Índice de Capítulo

    A chuva havia parado.

    Pela primeira vez naquela longa noite, o céu começava a clarear. Um tom alaranjado surgia no horizonte, iluminando lentamente a antiga escola abandonada.

    O silêncio dominava o lugar.

    Charles permanecia caído no chão.

    Sua história terminava ali.

    Um homem que passou décadas movendo pessoas como peças de um tabuleiro finalmente havia perdido.

    Yoru permaneceu imóvel por alguns segundos.

    Depois caminhou lentamente até o corpo.

    Olhou para aquele homem uma última vez.

    Não havia alegria.

    Não havia satisfação.

    Apenas um enorme vazio.

    Atrás dele, ouviu passos.

    Kira aproximou-se calmamente.

    A arma já não estava em suas mãos.

    Ela observou Charles por alguns instantes.

    Depois desviou o olhar para Yoru.

    — Está me odiando?

    Yoru permaneceu em silêncio.

    Ela sorriu de maneira discreta.

    — É justo.

    Fez uma breve pausa.

    — Eu também me odiaria.

    O vento atravessou o pátio.

    Os cabelos brancos de Kira balançaram suavemente.

    Ela respirou fundo.

    — Eu vou falar toda a verdade.

    Yoru finalmente olhou para ela.

    Kira não desviou o olhar.

    — Meu plano…

    Era diferente.

    Ela abaixou lentamente a cabeça.

    — Eu queria esperar vocês derrotarem Charles.

    — Depois…

    Tomaria todos os documentos.

    — Todas as respostas.

    — Todo o poder que ele escondia.

    Ela soltou uma pequena risada.

    — Era um plano digno de mim.

    O silêncio permaneceu.

    — Mas…

    Ela voltou a encará-lo.

    — Enquanto observava você lutar…

    Enquanto via Wallace…

    Ben…

    Hayato…

    E até mesmo Yummi…

    Percebi uma coisa.

    Ela fechou os olhos.

    — Essa guerra já levou pessoas demais.

    Sua voz tornou-se mais baixa.

    — Continuar alimentando isso…

    Só criaria outro Charles.

    Ela respirou profundamente.

    — Então…

    Desisti.

    Yoru permaneceu alguns segundos em silêncio.

    Depois perguntou:

    — Você está dizendo…

    Que vai me ajudar?

    Kira assentiu.

    — Sim.

    — Não porque sou uma boa pessoa.

    Ela sorriu de lado.

    — Nunca fui.

    — Mas porque alguém precisa reconstruir o que sobrou.

    Ela estendeu a mão.

    — Vamos consertar tudo.

    Juntos.

    Yoru observou aquela mão durante alguns segundos.

    Depois…

    Apertou-a.

    Naquele instante…

    Uma guerra que durou décadas finalmente chegava ao fim.

    As horas seguintes transformaram completamente o Japão.

    Viaturas cercaram a antiga escola.

    Equipes médicas chegaram para atender os sobreviventes.

    Yummi foi presa.

    Mesmo ferida, caminhou sozinha até o veículo que a levaria.

    Antes de entrar…

    Olhou para Yoru.

    Sorriu discretamente.

    Ele respondeu com um pequeno aceno.

    Nenhum dos dois precisou dizer mais nada.

    Wallace, Ben, Hayato e todos os outros foram levados para tratamento.

    Muitos carregariam cicatrizes daquela noite.

    Mas estavam vivos.

    E isso já bastava.

    O corpo de Charles foi recolhido.

    Sem discursos.

    Sem homenagens.

    Apenas o encerramento silencioso da vida de um homem que mudou o destino de inúmeras pessoas.

    Na manhã seguinte…

    O país inteiro despertou em choque.

    Todas as emissoras transmitiam a mesma notícia.

    “Maior organização criminosa infiltrada em uma empresa de modelos é desmantelada.”

    As informações não paravam de surgir.

    Corrupção.

    Lavagem de dinheiro.

    Manipulação política.

    Extorsão.

    Experimentos ilegais.

