Capítulo 696 - Niesttra
Depois que a Capitã ruiva saiu, Fernando tomou um banho gelado, enquanto fazia seu melhor para conter os resquícios da Poção Revitalizante em seu corpo.
Uma simples noite de treinamento, de repente, havia se tornado um desafio de resiliência mental.
Lembrando-se de como essa era a segunda vez que quase cometia esse deslize devido à Sopa, com a primeira tendo sido com Theodora, o rapaz pálido suspirou.
Essa coisa ajuda muito no avanço do Sistema de Habilidades e na recuperação, mas o efeito colateral a torna muito perigosa… pensou, sem ousar imaginar no que teria acontecido caso ele tivesse se deixado levar na noite anterior.
Primeiro, ele duvidava que continuaria vivo após tentar colocar suas mãos na Capitã ruiva. Segundo, que mesmo que algo acontecesse, ele não conseguiria olhar para Karol caso cruzasse essa linha.
Para quem havia resistido a uma Ninfa, seria vergonhoso cair por causa de uma mera Sopa de Delgnor.
Após se banhar, sentindo que seu corpo havia se acalmado, Fernando vestiu sua armadura. Dessa vez, não mais a armadura de couro, mas sua Armadura Negra Kinfar.
Agora que já tinham conseguido o que queriam naquele lugar e Oliver os havia visto, sentiu que não havia muito sentido em continuar escondendo sua identidade. Mas, por via das dúvidas, guardou sua braçadeira e seu emblema dos Leões Dourados.
Após sair em direção ao hall, Fernando viu Lerona o aguardando, mas ao olhar em volta, não viu qualquer sinal de Raul.
“Ele realmente não virá?” indagou, com uma expressão calma.
“Chequei em seu quarto, ele sequer voltou”, a mulher ruiva declarou. Mesmo que não gostasse de admitir, ficou levemente preocupada. No entanto, logo sua atenção voltou-se para a armadura do rapaz, um pouco surpresa, mas resolveu não dizer nada.
O jovem Tenente não ficou muito à vontade ao saber disso, mas ao pensar que estavam falando de Raul, o Urso Tirânico, guardou sua preocupação no fundo de sua mente. De seu ponto de vista, ele não morreria tão fácil e, entre os três, era o que melhor sabia se virar sozinho.
Antes que sequer deixassem o local, ambos viram um enorme sujeito de cabelos curtos entrando pela porta da frente.
“Aí estão vocês”, Oliver disse, acenando. “Vamos indo, quero pegar bons lugares.”
Fernando e Lerona se entreolharam, sem entender como o sujeito era tão simplório, sem sequer perguntar sobre Raul, mas seguiram o Major em silêncio.
Vendo que o sujeito planejava ir andando, o jovem Tenente ergueu uma sobrancelha.
“Generais não têm passe livre para voar?”
O sujeito gigante o olhou de lado, balançando a cabeça.
“Eu ainda não sou oficialmente um General e mesmo se fosse, somos visitas nesse lugar. Usar Magia de Levitação numa cidade estrangeira é uma grave afronta. A única exceção é caso tenha recebido autorização prévia.”
Ouvindo isso, Fernando ficou surpreso, mas assentiu, guardando bem essa informação.
Enquanto caminhavam, num silêncio quase constrangedor, o rapaz pálido abriu novamente a boca. Havia algo o incomodando desde a noite anterior que ele acabou evitando perguntar devido à situação.
“Me desculpe a intromissão, mas você disse que era um Leilão de escravos, Major. Mas isso não é algo proibido? Por que estamos indo para um lugar fora da lei como esse? Não deveríamos reportar esse tipo de tráfico para o Conselho Superior?” indagou, com um olhar profundo em direção ao gigante.
De seu ponto de vista, manter a posse de outras pessoas não era algo que deveria ser permitido. Ele viu com seus próprios olhos em Vento Amarelo o quão terríveis as pessoas que capturavam escravos eram e o quão cruel era o tratamento dado a esses indivíduos.
