Índice de Capítulo

    Torneios de artes marciais… são eventos únicos.

    A união de vários lutadores, de diferentes lugares, traz consigo a história e cultura de povos distintos, juntos em um mesmo lugar e sob o mesmo objetivo: saber qual é o melhor.

    Entretanto, para o meio marcial, essa é a primeira camada.

    O verdadeiro lutador enxerga além do sangue e ossos quebrados.

    Medalhas enferrujam.

    Títulos são esquecidos.

    Mas o que você constrói em um torneio — respeito, amizade e caráter — isso permanece.

    Um verdadeiro artista marcial não entra no lei tai apenas para vencer: entra para crescer junto com todos que estão ali.

    Todos eles merecem respeito.

    “O objetivo final [das artes marciais] não está na vitória ou na derrota, mas na perfeição do caráter de seus praticantes.”

    — Gichin Funakoshi

    ☀️ 1868

    ⭐ 1957


    Arena Shang Mu

    Lei Tai Tzu Aso Omna | Manhã

    Longe da luxuosidade dos bastidores da arena, e ainda mais da cidade brilhante de Shang Mu, o local mantinha a chama incandescente do legado marcial da megalópole.

    A temperatura? 23 graus, ideal para atividade física… e lutas. Por toda a arena, o frescor de menta com dotes adocicados de sândalo era uma mistura homogênea, proveniente de incensos estrategicamente posicionados para proporcionar o aroma milenar — era assim no passado.

    A fachada, recém reformada pelo prefeito, guardava um lugar histórico, e isso era percebido no zelo ímpar em deixar cada centímetro da arena intacto — e o teto de vidro era retrátil, mas estava fechado hoje.

    Agora era o encontro com o real objeto: a Arena Shang Mu não era só um templo de lutas. Era uma ode a tudo marcial.

    Pessoas ainda se acomodavam nas arquibancadas milenares, que ganhavam ainda mais cor e textura. O grande público esperado traria um pulsar como de um coração — paixão pela luta, acima de tudo.

    As acomodações tinham o mesmo peso histórico: mármore fino, onde os assentos eram como há mil anos. Todos tinham orgulho de estar ali.

    Telhados vermelhos davam a cor da bravura, coragem e fúria, com o branco da paz e harmonia dos demais pontos. E havia o dourado… Riqueza e fartura marcial.

    Mil anos, que ganhavam mais um.

    Início do torneio Tormenta | Oitavas de Finais

    Abertura oficial: dentro de 5 minutos

    — Faça uma pose!

    — Assim está bom, senhorita?

    O diálogo, carregado de alegria e descontração, ocorreu minutos antes da cerimônia de abertura.

    A fotógrafa oficial do torneio, Leda Ilford-Cooke, estava despojada tirando fotos dos visitantes da arena.

    Um deles foi Santino Rock, sexto membro do recém rebatizado Time Avalice. O canino, sorridente e bem à vontade, fez uma pose ao seu estilo: mostrando seu porte físico.

    Enquanto Leda mantinha seu profissionalismo, um leve rubor surgiu no rosto dela, escondido pela câmera.

    O take? Com a arena como cenário, Santino pôs suas mãos em cada lado da cintura, contraindo os músculos, mas esboçando um sorriso tenro. Ele uniu um lado marcial e, ao mesmo tempo, leveza.

    Após a captura, a serva fotógrafa acenou, sorrindo. Depois, caminhou pela arquibancada, mas deixou um olhar para o canino por mais tempo.

    Passaria despercebido o momento, se não fosse alguém…

    — Ih… Eu conheço esse olhar aí!

    Carol.

    — Aí, doggo… — tinha um olhar manhoso. — Tu tem mó pinta de galã, já tava sabendo. Mas, caraca, a moça bonitinha te deu mole, serião!

    Ele desviou o olhar, coçando a nuca.

    — Ah, eu… bem… — seu rosto estava com um pouco de vermelhidão. — Ela é bonita sim, mas… eu…

    — Ah, qual foi! Vai me tirar dizendo que “ela não faz o meu tipo” ou “não tô afim de relacionamento”? Pô, tu é mó charmoso, doggo! Tá na hora de você ter sua “Senhora Rock” e seu pimpolho “Santino junior”, nyah!