    Tráfico de influência.

    Décadas de crimes escondidos começavam a vir à tona.

    Enzo havia cumprido sua promessa.

    Abriu absolutamente tudo.

    Sem esconder um único documento.

    Sem proteger um único nome.

    A repercussão foi imediata.

    Empresas caíram.

    Autoridades foram investigadas.

    Velhos aliados desapareceram.

    Pessoas antes intocáveis passaram a responder perante a Justiça.

    O nome GHV tornou-se símbolo de uma das maiores crises da história recente do país.

    Enquanto isso…

    Kira assumiu temporariamente a liderança administrativa da empresa.

    Não para continuar os antigos negócios.

    Mas para responder pelas investigações.

    Ela compareceu diante da imprensa.

    Assumiu responsabilidades.

    Entregou documentos.

    Revelou nomes.

    Durante semanas…

    Seu rosto tornou-se conhecido em todo o país.

    Ela fez questão de manter Yoru completamente distante dos holofotes.

    Quando jornalistas perguntavam por ele…

    A resposta era sempre a mesma.

    — Ele não faz parte disso.

    E encerrava qualquer outra pergunta.

    Nos meses seguintes…

    Uma força-tarefa foi criada.

    Com a ajuda de Kira.

    De Enzo.

    E de diversas pessoas que decidiram romper definitivamente com o passado.

    As antigas gangues japonesas começaram a desaparecer.

    Não pela força.

    Mas porque suas estruturas foram desmontadas.

    Líderes foram presos.

    Outros abandonaram aquela vida.

    Muitos jovens, antes presos a ciclos de violência, receberam novas oportunidades.

    Pela primeira vez em décadas…

    As ruas começaram a mudar.

    Os bairros antes dominados por confrontos voltaram a respirar.

    Não aconteceu de um dia para o outro.

    Mas aconteceu.

    A era dos grandes conflitos entre delinquentes chegava ao fim.

    Dias depois…

    Yoru finalmente encontrou coragem para abrir os documentos pessoais de Charles.

    Passou horas lendo.

    Depois dias.

    Depois semanas.

    Cada página respondia uma pergunta…

    E criava outra.

    Ali estavam registradas as antigas guerras territoriais.

    A origem das primeiras organizações.

    Os reis das cidades.

    As alianças.

    As traições.

    Os nomes de pessoas que desapareceram sem deixar rastros.

    Ele descobriu que os delinquentes sempre existiram.

    Mudavam apenas os líderes.

    Mudavam os símbolos.

    Mas o ciclo permanecia o mesmo.

    Agora…

    Esse ciclo finalmente havia sido interrompido.

    Também encontrou o dossiê sobre sua própria existência.

    Leu cada palavra lentamente.

    Sem conseguir acreditar.

    Sua mãe…

    Mei…

    Nunca o concebeu de forma natural.

    Sua gravidez fazia parte de um projeto cuidadosamente planejado por Charles.

    Ela havia aceitado inicialmente participar da pesquisa acreditando que ajudaria a criar uma nova geração de pessoas mais saudáveis.

    Mas, quando percebeu até onde o projeto chegaria…

    Tentou impedir tudo.

    Foi nesse momento que decidiu protegê-lo.

    E pagou com a própria vida.

    Yoru fechou lentamente os olhos.

    As lágrimas caíram silenciosamente sobre o papel.

    Havia ainda outra informação.

    Seu pai.

    Ryujiro Blaker.

    Um dos homens mais perigosos da antiga máfia japonesa.

    O portador original do poder chamado “Leia o Vento.”

    Charles registrava que Ryujiro jamais soube da existência do filho.

    Nunca chegou a conhecê-lo.

    Nunca o procurou.

    E, agora…

    Jamais teria essa oportunidade.

    Yoru permaneceu olhando aquela página durante muito tempo.

    Depois a fechou.

    Percebeu algo importante.

    O sangue podia explicar sua origem.

    Mas não definia quem ele era.

    O sistema.

    Os experimentos.