Não que eu possa falar alguma coisa… pensou, afinal ele tinha Brakas, Argos, Bianco e alguns outros sob Contratos de Vassalo, que não era diferente de uma forma de escravidão. No entanto, a diferença é que todos eles foram pessoas que tentaram prejudicá-lo em algum momento e ele apenas havia oferecido uma oportunidade no lugar de simplesmente matá-los. Isso parecia menos cruel do que simplesmente capturar pessoas inocentes. Mas, mesmo assim, o jovem Tenente ainda sentiu que não tinha muita moral para criticar abertamente.
Seu objetivo com essa pergunta não era realmente por estar preocupado com outras pessoas, mas para sondar o Major. Por mais que tivesse interagido com o gigante algumas vezes, ainda não sabia o quão confiável ele realmente era, principalmente após ter permitido que ele fosse preso.
Se o sujeito fosse do tipo que gostava de comprar escravos, sentiu que aceitar uma escolta de volta à Garância poderia não ser uma boa escolha, não em um mundo de assassinatos e crueldade como esse. Se ele tivesse alguma inimizade com Dimitri, esse seria o momento perfeito para prejudicá-lo, eliminando dois de seus Capitães e seu único Tenente Nomeado. Isso basicamente destruiria toda a influência que o General vinha construindo nos últimos tempos.
Lerona, que estava ao lado do rapaz, observou o Major com atenção. Diferente de Fernando, que tinha uma intenção oculta com a pergunta, a mulher ruiva genuinamente queria saber a motivação do homem.
Oliver parou por um momento, observando os rostos cheios de expectativa de Fernando e Lerona.
“Você é bem ingênuo, não é, Tenente? Realmente acha que a cidade livre, Yandou, opera fora dos olhares das Grandes Legiões? Esse tipo de lugar existe e continua existindo porque é do interesse do Conselho Superior. Reportar publicamente a existência dos negócios ilegais que ocorrem aqui é assinar uma sentença de morte.”
Fernando já esperava por esse tipo de resposta, então não ficou surpreso. Por sua experiência até aquele momento, ele tinha certeza de que as Legiões, no geral, eram corruptas, operando com diversas atividades ilegais nas sombras, enquanto pintavam uma fachada de bons moços para a população. E mesmo aquelas que não estavam envolvidas diretamente tinham condutas perversas ou complacentes em relação aos crimes e injustiças cometidos.
Inicialmente, o rapaz acreditou que esse tipo de conduta era exclusiva dos Leões Dourados, com interesses e politicagem acima do bom senso e moralidade, mas logo entendeu que não era o caso. Todo o sistema legionário funcionava dessa forma, essa era a base organizacional da própria humanidade!
O recuo declarado em Belai com o intuito de abandonar a cidade, a vista grossa em relação às ações da Guilda Fúria, os embargos impostos pelo General Supremo à facção contrária e a tentativa de sacrifício proposital da ala direita durante a batalha por Garância. Todas essas ações eram antiéticas, inumanas e cruéis, mas aqueles no poder as tomavam sem um pingo de hesitação ou culpa.
Ao pensar nisso, a expressão de Fernando ficou escura. Atualmente, ele não passava de um pequeno peão, uma minúscula engrenagem de uma gigantesca máquina rotativa e, caso tentasse se desviar do caminho que lhe fora imposto, sabia que seria imediatamente esmagado.
De certa forma, ele próprio e as pessoas ao seu redor não eram diferentes de escravos, obrigados a guerrear em nome daqueles no topo.
Um dia… um dia eu serei dono de mim mesmo! pensou, apertando os punhos com força.
Enquanto Fernando pensava nisso, Lerona por outro lado, ficou verdadeiramente surpresa e, ao mesmo tempo, desapontada. Ela tinha visto muito do lado escuro das Legiões e da própria humanidade, mas desde que abandonou sua posição na Cavalaria Blindada, percebeu que vinha vivendo num ambiente relativamente protegido por Rayzor e toda sua experiência anterior não representava mais que uma parcela da cruel realidade e agora simplesmente estava tendo que enfrentar isso com seus próprios olhos.
