Histórias 1
Capítulos 39
Palavras 58,1 K
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por Makabeca — Vaiola estava estática, sem saber como reagir àquele movimento rápido do gorila. Ela estava tão atordoada que esqueceu todos os ensinamentos que recebera da sua mãe até aquele momento. O gorila de frente para ela exalava uma aura fervilhante, a atmosfera ao seu redor estava em chamas, dificultando a sua respiração. Ela viu toda a sua vida passar pelos seus olhos lentamente, o punho coberto de fogo se aproximando cada vez mais do seu peito. Ela não tinha como reagir a tempo. Seu pai, ao… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — Respirar. Respirar. Ele precisava respirar. Sua mente lembrava-o repetidamente daquela necessidade e ele compreendia a urgência, mas sentia como se as vias respiratórias tivessem atrofiado. A simples ação de inalar e exalar o ar tinha se tornado a tarefa mais difícil do mundo, exigindo um esforço tão absurdo ao ponto de deixar seu rosto encharcado pelo suor. — Huunf! Huuunf! Huuunf! Em meio às arfadas, sua mandíbula inferior subia e descia em frenesi, numa tremedeira ruidosa e… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — — Nós ainda tínhamos cinquenta anos, não é mesmo? — Celyn indagou, seus dentes cerrados e as têmporas pulsando. — Por quê? Por que a Árvore enviou alguém para perto d’Ele? Ela voava em disparada por sobre a floresta; suas asas quase nem se viam, de tão rápido que batiam, e os cabelos pareciam tentáculos ao vento. Seu coração martelava frenético, por pouco não conseguindo segurar tamanho desespero. Pela primeira vez em séculos, a mais amada pela natureza voltava a sentir aquela… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — Tap. Tap. Tap. Com mais um passo, sobre as raízes que se estendiam e se conectavam como uma passadeira, Celyn saiu da grande Floresta Nhova. Mais um dia chegava ao fim, mais uma reunião terminada. O dourado dos seus olhos estava sem brilho e os trevos azuis de quatro folhas pareciam os céus num dia de tempestade, mas sem o reluzir dos relâmpagos. As pálpebras caíram, quando não conseguiram mais suportar aquela frustração que mais se parecia com montanhas sobre os seus olhos. —… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — — Sem sono? — A voz de Lavina soou como um sussurro breve e levemente alto naquele quarto devorado pela escuridão. Ela estava sentada na cama, as costas escoradas na parede, os dedos entrelaçados e a mente pairando nalgum lugar distante dali. Contudo, nem mesmo aquele momento de imersão mental a impediu de perceber seu marido se remexer na cama por tantos minutos. Ela pretendia deixar Glamich enfrentar a sua luta para dormir, mas acabou falando aquilo. O homem parou de se remexer na cama,… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — — Você continua surpreendente, como sempre, Celyn — Zaztek comentou, fascinado com aquela visão. Ele estava diante do assento preparado para ele, a mão robusta e peluda deslizando pelo gramado fofo que acolchoava as cadeiras e embelezava a mesa. — A natureza parece te amar ainda mais do que antes. Você nem precisou fazer nenhum sinal. Em sua mente, Zaztek se recordava com alegria dos tempos passados, quando era mais jovem, talvez uns trezentos anos atrás, quando viu, pela primeira vez, Celyn… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — Já fazia cerca de dez minutos que Alius estava estático diante da grande janela de seus aposentos; seu olhar distante mirava o horizonte, tornado alvo pela neve. Por estar praticamente adjacente ao Mar Nevasco, Kartumz, a capital do império humano, sofria com um inverno perene. As temperaturas baixas oscilavam apenas entre o frio extremo e o ameno. A beleza da cobertura branca sobre o solo e a imagem das crianças brincando lá fora — moldando bonecos ou iniciando pequenas guerras de bolas de… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — A manhã seguinte despertou bela como nenhuma outra. Era um dia ensolarado; o calor do astro rei acarinhava a pele e o magnífico firmamento azul estava nu, sem qualquer nuvem perambulando pelas cercanias. Sob o majestoso céu, pássaros de diversas espécies voavam livres em bandos, tecendo melodias encantadoras que o vento soprava para longe. Mais abaixo, o aroma verde e fresco da floresta embriagava as criaturas vivas que ali habitavam. Um gramado baixo, vívido e brilhante estendia-se até o… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — Depois que as correntes de sangue, densas e pulsantes como veias externas, desapareceram do seu corpo e da silhueta de Iola, Vaiola ergueu a cabeça. O silêncio que se seguiu ao pacto durou apenas um milésimo de segundo antes de ser preenchido por aquele som sobrenatural. O choro, de uma tristeza tão profunda que parecia capaz de rachar o próprio tempo, reverberava pelo ar. O lamento não vinha de um ponto específico; ele emanava do próprio oxigênio, infiltrando-se na madeira que compunha o… 58,1 K Palavras • Ongoing

por Makabeca — Bam! Os punhos de ambas colidiram e o edifício estremeceu, com fissuras surgindo por todo o pavimento. Vendo que a assassina se distanciara da porta, os nobres, desesperados, até pensaram em fugir. Contudo, mesmo sem receberem uma ameaça direta, sentiam que seus corpos seriam esmagados se ousassem se aproximar daquela saída. Vaiola saltou para longe, assim como a Campeã, mas aquela separação durou apenas um segundo. “DESVIA!!” A nanica escutou o alerta de Iola em sua mente, mas,… 58,1 K Palavras • Ongoing