Capítulo 145 - Abertura
O público no interior da Arena Shang Mu entrou em alvoroço com o clamor eloquente de Pawa Geiza.
Girando por toda a arquibancada, que estava completamente lotada, o retrato era de estranhamento, apreensão e, principalmente, curiosidade pelo que estava por vir.
Ana Andirá estava a seu lado, controlando o nervosismo.
— “O senhor Bryan e o senhor Huli devem estar furiosos com isso…”

Pawa era irredutível.
O público não esperou muito tempo para receber o devido contexto.
— Irmãos, companheiros de luta e afoitos por artes marciais, hoje vestimos o mesmo manto, cuja paixão pelos mais de mil anos de artes marciais em Avalice nos motiva a proteger não só seu legado, mas também sua essência.
Palmas vieram, muitas delas. O barulho varreu a arena.
O alto falante estava na potência máxima.
— Eu não vou esconder de vocês: nós, lutadores honrados e justos, já entramos em guerra muito antes de tocarmos nossos pés no lei tai sagrado que leva o nome do nosso eterno líder Tzu Aso Omna. E ele está entre nós, sempre!
Não foram só salvas de palmas. A plateia da Zona Milenial ovacionou as palavras de Pawa. O povo acenou e vibrou.
— Entretanto, caros irmãos, temos um compromisso, todos nós, com a integridade das artes marciais. Essa guerra que travamos por detrás das paredes desta arena foi ferrenha. O inimigo, ou melhor, a aberração que está entre nós suja tudo que construímos enquanto artistas marciais!
Vieram vaias, mas elas eram direcionadas a tal indivíduo que, nas palavras do lobo, profanou seu lugar.
— Irmãos, não respondemos à presença dessa figura com a voz. Sinto dizer, mas o mal pode ser forte se não o atacarmos onde lhe dói mais. Sua existência neste lugar é inconcebível. Não só aqui, mas em todo o planeta… Porque somos maiores!
O público gritava alto, expressando sua aceitação em deter o mal.
— Dizer quem é, descrevê-lo detalhadamente… tudo isso é desnecessário. Seria até uma heresia dar-lhe forma, mesmo que em palavras. Essa criatura vai lutar entre nós. Deixemos. No fim, todos aqui sabem que o Monastério Omna possui uma história de mil anos de artes marciais! Tzu Aso Omna está aqui!
A multidão explodiu. Eles assumiram o compromisso. Gritos ainda mais intensos vieram, com um único nome em coro.
“Omna!”
“Omna!”
“Omna!”
De crianças a anciões, o clamor era o mesmo. Todos os lugares reagiram positivamente à causa.
A comoção foi imediata no Panteão dos Milenares: lutadores de toda Avalice se perguntavam:
“De quem ele está falando?”
“Quem é esse indivíduo?”
“Estamos em perigo, é sério?”
Porém, no grupo de Lilac, e também em Kaura Shiran, isso ressoou com força.
Noah estava tremendo. Não era ódio e sim revolta.
— D-desgraçado… — ele falou baixo, controlando os brios.
Santino segurava com força o braço da poltrona. A raiva tomou seu rosto, a inquietude veio.
— Grr… Kaura, não sei por quanto tempo eu vou conseguir me segurar depois dessa…
A sacerdotisa também compartilhava seu estado de espírito — seu rosto estava franzido, inédito.
— Nobre lutador, tente acalmar seu espírito, por mais angustiante que seja!
Ela olhou para Mila: todos do Time Avalice se moveram ao mesmo tempo.
Foi imediato, quase instintivo.
Lilac abraçou sua amiga, assim como Carol. Noah, Viktor… todos a acudiram.
Mas, mesmo envolta de tanta manifestação odiosa vindo de Pawa, ela só falou:
— O que está acontecendo? Por que vocês estão me abraçando? — ela olhava para todos os lados. — Não sei o que houve, mas vocês são muito fofos em fazer isso. Eu gostei!
Ela só sorriu.
Milla encarnava a irmãzinha zelosa, meiga, de bom coração.
