: ele se agachou, até foi audível — a respiração travou. Outras três surgiram, com Nevada prosseguindo em frente: um pulo rápido para o lado esquerdo, esquiva híbrida para a diagonal, outra fuga para a direita, com um salto ligeiro para frente.
O cougar não perdeu velocidade.
Na lateral, Ametista Superior falou:
— Finalmente está no ambiente dele.
Completando, Detroit disse:
— É a forma como treinamos o Estilo Demifaiku… O Vale!
Enquanto Nevada avançava desviando das ondas sonoras do Sino Imperial, a tônica era contada.
— Ele cometeu o erro de lutar contra o Nev, o Fumaça. No Vale, é ele quem tem as maiores pontuações da Academia Demifaiku! — disse Ohio.
Cada esquiva era uma pausa dramática. Nevada deslizava como um artista marcial pleno, desviando com a condensação de Nirvana nos pés — aumento de deslocamento acima do normal — assim como o jogo de corpo magistral e milimetricamente apurado.
Seu cabelo esvoaçava, alguns fios até ficaram pelo caminho ao serem atingidos pelas ondas, mas o avanço se manteve o mesmo.
Eram vinte e sete ondas.
Nevada já havia desviado de vinte e cinco!
— O que?! Como… como esse… — Lito arregalou os olhos enquanto estava com os braços suspensos.
As duas últimas ondas estavam prestes a serem arremessadas. Sabendo da distância que estava — cerca de três metros — Lito apostou tudo.
— O Chamado: Onda Imperial!
As duas restantes se juntaram, tornando-se uma esfera sonora. A gama de Chi acumulado era tanta que iluminou parte do lei tai.
Vendo isso, Nevada concentrou seu Nirvana: o Chi foi passado para suas luvas, que ficaram emanando uma aura esbranquiçada… como fumaça.
— Sequência Inquietante Demifaiku!
A sugestão veio no nome: após explodir seu Nirvana, Nevada começou a desferir consecutivos socos contra a esfera. O atrito entre os dois poderes ocorreu. Ruídos brutos soaram — um “pow” incessante — que, aos poucos, empurraram a bola sonora para trás.
O cougar não esmoreceu, alternando os socos com potência máxima. A fricção era tanta que a “fumaça” de seus punhos escureceu um pouco.
— O que?! Esse desgraçado… está refletindo?!
Lito deu um passo para trás, boquiaberto com a demonstração de bravura do seu oponente — não havia acabado.
Nevada, ao ver a esfera recuar, tomou forma — os dois pés no chão e base de luta sólida — e se moveu para a lateral, esquivando com facilidade.
O caminho estava aberto.
— Nem o gongo vai te salvar, geleia!
O monge, que mantinha a conjuração do sino, pensou:
— Está pensando em um trunfo. Tolo… O Sino Imperial vai destruí-lo!!
— Vem pra mão, então! — o chamou, gesticulando com o punho.
Enquanto o sino estava suspenso, Lito partiu para o corpo a corpo, abandonando a defesa.
— Você está caindo no jogo dele, Lito! — gritou Beji.
O monge não ignorou o que ouviu.
— Nós somos Zeimah… — disse, tomando uma base mais ofensiva. — Nesse jogo, quem diz as regras somos nós!
Enquanto o sino se mantivera sobre o lei tai, Lito partiu para o ataque, usando suas palmas. Sua velocidade aumentou — zunidos foram ouvidos, como um catavento — com Nevada sendo pego de surpresa.
— Você está louco, vindo em minha direção!
A defesa, fechada, aguardava o encontro.
Não demorou: Lito, com uma das palmas, atingiu seu dorso.
Nevada recebeu em cheio — o golpe foi tão forte que ele fechou seus olhos junto com a expressão de dor.
Na lateral, Gil Son arregalou os olhos.
— Aquele golpe… foi terrível. Cuidado, garoto!
Como efeito, um contra ataque: o cougar emendou um gancho de direita, sendo refletido pela segunda palma, deslocado para o lado.
Foi um engodo: um cruzado de esquerda veio, atingindo o rosto de Lito, o empurrando para trás.
Como alavanca, o monge aproveitou o solavanco; uma brecha foi criada, e respondeu com um violento chute na lateral do tronco desenvolvido de Nevada — uma região crítica.
— “Ahh… esse miserável…” — pensava Nevada, sentindo dores. — “No fígado…”
A troca de golpes foi intensa.
Por mais que Nevada fosse forte, Lito era quem tinha efetividade na potência dos golpes. Cirúrgico, acertava pontos críticos, que esgotaram pouco a pouco a estamina do cougar, que já arfava. — sua movimentação não era mais a mesma.
