Índice de Capítulo

    “E-ela desistiu?!

    “O que está acontecendo?”

    “Ela estava prestes a golpear o Beji!”

    O assunto da desistência de Ohio da luta surgiu como uma onda de boatos, que se propagou com força nos quatro cantos da Arena Shang Mu.

    No lei tai, Beji, incrédulo, tentava raciocinar.

    Bem na frente dela, falou:

    — O q-que?! V-você… está desistindo?! Mas o que…

    Ana Andirá não perdeu tempo.

    — A participante Ohio Yankee desistiu da luta! A vitória é de Beji Sol!

    A reação da plateia esperada seria de empolgação e algazarra — até houve, mas em menor quantidade que na luta anterior.

    A maioria das pessoas levantavam teorias, mas todos tinham algo em comum:

    “Por que ela desistiu?”

    — COMO OUSA?! — gritou Beji, desesperado. — Essa sua decisão… ela é uma ofensa descabida ao meu clã!

    Ohio lhe deu as costas, indo em direção à área externa do lei tai. O felino monge ficou lá, falando sozinho.

    Isso só piorou.

    — Não saia desse lei tai! — ele a seguiu, aos berros. — Você não pode simplesmente desistir depois de me causar todos esses danos! Não seja covarde, sua aberração!

    As ofensas chegaram até os ouvidos de Ana Andirá — logo ela, que era especialista mor nisso.

    A morcega se colocou na frente dele.

    — Beji Sol, recue.

    — O que? Juíza, saia da frente!

    — Você acertou, eu sou a juíza — deu um passo a frente, aumentando a voz. — E exijo que recue imediatamente antes que o desqualifique por conduta antidesportiva!

    O monge mostrou os caninos, quase mordendo a própria boca. O punho esquerdo se fechou, com seu olhar fixado no caminhar da chacal.

    O pé direito escorregou em sua direção. Uma decisão tinha sido feita.

    Mas…

    — Honorável Beji Sol… — uma voz deliberadamente grossa e estridente foi ouvida. — Basta.

    Era o líder. O Clã Zeimah desta vez ganhou uma voz ativa que chamava atenção, atingido até mesmo os Demifaiku — a arena ficou também silenciosa, mesmo que a imensa maioria não conseguisse ouvir.

    O monge virou para trás, observando-o.

    O rosto não era mais oculto: um pulma veterano.

    — Volte para cá… e amanse seu ímpeto. O resultado é favorável.

    O olhar de Beji era o mesmo — pupila dilatada, dominado pelo espírito da luta.

    — Eles ofenderam nossa tradição.

    Seco.

    Recebeu o mesmo tom.

    — Ofenderam você.

    Beji trincou os dentes.

    — Faço parte do Clã Zeimah! Por isso mesmo eu exijo—

    — Você não exige nada.

    Uma gota de sangue foi ao chão.

    Motivo: a força nos dentes fez com que a ferida dentro da boca abrisse — o estado de seu ego.

    Recuou, caminhando para próximo de seu time.

    Lá, foi recebido com o silêncio do pulma, mas por Lito não.

    — Seu Karma está em frangalhos, honorável.

    — Tss… — virou o rosto, ficando junto aos outros monges. — Qual moral você tem para falar comigo?

    — A mesma de quem subestimou o adversário e pagou por isso.

    — Justificando sua derrota, semente ruim?

    — Não sou eu quem está se sentindo derrotado após uma vitória. Ou estou errado?

    O líder cortou rápido.

    — Chega.

    Não foi um grito.

    Na verdade, a fala baixa do veterano já era intimidadora, mesmo ao natural.

    Ambos cessaram, guardando-se ao silêncio.

    — O conceito de lutar foi atualizado entre os Demifaiku — falava o felino de meia idade. — Selvagens, sem tradição, concordo. Mas reconhecer que são eficientes é inteligência.

