Capítulo 25 – A Escolta do Imperador
A aurora tingia o céu com tons de laranja e dourado quando Hiroshi Ignivor se levantou. O dia prometia ser longo. O Imperador de Drakmor chegaria em poucas horas, e antes disso, havia um plano em andamento que precisava de sua atenção.
Hiroshi saiu de seus aposentos e chamou um dos soldados de prontidão.
— Vá até a Forja do Dragão e busque minha encomenda. Diga a Lothar que eu mesmo a inspecionarei depois. Traga-a diretamente para mim.
O soldado fez uma reverência e partiu imediatamente.
Não demorou para que outra figura emergisse das sombras do corredor. Hizuke, o segundo filho de Hiroshi, se aproximou com passos firmes, seu semblante sério. Ele usava um gibão de couro negro por cima de uma túnica de algodão escuro.
— Tudo está pronto, pai. — Hizuke falou em tom contido.
— Muito bem. Continuamos com o plano e eu quero falar com os soldados pessoalmente.
Juntos, pai e filho seguiram pelos corredores da fortaleza até chegarem aos estábulos. O cheiro de feno misturado ao couro das selas e ao suor dos cavalos preenchia o ambiente. Os espiões estavam lá, preparando-se para partir. Eles ergueram os olhos ao notar a presença de Hiroshi e o cumprimentaram com um breve aceno respeitoso.
O duque Ignivor parou diante deles e, por um instante, apenas os observou. Eram homens e escolhidos a dedo, leais e prontos para sacrificar suas vidas pelo reino.
— Cada um de vocês conhece os riscos. — Sua voz era grave, mas clara. Não havia hesitação em suas palavras, apenas convicção. — O caminho que trilham não será fácil. Não receberão glórias, nem canções em seus nomes. Se falharem, não haverá reconhecimento, apenas o esquecimento. Mas se forem bem-sucedidos… se cumprirem sua missão… então terão feito mais pelo futuro deste reino do que qualquer soldado que já empunhou uma espada.
Hiroshi fez uma pausa, varrendo o grupo com um olhar intenso.
— Sacrifício e coragem. É isso que separa aqueles que mudam o mundo dos que apenas vivem nele. Honrem a missão. Honrem sua pátria. E voltem vivos.
Os espiões bateram os punhos contra os peitos em um gesto de respeito. Não precisavam de mais palavras. A missão começava agora.
Hiroshi se despediu deles com um aceno breve e seguiu para seus aposentos. O tempo corria, e ele ainda precisava se preparar.
Dentro do quarto, abriu um grande baú de ferro reforçado e retirou sua armadura. Cota de malha feita de Astralite, um metal raro e resistente, conhecido por sua leveza e durabilidade. Peça por peça, vestiu a armadura, ajustando os cintos e correias, sentindo o peso familiar sobre seus ombros.
Quando terminou, foi até a mesa ao lado de sua cama. Puxou um pergaminho, mergulhou a pena na tinta e começou a escrever.
As palavras na carta eram um mistério, até mesmo para ele. Uma despedida? Um aviso? Ou apenas um último conselho para Edward? Quando terminou, selou o pergaminho com cera vermelha e pressionou seu anel, deixando a marca de sua casa.
Respirou fundo e se levantou. Não havia mais tempo para reflexões.
Ao sair do quarto, desceu as escadas e avistou o soldado retornando da missão que lhe fora dada. Ele carregava uma caixa grande, de madeira escura e reforçada com metal.
Hiroshi pegou a caixa, mas não a abriu.
— Entregue isto na mansão Ignivor, na capital Pyronia. E esta carta, entregue a Edward pessoalmente.
O soldado fez uma reverência e, antes de partir, retirou um pergaminho dobrado da cintura.
— Uma mensagem de Lothar, senhor.
Hiroshi pegou o pergaminho e o desenrolou. Seus olhos percorreram as palavras lentamente.
