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    Numa sala grande, algumas pessoas estavam sentadas nos bancos, enquanto o sol do entardecer batia nos vidros e revelava manchas deixadas pelos dedos de quem passou por ali. Os vidros das escadas que levavam ao piso 1 exibiam ainda mais sujeira.

    Em seguida, gritos de crianças ecoaram do fundo do local. Elas passavam as mãos no vidro e pulavam de alegria. Logo atrás, surgiu uma pessoa a orientar a se posicionarem na sala.

    As crianças, bastante entusiasmadas, silenciaram ao avistarem quatro pessoas paradas perto da ala onde os funcionários da recepção atendiam os clientes.

    Nick vestia as mesmas roupas características de soldado daquele lugar. Dam não estava muito diferente; as roupas eram mais novas, mas pouco se diferenciavam das anteriores.

    Max, por sua vez, usava uma camisa preta de mangas curtas que repousava levemente sobre os ombros, completamente aberta na parte da frente, revelando o peito e o abdômen definidos. 

    As bordas da roupa eram adornadas por padrões geométricos brancos. O colarinho relaxado e os botões abertos davam-lhe o ar despreocupado de alguém que não ligava para formalidades.

    Abaixo, usava um calção negro do mesmo conjunto, também marcado por detalhes brancos nas extremidades. O tecido ajustava-se suavemente ao corpo, oferecendo conforto e liberdade de movimento. Nos pés, havia um chinelo preto com os mesmos detalhes brancos.

    O cabelo negro, normalmente liso, estava cacheado, semelhante ao do irmão. Ao perceber as crianças a olhar em sua direção, Max retirou os óculos escuros que estavam presos ao bolso do calção e os colocou, ao sorrir para elas.

    Izumi, ao lado, mantinha os braços cruzados e já se mostrava frustrado pela longa espera. Depois de abandonar a antiga roupa desgastada e cheia de furos, sentia-se poderoso em sua nova vestimenta.

    A indumentária que cobria o corpo do guerreiro parecia ter sido forjada para um soberano das batalhas. Um sobretudo negro, ajustado ao torso, envolvia-lhe o corpo como a pele de uma besta divina e delineou os músculos de forma intimidadora.

    Linhas douradas percorriam o tecido escuro em traços elegantes e agressivos, semelhantes a veias de energia pulsando sobre a escuridão.

    Sobre os ombros e braços, placas metálicas prateadas reluziam sob a luz do sol. A armadura possuía curvas refinadas e detalhes afiados.

    Por baixo do sobretudo, vestia uma camisa justa de mangas longas que evidenciava os músculos bem definidos.

    A parte inferior mantinha o mesmo padrão sombrio e sofisticado. As calças negras ajustavam-se às pernas sem limitar os movimentos, enquanto o cinto metálico de formato angular reforçava a imponência da figura. Presas à cintura, as duas espadas permaneciam mais protegidas contra qualquer movimento brusco.

    Os sapatos seguiam o mesmo padrão de detalhes presentes em suas vestimentas. 

    O cabelo cacheado, normalmente desarrumado, permanecia com uma consistência que o fazia parecer maior, devido à quantidade de cachos presentes.

    As crianças não paravam de observar, sobretudo Izumi, que destoava naquele ambiente. De repente, uma delas, uma criança negra, aproximou-se e levantou a mão. Max engoliu em seco, sem esperar por aquela situação.

    O mestiço encarou a criança, que o fitava fixamente, como se aguardasse algo. Dam, ao lado, refletia seriamente sobre a reação que o mestiço teria diante do ocorrido. O orientador da criança, logo atrás, sentia uma pressão opressora e permanecia sem ação.

    De braços cruzados, o mestiço desfez a postura. O ambiente tornou-se mais tenso, e os presentes ficaram ainda mais alarmados. Ele observou a mão levantada da criança, sem compreender a intenção. 

    Após olhar ao redor e notar a hesitação geral, decidiu encerrar a situação. Levantou uma das mãos e tocou a mão da criança, enquanto, em pensamento, ordenava que ela desaparecesse.

