Índice de Capítulo

    ‘Sua energia espiritual é…’

    O espírito de Jaehwan era enorme, além da imaginação de Sirwen. O número de memórias fluindo por sua mente era simplesmente demais.

    — Ugh…

    Ela tentou se manter firme. Se não se concentrasse, poderia acabar presa dentro do espírito de Jaehwan ou ficar traumatizada pelo resto de sua vida.

    Após algum tempo tentando lutar contra as ondas de memórias, um sentimento poderoso a atingiu. Uma sensação de estar conectada.

    Quando ela abriu os olhos, estava em um vasto espaço. Um espaço escuro com incontáveis estrelas. Ela tremeu de excitação. Era um sentimento que jamais sentira antes.

    ‘Então os outros [Pesadelos] estavam certos.’

    Ela não gostava muito das palavras que os [Pesadelos] usavam para descrever a sensação de estarem conectados. A ‘sensação melhor que sexo’, ou ‘prazer além da imaginação’… tudo aquilo lhe parecia muito picante e vulgar.

    Mas isso. Isso era muito mais do que qualquer uma daquelas explicações.

    ‘Então, este é o interior de um Desperto.’

    No vasto espaço, incontáveis estrelas contavam, cada uma, suas histórias. Sirwen cuidadosamente evitou ser sugada pela gravidade delas e viajou pelo espaço.

    ‘Não posso ir muito longe, ou cairei em um estado [Sinistro]. Só vou encontrar as memórias do meu Padrinho e sair daqui.’

    [Espremer] também representava um perigo. Era, afinal, aprender diretamente o mundo de outro da maneira mais íntima. Não era incomum que um [Pesadelo] se apaixonasse pelo alvo depois que o [Espremer] terminava.

    ‘…Não quero me apaixonar por esse idiota.’

    Sua respiração ficou pesada e seu corpo começou a aquecer. Seu mundo estava colidindo com o de Jaehwan. Era como acasalar. Um sentimento mais poderoso que qualquer desejo sexual. Sirwen lutou muito contra esses sentimentos e buscou.

    ‘Padrinho… por favor… hã?’

    Então, ela encontrou. Uma estrela que parecia ter sido criada recentemente e que continha uma sensação muito similar.

    Era a energia de Mulack.

    Sirwen se aproximou rapidamente, e ondas de memórias lampejaram diante dela.

    ‘Ah…!’

    Seus olhos se encheram de lágrimas. Ela estava quase lá.

    ‘Ele está ali!’

    Mulack Armelt. Um dos 13 grandes [Mestres Artesãos]. Aquele que criou torres lendárias antes mesmo de completar 1000 anos, e criou muitas outras depois. Ela se lembrava claramente de como seu Padrinho era brilhante. Ele até agia como se conhecesse o futuro. Era por isso que Sirwen não conseguia entender. Mulack era grandioso em todos os sentidos, fosse construindo uma torre ou em poder físico. Mesmo que estivesse nas [Profundezas], ninguém deveria ter sido capaz de ferir Mulack.

    Ainda assim, ele desapareceu, sem deixar uma palavra para sua afilhada.

    ‘Mulack!’

    Sirwen finalmente encontrou um rastro.

    Mas, por quê? Ela não conseguia se aproximar mais. Era como se estivesse nadando no mar, contra as marés mais fortes. Ela então olhou adiante e viu meteoros voando em sua direção.

    ‘Waaaaah!’

    Algumas partículas a atingiram, e Sirwen foi arrastada. A memória de Mulack desapareceu de sua vista, seu corpo varrido pelo mar de meteoros. Então, depois de um tempo, ela sentiu que havia parado num lugar onde havia gravidade. Ela estava dentro de uma certa estrela.

    — ….Maldição! Maldição!

    Ela sabia.

    ‘Estou no [Sinitro]1.’

    O lugar da inconsciência. Mulack uma vez lhe dissera que todas as habilidades de alucinação foram criadas tendo o [Sistro] como motivação.

    ‘Preciso encontrar um Desbravador.’

    Havia apenas uma forma de escapar. A única consciência que existia dentro do espaço era aquele que conhecia a saída. Era chamado de Desbravador. Sirwen rapidamente olhou ao redor. Ela estava em uma certa cidade e havia incontáveis pessoas caminhando.

    ‘Espere- este lugar…’

    Ela conhecia este mundo. Era um mundo famoso entre os [Pesadelos]. Ela copiara diretamente a moda deste mundo. Era um dos lugares mais visitados pelos [Pesadelos] através da raiz da Árvore das Imagens. Era o mundo que não foi encontrado pelos [Cultivadores] por muito tempo porque os [Pesadelos] o estavam protegendo de ser descoberto.

    ‘Mundo 294, Terra.’

    O [Sinistro] sempre se formava tendo como motivo o mundo natal do alvo.

    ‘Entendo… então ele era da Terra.’

    Ela então ouviu pessoas sussurrando.

    — Ela caiu do céu?

    — De jeito nenhum!

    Ao menos ela vestia roupas que não eram estranhas no Mundo 294.

    ‘Vamos agir com calma.’

    O governante do [Sinistro] era a própria inconsciência. Se descobrissem que ela era um ser de fora, o mundo se voltaria contra ela e começaria a atacá-la para erradicar a visita indesejada.

    Ela então se misturou à multidão.

    — Ugh, não consigo nenhum emprego, cara…

    — Não tem nenhum seguro-desemprego ou algo assim?

    As pessoas falavam de viver.

    — Não consigo nem pagar meus empréstimos escolares.

    — É. Bem, eu ainda tenho que terminar a escola, então…

    As pessoas falavam de escolas.

    — Ei, ela é tão gostosa!

    — Nossa, aquela garota é fofa!

    As pessoas falavam de Sirwen.

    Através de todo tipo de conversa, Sirwen avaliou rapidamente como era essa ‘Terra’. Foi então-

    — Saiam da frente!

    Havia um garoto de boné. Parecia estar fugindo de algo. Quando ele passou correndo, Sirwen viu seu rosto e ficou chocada. Parecia a pessoa que ela conhecia.

    — Espera…?!

    1. A palavra original dava a ideia de algo desconfortável e olhar e estar. Como, pra isso, eu teria que mudar a tradução muito frequentemente, decidi esse termo.[]

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