“Fiz o que foi pedido. Foi um trabalho difícil, mas, sem dúvidas, o melhor que já fiz. A pedra foi usada por completo, e o resultado está à altura do nome Ignivor. Agora, sobre o pagamento… considerando os descontos de amigos e família, o valor final é de 250 mil Éldros.”
Hiroshi fechou os olhos por um instante e respirou fundo.
— VIGARISTA! — exclamou, apertando o pergaminho com força.
Antes que pudesse se irritar mais, Hizuke chegou novamente, notando a expressão do pai.
— Está de partida, pai?
Hiroshi jogou o pergaminho na mesa e cruzou os braços.
— Sim. Mas antes, tome isto. — Pegou a mensagem de Lothar e entregou ao filho.
Hizuke pegou o papel e o leu rapidamente.
— Não deve ter sido tão caro, certo?
Quando viu o valor, seus olhos se arregalaram.
— Isso é um absurdo! Ele pode facilmente comprar uma mansão enorme na capital e ainda sobraria dinheiro.
Hiroshi sorriu de canto.
— Então espero que leve o pagamento pessoalmente.
Hizuke bufou, mas assentiu.
— Sim, sim… eu farei isso.
Antes de partir, Hiroshi colocou a mão sobre o ombro do filho. Seu olhar, antes severo, suavizou-se levemente.
— A vida nos cobra preços altos, Hizuke. Alguns em ouro. Outros em sangue. O verdadeiro peso do dever não está apenas no que protegemos, mas no que estamos dispostos a perder.
Hizuke inspirou fundo, absorvendo as palavras do pai.
— Eu entendo.
Pai e filho se abraçaram em uma despedida silenciosa.
Hiroshi saiu para o pátio, onde seus soldados já estavam alinhados, montados e prontos para partir. À frente do grupo, o Capitão Vence mantinha uma postura rígida, aguardando a ordem de seu senhor.
Hiroshi subiu em seu cavalo e olhou uma última vez para os fundos da fortaleza. Lá estavam os espiões, disfarçados, preparando-se para partir sob a liderança de Takeda.
Sem mais hesitação, Hiroshi puxou as rédeas e deu a ordem.
— Vamos.
E com isso, partiram em direção à fronteira, onde o destino já os aguardava.
O vento cortante frio soprava sobre a fronteira de Drakmor, levantando poeira e fazendo as bandeiras tremularem nos mastros altos. Hiroshi Ignivor observava o horizonte com olhar atento. Ele havia chegado junto de trinta soldados, todos experientes e disciplinados. Eram homens de confiança, escolhidos para garantir que a passagem do Imperador Maguns Von August ocorresse sem incidentes.
A poucos metros dali, em uma fila discreta, Akihiro Takeda e seus espiões aguardavam. O grupo se misturava aos outros comerciantes que desejavam atravessar para Drakmor. Seu disfarce era simples, mas eficaz – mercadores viajantes trazendo tecidos e especiarias.
Rael Vascon, um homem alto e magro, de cabelos curtos e castanhos, olhava ao redor com atenção. Ele conhecia os caminhos ocultos, as rotas menos vigiadas, os atalhos esquecidos pelos mapas. Era um rastreador exímio e, mais do que qualquer outro, sabia como se mover sem ser notado.
Ao seu lado, Taro Kimura, um homem baixo e atarracado, ajeitava as dobras do manto que ocultava sua armadura leve. Seu rosto era marcado por cicatrizes, lembranças de batalhas passadas. Ele não gostava de se expor, preferia agir nas sombras. Venenos e assassinatos silenciosos eram sua especialidade.
Mais atrás, Erwin Falk, de cabelos loiros e olhos cinzentos, exibia uma postura refinada, como se fosse um nobre acostumado às cortes. Sua lábia era tão afiada quanto sua adaga, e ele poderia enganar qualquer guarda com palavras bem escolhidas.
Por fim, Igor Drakov, o mais robusto do grupo, passava a impressão de ser um simples comerciante, mas seu olhar atento traía sua verdadeira natureza. Se a furtividade falhasse, seria ele quem enfrentaria qualquer um que ousasse detê-los.