Ninguém do Panteão reagiu.
Se sim, ninguém percebeu.
— Kaura-Sama… — falava Haiiro. — Puroque todos do Time Avalice estão abraç… — uma mão tapou sua boca.
Tamui agiu depressa, antes que ligassem as linhas em voz alta.
— Shih… — a felina chumbo olhava para todos em volta. — Sutileza. Ninguém fala nada.
Jade viu aquilo. A mensagem chegou depressa.
— “Tamui agiu certo. É aquela garotinha… e elesss estão expondo muito a sssituação.”
Sem que nada mais fosse dito, Haitou se levantou, seguindo às pressas até Milla. Ele pediu licença enquanto invadia o espaço do Time Avalice — ninguém entendeu nada.
Não foi preciso explicar.
— Garotinha, você luta, não luta?
— Sim! — o bracinho subiu com o grito.
— E você é forte, não é?
— Sou!
Ele se inclinou, reverenciando Milla.
— Wakarimashita! (Agora eu entendi!)
Uma das orelhas de Milla se elevou, a mãozinha esquerda foi até o queixo. As dúvidas vieram.
Mas Viktor compreendeu perfeitamente.
— Milla, diga “Hai” para ele, vai! — o garoto mostrou, inclusive, a reverência.
Obedecendo, foi o que fez.
— Hai! Hehe… — imitou Viktor, só que mais fofa.
— Arigatou Gozaimasu! (Muito obrigado!)
Noah, observando o ato absurdo, pescou a ideia.
— “Esse akiba… Ele limpou os ruídos!”
Lilac também entendeu, forçando Carol a se sentar.
— Mas que meleca é essa?! — seu olhar possuía conflito.
A dragão a calou com as duas mãos.
— Carol, fica quieta! Não fala nada! Não percebeu?
À força, a tagarela se desvencilhou.
— Ah, caraca… Claro que percebi! Por isso fui abraçar a Milla!
Santino, já um pouco mais calmo, reforçou — porque ela ainda tinha resistência.
— Carol, fica na sua, por favor — cochichou em seu ouvido. — Eles nos ajudaram. Vê se fica calada, tudo bem?
A gata observou por alguns instantes, passando a olhar Milla. Haitou ainda estava a seu lado, assim como Viktor.
— Tá. Tendi agora.
Lilac estava de pé, inquieta. Também olhava para Milla. O ataque indireto parecia doer mais.
Kaura se lembrou e foi até a dragão. Ao seu lado, disse:
— Estrela púrpura, você fez tudo certo. Não se culpe. E ela não percebeu…
— Milla percebeu o que aquele insensível falou.
— O que?! Mas…
— Ela é pura demais para o condenar. Mas o fato é que um monastério acabou de fazer um pacto contra ela.
Os punhos fecharam. Lilac olhou para o lei tai. Após isso, voltou para Kaura.
— Você estava presente quando esse tal Pawa a atacou na zona da Família Geiza. Então eu tenho certeza de que tem noção da gravidade disso tudo.
— Sei perfeitamente. Se existe um tropo mais ameaçador, é esse que se vê como um herói.
— É, você está certa, Lady Kaura.
— O lado bom disso é que os demais não sabem. E o melhor: aquela pobre garotinha tem fé em mudanças. Isso é maravilhoso.
Lilac se acalmou, a conversa lhe pôs no chão. Mas não sairia antes de pôr ordem.
— Lady Kaura, a Milla é fofa e gentil, mas não indefesa.
— Eu entendi o que quer dizer.
— Não! Não entendeu… — insistiu, a fitando. — Se soubesse pelo que ela passou, não diria só isso.
Kaura deu um passo para trás, de alguém que percebeu ter tocado um ponto sensível sem ter intenção.
Lilac fechou o assunto:
— Aceito sua gentileza. Amamos ela e também sabemos do seu potencial.
A dragão deu três passos, a fim de observar com mais clareza toda a arena, e também o lei tai. Viu que nada mais crítico estava acontecendo. Kaura ainda raciocinava, ainda entendendo as nuances da voz da dragão.
