Índice de Capítulo


    『 Tradutor: Crimson 』


    De repente, uma mão pousou sobre o ombro de Nostior, forçando-o de joelhos no chão.

    –Thud!!

    Nostior gemeu ao sentir a gravidade aumentar várias vezes, enquanto uma pressão imensa esmagava todo o seu corpo. Lentamente, ele virou a cabeça — e viu um homem parado ao seu lado.

    Um homem de longos cabelos vermelhos, com um par de chifres na testa e olhos que continham uma energia avassaladora. Ele vestia roupas escuras envoltas tanto por luz quanto por escuridão.

    Ao vê-lo, Sers se curvou respeitosamente.

    “Saudações ao Senhor do Reino.”

    O homem não era outro senão Souta em pessoa — seu corpo principal.

    “V-Você…!!” Nostior cerrou os dentes de raiva enquanto encarava Souta diretamente.

    Pela reação de seu antigo amigo, compreendeu imediatamente.

    Aquele homem… era o responsável pelo ataque às três nações das Profundezas de Banquet.

    Então percebeu outra figura atrás de Souta.

    E a reconheceu.

    “Erlius…?!”

    O choque atravessou Nostior ao ver o Rei do Reino Bodam ali.

    Erlius ignorou completamente o olhar dele. Como rei do Reino Bodam, já conhecia bem os membros do Conselho Supremo da nação rival.

    Souta assentiu para Sers antes de se sentar no assento vazio. Então lançou um olhar para Nostior.

    “A Nação Tarrant cairá hoje.”

    Suas palavras reacenderam a fúria dentro de Nostior.

    “Você…!!”

    Souta continuou, calmo e inabalável:

    “Eu já havia me infiltrado tanto no Reino Bodam quanto na Nação Tarrant. O Reino Bodam foi o primeiro a cair.”

    Não havia espaço para dúvida.

    O próprio Rei do Reino Bodam estava ali.

    Erlius, parado atrás de Souta, era a prova viva de que o reino já havia sido subjugado.

    “Ofereci a eles o Parasita Devorador de Essência”, disse Souta casualmente. “Eles acreditaram que aquilo era a chave para a imortalidade. Em seu desespero, a maioria dos oficiais de alto escalão implantou voluntariamente o parasita em seus corpos.”

    Uma breve pausa.

    “E agora… não têm escolha além de se ajoelhar.”

    As sobrancelhas de Erlius se moveram levemente ao ouvir aquelas palavras.

    “E agora…” O olhar de Souta endureceu ao se fixar em Nostior. “… a Nação Tarrant seguirá o mesmo caminho.”

    Com as vidas dos altos oficiais do Reino Bodam presas a ele, não passavam de ferramentas — enviadas para colidir contra as forças da Nação Tarrant. Enquanto isso, seu verdadeiro exército permaneceria nas sombras, agindo apenas quando necessário, sem revelar completamente sua existência.

    E, quando chegasse a hora… avançariam para encerrar tudo.

    Sers lançou um olhar para Nostior antes de dizer: “Além de mim, Rancur também se rendeu ao Senhor do Reino.”

    Dois dos dez anciãos do Conselho Supremo já haviam se rendido a Souta.

    Restavam apenas oito.

    Nostior compreendeu imediatamente o significado daquilo — e a percepção caiu sobre ele como um peso esmagador.

    Com o Reino Bodam já nas mãos de Souta…

    A Nação Tarrant não possuía chance real de vitória.

    “Mais uma coisa”, acrescentou Souta calmamente e explicou: “O destino da Casa Rulman está em minhas mãos. Com uma única palavra, posso apagá-los da existência.”

    As pupilas de Nostior se contraíram. Um arrepio percorreu sua espinha enquanto os últimos fragmentos de confiança começavam a ruir.

    Não… isso não pode estar acontecendo…

    Se Freida estivesse ali…

    Se ela estivesse presente… talvez ainda pudessem resistir. Talvez ainda houvesse esperança de enfrentar aquela força esmagadora.

    Ela era o pilar deles.

    A lâmina mais forte da nação.

    Mas ela não estava ali.

    E a Casa Rulman… Já estava nas mãos de Souta.

    Uma pressão sufocante se instalou no peito de Nostior. Todos os caminhos que ele tentava imaginar levavam ao mesmo resultado.

    Derrota.

    O que não sabiam… Era que tudo o que havia acontecido com a Casa Rulman havia sido orquestrado pelo próprio Souta.

    Ele possuía três clones espalhados pelas Profundezas de Banquet. Um deles havia entrado na Casa Rulman, disfarçado como guarda-costas.

    Depois de entrar em contato com a Casa Rulman… Souta começou cuidadosamente a montar seu plano para conquistar as Profundezas de Banquet.

    Então, quando Freida tentou eliminar todos os traidores dentro da Casa Rulman, Souta interferiu apenas o suficiente para salvar a vida de Dihra.

    Dihra não sabia de nada.

    Durante todo aquele tempo, Souta o observava silenciosamente das sombras.

    Foi aí que o segundo clone entrou em ação.

    Ele se infiltrou no Reino Bodam e guiou Dihra até o Clã Kraken. Utilizando as informações sobre a Casa Rulman, Dihra conseguiu firmar um acordo com eles. Em troca, o Clã Kraken lançaria um ataque contra a família.

    A Casa Rulman ainda possuía um poder imenso, então Souta criou uma forma de dividir suas forças usando a Caverna Demônio Marinho. Ele também foi quem permitiu que aqueles monstros se tornassem parte do plano de Dihra e do Clã Kraken. Afinal, seu terceiro clone já havia se tornado o segundo no comando da Caverna Demônio Marinho.