O monge parecia estar em seu templo. O cenário sob seus olhos ilustrava um pôr do sol em meio aos seus mil anos de artes marciais.

A história até se projetou em seu oponente.
Lito recuou, com um mortal.
Se plantou ao chão, levantando sua palma.
— Existe uma linha tênue entre artes marciais e aventuras. E você chegou longe demais, “aventureiro”.
Acima, o sino soava mais.
Uma gama de energia começou a fluir, dando a entender que algo magnânimo estava por vir.
— “Ele sabe onde atacar e quando…” — Nevada olhava para Lito tentando raciocinar. — “Essa coisa que ele conjurou parece perigosa. Eu tenho que achar uma brecha… e já!”
O monge o cobria, já que a sua energia brilhava mais e era mais densa.
Com isso, Nevada tomou uma postura mais relaxada: descontraiu seu corpo, ficando de pé. Ele liberou seu Nirvana… mas não seu ímpeto.
— O que foi, selvagem? Encontrou a lógica? Sábia decisão de desistir.
Não era isso.
E Nevada ficou em silêncio.
Tão logo, puxou ar. Passando a dar um pequeno salto para cima. Após isso, fechou os olhos e, contrariando Lito, se colocou em base: os dois punhos juntos à frente.
— Até o fim.
Mesmo longe — três metros os separavam — Nevada girou seu quadril. Junto a isso, as duas mãos se juntaram ao dorso, ficando quase de costas para Lito.
Batendo o braço esquerdo no direito, o monge gritou:
— Então, receba a Re…
Ele foi forçado a engolir as palavras.
Motivo: Nevada, com três passos diagonais, conseguiu se deslocar até ele — estava bem à sua frente.
— Direto de Direita… Maximum Impactum!
Girando sobre seu próprio dorso, uma soma de Nirvana lhe subiu do corpo até o punho direito, cujo poder concentrado o iluminou.
Após isso, o giro veio junto com um violento golpe direto com sua mão direita, que atingiu Lito no rosto.
O ruído de dentes rangendo conforme o golpe deformava o local atingido marcou o ato.
O golpe foi tão forte que o vácuo causado retirou o ruído do impacto, mas não do voo.
O monge foi arremessado para longe, além do lei tai — o barulho da vestimenta dele tremulando ao atrito com o ar foi ouvido —, caindo no chão na área da arena.
Seu corpo arrastou por alguns metros, marcando no mármore do nobre assoalho.
— Fora da arena! O vencedor é Nevada Clinch! — anunciou Ana, com entusiasmo.
A Arena Shang Mu quase foi abaixo.
As arquibancadas tremeram após o anúncio apoteótico. A vitória acachapante de Nevada veio com gritos histéricos da plateia.
“O que foi isso que eu vi?!”
“Ele foi arremessado para fora do lei tai com um baita soco!”
“Aquele cabeludo sabe lutar, ô se sabe!”
Nevada olhou para Lito, que estava sendo amparado pela equipe médica da arena.
Ele se virou e caminhou em direção a seu time.
— “Creio que esses monges não têm noção total do que estão lidando. Essa gente parou no tempo…”
Os demais membros do Clã Zeimah só olhavam seu colega ser atendido. O clima era de incredulidade.
— Aquele inconsequente! — falou o felino bege. — Como pôde usar o Sino do Exército Imperial? É uma desonra!
Ele virou para a direção onde o Time Demifaiku recebia Nevada. A camaradagem entre os membros também foi vista. Os sorrisos e socos carinhosos na cabeça do cougar trouxeram irritação ao rosto do felino do Clã Zeimah.
— Estilo Demifaiku…? Eles não sabem com o que estão lidando. Os mil anos de artes marciais em Shang Mu cairão sobre cada um deles!
O placar:
Clã Zeimah 0 X 1 Time Demifaiku
Era uma realidade que as arquibancadas duvidaram.
Está capítulo presta uma homenagem carinhosa à minha cachorrinha.
Ela lutou até o fim.
Vá para o Vale dos Cachorros, Belinha. Fique bem. Você será amada por toda a eternidade.
“Muito bunitona!”
☀️ 2020
⭐ 2026
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Seu pet vive para dar amor.
E ele te entrega 1000x desse amor todos os dias.
Você é o universo cósmico que ele idolatra todos os dias de sua vida.
Para ele, você é tudo.
Então dê tudo de si para fazê-lo feliz.
Fiquem na paz.

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