    Todos do clã o ouviram

    — Vocês falam de tradição, mostram orgulho… Devem mostrar, antes de mais nada. Porém, vocês dois caíram porque se escondem por detrás da nossa história.

    Não era um discurso.

    — Vocês são a história a ser contada. Olhar para trás, ver de onde viemos, isso é legado, é respeito pelos que vieram antes.

    O veterano continuou.

    — A derrota, as duas… São a história. Vocês.

    Todos os quatro que lá estavam o olhavam, com o semblante coberto de culpa.

    O pulma prosseguiu.

    — Nosso Imperador. Ele tem escrituras. Todas de guerras — falou, apontando em seguida para onde os Demifaiku estavam. — Olhem o outro lado. Olhem bem… Eles vivem o hoje!

    Na outra lateral, o time esperava por Ohio.

    Foi nesse momento que o veterano disse:

    — Somos superiores. Temos história de mil anos… e o adversário luta para ser percebido como ameaça. Pois bem… eles não só estão sendo vistos. Eles estão nos machucando, nos derrotando, mesmo na nossa vitória.

    Sem esforço, fez aparecer uma fagulha de energia na ponta de um dos indicadores.

    — Em uma guerra, o exército dos cem Zeimah teve uma perda. Uma! — gesticulou, apontando para os Demifaiku.

    Os monges do clã acompanhavam.

    Ele concluiu.

    — ‘Mas restaram noventa e nove’, devem dizer. Sim… mas esse que caiu deixou um universo construído com todo seu ímpeto. Nada o trará de volta.

    O grupo fechou o olhar, recebendo as palavras.

    Veio mais.

    — Mas, o um que o derrotou, esse sim será lembrado por toda a eternidade! Não por ter encarado um desafio impossível e sim por não aceitar o destino que foi imposto.

    O peso era maior. Lito e Beji se olharam — entenderam um ao outro.

    O pulma caminhou para próximo do lei tai.

    Bufou, olhar fixo no Time Demifaiku.

    — Heikou Den… Você será o próximo.

    O felino do cabelo vermelho.

    Ele deu um passo, mas…

    — Honorável, eu posso lutar!

    Era Beji. Ele deu três passos à frente.

    O veterano sequer se virou.

    — Não.

    — O que?!

    — Você foi útil, trouxe uma vitória. Mas, pelo que foi visto no combate, trouxe também uma erva daninha. Arranque as raízes venenosas antes de voltar ao combate.

    — Mas…

    — Honorável Beji Sol… — sussurrou em seguida. — Não somos os Geiza. Recomponha-se e aja como um verdadeiro Zeimah.

    A relutância de Beji durou só aquele instante. A palavra não só o fez recuar, também o ressignificar frente à comparação.

    — Honorável Lopon Gen, agradeço pelas palavras. Reconheço minha falta.

    Isso veio seguido por uma referência, mesmo que seu líder estivesse de costas.

    Lopon voltou ao silêncio, mas não quieto: seu olhar o levou até onde o Time Demifaiku estava.

    Sua atenção percorreu toda a distância do lei tai, para saber mais de seus adversários.

    Descendo da plataforma elevada, Ohio deu de cara com Ametista Superior, que a encarou com seriedade.

    As duas ficaram assim por alguns segundos — a toalha estava na mão da líder. Logo depois Amy levou-a até a chacal, dizendo:

    — Enxugue o rosto. Você está precisando.

    Ela o fez — pegou o pano, esfregou o rosto.

    No fim, Ohio disse:

    — Obrigada.

    — Disponha.

    A chacal continuou o caminho, deixando Amy observando o lei tai. Enquanto isso, a juíza caminhava em sua direção, os detalhes da próxima luta já eram realidade.

    Ohio manteve os passos, intercalou com Gil Son.

    — E aí, garota… — falou o javali selvagem. — Mandou bem lá, hein. Até fiquei arrepiado.

    — Hm… Obrigada.

    Ela continuou a caminhar. Tão logo veio Detroit.