    A Caverna Demônio Marinho foi a força que permitiu ao Clã Kraken entrar no território da Nação Tarrant sem ser detectado. Ela ocupava a passagem leste da Cidade Ondas Ligadas. Em resposta, a Casa Rulman enviou quatro anciãos para ajudar o Senhor da Cidade a subjugar os monstros da caverna.

    Com os quatro anciãos ausentes, Dihra e o Clã Kraken lançaram o ataque contra a Casa Rulman. Kras’ah, um especialista de quinto estágio avançado, morreu nas mãos de Freida, enquanto Dihra conseguiu escapar mais uma vez.

    Mas Freida ficou extremamente enfraquecida.

    Derrotar Kras’ah não havia sido fácil.

    E naquele exato momento… Souta fez seu movimento.

    Ele voltou sua lâmina contra Freida, atacando-a antes que ela pudesse recuperar seu auge.

    Era um plano simples.

    Mas executá-lo exigia força suficiente. Sem isso, ele jamais teria conseguido salvar Dihra das mãos de Freida… nem colocar tudo em movimento.

    “Nostior… se deseja lutar comigo, eu lhe darei essa chance.”

    A voz de Souta era calma.

    “Mas entenda uma coisa… eu não mostrarei misericórdia.”

    Seu olhar se fixou no de Nostior, frio e absoluto.

    “Eu apagarei você… e tudo o que carrega o seu nome.”

    Um arrepio percorreu a espinha de Nostior. Seu corpo tremia — não apenas por medo, mas pelo peso esmagador da intenção assassina pressionando sobre ele.

    “Nostior”, disse Sers, sua voz mais suave, mas inabalável. “Você se tornará mais forte se se submeter ao Senhor do Reino.”

    Ele ergueu a mão.

    Uma energia estranha e etérea fluiu de sua palma — silenciosa, sem forma, mas absurdamente profunda. Ela se contorcia como um sonho vivo, distorcendo o espaço ao redor.

    “Eu vi o caminho à frente… e nele existe uma chance de você obter poder dos sonhos.”

    A energia pulsou levemente.

    “Assim como eu… você também poderá empunhá-lo.”

    O lendário poder dos sonhos.

    Uma força tão rara que apenas um punhado de seres na realidade havia tocado nela. Um poder capaz de borrar a fronteira entre sonho e realidade.

    Sers e Rancur já haviam entrado nesse domínio de poder. Eles haviam adentrado o Reino de Sangue e conquistado assentos de alto escalão através de pura supremacia, esmagando os monstros que antes ocupavam aquelas posições. Um após o outro, eles os derrubaram e tomaram seus lugares, criando uma conexão com o núcleo do próprio Reino de Sangue através da [Máscara do Pesadelo].

    Os assentos eram limitados.

    Mas limitações não significavam nada diante de força absoluta.

    Até mesmo Tasman… Não teria escolha além de se curvar diante deles.

    “Eu…” A voz de Nostior vacilou.

    Seus olhos permaneciam fixos no poder dos sonhos mutável na palma de Sers.

    Era belo… e aterrorizante.

    Um poder além de seu alcance.

    Um caminho que jamais poderia alcançar… a menos que…

    Seus pensamentos se fragmentaram.

    Lutar… e ser apagado.

    Submeter-se… e obter um poder além da imaginação.

    Seu peito se apertou. Respirar parecia ficar mais difícil a cada segundo.

    Erlius, parado silenciosamente ao lado, sentiu uma percepção fria se instalar profundamente dentro de si.

    Aquilo não era apenas infiltração.

    Souta já havia cravado suas mãos nos próprios alicerces da Nação Tarrant — silenciosamente, precisamente… deixando rachaduras impossíveis de reparar.

    Sers.

    Rancur.

    E agora… Nostior.

    Os três eram pilares absolutos da Nação Tarrant. E, além deles, até mesmo a Casa Rulman já havia caído nas mãos de Souta.

    Com tudo alinhado, a queda da Nação Tarrant já não era uma possibilidade.

    Era um destino inevitável.

    “Eu me rendo.” Nostior abaixou a cabeça.

    Um silêncio pesado se seguiu.

    “Você tomou a decisão correta”, disse Sers em voz baixa, quase gentil — como alguém consolando uma ferida cujo resultado já havia sido decidido pelo próprio mundo.

    Os lábios de Souta se curvaram em um leve sorriso.

    “Ótimo.”

    Sua voz era calma, mas escondia algo muito mais assustador por baixo.

    “Então preparem-se. O exército do Reino Bodam marchará em direção ao coração da Nação Tarrant.”

    Seu plano avançava exatamente como desejava.

    Nada mais poderia impedi-lo de conquistar as Profundezas de Banquet.

    ’Eu construirei isso lentamente… camada por camada… até se tornar uma força capaz de ficar acima de qualquer Terra Santa ou Grande País.’

    Souta se levantou.

    Seu olhar deslizou até Nostior.

    “Deixarei a Nação Tarrant nas mãos de vocês.”

    Então ele se virou.

    Quanto ao próximo passo… A República Creasant o aguardava.

    Se as três nações tivessem permanecido unidas, até mesmo ele teria precisado agir com extrema cautela.

    Mas essa possibilidade já não existia mais.

    O Reino Bodam havia sido fragmentado sob sua influência.

    A Nação Tarrant já estava colapsando por dentro.

    E a República Creasant… Logo se encontraria completamente sozinha.

    Sem alianças.

    Sem coordenação.

    Sem fuga.

    Apenas isolamento.

    E então… sua conquista.

    Apoie-me

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (1 votos)

    Nota