Índice de Capítulo

    Ela estendeu a mão e, quando seu dedo tocou o ombro do garoto, sentiu uma faísca elétrica.

    — Kya! — ela gritou. Percebeu então que havia encontrado seu alvo.

    ‘Desbravador!’

    Ela começou a correr atrás do garoto, mas havia outros atrás dele também.

    — PARE! PARE AGORA MESMO!

    Havia homens em uniformes azuis.

    ‘Serão os guardiões da paz daqui?’

    Então veio um grito das pessoas ao redor, e todas diziam a mesma palavra – Polícia.

    — O garoto apareceu de novo!

    — Que tolice continuar como um garoto.

    — EI! Peguem esse garoto, podem pegar?

    Era muito estranho. Por que era crime continuar como um garoto? Sirwen rapidamente o seguiu, e logo encontrou o garoto em um beco sem saída, encurralado por policiais.

    — Desista, garoto.

    Enquanto via os policiais se aproximando do garoto com um cano de metal na mão, ela sentiu que algo estava errado. Nesse momento, um policial que guardava a entrada do beco a advertiu.

    — Ei, mocinha. Este lugar é perigoso. Siga em frente.

    — …O que ele fez?

    — Hã? Ah, ele rejeitou se tornar um adulto — o policial a informou enquanto ria.

    — É um crime punível com a morte.1

    Sirwen ficou estupefata. A Terra parecia um lugar muito estranho se aquilo fosse real. No entanto, não parecia real. Ela nunca tinha visitado a Terra, mas podia ver isso.

    — Vocês estão todos loucos? O que estão fazendo com o garoto?!

    — Ugh, moça… hã?

    O policial então falou com ela, notando algo em sua cabeça.

    — Você parece estranha.

    — Hã? Isso não é uma roupa de cosplay?

    Eles estavam olhando para seus chifres.

    ‘Porra, eu deveria tê-los escondido.’

    — Mocinha, pode nos mostrar sua identidade?

    Ela precisava ter cuidado para não chamar atenção para si mesma, mas era tarde demais. Ela se concentrou em ativar sua magia para matar aqueles homens e salvar o Desbravador, mas—

    ‘…O- o quê?’

    O fogo que se acumulava em suas mãos se apagou imediatamente assim que começou.

    ‘Minha magia não está funcionando!’

    E esse foi o seu erro. Os policiais, que viram o fogo se acumulando em suas mãos, começaram a se transformar como demônios.

    [ALERTA! ALERTA!]

    [ENTIDADE NÃO REGISTRADA ENCONTRADA]

    [REMOVÊ-LA!]

    Os policiais avançaram sobre ela. Seus olhos agora estavam cheios de fome e luxúria enquanto agarravam Sirwen. Ela olhou ao redor em busca de ajuda enquanto sua boca era coberta por um policial, mas não havia ninguém. Ela sentiu um medo terrível. Este era o mundo que era governado pela inconsciência.

    — …Mexa-se!

    A voz de um garoto foi ouvida e um dos policiais caiu.

    Então, houve o som de um cano sendo balançado novamente, cada vez acompanhado pelo som de um crânio sendo esmagado. O sangue de alguém respingou nas bochechas de Sirwen. E quando o último policial caiu diante dela, um garoto apareceu, coberto de sangue. Sirwen pensou, ‘Este homem não muda mesmo quando é um garoto.’

    O garoto então se virou para Sirwen e perguntou: — Quem é você?

    O Desbravador do [Sinistro] sempre assumia a forma da idade consciente do alvo.

    ‘Então, este garoto é ele?’

    Sirwen estava encantada. Aquele homem orgulhoso na verdade tinha a mente de um garoto.

    ‘Mas deveria ser óbvio.’

    Como ela ouvira do pequeno Jaehwan, este mundo era um mundo que forçava todos a se tornarem adultos. Considerando o fato de que o mundo do [Sinistro] foi formado para simbolizar a realidade, parecia que a Terra real poderia ser bastante similar em certo sentido.2

    Enquanto Sirwen organizava seus pensamentos, o pequeno Jaehwan falou. — Então, acho que você foi arrastada pela Onda das Memórias?

    — Onda das Memórias?

    — Sim, às vezes há partículas de memória que são arrastadas para cá por meteoros. Esta é a primeira vez que um ser vivo como você veio.

    O pequeno Jaehwan parecia estar animado com aquilo.

    — Você viveu aqui a vida toda?

    — Sim.”

    — E você está sempre sendo perseguido?

    — Sim.

    — Por que eles tentam fazer de você um adulto?

    A pergunta era inesperada, então o pequeno Jaehwan começou a pensar. Não havia como ele ter uma resposta. Era um mundo feito de inconsciência. Não havia como existir uma regra que tivesse uma razão…

    — Porque todo mundo é adulto.

    Sirwen ficou estupefata. Era realmente muito simples. Todos no mundo eram iguais de uma certa maneira que não aceitavam nenhuma diferença. Jaehwan perguntou: — Como ele é? O ‘eu’ lá fora.

    Sirwen sorriu. Como ela deveria explicar? O que faria este garoto feliz? Na verdade, ela não sabia muito sobre Jaehwan.

    — Ele é como você.

    — Ele é um adulto?

    Sirwen ponderou por um instante e respondeu: — Não, ele é um garoto.

    Jaehwan pareceu feliz com aquela resposta. Ele era tão fofo que Sirwen sentiu vontade de abraçá-lo com força, mas o garoto falou novamente.

    — Vou ter que tirar você daqui.

    — Você sabe como?

    — Sim. Esse é o meu trabalho.

    — Qual é o seu trabalho?

    — Levar memórias perdidas para o lugar certo.

    Sirwen compreendeu o que ele queria dizer. Era por isso que eles eram chamados de Desbravadores, afinal.

    — Você trouxe algumas memórias com você também.

    — Hã?

    — Essas partículas em sua roupa. São partículas de memória.

    Ela percebeu que havia pedaços de rochas brancas brilhantes em suas roupas. Pareciam partículas de meteoros. Ela as removeu cuidadosamente.

    — Acho que há algumas de emergência também. Está vendo essas vermelhas?

    — Isso existe?

    — Quanto mais vermelha, mais séria é a emergência. Se eu não a levar de volta para onde estava, algo pode estar acontecendo lá fora.

    Sirwen então pensou sobre a situação lá fora. Havia os Senhores das <Grandes Terras> que poderiam atacar a qualquer momento. Qual seria a emergência mais séria?

    ‘Espere…’

    Ela ficou pálida.

    1. Ow… pesado[]
    2. Nem me fale[]

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