    Logo por trás da tagarela surgiu Lilac, bufando pela boca. A dragão não estava gostando do papo. Tanto que, surpreendendo Carol, ela a abraçou pelo pescoço, mas não com força. A gentileza estava lá, intacta.

    Porém as palavras vieram, e com força.

    — Bola de pêlo, já está usando sua boca grande de novo? — Lilac falava em seu ouvido. — Basta um mísero momento leve pra você fazer das suas!

    — Ei, diva linda… qual é? — Carol deu um passo para trás. — Não posso nem brincar?

    — Olha como você deixou o Santino! Será que você não percebe que esse tipo de brincadeira deixa qualquer um desconfortável?

    Isso não foi um problema para Santino. Pelo contrário: ele gesticulou, sacudindo seus braços, como se estivesse implorando para que Lilac a soltasse.

    — M-mocinha, está t-tudo bem! — estalou um sorriso sem graça. — Eu que sou sensível com essas coisas de carinho… e paquera, hehe.

    A dragão ficou boquiaberta, mas ainda assim segurando a felina.

    — E aí, heroína? — Carol olhou para sua amiga. — Tá vendo? O doggo tá me defendendo, nyah!

    — Ele não está te defendendo! — Lilac cruzou os braços, mostrando leve irritação. — Santino só está dizendo que essa sua atitude não o afetou!

    — Afetou sim! Bagarai, até! Ele até ficou vermelhinho!

    — Carol!

    — Nyah!

    As duas se deram em olhares, enquanto Santino só acompanhou — uma gota surgiu no rosto, puro momento de vergonha alheia.

    Mas não terminou: Milla apareceu no ombro do canino, o abraçando pelo pescoço.

    — Santino Rock é muito fotogênico! — Seu sorriso era contagiante. — Aquela moça ficou te olhando um tempão… Ela gostou de você!

    Se antes ele havia ficado ruborizado só no rosto, agora ele brilhava como uma luz fluorescente, de cor vermelha.

    Carol começou a rir… e a falar também.

    — Haha! Olha só, cabeça de lula! — ela se referiu a Lilac, apontando para a pequena. — Vai! Pega no pé da Milla! Quero só ver, haha!

    Lilac olhou para frente, observando o “Santino Light” aceso enquanto Milla sorria. Mas o olhar correu até Carol novamente, junto com sua fala travada.

    — Isso. É. Culpa. Sua!

    — Tá lelé? A pessoinha aí que tá fazendo os leitores salivar arco íris e euzinha aqui que sou a culpada?!

    No momento que as duas iriam começar mais um “embate de mil anos de zuera”, uma voz mais cortante e firme foi ouvida.

    Era Noah.

    — Se a intenção do time era não chamar atenção, isso foi perdido. Mas não levem isso como uma crítica… Tensão é ruim. Isso é um fato.

    Isso foi o suficiente para que os ânimos voltassem ao normal. Santino foi o primeiro a entrar em sintonia.

    — E aí, garoto. Levou o Viktor em segurança até o vestiário?

    — Sim… mas ainda acho que deixá-lo lá sozinho não foi uma boa ideia.

    Lilac caminhou até ele, já que a conversa teve opinião. Ela também tinha uma.

    — Já não estamos nos corredores. E Viktor tem autonomia… Você falando dessa forma é como se ele estivesse fazendo algo errado.

    — Não pense assim. Não há nada errado em ele ser quem é. Me referi a mim. Eu deveria estar lá, observando os outros.

    A dragão encarou Noah, mas não com teor desafiador ou inquisitivo. Era respeito.

    — Foi o Viktor que pediu isso, para que agisse por conta própria a partir de agora.

    — Ele já deveria ter trocado de roupa antes, no momento que saímos da minha casa hoje cedo.

    Carol, impaciente, foi até os dois.

