Capítulo 146 - O Sorteio Imprevisível
Sem que o astral diminuísse, a presença do carismático prefeito da Cidade de Shang Mu coroou a cerimônia de abertura do torneio Tormenta.
Uma chuva de confetes caiu em seguida. O vermelho e dourado dos papéis metalizados junto com o sol da manhã deram um visual charmoso ao festejo que acabou de começar.
Aproveitando a deixa e o momento propício, Zao, sorridente, falou ao microfone que estava preso ao seu traje:
— Bom dia, povo da Zona Milenial e da Cidade de Shang Mu!
Todos responderam. A voz do público ondulou por toda a arena.
— Bom dia, Avalice!
Outra vez, agora em um volume ainda maior.
— Muito obrigado a todos que vieram assistir ao Torneio Original do Maior Elemento Nobre de Toda Avalice! Tormenta!
Ele tinha o público, que o ovacionou.
— Me dá muita satisfação vê-los se divertindo aqui na Shang Mu Arena — o indicador apontou para os quatro cantos da arena. — Ah, e não se esqueçam: nas dependências da magnífica arena, temos várias lojas de souvenires e até comida!
As pessoas olharam — algumas até foram conferir. Quase como ondas, cochichos vieram. Parecia que Zao tinha “um dom espiritual” para negócios, é claro.
— Lá, vocês encontrarão itens do torneio Tormenta e, como não poderia deixar de ser, apetrechos ex-clu-si-vos com o meu nome! Camisas, estátuas… até réplicas do meu guanmao para vocês ficarem com a minha cara, hehe.
O interesse do público cresceu. Aos poucos, pessoas sorridentes se levantaram, levando consigo outras e outras…
Foi tão viral que filas se formaram nas principais saídas da arena para garantir os produtos exclusivos. O staff do torneio — os próprios monges do Monastério Omna — nem estava lidando com a alta demanda.
Um sorriso de satisfação surgiu no rosto de Mayor Zao, que continuou com a cerimônia.
— Aproveitem ao máximo o nosso grande torneio com valorosos guerreiros que lutarão para o prêmio máximo: o fantástico, gigantesco e absolutamente incrível resquício da Joia do Reino!
Pela primeira vez, o artefato remanescente do símbolo místico de Avalice surgiu, ao ser empurrado em uma plataforma flutuante por Ana Andirá.
Na arquibancada, no Panteão dos Milenares, Lilac fixou seu olhar no resquício. Seus olhos violeta tremeram, a seriedade estampada no rosto.
Esse foco quase a esgotou, mas uma outra mão surgiu sobre a sua: era Carol, que a encarou, esboçando um sorriso.
— Diva linda, tu não tá sozinha nessa.
— Obrigada, Carol…
Voltando ao lei tai, a ostentação do fragmento raro causou mais comoção. O público gritou com tanta força que parecia que a arena estava viva.
O entusiasmo da plateia tinha uma vibração diferenciada só por terem Zao ali, em carne e osso, fazendo parte da festa. Com a joia isso foi amplificado.
Contudo, não só de alegrias o torneio Tormenta se mostrava.
O barulho da arena deu lugar ao silêncio etéreo, saindo da arquibancada animada para o interior abafado das dependências da arena
Enquanto isso, no Escritório Milenial, uma conversa indigesta ocorria.
Sentado em sua poltrona, Huli falava:
— Quem é o tal “abominável” que você disse na arena?
Pawa Geiza estava do outro lado, em silêncio.
— Honorável monge, se existe um perigo que você mesmo anunciou ao público, então tem obrigações para com minha arena. Quem é a pessoa?
O lobo avermelhado ficou calado, ainda que sua irritação fosse visível.
— Pawa Geiza, manter essa informação em sigilo pode ser considerado uma falta grave às diretrizes da Arena Shang Mu.
Pawa puxou ar, e falou:
— O honorável cuidador da arena tem razão em dizer que é uma falha, mas eu tenho uma pergunta: por qual motivo essa informação influencia sua gerência?