Percebendo as expressões da Capitã ruiva e do jovem pálido, Oliver suspirou.
“De qualquer forma, não nos diz respeito o tipo de negócios que eles tratam aqui. Nossa única obrigação é com os Leões Dourados e nossos próprios territórios. Quanto ao meu objetivo aqui, não é comprar um escravo, se é o que estão pensando.” Quando Oliver disse isso, Fernando e Lerona o olharam com curiosidade. “Apesar de escravos serem a atração principal, não é a única coisa negociada. Minha missão nesse lugar não é comprar, mas vender materiais.”
Ouvindo isso, Fernando ficou surpreso.
“Materiais? Mas eu ouvi dizer que Majores e Generais recebem bons preços dos comerciantes que nos acompanham na campanha, então por que…”
Oliver revirou os olhos ao ouvir isso.
“Aquelas cobras pagam bons preços para nos bajular, mas definitivamente ainda lucram muito mais com o que vendemos. É por isso que coletamos e reunimos os materiais mais importantes e vendemos separadamente em lugares como esse. Essa é a única forma de manter nosso fluxo de caixa. Já que não temos apoio da Cidade Dourada, graças àquele maldito…” Ao falar até aí, com uma voz irritada, Oliver finalmente percebeu que estava dizendo mais do que o necessário. “Apenas esqueçam o que eu disse.”
Fernando assentiu, assim como Lerona. Mesmo que não estivessem a par de todos os problemas do Alto Comando, puderam perceber que as coisas não pareciam estar indo tão bem quanto aparentavam.
No restante do caminho, o trio seguiu falando o mínimo possível, com apenas algumas conversas triviais. Fernando e Lerona cautelosos sobre falar demais sobre sua ida à Yandou e serem descobertos, e Oliver receoso por seu deslize anterior.
Enquanto atravessavam a cidade, o jovem Tenente percebeu que estavam indo para uma área que ele desconhecia, no sentido oposto ao que ele visitara com Raul. Em relação a onde estavam, o lugar parecia melhor. Quanto mais avançavam, mais pessoas havia ao redor e melhores eram suas vestimentas, as ruas também eram mais largas e bem cuidadas, assim como o visual dos prédios, que pareciam mais imponentes e chamativos. Era como se o lugar em que estivessem antes se tratasse de uma favela, enquanto agora estavam se dirigindo para uma área nobre. Ele ficou impressionado, ali não parecia em nada com a Yandou que haviam visto até agora!
Logo chegaram a um prédio enorme, parecia ser o maior da cidade. Do lado de fora, uma enorme fila se estendia.
“Droga! Achei que tinha chegado cedo. Espero que entremos antes do início”, Oliver falou, levemente irritado. No meio da fila, o sujeito gigante chamava a atenção, atraindo olhares.
Após algum tempo, chegou a vez deles.
“Entrada”, o guarda exigiu.
O Major simplesmente moveu o pulso, tirando um cartão prateado.
“Tenho uma sala exclusiva reservada”, declarou, com alguma arrogância e imponência.
O guarda olhou para o sujeito gigante de cima a baixo, franzindo a testa, como se temesse dizer as próximas palavras.
“Esse não é um bilhete para uma sala exclusiva, senhor, mas para uma compartilhada.” Após dizer isso, apontou para dentro. “Sala compartilhada Nº15, é no segundo piso. O limite é de cinco pessoas por bilhete”
Ouvindo isso, a expressão de Oliver travou, enquanto vozes dos que esperavam atrás deles cochichavam, zombando.
“Olha esse idiota, todo pomposo para nada.”
“Gigante estúpido. Deve ser algum caipira que nunca veio a um evento como esse.”
De repente, Oliver virou, encarando o casal de idosos atrás dele.