    As nanomáquinas.

    Tudo aquilo fazia parte de sua criação.

    Mas havia algo que nenhum cientista conseguiu fabricar.

    Algo que não podia ser implantado.

    Sua escolha.

    Sua vontade de proteger.

    Sua capacidade de seguir em frente.

    E o poder de Ler o Vento, herdado de seu pai, só encontrara verdadeiro significado porque ele decidiu usá-lo para romper aquele ciclo.

    Ao pôr do sol daquele mesmo dia, Yoru caminhou até um morro de onde era possível ver boa parte da cidade.

    O vento soprava livremente.

    Sem o cheiro de fumaça.

    Sem o som de sirenes.

    Sem gritos de guerra.

    Ele sorriu discretamente.

    A longa era dos reis das ruas havia terminado.

    Charles havia sido derrotado.

    Os segredos foram revelados.

    As correntes do passado finalmente se romperam.

    Agora não existia mais uma guerra para vencer.

    Existia apenas um futuro para construir.

    E, pela primeira vez desde que tudo começou…

    Yoru sentiu que podia simplesmente fechar os olhos…

    Ouvir o vento…

    E seguir em frente.

    Algumas semanas haviam se passado desde a queda de Charles.

    O Japão já não era o mesmo.

    As notícias sobre o fim das grandes organizações criminosas ainda ocupavam jornais e programas de televisão, mas, aos poucos, o país voltava à normalidade.

    Pela primeira vez em muitos anos…

    As ruas estavam em paz.

    E, naquela manhã, havia um último lugar para visitar.

    A Escola 25.

    O lugar onde tudo havia começado.

    O velho portão ainda estava lá.

    As paredes continuavam marcadas pelo tempo.

    O pátio permanecia exatamente como Yoru se lembrava.

    Só que, dessa vez…

    Não havia rivalidade.

    Não havia medo.

    Não havia guerra.

    Havia apenas pessoas.

    Pessoas que um dia estiveram em lados diferentes.

    Que lutaram umas contra as outras.

    Que erraram.

    Que cresceram.

    E que, agora, sorriam juntas.

    Hayato.

    Ben.

    Sophie.

    Nathan Rayna.

    Hiroshi.

    Bunkjae.

    Kaito Suzuki.

    Mia.

    Lee.

    Beak.

    Leonard.

    Susan.

    Yuna.

    Mac-Donny.

    Sora Ukinake.

    Phantom.

    Ryuji Sato.

    Hajuki Gon.

    Juan.

    Matabi Huai.

    Hudson.

    Ash.

    Wallace.

    Danilo.

    E muitos outros.

    Todos estavam ali.

    O silêncio durou alguns segundos.

    Então Ben abriu um sorriso.

    — Engraçado…

    — Quem diria que a gente terminaria desse jeito?

    Hudson cruzou os braços.

    — Se alguém tivesse me contado isso no começo…

    — Eu teria chamado de maluco.

    Todos riram.

    Hayato olhou para Yoru.

    — Você destruiu uma era inteira.

    Wallace completou.

    — Não.

    — Ele libertou uma geração inteira.

    Yoru olhou para todos.

    Cada rosto trazia uma lembrança.

    Cada pessoa havia mudado sua vida de alguma maneira.

    Ele respirou fundo.

    Depois fez uma leve reverência.

    — Obrigado.

    O pátio inteiro ficou em silêncio.

    — Obrigado por acreditarem em mim.

    — Obrigado por me enfrentarem quando eu estava errado.

    — Obrigado por caminharem ao meu lado.

    Sua voz começou a falhar.

    — Eu nunca teria chegado até aqui sozinho.

    Sophie cruzou os braços e fez uma expressão emburrada.

    — Ah, para.

    Todo mundo olhou para ela.

    Ela apontou para Yoru.

    — Você sabe quantas vezes quase me fez enlouquecer?

    Ben começou a rir.

    — Isso é verdade.

    Nathan levantou a mão.

    — Concordo plenamente.

    Hudson sorriu.