Huli não respondeu de imediato. Foi estratégia.
— “Se ele sabe da mácula, suas informações serão úteis. O risco é: e se for outro motivo?”
O raposo ruivo assentiu, falando:
— Por que mantém em segredo tal indivíduo?
— E por que não? Ou você também tem algo a esconder, honorável cuidador?
Pawa sabia jogar. Cruzou os braços e encarou Huli. O raposo fez o mesmo.
Por cinco segundos, ambos guardaram para si mesmos as respostas.
— Honorável Pawa Geiza, pode se retirar.
O lobo se levantou e o reverenciou — palma esquerda sobre o punho direito — e saiu do espaço cativo.
Huli permaneceu, pensativo.
— “O ‘paciente zero’ é meu alvo. A engenharia social de Pawa irá nos levar até ele sem que exponha meus segredos…?”
Ao deixar o recinto, Pawa caminhava a passos largos pelos corredores.
— “Não estou sozinho na busca por justiça. Em breve, todos nós limparemos a Zona Milenial. Huli sentiu o mesmo cheiro podre…?”
Ele, com pressa, tomou os corredores, virando na esquina. Seu destino era a arena.
O lobo abriu o portal de acesso à externa. E assim que o fez, uma nova onda sonora de gritos e algazarra explodiu, fazendo voltar o calor e a emoção que pulsava nas arquibancadas.
O teto retrátil fechou, o vidro da fachada se escureceu — uma membrana gelatinosa presente nas moléculas da estrutura — e o dia virou noite em fração de segundos.
Embora burburinhos insistissem, um silêncio veio. A carga emocional cresceu após uma voz grossa cortar o ar.
— Dezesseis times… Com cinco integrantes cada…
No teto, a projeção exata do que se passava. Uma extensão impressionante, pegando todos desprevenidos.
— Oitenta guerreiros prontos para a luta de suas vidas!
Um holofote piscou — o ruído do disjuntor ecoou — marcando um indivíduo sobre o lei tai.
Era Bryan O’Brian.
— O Torneio Original Real do Maior Elemento Nobre De Toda Avalice… — seu sorriso característico surgiu no rosto. — TORMENTA!
Todo o público gritou ensandecido, com ainda mais força que antes.
— E agora…os lutadores!
Flashes de todos os lutadores do torneio surgiram no teto, mostrando um a um. O espetáculo tomou proporções ainda mais épicas após a apresentação nominal dos participantes.
O dagu marcava o ritmo das aparições, sincronismo perfeito. Tecnologia e artes marciais antigas, todos em harmonia.
No fim, o logotipo reluzente do torneio Tormenta fechou a apresentação.
— Eu quero ouvir vocês! Eu quero aquele grito que todos sabem!
Um chamado. Uma marca registrada.
— Cada golpe é uma história! — gritou o público, os que sabiam.
A multidão gritou o eterno bordão que Bryan O’Brian falava em suas lutas. Sua fama no mundo da luta em Avalice era venerada por onde ele ia.
Ele não era só um Showman. Era uma lenda.
O sorriso do urso tinha um brilho diferenciado após o brado da torcida.
— Haha! Vocês nunca se esquecem!
Risadas vieram, junto com clamores. A cerimônia mais parecia um reencontro de amigos de longa data. O público tinha a mesma sinergia de Bryan.
— Pessoal, hora de colocarmos nossos lutadores armados para lutar! Chega de encheção! Vamos… ao sorteio!
O foco imediato da cena foi direcionado à Lilac, que arregalou os olhos.
— Ele disse sorteio, é isso?
— É, diva linda… Sorteio! — Carol sorria com malícia.
— Tira esse sorrisinho do rosto! Isso é sério!
— Ih, qual foi?
— Carol, será um sorteio! Será que você não tem noção de que isso é muito perigoso?
— Como é? Onde tá o perigo nisso?
Noah ouviu a conversa. Sem muito alarde, ele explicou.