    Contudo, Izumi não esperava aquela reação. A criança demonstrou alegria e voltou a levantar a mão em direção a Max. Ele, por sua vez, retribuiu novamente o gesto e tocou a mão da criança.

    O menino, em seguida, repetiu o gesto com os outros dois. Depois disso, afastou-se do local, saindo feliz e pulavam de alegria. Seus amigos, por sua vez, não acreditavam na coragem que ele demonstrou.

    O orientador ao lado chamou sua atenção, ao sinalizar para que ele não repetisse aquilo. O mestiço apenas soltou um suspiro, voltou a cruzar os braços e disse:

    — Estão demorando demais.

    O líder tocou nos óculos, assim que demonstrou um leve sorriso confiante, e respondeu:

    — Calma, elas logo vão vir.

    O mestiço encarou-o com desgosto e virou-se de lado, demonstrando insatisfação. Ao estar mais próximo da porta, avistou algo ao longe que lhe chamou a atenção. Suspendeu o olhar e, em seguida, soltou um suspiro de alívio, pois a espera estava prestes a terminar.

    Assim que entrou pela porta, duas belas damas bem vestidas passaram por eles e giraram o corpo com leveza, como se estivessem a desfilar, perguntaram:

    — Como estamos?

    — Estamos com pressa, vamos embora — respondeu Izumi, já caminhando em direção à saída, sem dar muita atenção ao momento.

    — Mais bela do que nunca — disse Max, ao desviar o olhar para sua mulher.

    Idalme vestia um vestido negro. O tecido brilhava sob a luz do sol, liso e intenso como couro recém-polido, ajustando-se ao corpo. As alças finas cruzavam-lhe as costas de forma delicada e formavam linhas elegantes sobre a pele, enquanto o vestido se movia suavemente com o andar, deixando ver, de forma ligeira, as curvas da sua bunda. 

    Ao redor do pescoço, usava uma gargantilha que prometia noites tentadoras. O collant subia pelas coxas até a cintura como sombras entrelaçadas, acrescentando um charme atrevido ao conjunto. O penteado, preso de maneira despretensiosamente elegante, deixava alguns fios soltos a emoldurar o rosto.

    O salto alto apresentava um design elegante e confortável, com acabamento suave e encaixe firme nos pés. Modelo valorizava a postura sem comprometer a leveza ao caminhar.

    Líder já imaginava como sua noite seria extremamente prazerosa.

    Idalme, por sua vez, aproximou-se do ouvido dele e murmurou:

    — Tenho mais quatro dessas.

    Max, empolgado, segurou-a pela cintura e respondeu, sem esconder a animação:

    — Não posso esperar mais, vamos agora.

    A peituda sorriu do canto da boca e apertou forte as bolas. Ao afastar o homem de joelhos, negou com os dedos e esboçou um sorriso tentador. O líder, por sua vez, sorriu enquanto gemia de dor no chão.

    Ui, ao ver o seu amado se afastar, foi atrás dele teimosamente e parou à sua frente, insistindo:

    — O que achou da minha roupa, Izumi?

    O mestiço nem diminuiu o passo. Apenas estendeu a mão e afastou-a com indiferença, respondendo seco:

    — Irrelevante!

    A mestiça ficou triste e começou a achar que não estava linda o suficiente. Mas…

    A roupa dela tinha um charme leve e delicado, quase infantil na sua simplicidade. A blusa marrom de mangas curtas marcava suavemente a silhueta, ajustando-se ao corpo com naturalidade, enquanto o decote aberto deixava o visual mais ousado sem perder a doçura. 

    Pequenos bolsos na altura do peito e o laço claro preso à cintura davam um toque casual e adorável ao conjunto.

    A saia curta com babados claros balançava suavemente a cada movimento, criando uma aparência leve e descontraída. Combinada ao corte curto dos cabelos e aos grandes olhos brilhantes, toda a composição transmitia uma aura inocente, mas cheia de energia juvenil.

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