    — Eu também.

    Hayato caiu na risada.

    Poucos segundos depois…

    Todos estavam rindo.

    Inclusive Yoru.

    Era uma risada leve.

    Sem peso.

    Sem preocupação.

    Talvez a primeira daquele tipo em muitos anos.

    Quando as risadas diminuíram…

    Yoru caminhou até Hayato.

    Abraçou-o.

    — Obrigado.

    Depois Ben.

    — Obrigado.

    Depois Wallace.

    Depois Hudson.

    Depois Hiroshi.

    Depois Sophie.

    Depois Nathan.

    Depois Mia.

    Lee.

    Yuna.

    Ryuji.

    E um por um…

    Sem deixar ninguém de lado.

    Cada abraço carregava uma história.

    Uma lembrança.

    Uma despedida.

    Ao final…

    Danilo levantou um celular.

    — Chega de sentimentalismo.

    — Todo mundo junto!

    Todos correram para perto.

    Alguns fizeram poses.

    Outros apenas sorriram.

    Yoru permaneceu no centro.

    O flash iluminou o pátio.

    Naquela fotografia…

    Não existiam vencedores.

    Nem derrotados.

    Existiam apenas amigos.

    Ao saírem da escola…

    As despedidas começaram.

    Hayato chamou Yoru para o lado.

    Os dois caminharam alguns metros em silêncio.

    Depois Hayato sorriu.

    — Vou embora.

    Yoru olhou para ele.

    — Embora?

    — Sim.

    — Eu e a Yuna vamos morar no Brasil.

    — Quero conhecer outro mundo.

    — Construir outra vida.

    Yoru permaneceu alguns segundos calado.

    Depois apenas abriu os braços.

    Hayato sorriu.

    Os dois se abraçaram.

    — Obrigado por tudo.

    — Você também.

    Sem mais palavras…

    Hayato foi embora.

    Pouco depois…

    Ben aproximou-se ao lado de Sophie.

    Ben colocou a mão sobre o ombro dela.

    — Alemanha.

    Yoru sorriu.

    — Alemanha?

    Sophie respondeu animada.

    — Vamos começar nossa vida lá.

    Ben completou.

    — Quero construir uma família.

    Yoru apertou a mão dele.

    Depois abraçou os dois.

    — Sejam felizes.

    — Pode deixar.

    Em seguida…

    Mia e Lee aproximaram-se.

    — Nós vamos abrir um dojo.

    — Nos Estados Unidos.

    Yoru sorriu.

    — Tenho certeza de que vai dar certo.

    As duas agradeceram.

    Depois seguiram seu caminho.

    Ryuji Sato apareceu logo depois.

    Com uma mochila nas costas.

    — Eu?

    Vou viajar o mundo.

    — Sempre foi meu sonho.

    Yoru sorriu.

    — Então vá.

    — O mundo é grande demais para ficar parado.

    Os dois apertaram as mãos.

    Ryuji foi embora.

    Depois vieram os outros.

    Cada um com um sonho.

    Cada um com um destino.

    Alguns seguiriam estudando.

    Outros abririam negócios.

    Alguns viajariam.

    Outros simplesmente buscariam uma vida tranquila.

    Pouco a pouco…

    Todos desapareceram.

    Até que restou apenas Yoru.

    Ele virou-se.

    Olhou para a Escola 25.

    O vento atravessou lentamente o pátio vazio.

    Um pequeno sorriso surgiu.

    — Você me deu tudo…

    Fez uma pequena pausa.

    — E eu nunca pedi nada.

    Olhou uma última vez para o prédio.

    — Obrigado.

    Naquele instante…

    Uma janela azul apareceu diante dele.

    [Missão Final: Uma Última Conversa]

    Antes que pudesse reagir…

    O mundo desapareceu.

    Quando voltou a abrir os olhos…

    Estava em um espaço completamente azul.

    Parecia o céu.

    Mas também parecia o universo.

    Estrelas brilhavam por toda parte.

    Não havia chão.

