Índice de Capítulo

    Enquanto o grupo decidia o próximo lugar que iriam visitar, Izumi, que estava de lado, começou a ficar preocupado, visto que, em pouco tempo, ele usou suas habilidades Iz para poder enxergar, e as manteve ativas por um bom tempo.

    Nick, que havia se ausentado, voltou novamente, mas com um semblante mais sério e abatido. Ele fez uma leve reverência e pediu desculpas outra vez, explicando que precisavam se encontrar com o Rei.

    Exaltada, Ui reagiu imediatamente:

    — Um Rei? Aqui existe um Rei? Nossa, eu quero ver!!

    — Me desculpe novamente — disse o ruivo, ao manter o tom educado, apesar do desconforto.

    — E o que esse Rei quer? — perguntou Max, assim que cruzou os braços.

    — Não sei, mas provavelmente é sobre o caos que causaram por aqui — respondeu, com sinceridade.

    — Entendo. Nos leve até esse Rei — pediu o líder.

    — Sim, mas antes disso… — Levou a mão ao nariz e fez uma expressão desconfortável. — Poderiam tomar um banho antes, por favor.

    — Quê? Tá dizendo que estou suja?!! — gritou Idalme, indignada.

    — Não, não, não é isso! — negou Nick, apressado, e tentou se explicar.

    — Eu… cheirando mal? — A peituda cheirou o próprio sovaco. — Retire o que disse!

    Max aproximou-se do ruivo, colocou a mão no seu ombro e pediu que ele explicasse melhor.

    — Me desculpe, eu não queria dizer isso. Mas vocês cheiram a seco.

    — Seco? — indagou Idalme, ao arregalar os olhos. — Eu… estou cheirando a seco, Max? — perguntou, com lágrimas acumulando.

    — Não, não cheiras a seco — respondeu, abraçou-a de leve para acalmá-la. — Nick, explica direito! — declarou, fitando-o.

    — Como posso dizer… vocês não têm cheiro de aroma, tipo aqueles que ficam quando se toma banho com gel.

    — Banho com gel? — perguntou Dam, curioso. — O que é isso?

    — Não conhece gel? — indagou o ruivo. — Huummm… como explico… já sei. Conhecem sabonete?

    O atirador olhou para os outros membros do grupo e deu de ombros.

    — Sabão?

    — Esse conheço! — declarou.

    — Sim, sim, é disso que estou falando — respondeu. — Vocês provavelmente tomaram banho com um sabão não perfumado.

    — Perfumado? — perguntou Idalme, assim que franziu a testa. — Não é aquele termo que se usa para dizer que algo tem cheiro bom?

    — Sim — confirmou.

    — Então tás dizendo que tens um sabão que deixa o corpo perfumado? — insistiu, ainda desconfiada.

    — Sim — respondeu.

    A mulher de peitos volumosos aproximou-se rapidamente dele, segurou a sua mão e pediu, com empolgação:

    — Me leve e me mostre esse sabão perfumado.

    Nick sorriu de canto da boca e afirmou, com calma:

    — Mas garanto que sabonete é melhor.

    — Sabonete? — indagou Idalme, assim que inclinou a cabeça.

    — Sim, ele é especializado para tomar banho. Sabão perfumado serve mais para lavar roupas — explicou o ruivo, com naturalidade.

    — Então me leve e mostre esse sabonete! — pediu, com os olhos a brilhar de curiosidade.

    Max, ao lado, o fitava cada vez mais com desconfiança. Quando o alvo percebeu o olhar, afastou discretamente a mão da peituda, tossiu na mão e explicou:

    — Bem… mas recomendo o gel de banho, é muito melhor na minha opinião. E não esquecendo do xampu.

    — Xampu? — perguntou Ui, curiosa. — Essa palavra… soa gostosa. É de comer?

    — Não, xampu serve para deixar o seu cabelo mais limpo e brilhante — explicou Nick, com paciência.

    Izumi aproximou-se mais um pouco e indagou seriamente:

    — Brilhante? Espero que não seja mentira.

    O ruivo, ao sentir-se intimidado, respondeu:

    — Não, é verdade. Não vais te arrepender.

    Nick, logo em seguida, pediu para que o seguissem. Em seguida, ele abriu as portas de uma viatura dos Acs, mas uma de maior porte, e pediu que todos entrassem.