    — Olha, papo reto: o piá tem os rituais dele. Ou tu não lembra o que ele disse mais cedo sobre essa parada dele de karatê? “Não posso andar por aí usando meu quimono” símbolo de pureza, blá blá blá… Respeita o cara, ô trevoso!

    Imediatamente, Lilac virou para sua amiga — e nada satisfeita com o que ouviu.

    — Carol, já te disse pra não chamar o Noah assim!

    A gata pensou, levou segundos, e percebeu o equívoco.

    — Tá… foi mal, Noah. Mas, põ… Dá um tempo pro piá. O cara passou mó perrengue!

    O albino ficou quieto, respondendo com silêncio. Seu olhar foi até a arena, cenário que ainda não tinha visto por completo.

    — Em breve, todos nós estaremos lá dentro… e lutando.

    O time o acompanhou, onde o foco era o imenso lei tai no centro da arena. Milla desceu das costas de Santino, falando:

    — Eu nunca tinha visto uma arena tão grande assim na minha vida! Bem que a minha mestra disse que existiam lugares assim por Avalice…

    Santino tomou a frente. Ele desceu alguns degraus, os que davam acesso aos outros andares da arquibancada, e observou a movimentação pelo recinto inteiro.

    — Isso aqui vai encher. Gente de toda Zona Milenial, da cidade de Shang Mu… e até de Avalice. Torneios assim são raros… Essa arena é magnífica demais para uma simples competição. A pergunta que fica é: o que esperar?

    Sua fala deixou dúvidas no ar. O silêncio do grupo deixou o som ambiente ditar o ritmo. Burburinhos, junto com ruídos de passos e palmas, conversas amistosas e de previsões sobre a performance marcial vindoura…

    E tudo isso foi mudado num piscar de olhos: ao fundo, com Santino acompanhando o trajeto, observar seguiu até seu time, pois todos viram todo o Time Omna caminhar pelas arquibancadas.

    “É o Time Omna! São eles!”

    “Nossa, é o Escudo Impenetrável! Ele está entre nós!”

    “O Pawa Geiza! Nossa… eu estou respirando o mesmo ar que ele está!”

    “Tats Aoi Omna, a Agulha Azul!”

    “Espera! Aquele lá… é o Sheng, o prodígio do clã Daiyamondo?!”

    Waaifu também estava lá, caminhando em silêncio. Seu rosto esboçava calma e segurança, de quem tinha certeza do que estava fazendo e para onde estava indo.

    Contudo, mesmo longe, avistaram o Time Avalice.

    Joshy só observou de relance, assim como Tats. E foi a troca de olhares com Carol que ela trouxe reflexões, nas duas — o mesmo pensamento.

    — “Ele merece estar aqui…”

    Foi rápido… e simbólico para ambas.

    Contudo, Pawa não deixou passar: ele parou de caminhar, fixo para Milla. O lobo avermelhado franziu sua testa e elevou levemente sua boca no canto — sinalizando nojo genuíno.

    — “Esse ser abominável deve ser detido… seja quem for. Porém minhas mãos anseiam por isso.”

    Seu controle emocional funcionou, se limitando a ranger de dentes, e ele voltou a caminhar. Noah percebeu a intimidação — Milla sequer notou. Um dos olhos do mestiço forçou um ódio incrustado, passando invisível, mas o sentimento perdurou.

    Entretanto, o lobo avermelhado não era o único motivo de preocupação.

    Waaifu, em contrapartida, direcionou seu olhar para Noah… e o albino a ela. A distância era grande — vinte metros, quatro fileiras da arquibancada para baixo — mas os dois travaram uma guerra silenciosa ali mesmo, só na encarada.

    — “Essa mulher…” — pensava o albino. — “Ela trata isso como se quisesse algo de mim. Porque esse mistério…?”

    Ela manteve o ar controlado intacto, sem se abalar.

    — “Noah Hibiki…” — a voz em sua mente era suave.

    Econômica, não foi visto traços emocionais em seu rosto, caminhando como se nada tivesse acontecido.