    Não havia horizonte.

    Apenas infinitude.

    Uma mesa surgiu.

    Duas cadeiras apareceram.

    Uma delas deslizou lentamente até Yoru.

    Uma voz falou.

    — Sente-se.

    Ele obedeceu.

    Na cadeira oposta…

    Uma figura começou a tomar forma.

    Um jovem negro.

    Cabelos pretos cacheados.

    Uma camisa preta.

    Short simples.

    Chinelos.

    Sem qualquer aparência grandiosa.

    Sem roupas divinas.

    Sem coroas.

    Apenas uma pessoa comum.

    Yoru permaneceu olhando.

    O jovem sorriu.

    — Finalmente nos encontramos. Foi bom acompanhar sua jornada.

    Yoru permaneceu em silêncio.

    O jovem continuou.

    — Desde o começo… Sempre estive ao seu lado, nunca para decidir por você, apenas para oferecer oportunidades.

    Olhou para as próprias mãos.

    — Eu queria que você descobrisse seu caminho sozinho, a verdade só teria valor se fosse conquistada.

    Yoru perguntou calmamente:

    — Quem é você?

    O jovem sorriu.

    — Neste universo… Sou aquele que escreveu sua história.

    Fez uma breve pausa.

    — Escolhi começar por você. Um garoto em um mundo de lutas sem poderes extraordinários.

    — Apenas pessoas… Tentando encontrar um motivo para continuar.

    Ele riu discretamente.

    — Em alguns momentos perdi o ritmo,em outros quase desisti, mas você continuou caminhando.

    Levantou os olhos.

    — Obrigado por isso.

    Yoru sorriu.

    — Eu é que agradeço.

    O jovem estendeu a mão.

    Pequenas partículas azuis começaram a sair do corpo de Yoru.

    As janelas do sistema apareceram uma última vez.

    Depois…

    Desapareceram.

    [Sistema encerrado.]

    O jovem levantou-se.

    — Agora…

    Você não precisa mais de mim.

    — Viva por conta própria.

    Yoru também se levantou.

    Os dois permaneceram alguns segundos em silêncio.

    Então Yoru fez uma reverência.

    — Obrigado… Por ter acreditado em mim.

    O jovem respondeu com um sorriso simples.

    — Vá viver.

    O vento soprou.

    E tudo desapareceu.

    Dez anos depois.

    O sol brilhava forte.

    Uma casa simples.

    Um jardim repleto de flores.

    Uma menina corria descalça pela grama.

    Seu riso enchia o quintal.

    Perto dali…

    Uma bela mulher cuidava das flores com um sorriso tranquilo.

    O som de um carro aproximando-se chamou a atenção das duas.

    O veículo parou diante da casa.

    A porta abriu.

    Um homem desceu.

    Os cabelos agora eram mais longos.

    Seu olhar continuava firme.

    Mas havia serenidade nele.

    A menina abriu um enorme sorriso.

    Correu o mais rápido que podia.

    — Papai!

    O homem ajoelhou-se.

    Abraçou a filha com força.

    Depois beijou sua bochecha.

    A mulher aproximou-se sorrindo.

    Os três permaneceram juntos por alguns instantes.

    Sem dizer nada.

    Apenas aproveitando aquele momento simples.

    Então…

    A menina apontou para o céu.

    O vento atravessou lentamente o jardim, fazendo as flores balançarem.

    Ela sorriu.

    — Olha…

    — Está vindo o vento.

    Yoru levantou os olhos.

    Sentiu a brisa tocar seu rosto.

    Fechou-os por um instante.

    E sorriu.

    Porque, finalmente…

    Depois de toda a dor.

    Depois de todas as guerras.

    Depois de todas as despedidas.

    Ele havia aprendido a fazer exatamente aquilo que seu pai lhe deixara como herança.

    Ler o vento.

    Fim.

    Regras dos Comentários

    • Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • Comentários ofensivos serão removidos.

    Para receber notificações, ative o sininho ao lado do botão de Publicar.

    Nota