    O ruivo seguiu viagem pela cidade, e eles podiam avistar vários tipos de lojas ao redor, como lojas de roupas, restaurante, ferreiro, floricultura, vendas de produtos alimentares e muitos outros.

    Ui, olhou pela janela do carro, viu um homem gordo passando na rua e zombou:

    — Izumi, veja, é um gordo de cadeira que mexe. Nunca tinha visto um antes.

    O mestiço não esboçou nada, pois não podia ver. A mestiça logo percebeu isso e pediu desculpas, mas foi novamente ignorada.

    Após alguns minutos, o carro entrou em um estabelecimento e parou em um local com vários carros parados e enfileirados, separados por linhas brancas. Nick pediu para descerem, e Idalme estava bastante empolgada.

    — Será que querem que eu encomende umas roupas para vocês? — perguntou, assim que observou o grupo.

    — Roupas? Eu quero! — respondeu a peituda, animada, quase imediatamente.

    — Certo, vou pedir para os empregados tratarem disso. Me sigam — pediu, já se virando para guiá-los.

    Eles passaram por um corredor com corrimão, onde o sol batia forte, e passaram por uma porta branca que o ruivo entrou e segurou. Quando todos entraram, ele largou a porta, e parecia que ela ia bater forte, mas, de repente, ela parou e fechou sem fazer muito barulho.

    O grupo ficou surpreso com isso, principalmente Dam, que se aproximou da porta e a testou várias vezes, mas foi interrompido por Idalme, que estava com pressa.

    Em seguida, ele os orientou por uma sala onde havia algumas pessoas sentadas em cadeiras e havia uma coisa grande colada na parede, com imagens que se mexiam de pessoas. O grupo ficou maravilhado com isso; até o mestiço não resistiu e usou mais um pouco de sua aura para ver também.

    — O que é isso? — perguntou o atirador.

    — É uma TV, ela passa informações do passado, é tipo o smartphone — explicou o ruivo.

    — Entendi nada, mas é fascinante! — declarou Ui, ao observar com curiosidade.

    — Entendo — disse Dam, ainda a analisar o aparelho.

    — Vamos, Nick. Me mostre o que eu quero! Gel, gel — insistiu Idalme, empolgada.

    — Nick, esse tal de gel é o que essas pessoas estão emanando? — indagou a mestiça, assim que cheirou ao redor.

    — Deve ser — concordou, ao tentar entender a reação dela.

    — Estranho… até tem cheiro de alguma comida, mas é tão bom esse cheiro — comentou Ui.

    — Hammmm, isso talvez seja perfume — explicou o ruivo.

    — Perfume? — perguntou Idalme e segurou a mão dele, curiosa.

    Max, do canto do olho, o observou com desconfiança, deixando o clima levemente tenso. Ao perceber isso, rapidamente se afastou e respondeu:

    — Sim, perfume é algo que dá mais cheiro às pessoas do que o gel, e tem vários aromas.

    A peituda, entendendo tudo, ficou com os olhos a brilhar ainda mais e pediu que ele lhe mostrasse tudo aquilo envolvido com cheiros.

    Nick, então, pediu que todos o seguissem. Ele passou por um local onde, subitamente, a porta se abriu de forma automática.

    Logo apareceram duas pessoas, uma mulher e um homem, vestidos com um uniforme preto e branco. O ruivo conversou com eles e, depois, aproximou-se do grupo.

    — Bem, aquele lado é o balneário das mulheres e aquele lá é o dos homens. Esses empregados vão nos orientar — explicou, apontou as direções com naturalidade.

    — Obrigada, Nick — disse Idalme, com uma voz doce e suave, encarando-o por um instante antes de seguir.

    E novamente Max o encarou seriamente e, quando o ruivo o fitou, o líder apontou dois dedos para os próprios olhos e, em seguida, apontou para o alvo. 

    Ele engoliu seco naquele momento e pediu, ao tentar manter a compostura:

    — Bem… vamos.

    Enquanto isso, a empregada pediu para que as mulheres a seguissem. Nick e companhia seguiram por um corredor separado, e o líder, sorrateiramente, apareceu por trás dele e sussurrou em seu ouvido:

    — Cuidado com as suas costas.

    O corpo dele congelou enquanto andava. Em seguida, depararam-se com mais uma porta, onde o ruivo abriu para eles e pediu que entrassem. Ao entrarem, todo o grupo ficou surpreso com o que viu. Em uníssono, Max e Dam disseram: 

    — Homens pelados

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