    — Ohw, cê tá bem? — falou a esquilo.

    — Bem… eu acabei de perder — coçou a nuca, sorrindo de canto.

    — Tava até meio preocupadinha. O que cê fez foi incrível, sabia?

    — Obrigada…

    E, enfim, após voltar ao seu posto, Nevada.

    Ele a olhou — estava sentado em um banquinho—, e ela se sentou ao seu lado. Os dois olhavam na mesma direção, como se nada tivesse acontecido.

    Até que…

    — De morango, com cobertura de chocolate e nozes.

    — Com casquinha de biscoito?

    — Isso aí. Com casquinha de biscoito.

    Os dois sorriram ao mesmo tempo — felicidade genuína.

    Com o alívio, ela deixou cair a cabeça no ombro do cougar, dizendo.

    — Obrigada. Muito obrigada.

    O fechamento: Nevada segurou em sua mão. Mesmo a luva deixando tudo desengonçado, o ato carinhoso foi concretizado.

    Lágrimas escorreram de um dos olhos de Ohio. Involuntário.

    O descanso merecido.

    Um pouco mais à frente, Gil Son foi até Amy.

    — E então, como vai ser agora?

    Enquanto Ana Andirá se aproximava, a jovem felina disse:

    — Eu tenho um plano.

    Ela se virou para o grupo.

    Enquanto isso…

    Tribuna de Honra | Meio da manhã

    — Owww… Honorável Huli Hu Li, isso não foi explosivo? Não foi, hein? Hahaha!

    As gargalhadas espirituosas de Bryan O’Brian tomavam todo o lugar. Era quase um ritual cômico e genuíno, regado a muito chá e biscoitos.

    Porém…

    — Senhorita Ana Andirá, o evento de agora a pouco… Foi um risco? Foi só um interlúdio?

    O raposo ruivo falava em um ponto eletrônico.

    A resposta veio.

    — Interlúdio. Definitivamente, ela não é a fonte do Samsara — falava a morcega, caminhando sobre o lei tai.

    — Boas notícias… — ele respirou fundo, se sentando ao lado do urso pardo.

    Mais tranquilo, ele pegou um bule. Despejou o chá em uma xícara de porcelana, bebendo calmamente o líquido em seguida.

    O aroma e o sabor adocicado encerraram, por enquanto, o estresse.

    Bryan, pelo contrário, estava indócil.

    — Que luta espetacular! Épica! Coisa de alto nível!

    — Hm… — bebia mais chá. — Honorável Bryan O’Brian… Essa luta foi de uma densidade diferenciada, reconheço. Contudo…

    — Já sei: “temos que tomar cuidado, por que isso pode escalar”. É isso?

    Ele olhou para o urso, de canto.

    Foi breve, mas o suficiente.

    Bryan ficou quieto, voltando as atenções à arena.

    Falou:

    — Ok, ok. Eu também fiquei preocupado.

    — Beji é poderosíssimo. Nessa luta ele foi além, mas ele nem é o que me preocupou mais.

    Bryan pôs a mão no queixo.

    O olhar estava baixo, sério demais para alguém como ele.

    — Manjei. A chacal. A Ohio Yankee, um dos meninos de Ouro Superior.

    — Vá, diga — pediu Huli, também olhando a arena. — A definição dela. Quero ouvir de você.

    Veio rápido.

    — Monstra.

    Os cabelos de Huli cobriram até o olho que ficava exposto.

    — Então somos dois…

    Veio outro silêncio entre os dois. O contraste com a arena era aterrador dessa vez.

    Bryan salientou.

    — O Sino Imperial foi anulado pela segunda vez. Os Zeimah devem estar confusos até agora.

    Huli subiu o patamar.

    — Aquele era o quarto degrau. Exército Imperial, onde quatro espectros de Nirvana são conjurados e lutam individualmente contra os oponentes. Nesse instante, Beji estava no Tier A++.