— “Estou curiosa: por que trouxeram essa criança para um torneio como esse?”
Ela voltou a se abanar — o leque seguiu impávido. Se sentou logo em seguida, acompanhando os eventos que ocorriam ao redor.
O mesmo fez Haitou, se sentando.
Porém:
— Sizzzuturigi… — Jade falou, mas não olhou para ele. — Você agiu no momento certo. Parabéns.
— Obrigado, Sifu Gya-wawa.
A seriedade aflorou a potencialidade de todos.
O Time Avalice também voltou para seus lugares. Não havia burburinhos ou coisas do tipo.
O único evento que cortou a cena foi Ana Andirá, que anunciou.
— Convidamos a todos para que ouçam o tema oficial do Torneio Tormenta, sob a excelentíssima orquestra do Monastério Omna!
Os músicos começaram a entrar.
As salvas de palmas vieram, com eles acenando para o imenso público presente.
Tudo estava acontecendo como se nada mais grave tivesse acontecido.
Enquanto os músicos afinavam os instrumentos, manifestações em outros lugares da arena ocorriam.
Um deles, o mais crítico, foi na área VIP do Time Omna. Lá, Sheng, transtornado, tentava entrar em uma passagem protegida por outros monges. Também estava Joshy, segurando seu inseparável escudo.
O felino alaranjado forçava a entrada — braços estendidos e ombro contraído — frente aos três monges caninos.
— Cadê aquele traste? Me deixem passar!
A tentativa já estava gerando mal estar. Joshy interviu, logo atrás.
— Garoto, pare com isso.
— Nem conheça, Joshy! Você ouviu o que o Pawa falou!
— É, eu ouvi. E acredite: ele terá de se explicar quando voltar.
— Explicar?! O cara, aquele surtado sem noção… Ele tava se referindo ao Viktor! Aquele carinha é um Natural maluco, mas ele não é uma aberração!
— Sheng…
— Não me chama mais! Cadê o Pawa?
Antes que pudesse pensar, uma mão segurou seu braço.
— Técnica Sénior da Família Aoi: Palma Sedativa Local.
No mesmo instante, o braço perdeu sensibilidade e também força — ficou pendurado, balançando.
Sheng recuou segurando o braço atingido.
Não sentiu dor, mas o susto foi grande.
Ele olhou para o lado, um movimento rápido para ver Tats esboçando um rosto fechado.
Os óculos, opacos, escondiam seus olhos. Os traços maduros eram sutis.
— Sheng, pare — falou a felina.
— Tats, você usou uma habilidade especial em mim!
— Para impedir que você faça algo que se arrependerá depois.
— O que? Me arrepender? Você viu o que o Pawa disse do…
— Não era para o Viktor aquela mensagem doentia.
O garoto pausou com os protestos, seu rosto petrificou, assim como as palavras que travavam enquanto tentava buscar lógica.
Tats o encarou, como se fosse um oponente implacável.
— “Tats… Nunca te vi sim e… por que estou hesitando?”
O punho que ainda lhe restava segurava o braço paralisado. Até nesse detalhe Sheng ficou um tempo pensando no que estava acontecendo.
Joshy foi até ele, dizendo:
— Não deixe escapar a chance de fazer parte de algo maior, garoto. Estamos prestes a lutar no Tormenta. Seu manifesto é legítimo, mas quebra o fluxo. Recue.
Os assuntos do Time Omna eram tratados internamente.
No lado de fora, mais precisamente sobre o lei tai, estava quase tudo pronto.

Os monges do Monastério Omna afinavam seus instrumentos.
Erhu (violino chinês), com seu som melodioso, choroso até, guzheng (cítara), mesa de cordas que servia arte. Pipa (alaúde), corda dedilhada em formato de pera, delicioso de ouvir.
Havia percussão, como dagu (tambor), com ritmo profundo e intenso. Batidas graves. E bo, pratos explosivos, espaciais. E, por último, o coral de vinte vozes. Eles estavam lá, orgulhosos por fazerem parte da grande festa que estava para começar.