Todos estavam sob o comando de Akihiro Takeda, um homem experiente e calculista, que mantinha a expressão neutra enquanto analisava a movimentação dos soldados na fronteira.
O burburinho da fronteira diminuiu subitamente quando todas as atenções se voltaram para um único ponto.
Uma grande carruagem surgia no horizonte, ladeada por soldados montados. O veículo era imponente, construído em madeira escura e aço ornamentado, suas cortinas pesadas ocultando quem estava dentro. Vinte cavaleiros armados protegiam a carruagem, suas armaduras refletindo a luz pálida da manhã. Alguns servos caminhavam ao lado, prontos para atender às ordens do monarca.
Hiroshi observou a aproximação com um olhar firme e impassível. Ele não precisava de apresentações para saber quem estava ali. Maguns Von August, Imperador de Drakmor.
O duque se deslocou até o portão da fronteira, mantendo a postura ereta e calculando cada movimento. Quando a carruagem finalmente parou diante dele, dois servos desceram rapidamente. Um abriu a porta com gestos ensaiados, enquanto o outro anunciava em voz alta:
— Sua Majestade Imperial, Maguns Von August, Soberano de Drakmor!
Mesmo contra sua vontade, Hiroshi sabia que a diplomacia exigia um gesto de respeito. Ele se curvou brevemente, mantendo o olhar baixo por um instante antes de erguer a cabeça e encarar o imperador estrangeiro.
— Majestade. — Sua voz era firme, sem servilidade. — Fui enviado por ordem do Rei Ryoma de Imperion para escoltar vossa caravana até a capital.
O imperador desceu da carruagem com um movimento calculado, vestindo um manto carmesim forrado com peles raras. Seu rosto era marcado por linhas de experiência e sua expressão carregava um ar de soberba. Ele avaliou Hiroshi por um momento antes de responder.
— Então o rei de Imperion ainda acredita que precisa me enviar escolta? — Maguns sorriu de canto. Seu tom era um misto de desdém e ironia. — Imagino que ele não confie na minha própria proteção.
Hiroshi não reagiu ao comentário. Sabia que palavras afiadas eram armas tão perigosas quanto espadas.
— O rei apenas deseja garantir vossa segurança, Majestade. Não queremos incidentes em nossas terras.
Maguns estudou Hiroshi por mais um instante, antes de dar de ombros.
— Pois bem. Vamos logo com isso.
Com um gesto de sua mão enluvada, indicou para que sua comitiva avançasse.
Hiroshi montou em seu cavalo e ordenou a seus soldados que formassem uma escolta ao redor da caravana imperial. Não demoraram a partir, avançando pela estrada que os levaria à capital.
Mas não muito longe dali, nas sombras da fronteira, o verdadeiro jogo começava.
Akihiro Takeda ajustou o manto de comerciante sobre os ombros e olhou ao redor. Os guardas de Drakmor estavam atentos, mas previsíveis. Eles revistavam os mercadores, examinavam as carroças, mas não pareciam preparados para identificar agentes infiltrados.
À frente, Erwin Falk conduzia a carroça com expressão tranquila. Sua voz carregava o tom de um mercador experiente enquanto conversava com um dos guardas.
— Roupas finas vindas das cidades do sul de Imperion, senhor. Algodão puro, lã de primeira qualidade. Se quiser, pode conferir a mercadoria.
O guarda, um homem robusto de feições endurecidas pelo serviço, lançou um olhar desconfiado. Ele ergueu a lona da carroça e vasculhou o interior, encontrando apenas tecidos dobrados e alguns barris.
— E o que tem nesses barris?
Erwin forçou um sorriso.
— Tintas raras para tingimento. Se derramar uma gota na armadura, nunca mais sai.
O guarda franziu a testa, mas não parecia interessado o suficiente para abrir os barris. Apenas deu um aceno breve e gesticulou para que prosseguissem.
A primeira barreira havia sido superada.