    E Bryan elevou ainda mais.

    — E a monstra subiu até o Tier S com aquela postura opressora!

    Outro silêncio.

    A arena não parava.

    O clima construído era incontrolável.

    — Nobre Huli, eu tenho certeza de que você notou que a Ohio mudou de estilo quando algo aconteceu. Quero ouvir de você o que acha.

    Veio em seguida, após uma rodada de chá.

    — Foco voluntário à eficiência… e algo muito oculto também.

    — Hã? Oculto? — franziu a testa em sinal de dúvida. — O que você viu que eu não vi?

    — Ana Andirá me sinalizou enquanto a luta prosseguia.

    — Sobre o Samsara, eu sei. Mas o que isso tem a ver? Eu não vi nada suspeito.

    — Portadores da mácula não são suspeitos até que deixem que o som maldito soe. As intenções, as influências de luta… — ele olhou para o urso.

    A notícia veio.

    — Honorável Bryan O’Brian, a senhorita Ohio Yankee é uma Tier A… que atingiu por alguns minutos o Tier S. Um ganho exponencialmente perigoso.

    O Showman do Tormenta não se abateu.

    — Motivação interna, meu nobre. Não tem como saber o que se passa na cabeça dos meus meninos. O impossível se torna possível, mas… eu entendo o seu lado.

    — No fim, ela desistiu da luta — se aquietou Huli, tomando mais chá. — Sua observação está correta. Há lutas que são travadas internamente. Beji obteve a vitória para os Zeimah, mas obtiveram derrota no ego.

    — Hehe… isso está ficando mesmo interessante!

    A conversa amistosa dos administradores do torneio deu um norte ao andamento da competição.

    No lei tai, Ana já tratava do próximo embate.

    Mas, longe dali, havia conversas paralelas.

    Na zona nobre da Arena Shang Mu, estava lá o reduto do Time Omna.

    Acompanhando a luta, Joshy e Tats conversavam sobre o ocorrido.

    O sentimento, na verdade, era de contemplação.

    — Tats, você viu o mesmo que eu?

    — Ganho muscular, movimentação espaçada, pêlos eriçados desde a base, aura condensada e escura… — o diagnóstico da médica veio. — São sintomas de sensibilidade corporal parasitose passageira. Em termos do Estudo do Nirvana, significa—

    — Feng Shui alcançado, mas não mantido.

    Tats colocou o indicador descansado ao queixo, sinalizando positivamente com a cabeça.

    — Aspectos psicológicos podem agir como gatilho. Eles conversavam durante a luta.

    — Isso mesmo. Porém, manter o corpo nesse estado tem um preço.

    — A chacal tem um físico desenvolvido. Isso contribui para a manutenção.

    Enquanto analisava o que observou na última luta, Tats pensava.

    — “O físico dela é perfeito. A estrutura muscular, a coloração do pêlo, os olhos, a postura de luta… Queria examinar o corpo dela mais de perto.”

    E não era só isso.

    — “Ela me lembra… o Viktor!”

    Ao lembrar do jovem humano, parecia que suas palavras internas agiam como um elo.

    Indo mais acima da arquibancada, no Panteão dos Milenares, ele estava lá, de pé, com ambos os punhos fechados.

    Os músculos estavam tensionados, e franzia a testa.

    — “O que foi isso que eu acabei de ver?! Essa luta… ela foi incrível!”

    Noah, quieto e de braços cruzados, observava seu comportamento.

    — “Tenho certeza de que ele percebeu. Essa luta foi quase um manual sobre o Estudo do Nirvana. Vários estágios ocorreram, eu vi…”

    Mas…

    — “O porquê dessa desistência… nunca ninguém saberá. Vendo a reação do seu time, isso nem importa.”

    Enquanto pensava, ele olhou para cada um dos membros do Time Demifaiku, a forma como estavam leves, mesmo depois de uma luta cansativa — muito de Ohio ficou no lei tai.