O cenário estava montado, o sol dava a luz necessária. Um telão foi colocado nas dependências da arena pelo staff, para que todos pudessem ver os detalhes das lutas.
Foi quando o regente pôs as mãos para cima, anunciando a seus comandados o início.
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OST: Tema oficial do Torneio Tormenta.
No rodapé para ouvir, se quiser.
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Logo, o primeiro som: o guzheng puxando a melodia inicial. Em segundo: os erhus. Esses sim trouxeram a música, com arpejos emocionais e lentos. Era um som nostálgico, autenticidade milenar em cada nota.
Todos juntos, com o bater do dagu e prato. Veio uma explosão. Breve e harmônica.
O eco tomou toda a arena, trazendo silêncio.
Não demorou muito e a pipa puxou a orquestra. Em sinergia, as cordas tinham o sincronismo divino e milenar somados. E a batida dava corpo e textura em uma vindoura música épica.
A emoção fez o público reagir: mãos se encontravam, apertavam-se uma nas outras. Lágrimas surgiram, tímidas, trazendo consigo votos de um povo repleto de história marcial.
O estado milenar no coração dos moradores de toda Shang Mu acordou após o descanso da última noite.
O sol chamava e a música o alimentava mais e mais.
Enfim, veio a união plena: o coral de monges, com suas vozes potentes e realçando seus tenores e sopranos. O volume aumentava e abaixava, o ar saindo dos pulmões e elevava a canção.
O refrão cantado por eles era tão harmônico e colante que, em poucos segundos, a platéia já sabia cantar, acompanhando com suas próprias vozes, causando um eco vocal intenso.
Nenhum punho ainda foi levantado, mas o torneio já trouxe muita comoção.
No Panteão dos Milenares, na fileira do meio, um pouco mais acima onde Lilac e seu time estavam, lá se encontrava o Time Demifaiku. Com Amy e Gil Son imóveis, apreciando a canção, Detroit estava em prantos.
— Essa música… — ela falava alto, com muitas lágrimas saindo. — Ela é muito linda! Deuses de Avalice, como algo assim pode ser tão bonito?! Eu tô adorando tudo isso!
— Detroit, não exagera! — falava Nevada.
— Oh, Nevada! Isso tá muito lindo! — ela o abraçou com força. — Me acode, Nev! Eu amo música! Isso aí é coisa de deuses!
Ao lado dos dois, Ohio só observava o espetáculo, de braços cruzados.
— “Ouvir isso me faz sentir viva. Mesmo nas minhas partes que foram levadas…”
Ela olhou para sua perna biônica, ao mesmo tempo que passou sua mão direita sobre o olho e a cicatriz.
Não era um lamento. A coyote sorria.
Em outro canto, estavam Serpryin Papakadah e seu guerreiro, o galo Jyn. Eles estavam em pé, fora do espaço do Panteão, acompanhando o espetáculo.
— Jyn, eles ainda não vieram. O que disseram?
— Nobre monge, o clã Orudofeza precisou sair da arena para informar aos agentes as últimas notícias que lhes passei.
— A alta cúpula das Aves Sagradas da Alvorada?
— Exato.
O codorna coçou seu bico, com preocupação visível em seu rosto.
— Eu não autorizei essa intervenção.
— Esconder notícias críticas para nosso clã não envolve autorização, nobre monge. E sinto muito por avisá-lo tardiamente.
— Hm… E como os quatro receberam a notícia?
— A mesma que lhe mostrei durante o chá.
Serpryin respirou fundo, como um presságio.
— “A violência é um contrato injusto.”
A orquestra lhe chamou a atenção, logo quando chegou no ponto de convergência oral mais instrumental.
As vozes levaram para longe as intrigas e pôs calor avaliceano no lugar, sem ressalvas.
Desta vez o retorno foi até onde o Time Avalice estava. Todos focados na apresentação.