“Hã? Vocês têm algum problema comigo? Velhotes?” Ao dizer isso, apertou os punhos, e suas articulações estalaram uma após a outra.
A expressão da velha senhora, que usava um chapéu estranho, e do velho com vestimenta chique, empalideceram imediatamente.
“N-nenhum! Nos perdoe!” Os dois disseram, quando rapidamente deixaram a fila.
O guarda apenas observou sem intervir, mesmo que o gigante não tivesse qualquer identificação, estava claro que não era uma pessoa comum. Nesse tipo de evento, todo tipo de pessoa importante e perigosa se reunia e ele, como guarda, estava treinado para lidar com esse tipo de situação. A menos que o outro lado aparentasse ser mais importante, ele simplesmente não se envolveria.
Fernando e Lerona apenas olharam, sem palavras, enquanto o sujeito espantava o casal. Outras pessoas da fila abriram espaço, temendo serem alvos do sujeito.
Não é à toa que o chamam de Oliver, o Arrogante, o jovem Tenente pensou, impressionado.
“Velhos peidões desgraçados… Droga, eu tinha certeza de que era uma sala exclusiva.” Ao dizer isso, o sujeito encarou pelo canto dos olhos a dupla de Capitã e Tenente, como se estivesse conferindo se eles também estavam rindo dele.
Nem Lerona nem Fernando ousaram dizer qualquer coisa. Mesmo que o sujeito estivesse os tratando relativamente bem até o momento, sua fama não era das melhores e não queriam arriscar.
Vendo que ambos tinham expressões calmas e sem qualquer indício de zombaria, ele assentiu, satisfeito.
“Não se preocupem, vocês dois. Mesmo que não seja uma sala exclusiva, não deve ser muito pior.”
“C-claro”, o jovem Tenente respondeu, forçando um sorriso fraco, não querendo ser o próximo alvo do gigante.
Adentrando no local, o trio rapidamente subiu até o segundo piso, localizando sua sala. Usando o cartão na trava de entrada, Oliver desbloqueou a porta. Isso deixou Fernando surpreso.
Uma trava eletrônica? pensou, surpreso com o mecanismo engenhoso, ainda mais em Avalon.
Lerona e Oliver apenas entraram sem se importar, mas o rapaz parou por um momento, tocando na fechadura, analisando-a. Então pensou em usar um pouco de mana e assim que o fez, sentiu uma estranha flutuação, quando símbolos miniaturizados apareceram.
Isso é… Uma Matriz de Defesa e segurança? deduziu, ao olhar com cuidado, cheio de interesse. Apesar de ainda ser leigo na área e não conseguir manipular Runas ou Matrizes por conta própria, conseguia ao menos fazer uma leitura superficial e notou sete Runas incrustadas, uma principal e seis secundárias. Uma Matriz Simples de Terceiro Nível? A segurança aqui não é das melhores.
Se o objetivo fosse proteger os convidados dentro, uma Matriz Simples de Terceiro Nível simplesmente parecia muito fraca. Um único Major ou um grupo de elite liderado por um Tenente poderia facilmente destruí-la em segundos. Mas ele entendeu que isso se tratava muito mais de uma conveniência pomposa do que uma forma de proteção real.
“Se eu fosse você, não tocaria muito nisso”, uma voz idosa, dotada de simpatia, soou. Ao se virar para trás, Fernando viu um velho senhor, usando um manto cinzento e com uma enorme verruga em seu nariz. Apesar disso, tinha uma aparência gentil. “Essas fechaduras são conectadas por uma Matriz escondida maior. Se você continuar inserindo mana de forma descuidada, vai ativar o alarme. Nesse caso, você estará em sérios apuros.”
Ao ouvir isso, o jovem Tenente levantou uma sobrancelha.
Matriz escondida? indagou-se, surpreso. Ele não havia sentido nada do tipo. Mas, ao pensar com cuidado, percebeu que fazia sentido. Uma simples Matriz como essa não parecia estar à altura de um lugar chique como esse. No mínimo, deveria haver um sistema central que alertaria a segurança do local. Ao entender esse ponto, o rapaz retirou sua mão do dispositivo com pressa enquanto olhava para o velho de forma estranha. Quem é esse cara?
