Eu havia excluido as versões revisadas em portugues ate alguns capitulos, então tive que traduzir minha tradução, revisei e postei, mas tinha alguns erros, acabei de revisar tudo novamente, espero que não tenha mais erros, vou revisar futuramente quando tiver tempo, caso você veja algo fora da curva, e quiser, pode usar a opção de marcar erro para me alertar, obrigado por ler!
Olá, querido leitor, obrigado por ler até aqui.
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Capítulo 48 - Sigrid - Primeiro Batalhão
Sigrid estava no primeiro batalhão, que seguia de forma mais lenta para dar tempo ao segundo, organizado por Leif, de alcançá-los antes do anoitecer. Ela vinha na parte de trás com uma mão na testa protegendo os olhos da luz, e olhando para a grande massa do segundo batalhão, que já podia ser vista vindo atrás como uma mancha escura e móvel sobre a neve.
Ao seu lado estava Briorn, e ambos tinham para si um pequeno grupo de comuns para comandar. Essa parte a deixava um pouco sem jeito, pois nunca fora boa em dar ordens, felizmente a maioria falava pouco com ela devido ao seu status de voroir, mantendo-se afastados quase o tempo todo e se aproximando apenas para passar relatórios, ou informar movimentações do grupo.
“E lá vem a cavalaria,” disse Briorn ao lado.
“Parecem ter o dobro de números,” pontuou Sigrid.
“O velho caolho deve ter mexido alguns pauzinhos para arrastar tanta gente nesse frio,” zombou o pequeno bruto.
Sigrid apenas assentiu e logo depois dessa pequena interação um trompete soou, significava que faltava duas horas para a Estrela se ausentar, e o acampamento começaria a ser montado. E após mais meia hora, o segundo batalhão já estava quase na cauda do primeiro, com as primeiras figuras muito mais visíveis agora. Cavalos, carroças e estandartes curtos balançando ao vento, com o brilho opaco de armaduras refletindo sob a luz do dia.
“Onde será que ele está?” perguntou Sigrid.
“O aleijado? Duvido muito que venha,” respondeu ele. “Nem eu queria estar aqui, e ele não parece o tipo que se voluntaria.”
“Não o chame assim,” retrucou ela, antes de voltar a procurar na multidão.
Era difícil distinguir bem qualquer coisa naquele clima, com a neve fina indo e vindo no vento e a luz já meio cansada. Ainda assim, ela acabou encontrando algo à frente, em um dos flancos do segundo batalhão. Havia um homem a cavalo que se destacava dos demais pelo tamanho, que era grande o bastante para fazer o animal parecer pequeno. Ao seu lado vinha outro, vestindo uma armadura pesada com detalhes verdes, um capacete com chifres de carneiro pendurado na lateral do arreio do cavalo.
“Eu disse que ele vinha,”
“Ele é mesquinho, e já pode ter vendido a armadura pra alguém. Quem sabe pra bancar outro casamento.” respondeu Briorn.
“Não seja sem graça, vamos,” disse Sigrid, começando a andar um pouco à frente, enquanto balançava os dois braços para chamar atenção.
“Pobre aleijado,” zombou Briorn. “Nem você respeita mais o sujeito, exibindo os dois braços assim.”
Sigrid recolheu os braços com pressa, mesmo sabendo que era só mais uma piada, acabou ficando um pouco vermelha. Mas Hrafn já parecia ter visto o sinal, pois aos poucos ele foi se deslocando do batalhão principal e vindo na direção deles, o sujeito grande que estava a cavalo ao seu lado seguindo logo atrás, e quando os dois chegaram mais perto, Sigrid pôde vê-lo melhor. O cabelo dele estava maior, parecia que não o cortava desde que haviam saído de Brinegard, chegando quase até os ombros. Sua pele parecia um pouco mais clara agora que havia deixado de trabalhar com sal nas docas, e uma barba rala e mal aparada emoldurava sua cara, de um jeito que o fazia parecer rústico.
“Sigrid,” disse ele, ainda em cima da sela.
Puxou a corda para cima e fez o animal parar, as patas dianteiras batendo forte no chão. Então vieram dois sons pesados, um quando Hrafn desceu do cavalo com um baque seco, outro quando a coisa ainda maior que o acompanhava fez o mesmo e afundou um pouco a neve sob os próprios pés.
“Este é Bjorn,” apresentou Hrafn. “Bjorn, esta é Sigrid, uma boa amiga. Aqui embaixo está o Briorn também, mas não sei se você consegue vê-lo daí de cima.”
“Engraçadinho como sempre, pernas,” resmungou Briorn.