— Cara, isso é muito maneiro, fala tu!
— Com certeza, Carol! — Viktor estava impressionado. — A grandeza disso tudo supera o que eu esperava!
Logo mais ao canto, Noah, calado, só apreciava. Quieto, foi olhado por Milla.
— Noah, você está gostando, não está?
— Sim. — falou, sussurrando.
Lilac viu a interação de seu time. Olhou bem, para ter certeza de que, pelo menos no momento, tudo estava bem.
— “Ninguém sabe quem é a Milla. E quando souberem, como será? Lady Neera não gostaria de saber o que esse monastério pensa em fazer com ela. E isso pode piorar os problemas que já temos.”
Santino e Kaura acompanharam a apresentação, assim como Haiiro, Jade e Haitou. Tamui estava indiferente, mas não entediada ou ansiosa. Pelo contrário: seu olhar sempre focado mostrava que estava pronta para lutar.
Indo um pouco para baixo, na área VIP do Panteão dos Milenares, o Time Monsenhor Sesto ostentava prazer em ver a suíte.
Theo, sempre sorridente, tomava suco de uva em uma taça de cristal. Ciel estava debruçado em uma das poltronas, alheio ao evento.
— Que esse petit spectacle minable acabei logo. — Seu desdenho era claro. — Odeio comida fria.
A princesa Amu Amu estava de pé sobre o assento luxuoso, tamanha sua animação.
— Isso aí! Isso aí! — ela pulava. — Que show! Que show! Haha!
Mas e Baron e Elyra…
Eles estavam no último andar da arquibancada, longe de tudo e de todos.
Lá, o som era mais puro e encorpado, sem ruídos.
— Concertos musicais fascinam-me.
O bode elegante tinha um semblante mais sereno, como de alguém que estivesse apreciando cada nota musical.
— A mim também, Baron Hornberg.
A mangusto magenta não só estava extasiada: a orquestra parecia estar bem a sua frente, com cada integrante presente.
A música chegava ao seu ápice técnico.
O lei tai parecia pequeno para o tamanho da orquestra.
O coral se uniu à grandiosidade sonora de todos os instrumentos, culminando em uma apresentação memorável.
Mas não só isso: no meio do local, uma abertura ocorreu no solo. De lá, se ergueu uma plataforma sólida, que alcançava cada vez mais o alto da Arena Shang Mu.
E eis que, de uma passagem aberta na plataforma, surgiu uma figura muito amada por todo o povo da megalópole.
Era o próprio Mayor Zao, sorridente e tremulando bom entusiasmo uma bandeira. O logotipo do torneio estava nela.
A multidão, até então entretida com a música magistral, ficou curiosa ao ver seu prefeito ficar a frente de vários drones. Eles, juntos, tornaram um cenário: um dragão vermelho estilizado, com raios e chamas.
O cenário tecnológico junto com o contraste milenar foi uma escolha ousada o suficiente para todos irem ao delírio.

— E que tenha início, a partir de agora, o grandioso torneio Tormenta!
A surpresa foi guardada até o último segundo.
Os gritos histéricos do público eram ensurdecedores, a tal ponto que se alongou por cinco minutos a imensa torcida.
“Zao!”
“Zao!”
“Zao!”
O carismático prefeito aceitava os clamores com muito carinho, entrando na bagunça.
Todavia, haviam sombras pela arena, assim como pontos cegos.
E na extremidade norte do lugar, lá estava Flórr, de braços cruzados, fora dos olhares de todos.
Sem sorrir, sequer mostrar emoção, ele mostrou o que queria afinal.
— O torneio começou faz tempo, mas só agora todos verão a verdadeira destruição. Mas gostei da abertura. Ela escondeu um pouco do que essas pessoas verão em breve…
O panda deu as costas, caminhando em direção ao centro. Junto com ele, em outros pontos da arquibancada, o restante do Time Akumu fazia o mesmo.
Cada um sob sua perspectiva e sempre invisíveis.
O torneio começou.
E as intrigas estavam longe de terminar.

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