Mesmo que ele fosse um iniciante na área, deve-se saber que ele estava treinando com um Mestre de Runas e tinha visto algumas Matrizes de alto nível. Apesar disso, não havia conseguido notar nenhuma Matriz secreta mesmo após inserir seu mana na fechadura. Sendo assim, como esse velho, que sequer havia usado seu mana, percebeu isso?
“Então, você… vai entrar, ou não?” O velho com a ruga no nariz perguntou, ao notar o rapaz o encarando.
Somente ao ouvir isso, Fernando voltou a si.
“Err, me desculpe!” respondeu, adentrando e abrindo caminho.
“Hahaha! Não é nada. É normal ficar curioso quando se é jovem. Mas é realmente incomum ver um praticante de Matrizes tão novo”, comentou, com um sorriso.
O jovem Tenente apenas forçou um sorriso.
“Apenas aconteceu.”
“Hahaha! É claro, quando a natureza chama, não há como evitar seu destino. Realmente me agrada saber que ainda há estudiosos na nova geração, não apenas um bando de bastardos loucos para se matar por aí”, o velho disse, de forma educada.
Ouvindo isso, Fernando não sabia o que dizer, coçou a cabeça, sem jeito. De certa forma, ele, como um militar, era exatamente o tipo de ‘bastardo louco’ do qual o velho falava.
O homem então aproximou-se de Fernando e da fechadura e moveu o pulso discretamente, a primeira Matriz, que o rapaz havia visto antes, se revelou. No entanto, por trás dela, havia uma segunda espalhada, com diferentes runas. “Considere isso como um presente de um veterano para um novato.”
Ao ver isso, o rapaz ficou chocado.
“Não é uma Matriz Simples, mas Composta?” exclamou, surpreso. Ao olhar com cuidado, finalmente entendeu. “Uma Runa de Sigilo para esconder a própria Matriz, enquanto a condição de ativação é a quebra da Matriz de Defesa ou rompimento das Ligações de Mana que conectam ambos os lados. É algo simplório, mas efetivo.”
Dessa vez, quem ficou surpreso foi o velho homem, que olhou para o rapaz como se estivesse olhando para um alienígena. O garoto à sua frente não deveria ter sequer vinte anos, mas já conseguia identificar os tipos de runas, o tipo de Matriz e até as condições de ativação com um simples olhar?
Normalmente, pessoas da sua idade estariam na fase de entender os tipos de runas. Percebendo a peculiaridade do jovem, o velho homem estendeu a mão.
“Você é uma criança interessante, como se chama?” Fernando olhou para o velho de forma estranha, só então o sujeito percebeu seu erro. “Me desculpe, perguntar sobre a identidade nesse tipo de ambiente não é muito agradável.”
Vendo que o senhor era tão educado, o jovem Tenente se sentiu mal de ignorar seu pedido.
“Não tem problema, eu acho. Meu nome é Fernando”, respondeu, quando apertou a mão do sujeito.
“Fernando? É um bom nome.” Ao dizer isso, notou pessoas vindo de ambos os lados, procurando suas salas. “Vamos entrar, não quero atrapalhar ninguém”, o velho disse, puxando o rapaz pálido para dentro, quando transientes começaram a aparecer no corredor. Ambos logo entraram e viram Lerona e Oliver sentados. “Acho melhor nos sentarmos.”
“Senhor. Seu nome…” O rapaz pálido gentilmente exigiu, forçando um sorriso. O velho havia o feito se apresentar, mas não falou seu próprio nome!
“Oh! Meu nome… Hahaha! É um pouco complicado, mas já que tive a ideia, acho que tenho que me apresentar. Eu me chamo Niesttra, Niesttra Domus.”
Quando Fernando ouviu esse nome, todo o seu corpo congelou.

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