— Imprevisibilidade. Nosso próximo adversário pode ser qualquer time.
— Ah, bom. Agora tá explic… — ela mesma se interrompeu. — Putzgrila! É verdade!
A tensão voltou ao rosto de Lilac — os olhos tremeram, assim como suas pupilas dilataram.
Santino percebeu a mudança.
— Antes, as regras eram por ordem de inscrição. Em outros torneios, o Tier era o cabeça de chave. Agora… um sorteio direto.
Kaura o ouviu falar.
— Nobre lutador, isso é um incômodo?
— Não tanto… — disfarçou, a olhando. — Mas causa incerteza.
— Hm… Acho que isso será interessante — se abanava com o leque.
Sua aparência serena não enganou Santino.
— “Dificilmente um lutador ficaria tranquilo após saber que será um sorteio. Todos aqui sentiram, mas ninguém quis entregar.”
No lei tai, dois monges surgiram. Um trazia uma urna e o outro um leitor de código de barras.
Os dois colocaram os apetrechos em uma mesa, próximo a Ana Andirá, que os ajeitou.
A morcega tinha tudo pronto.
— Vamos ao sorteio das oitavas de finais do Tormenta. Começaremos agora, então… preparem-se!

No Panteão dos Milenares, a dragão fechava os punhos no encosto da poltrona. Nem o luxo foi capaz de lhe dar conforto nesse momento tenso.
Seu time também estava apreensivo: Viktor rangia os dentes, Milla abanava sua cauda, Carol manteve o sorriso mas não com o mesmo brilho. Noah era o único controlado, com Santino de braços cruzados.
Enfim, a urna foi girada. Várias bolinhas dançavam por dentro da grade, deixando tudo incerto.
Uma delas saiu pela escotilha, caindo em uma vasilha rasa. Ana a pegou: havia um código em sua lateral.
Rapidamente, a morcega a colocou no leitor. Veio a notícia:
— Primeiro time: Clã Zeimah!
As bolinhas novamente giraram.
Veio a segunda:
— Segundo time: Time Demifaiku!
Bryan O’Brian tomou a frente dessa vez:
— Primeira luta: Clã Zeimah versus Time Demifaiku! Os brabos do norte contra os meninos de Ouro Superior! Vai ser um show!
Gil Son, no Panteão, bateu os dois punhos, esboçando um sorriso enorme.
— Haha! Isso vai dar muita treta!
Ametista Superior também tinha um sorriso, já que seu pai foi mencionado. O restante do time — Detroit, Ohio e Nevada — também ficou contente.
Os burburinhos mudaram para gritos ensurdecedores da arquibancada lotada.
Veio a segunda rodada.
— Templo Shenhua!
Ana falou também a quarta bolinha:
— Time Omna!
Se antes era ensurdecedor, agora parecia uma imensa explosão de gritos e rugidos. A arena quase veio abaixo.
— Templo Shenhua versus Time Omna! Os domos latentes vão bater de frente com os donos do pedaço! Que luta, meus amigos! Que luta!
Em contraste, o Time Omna, na área VIP, acompanhava. Todos ficaram quietos após a definição de sua primeira luta… com exceção de Waaifu.
Ela sorriu e ajeitou o óculos após inclinar a cabeça para frente.
Veio a terceira rodada. Bryan anunciou.
— Clã Planície Ovalada do Sul versus Templo Kirameku Kitakaze! Modernidade contra Ancestralidade vai ser bom demais, haha!
Na arquibancada, Kaura estava tranquila, usando o leque. Haiiro, Jade e Haitou ficaram confiantes, mas restou a Tamui… a pura força do foco absoluto: ela não tirou os olhos do lei tai.
Logo acima na sétima fileira no Panteão dos Milenares, lá estava Brahma Fazto.
O canino, sorridente, disse:
— Ah, que beleza! Logo na terceira luta vamos à forra contra aquela gatinha enxerida e seu time mequetrefe! Haha.
Os anúncios continuaram.
— Clã Orudofeza versus Time Taipe.