“É uma honra conhecer vocês,” disse Bjorn, curvando-se de forma profunda e educada, e ainda assim permaneceu mais alto que todos.
“Tanto faz,” disse Briorn, claramente incomodado pela diferença de tamanho.
“O prazer é todo meu,” respondeu Sigrid.
“Já fizeram acampamento?” perguntou Hrafn.
“Estamos terminando.”
Ela então guiou os dois até o acampamento conjunto da sua equipe e da equipe de Briorn. O lugar já estava meio montado, com fogueiras ganhando corpo e soldados indo e vindo carregando madeira, e tudo o que precisava ser posto em ordem antes da noite.
“Não te deram uma equipe?” perguntou ela enquanto andavam.
“Não houve tempo para organizar uma,” respondeu Hrafn. “Somos extras.”
Sigrid sentiu um pouco de inveja disso, ela também gostaria de ser um extra. Coordenar uma equipe não fazia parte das grandes e épicas aventuras que imaginara quando pensava em ser elevada. Ao menos a sua instrutora fizera um bom trabalho a treinando para isso.
Todos eles logo se juntaram para preparar a janta, com o tempo passando com algumas conversas fúteis e trocas de experiência, principalmente com Bjorn falando sobre o ofício de um ferreiro com um entusiasmo que só não era pior do que o de Briorn ao falar de si mesmo, e antes que percebesse, a noite já havia caído e com ela o humor ao redor também ficara um pouco mais contido. “Vocês tiveram algum ataque até aqui?” perguntou Hrafn ao grupo.
“Só aqueles ratinhos feios de seis pernas,” respondeu Briorn. “E o caralho do frio, caso isso conte como ataque. Na minha cabeça conta.”
“Foi o que eu pensei,” falou Hrafn, pondo-se de pé após terminar de comer.
“Aonde vai?” perguntou Sigrid.
“Ver algumas coisas.”
“Na noite?”
“Não vou longe,” respondeu ele, já de costas e andando para mais dentro da escuridão.
“Ele é um sujeito paranoico,” apontou Bjorn.
“Você também seria se a noite tivesse te fodido sem pagar e te arrancado um maldito braço,” disse Briorn.
Os dois então começaram a debater de novo, mas Sigrid ficou olhando para a escuridão e logo se pôs de pé também para acompanhar Hrafn. Os outros fizeram algumas piadinhas sem graça com a atitude dela, mas ela ignorou e começou a caminhar pelo escuro. Depois de algumas dezenas de passos, o caminho à frente já era quase impossível de enxergar sem uma tocha.
Como ele está andando sem uma?
Conforme a pergunta se formava, ela levantou a mão e um estalo soou, com faíscas surgindo da ponta dos seus dedos, depois se juntaram no centro da mão e formaram uma pequena bola de luz. Ela envolveu aquilo com as duas mãos por um instante, então lançou a esfera para o alto e para a frente, iluminando o caminho adiante. Atrás dela alguém assobiou em admiração e soltou outra zombaria qualquer, mas Sigrid ignorou e resolveu continuar. Porém, quando ia dar o primeiro passo, no limite da luz que criara, ouviu alguém vindo correndo em sua direção.
“Volta, volta!” disse Hrafn. Havia uma urgência na voz que ela quase nunca ouvira, e isso bastou para fazê-la voltar no mesmo instante, correndo junto com ele de volta para o acampamento com o coração acelerando a cada passo.
“Mas já acabaram?” zombou Briorn lá da frente. “Isso foi rápido.” Todos já iam começar a rir da piada quando Hrafn rugiu para o grupo.
“Grita, Briorn!”
O pequeno bruto pareceu não entender muito bem de imediato, então Hrafn encheu os próprios pulmões e bradou ele mesmo, a voz saindo rasgada e urgente.
“Grita, Briorn! Inimigo!”
O tom da voz dele limpou o humor de todos na mesma hora, e até Briorn já não tinha mais ânimo para brincadeiras. Todos se puseram de pé, com Hrafn e Sigrid chegando ao lado do grupo um momento depois, e não precisaram repetir o aviso. Briorn já brilhava em um marrom pálido enquanto a poeira e a neve solta subiam ao redor dele. Então ele puxou uma grande quantidade de ar e da própria megin para os pulmões.
“INIMIGO!” gritou. E sua voz viajou pelo acampamento como um trovão, tremendo a lona das tendas e fazendo os comuns mais próximos levarem as mãos aos ouvidos.
“Inimigo!” soou outra voz em resposta dentro do acampamento, e logo depois outra, com mais vindo ao longe, até que o aviso se espalhou pelos dois batalhões.

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