    Em seguida, olhou para seu time, um por um.

    O olhar tinha magnetismo, mesmo sem ser vibrante.

    Fez um paralelo. Uma lembrança veio à mente.

    Uma voz feminina bastante afável, com uma só palavra.

    — “Viva…”

    Isso veio seguido de uma fisgada no peito, o fazendo torcer a boca.

    Não passou invisível.

    — Hã? Noah… — falava Milla, se levantando. — O que foi? O que te aconteceu?

    Ela o acudiu, colocando gentilmente sua mão nas costas do albino. Assim como ela, Viktor se aproximou, estendendo a mão.

    Noah a segurou.

    — Obrigado…

    — Você está bem, Noah?

    — S-sim. Só foi um… descuido meu.

    — Você comeu alguma coisa nesse meio tempo, como te disse mais cedo?

    Veio um silêncio.

    Mas não durou muito.

    — Estamos prestes a lutar. Não posso simplesmente me alimentar.

    Viktor não estava satisfeito: o encarou, mas não com revolta.

    Segurou em seu ombro, dizendo:

    — Ok. Eu tenho uma ideia.

    — Ideia…?

    — Sim — ele puxou Noah pelo braço, ao mesmo tempo olhou para o lado. — Milla, tem como você sentir o cheiro de frutas?

    — Ah, bem… Tem sim, Viktorius! — sorriu, levantando a mãozinha.

    — Ótimo! Vamos, Noah.

    — Mas… Onde está me levando?!

    — Vou providenciar uma “bomba”, hehe.

    Vendo o trio sair, Lilac, Santino, e até Carol, estranharam.

    — Ih, qual foi? Vão comprar sargadin? Pô, trás um pimentinha pra mim, nyah!

    A dragão se levantou, preocupada.

    — O que houve, Viktor?

    — Nada demais… — pediu licença, segurando o braço do albino. — Vou tentar ajudar o Noah. Ele não comeu nada. Mas eu sei o que fazer.

    Lilac sorriu, acenando. Saiu da frente, dizendo:

    — Tudo bem, mas não demorem… — voltou a se sentar, dizendo em seguida. — E muito obrigada, Viktor.

    A jovem piscou de canto, com Viktor e Milla sinalizando positivamente com o polegar. Só Noah estava confuso.

    — “O que ele vai fazer? E que bomba é essa?”

    Não demorou muito para descobrir.

    Três minutos depois…

    Duas bananas.

    Três copos d’água, com um pouco de açúcar.

    A “bomba” criada.

    — Pronto, é só colocar para dentro, Noah!

    Próximo do vestiário, Milla havia encontrado frutas, que eram servidas aos lutadores.

    O pouco tempo e a proximidade do combate moveu os conhecimentos culinários do humano para seu lado marcial, enquanto Noah comia bananas.

    — Meu mestre me ensinou essa técnica de alimentação: bomba nutritiva de absorção energética.

    — Hm… — o albino terminava de beber a água. — Carboidratos, somado a água e açúcar raso. Você quer me energizar, eu entendo.

    — O Viktorius é muito legal, não é? — a pequena o observava. — Tenho certeza de que isso vai funcionar rapidinho!

    Noah tomou tudo.

    E foi no instante em que bebeu a última gota que, ao olhar mais uma vez para o Time Demifaiku, mesmo longe, viu Ohio apoiada com a cabeça no ombro de Nevada.

    Em paralelo, olhou para Viktor e Milla, ambos sorridentes.

    — “A gentileza desses dois é reflexo de companheirismo? Talvez amizade ou… família? Eu…”

    Antes que completasse os pensamentos, eis que a voz de Ana Andirá soou por toda a arena.

    — E agora vamos para o próximo confronto!

    O urro de todos ressoou pelo local, como uma onda.

    Veio o anúncio.

    — Heikou Den contra Detroit Cassadaga! Se apresentem ao lei tai!

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