Serpryin Papakadah e seu capitão, Jyn Onagadori, estavam na arquibancada, fora do Panteão dos Milenares. Ambos estavam indiferentes.
O quinteto do Time Taipe estava só observando. O líder, um felino branco usando um hanfu azul, falou:
— Um time medíocre. Já começa pelo nome…
Mesmo sem a comoção dos outros anúncios, o sorteio continuou.
Ana Andirá tomou as bolinhas.
— Time Avalice!
A respiração de Lilac travou assim que ouviu o nome de seu time. Viktor levantou, acompanhado por Milla, que estava a seu lado. Os olhos de Noah petrificaram e Carol juntou as mãos umas nas outras.
— Time Monsenhor Sesto… Time Monsenhor Sesto…
— Carol, para com isso! Você está maluca?!
— Ih, desculpinha? Nyah!
A próxima bolinha:
— Clã Dongfang Dilímíng!
A definição mais importante veio rápida.
Lilac respirou aliviada.
Embora Carol estivesse brincando, ela não tinha noção dos riscos.
— Mais tranquila, mocinha? — perguntou Santino.
— Você não tem ideia. Depois do que disseram sobre o time do Theo Monsenhor, fiquei preocupada em ter de lutar contra eles agora.
Lilac olhou ao redor. Percebeu que muitos lugares ainda não tinham sido ocupados.
Ela chamou por Santino.
— Até agora, você viu algum outro time que nunca tenha visto?
— Talvez o time chamado Clã Orudofeza. Não me é estranho, mas não consigo identificar de onde.
— E os outros?
— São fortes, mas não tão anônimos assim.
Carol ouviu a conversa:
— Pô, gente… Metade aí deve ser de figurante, que tá aqui só pra receber um salgado com refresco que deixa o beiço colorido.
A palma da mão sobre o rosto de Lilac disse muito sobre o que acabou de ouvir. Ela voltou seu olhar para Carol, mas se limitou a isso.
— Eu tô errada, diva linda?
— Carol, só fica quieta. Só isso…
A tagarela deu uma risadinha, mas deixou por isso mesmo.
Mais anúncios foram feitos no lei tai pelo urso.
— Time Estrela Roca versus Time Sonson!
Ana Andirá estava no seu nível.
Ela prosseguiu.
— Time Monsenhor Sesto!
O público entrou em silêncio.
A sincronia foi imediata, em cada ponto da Arena Shang Mu. Até Bryan diminuiu um pouco o branco de seus dentes, fechando o semblante.
Ana, pelo contrário, se manteve do mesmo jeito.
— Templo Xionhue Zu!
A definição:
— Time Monsenhor Sesto versus Templo Xionhue Zu!
O líder do Templo Xionhue Zu reagiu no Panteão dos Milenares. Era um corvo, de plumagem escura e olhar afiado como lâmina. Vestia um pankou alinhado com calça branca.
— Chamaram isso de sorteio… eu chamo de insulto.
Ele fitou a área VIP, onde Theo permanecia de braços cruzados, tranquilo demais para alguém que acabara de ser exposto.
Os olhos do corvo brilharam.
— O preço por tal falta de respeito… será sangue derramado.
O corte foi seco.
— Estilistas não são lutadores… — sua voz caiu, carregada de desprezo. — São ornamentos tentando sobreviver em um campo de guerra.
No outro canto, fileira da frente, Noah pensava:
— “Então é isso. Ele já tem um adversário…” — pensava, com a imagem de Baron na mente.
No lei tai, Ana Andirá retirou as duas últimas bolas que restaram na urna.
— Clã Aurora Florida…
E a última delas.
— Time Akumu!
Tão breve, veio o anúncio de Bryan:
— Clã Aurora Florida versus Time Akumu!
O fechamento dos confrontos ocorreu.
O último anúncio foi cercado de dúvidas no Time Avalice.
— Time… Akumu? — falava Viktor. — Espera! Deixa eu ver se entendi bem: Akumu em japonês quer dizer… pesadelo!