    Logo atrás, acompanhando o cortejo dos Omna, Sheng passeava, mas também tinha como foco o Time Avalice.

    Ele olhou, forçou a atenção. Observou por toda a extremidade onde os rivais estavam, ficou calado — era óbvio sua frustração.

    Ele continuou seu caminho, sendo ovacionado pelo público afoito. Isso em nada o abalou, mas seu olhar se tornou distante, andava descolado da realidade.

    Nem mesmo os elogios à sua família o acordou. Era como se os ouvidos estivessem tapados.

    Enfim, uma voz feminina foi ouvida por toda a arena. Era um auto-falante, anunciando:

    — Senhoras e senhores… — era Ana Andirá dizendo. — A abertura do torneio Tormenta será em aproximadamente três minutos.

    O povo que chegava passou a se apressar, buscando seus lugares na enorme arquibancada.

    A morcega continuou:

    — Lutadores, peço que se acomodem imediatamente no Panteão dos Milenares. Sigam a orientação dos monges do Monastério Omna. Eles irão ajudá-los a encontrar seus lugares.

    O Time Avalice atendeu ao pedido, assim como os demais. E nesse meio tempo de caminhada, a preocupação era uma só:

    — Não podemos ir agora. E o Viktorius? — perguntou Milla.

    — É verdade! — Lilac não saiu do lugar. — Eu vou esperar por ele aqui. Vocês podem ir, que ficarei de olho onde vocês se sentaram.

    O resto do time saiu, seguindo para a zona estabelecida. Mas não foi uma decisão unânime.

    — Pô, Lilac… Porque não vamo todo mundo junto ou fica todo mundo aqui? O piá não é burro pra não achar a gente e nem a gente tem que ir agora, oxe!

    — Carol, há um protocolo. O time precisa ir para os lugares. Como sou a líder, pra mim é mais fácil protestar sem afetar vocês. Só obedece, tá?

    — Uh… Isso não tá certo.

    Noah pôs uma das mãos sobre o ombro da gata, dizendo:

    — Carol, vamos. A senhorita Lilac está certa. Seguir exatamente os protocolos do torneio faz parte do porquê estarmos aqui. Lembre-se: sem baderna.

    Ela até iria abrir a boca — levantou o dedo indicador — mas assentiu a ideia e se calou. Seu aceite foi imediato, mas não tirou os olhos de sua amiga, andando de costas.

    — Trás uma batatinha chips quando voltar, tá? Tô com fome, nyah!

    Lilac sorriu, deixando claro que recebeu super bem a brincadeira da tagarela. Milla acenou, junto com Santino.

    A dragão, após avistar seu time seguindo em direção ao local, passou a mostrar um semblante mais preocupado. Tomou foco do centro, onde levantavam o nível do lei tai e faziam os preparativos finais para o início.

    Enquanto acompanhava a arrumação de instrumentos por lá, um pensamento lhe veio.

    — “Essa última hora pareceram meses. Passamos por muitas coisas que mais pareciam um torneio. Como será daqui para frente? Vimos um pouco do que nossos oponentes são capazes…”

    Seu olhar correu até onde seus aliados estavam alinhados, procurando os assentos demarcados. Ela olhou um a um, como se buscasse respostas.

    — “Royal Magister confiou em mim e no meu time para essa missão. Temos que cumprir o que prometemos… e iremos!”

    Todavia, Lilac indagava dessa forma para tentar tirar a preocupação real.

    — “Cada segundo de preocupação é quase uma tortura. Viktor, só… não demore!”

    Ela fechou seus olhos, em estado de concentração.

    Enquanto isso…

    Com Lilac aguardando Viktor no outro lado, Noah liderava o time, que buscava os lugares.

    Não demorou muito, eram dois degraus abaixo, onde os assentos eram mais incrementados: poltronas finas, com tecido aveludado, macio e fofo.

    — Caraca… Mó bom, né? Melhor que do cinema lá do shopping de Shang Tu, fala tu!

    — É mesmo, Carol — falava Milla. — É bem confortável!