Mais à frente, Taro Kimura e Igor Drakov caminhavam entre os mercadores, ouvindo conversas e analisando os procedimentos da fronteira. Taro mantinha a cabeça baixa, os olhos atentos a qualquer movimento suspeito, enquanto Igor usava sua presença imponente para afastar curiosos.
Na carroça, Rael Vascon se mantinha próximo aos barris, pronto para agir caso necessário.
Quando finalmente atravessaram os portões, nenhum alarme foi soado. Nenhuma suspeita fora levantada.
Estavam dentro.
Takeda lançou um último olhar para trás, vendo a comitiva imperial desaparecer na estrada rumo à capital.
Então, sem perder tempo, virou-se para seu grupo e murmurou em tom baixo:
— Agora, o verdadeiro trabalho começa.
O sol passava do meio dia quando a caravana do Imperador Maguns avançava pela estrada ladeada por vastos pastos de gado. A viagem seguia tranquila até então, com Hiroshi Ignivor liderando a escolta na vanguarda ao lado do Capitão Vance e alguns soldados. A carruagem imperial seguia no centro, ladeada por guerreiros bem treinados, enquanto a retaguarda protegia os flancos da comitiva.
Hiroshi puxou as rédeas de seu cavalo e desacelerou, aproximando-se da luxuosa carruagem. O brasão de Drakmor — um Dragão Negro em fundo branco — reluzia na madeira polida. Dois servos abriram a porta, e o Imperador, um homem de expressão severa e olhos frios como o inverno do norte, ergueu a sobrancelha ao ver o duque.
— Sua Majestade — Hiroshi inclinou ligeiramente a cabeça, o máximo que seu orgulho permitia
— chegaremos à capital antes do pôr do sol.
O Imperador Maguns, de braços cruzados, sorriu de forma condescendente.
— Não estou com pressa, Duque Ignivor. Seu reino precisa de mim mais do que eu preciso dele.
Hiroshi conteve o impulso de responder. Mas antes que pudesse decidir entre uma réplica cortante ou um silêncio diplomático, um grito cortou o ar.
Na retaguarda, soldados berravam ordens e aço tilintava. O duque se virou e viu o terror se desenrolando diante de seus olhos: corpos dilacerados, cavalos empinando e um vulto colossal cortando o céu. Suas asas rasgavam o vento, lançando poeira e destroços pela estrada. O rugido veio em seguida, um trovão que fez o chão tremer.
Um dragão.
O sangue de Hiroshi gelou. O coração martelou contra suas costelas. Ele já havia enfrentado horrores de guerra, feras implacáveis, magos sanguinários — mas nunca um dragão. A besta mergulhou para outro ataque rasante, e Hiroshi viu, por um breve instante, a silhueta de um cavaleiro montado na criatura.
Isso não era um encontro aleatório. Isso era uma emboscada.
— Protejam a caravana! — rugiu Hiroshi, puxando as rédeas de seu cavalo.
O Capitão Vance, ainda em choque, olhou para ele.
— Duque, precisamos recuar! Imperion ainda precisa do Herói das Chamas!
Hiroshi fechou os punhos.
— Imperion não precisa de um soldado velho, Capitão. Meu tempo já passou.
Vance, relutante, engoliu em seco e assentiu.
— Vejo o senhor na capital.
Ele puxou seu cavalo e avançou, ordenando que a caravana cavalgasse a toda velocidade para a capital. Hiroshi, por sua vez, desacelerou. Seu cavalo bufou, inquieto, mas o duque o acalmou com um afago firme no pescoço. Seus olhos âmbar brilharam com um fogo antigo.
O dragão girou nos céus, preparando-se para outro ataque. Hiroshi desembainhou sua espada de lâmina larga, segurando-a firmemente com as duas mãos. Chamas dançavam ao longo do fio, crepitando como se o próprio aço tivesse vida.
Ele precisava derrubar o cavaleiro primeiro.
O dragão mergulhou. O vento uivou ao redor de Hiroshi. No último instante, ele impulsionou seu cavalo para o lado, desviando da investida mortal. A besta passou tão perto que o calor de suas escamas ardia como brasas contra sua pele.