— Que tu tá falando aí, piá? — Carol o olhou. — De novo com essas coisas do seu mundo, é?
— Carol, no meu mundo eu estudei japonês. Eu tenho quase certeza que quer dizer isso!
— Aí, piá… Aqui em Avalice isso aí a gente chama de Língua dos Milenares, tá?
Noah acompanhou o papo, mas suas atenções foram para Lilac, que estava pensativa.
— Lilac, o que houve?
— Hm… — o indicador estava encostado no queixo. — Esse nome me é familiar.
Santino também ouviu.
— Mocinha, está preocupada, não está?
— Não sei dizer. Eu não sei, mas…
Antes que raciocinasse, uma voz foi ouvida. Era diferente, mas familiar.
— Então nos encontramos novamente, dragão púrpura.
Os olhos violeta de Lilac encolheram, assim como a respiração que falhou. Foram segundos, mas que trouxe a ela um mau agouro.
Ela se virou, devagar, percebendo que suas impressões estavam corretas.
— Flórr… — falou, fitando o panda.
Ele estava na frente de um dos times, tomando o espaço sem pudor.
— Gostou do sorteio? Ele foi bom para você e o que você chama de time? E o que achou do meu? O Time Akumu já está jogando a muito tempo…
Lilac quase explodiu, mas pensou duas vezes. O recuo estratégico não a impediu de falar;
— Não sei o que você quer com isso, mas acho melhor você ir para o seu lugar. Pode ser?
Ele sorriu, ironizando o momento.
— Você não respondeu às perguntas. Está sentida, não é?
Lilac lhe deu o silêncio. Durou exatos dez segundos.
Veio uma reação, mas não dela.
— Ei, seu abusado! — falava uma raposa monge. — Saia da minha frente! Aqui é meu lugar!
Ele voltou o olhar contra ela. Flórr falou:
— Eu sei que é seu lugar, senhorita. Porém você estava impedindo que eu falasse com minha “amiga” aqui.
— Não interessa! Se você não sair daqui em cinco segundos, eu vou devolver você para o buraco de onde veio!
Isso foi tão ofensivo que até Lilac sentiu.
Contudo, o panda esqueceu totalmente a dragão por causa desse detalhe.
Flórr a encarou, dizendo:
— Qual seu time?
— E o que isso interessa a você?
Ela não estava sozinha. Ao lado, um raposo com pelagem preta falou:
— Nós do Clã Aurora Florida não admitimos esse tipo de comportamento, traste!
— Ora, vejam só… que ironia do destino — Flórr sorriu, sarcasmo ao extremo. — E assim eu conheci o time rival. Haha…
— Do que está rindo? — perguntou a raposa.
— Vamos nos enfrentar no final da fase. Eu agradeço imensamente pela conversa — ele saltou para o corredor, caminhando para longe.
— Hã?! Ei, onde você vai? Isso ainda não terminou!
Lilac a avisou.
— Moça, aquele panda… é o líder do Time Akumu.
— O QUE?!
Lilac se virou, deixando o time do Clã Aurora Florida refletindo e maquinando pela presença repentina de um rival inconveniente.
A dragão, voltando a se sentar, foi amparada por Santino.
— Mocinha, não ligue. Caras como ele só falam da boca para fora.
— É verdade… — falou, mas pensando em seguida. — “Esse nome… Akumu. Eu já ouvi, mas não consigo me lembrar onde. E Flórr… porque colocou esse nome no time? Tem coisa aí…”
Voltando ao lei tai, Ana Andirá estava ao microfone dessa vez.
— E assim ficaram definidas as oitavas de final do torneio Tormenta!
No telão, a grade de confrontos foi mostrada.

Luta a luta, a definição ficou a par de todos que acompanhavam a administração.
Todavia, nem mesmo a ótima administração foi capaz de fazer com que o Time Avalice relaxasse.
Só em olhar para Lilac cada um dos membros teve noção de que havia algo errado.
Mas… o quê?

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