    Noah se sentou, acompanhando por Santino, que falou:

    — Ótima impressão! De longe a melhor estrutura que encontrei em uma competição como essa!

    — Hm… — Noah se colocou em silêncio.

    O canino marrom notou algo no olhar e no calado albino. Não deixou passar.

    — Que foi, garoto?

    — Nada… — desviou o olhar.

    — Noah, você não está conseguindo esconder. Fale.

    — Hm… — tomou ar. — Deve haver um bom motivo para que juntem todos os lutadores no mesmo lugar.

    — Hã? Mas… — ele percebeu.

    Santino olhou ao redor. Não era só um lugar cuja luxuosidade ocorria. Pouco a pouco, viu que participantes do torneio se sentaram um perto do outro, fazendo parte do mesmo quadrante na arquibancada, que ainda enchia.

    — “O que está acontecendo?” — seus olhos olharam para todos os lados. — “Porque todos estão no mesmo lugar?!”

    Sem mais nem menos, ele sentiu que o assento ao lado foi ocupado. Por ser um canino, seu olfato desenvolvido sentiu um cheiro familiar. Mas não só isso: veio acompanhado por uma voz.

    — Quis o destino que sentássemos lado a lado, nobre lutador.

    Ele lentamente virou seu rosto.

    O quimono preto florido que viu recentemente guiou sua visão até o rosto da pessoa.

    Era Kaura Shiran, que abanava o ar com seu leque.

    — V-você?! — A surpresa do canino foi impagável.

    Ela sorriu, cobrindo parte do rosto, como se quisesse esconder sua felicidade.

    No fundo, Carol deu uma risadinha, com Milla sorrindo alegre.

    Foi mesmo algo inesperado.

    Em um outro ponto do Panteão dos Milenares, onde havia mais lutadores se acomodando, o time Omna tinha um lugar mais cativo: havia divisórias, impedindo que os olhares de outros participantes os vissem diretamente.

    Era uma área VIP, destinada ao Monastério Omna.

    Sheng foi o primeiro a se sentar, tenso e com o olhar ainda distante.

    Estava pensativo.

    — “Cadê o carinha? Será que aquele cara desistiu? Hm… Eu duvido.”

    Veio em sua mente conturbada o que ouviu recentemente — o último diálogo que ouviu do humano.

    “Posso não ter Nirvana, mas talvez o cosmo, que vocês aqui em Avalice tanto conhecem, seja ainda mais pesado. E esse eu já tenho muito… e é ele que você deve temer.”

    As indagações voltaram.

    — “O que ele quis dizer com isso que me preocupa. O sem noção vai se machucar se seguir por esse caminho… e não vai ser nada maneiro. Só que…”

    Ele inclinou o corpo, colocando os dois cotovelos apoiados na perna. Uma das mãos segurava o queixo, deixando evidente seu mal estar.

    — “Ele suportou a pressão do Nirvana do time dele. Isso foi impressionante. Só que, mesmo assim, é pouco para que pense em conseguir aguentar uma luta…”

    Uma das pernas passou a tremer, ansioso por algo.

    — “Cadê ele? Onde você está, Viktor?”

    Sheng seguiu com sua preocupação, olhando rápido para seu lado esquerdo. E foi justamente esse olhar que jogou a cena para dentro de um vestiário de paredes rubras — como os corredores.

    Biombos vermelhos com detalhes em dourado separavam os boxes de troca de roupa, com espelhos e armarinhos.

    Contudo, esse espaço intimista era um reduto hostil: lá vimos Viktor trajado com seu quimono, mas seu rosto irritado deixou claro que as coisas não estavam boas.

    A sua frente havia um canino lutador — usava um tangzhuang todo amarelo — que segurava sua faixa.

    A cena era clara.

    — Então… porque esse trapo aqui é tão importante pra você, Sem Valor? Haha!

    As gargalhadas ecoaram pelo lugar, chegando até alguém no fundo do lugar que estava sentado — usava um quimono azul.

    Só se viu sua mão se fechar e, junto, chamas a envolveram.

    O torneio ainda não começou, mas certas chamas já ardem.

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