Hiroshi ergueu a mão livre e conjurou um feixe de fogo, mirando diretamente no cavaleiro. A bola de chamas cortou o ar, mas o inimigo desviou no último segundo, puxando as rédeas da criatura. O dragão subiu novamente, preparando outro mergulho.
O duque bufou. Ele precisava de uma estratégia melhor.
Ele fechou os olhos por um instante, ouvindo o som do vento, o ritmo das asas da fera, a respiração pesada do cavalo sob si. Então, no exato momento em que o dragão mergulhou novamente, Hiroshi ergueu sua espada e concentrou toda sua magia nela.
— Ignis Ruptura! — bradou, golpeando o ar com um arco flamejante.
A lâmina lançou uma onda de fogo que colidiu contra o flanco do dragão.
A poeira dançava no ar, carregada pelo vento quente da estrada. O corpo do guerreiro desconhecido jazia imóvel, mas Hiroshi não se deixou enganar. Nenhum inimigo que pilotasse um dragão cairia tão facilmente.
Ele desmontou do cavalo com um salto ágil, os olhos âmbar fixos na figura caída. O dragão ainda sobrevoava a área, soltando rugidos de fúria. Seu olhar predador pairava sobre os dois combatentes, como se aguardasse um comando.
Então, o guerreiro se moveu.
Devagar, ele apoiou uma das mãos no solo e, com um movimento calculado, ergueu-se por completo. Seu manto negro estava rasgado e coberto de poeira, mas a armadura por baixo refletia um brilho metálico sombrio.
Ele ergueu a cabeça, revelando cabelos curtos de cor lilás escuro e olhos de um lavanda gélido.
— Impressionante… — murmurou, erguendo a mão até o pescoço e estalando-o como se estivesse se acostumando ao impacto da queda. Seu tom de voz era calmo, quase desdenhoso.
— Não sabia que o velho Herói das Chamas ainda tinha tanta força.
Hiroshi permaneceu em silêncio, espada firme nas mãos. Seu olhar avaliava cada detalhe do inimigo, atento a qualquer movimento.
O estranho ergueu a mão direita e fez um gesto sutil no ar. Algo se retorceu no espaço ao seu redor, como se a própria realidade estivesse sendo rasgada. Um portal negro se abriu atrás dele, expandindo-se como um buraco na existência.
Das sombras do portal, ele puxou uma arma.
Não era uma espada.
Uma foice negra e imponente emergiu da escuridão, sua lâmina longa e curva refletindo um brilho púrpura. A arma era mais alta que o próprio guerreiro, mas ele a segurava com leveza, como se fosse uma extensão natural de seu corpo.
Hiroshi sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
Magia de escuridão.
O homem girou a foice no ar com destreza, testando o equilíbrio da lâmina. Em seguida, levou a mão até o manto negro que ainda usava e o arrancou, deixando-o cair no chão.
Sob a capa, a armadura completa foi revelada. Era negra como a noite, adornada com entalhes prateados que lembravam padrões arcanos. As placas eram reforçadas, projetadas para mobilidade e resistência. Era a armadura de um guerreiro que já havia enfrentado inúmeras batalhas e saído vivo de todas elas.
Hiroshi não recuou.
Ele apenas soltou um suspiro lento e levou a mão até a própria capa vermelha que usava sobre sua armadura.
Com um único movimento, ele a retirou e a deixou cair ao solo.
Agora, os dois guerreiros estavam de frente um para o outro, completamente preparados. Hiroshi segurou sua espada com as duas mãos, ajustando a postura. A lâmina brilhava com um calor intenso, pequenas chamas dançando ao longo do fio.
Os dois permaneceram imóveis por um instante.
E o vento soprava forte entre eles.
Então, o desconhecido sorriu.
— Vamos ver se o Herói das Chamas faz jus ao título.
Hiroshi estreitou os olhos.
O duelo estava prestes a começar.

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