Índice de Capítulo

    Eu havia excluido as versões revisadas em portugues ate alguns capitulos, então tive que traduzir minha tradução, revisei e postei, mas tinha alguns erros, acabei de revisar tudo novamente, espero que não tenha mais erros, vou revisar futuramente quando tiver tempo, caso você veja algo fora da curva, e quiser, pode usar a opção de marcar erro para me alertar, obrigado por ler!

    Olá, querido leitor, obrigado por ler até aqui.

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    Elas não paravam de vir.

    Não eram tantas em número quando comparadas ao batalhão inteiro, mas cada uma valia por vários homens, e Bjorn já começava a sentir o peso disso nos braços, nas costas e até nos dentes. Naquele instante ele puxava o martelo para trás, preparando outro golpe, quando uma das coisas agarrou a arma no meio do percurso. Ele viu ao mesmo tempo os passos de outra, vindo de lado, conforme seus passos marcavam a neve. 

    Cogitou soltar o cabo por um momento, só para não ficar preso entre as duas, mas não foi preciso. Um raio elétrico passou na sua frente, partindo a besta que segurava seu martelo em duas, e a que vinha de lado foi presa por dezenas de galhos afiados, antes que um zumbido de vento cortado fosse seguido por um golpe de maça pesada, destruindo o corpo quitinoso da criatura.

    A besta que o detinha foi então revelada ao mundo, as dezenas de mãos humanoides ainda agarradas ao cabo do seu martelo, mesmo depois de morta. Bjorn firmou os pés, puxando a arma e arrancando-a daquele emaranhado de dedos, aproveitando esse instante curto para avaliar a situação. 

    Já estavam lutando havia meia hora, e parecia não haver fim para o inimigo, era difícil dizer ao certo, já que quase nunca conseguiam enxergar as criaturas. O cheiro era a pior parte, sempre soube que seria ruim, mas aquilo estava além do que tinha imaginado. Em vários pontos ao longe podia ouvir guerreiros gritando, quase sempre porque alguma parte do corpo lhes havia sido arrancada pelo aparente nada. 

    “Quantos ainda?” perguntou o ferreiro, sua respiração saindo como fumaça quente no frio.

    “Muitos,” respondeu Hrafn.

    Logo em seguida um galho saiu do seu ombro, engrossando conforme crescia, até atingir uma das criaturas que passava a uns bons dez metros ao lado. Um segundo depois o galho parecia ter se ramificado lá dentro, dado o modo como outros vários menores saíram de partes diferentes do corpo da besta. Bjorn estava contente por estar com ele, o jovem aleijado era mais capaz do que imaginara, graças a ele quase nada passava pelo setor deles, e seu pequeno grupo estava aguentando bem. O mesmo já não podia ser dito do resto do acampamento. Onde mais para o centro algumas partes começaram a pegar fogo em algum momento.

    “Ei, pernas,” disse o pequeno. “Precisamos fazer alguma coisa.”

    “Não diga,” respondeu Hrafn, respirando cansado.

    “Deve haver um alfa,” acrescentou a garota, Sigrid, enquanto apanhava do chão uma das lanças de arremesso e procurava outro alvo ao redor.

    O comentário dela lembrou a todos um fato; bandos tão grandes quase sempre tinham um alfa, e normalmente ele seria um dos primeiros a atacar, impondo ritmo e direção ao resto. Mas aquele parecia um pouco mais esperto, devia estar se escondendo na escuridão, comandando tudo de longe.

    “Deve haver,” disse Hrafn. Então ficou em silêncio, como se estivesse pensando. Bjorn viu seu corpo endurecer, a cabeça abaixar um pouco, e reconheceu o momento em que alguém decide fazer algo desagradável. “Me protejam,” pediu. Então fechou os olhos, ficando parado. Bjorn puxou o martelo e o repousou no ombro antes de fechar um dos lados de Hrafn, com o restante dos aliados formando um círculo ao redor dele. 

    “Minha esquerda, quatro metros!” rugiu Briorn.

    Esse era o lado de Bjorn, e ele não perdeu tempo, menos ainda parou para pensar. Sabia que uma batalha era igual à ferraria, se hesitasse na hora de trabalhar o ferro, tudo daria errado. Andou dois passos à frente, firmou a base e deu um solavanco com o ombro onde o martelo estava apoiado, puxando a arma com as duas mãos, deixando-as escorrer pela haste até o ponto certo, antes de descer num arco diagonal de cima para baixo no local indicado.

    O grande martelo viajou pelo ar com violência, e Bjorn soltou um rugido junto com ele. Um impulso vermelho correu pelos seus braços, passando pelo cabo até a cabeça da arma, tingindo o metal inteiro de um brilho quente. Quando o golpe acertou o aparente nada, a vermelhidão se espalhou do martelo. A cabeça de aço pareceu parar por um instante no ar, como se tivesse encontrado uma parede, e no momento seguinte voltou para trás com o rebote, gerando uma explosão de chamas que fez dezenas de pernas voarem para todos os lados.

    A neve abaixo afundou por vários metros, como se algo muito pesado tivesse desabado ali. Em seguida, uma lança voou naquela direção e explodiu com eletricidade, seguida por vários ataques vindos dos guerreiros comuns, terminando de matar o caído. Bjorn puxou o martelo de volta, o colocando em posição para outro ataque.

    Eles continuaram com esse mesmo jogo de achar, caçar e matar por mais algum tempo. As lanças de Sigrid já não carregavam tanta eletricidade quanto antes, em boa parte das vezes passou a atacar diretamente. Briorn também já dava sinais de cansaço, com as estacas surgindo cada vez menores e mais leves, e o próprio Bjorn não estava muito melhor, evitando gerar explosões a cada golpe, contando com a ajuda dos guerreiros comuns para terminar o serviço. Não era exatamente uma batalha rápida, as criaturas apareciam em turnos, transformando o combate numa guerra de atrito.

    Bjorn via homens bons lutando no limite, comuns tentando se provar, enquanto eram arrastados para a carnificina, e voroirs se desgastando aos poucos contra um inimigo que escolhia quando se mostrar e quando não. Em um canto, conseguiu ver duas bestas serem abatidas, em outro, viu uma linha de escudos dobrar para dentro, como se um gigante invisível a tivesse esmurrado.

    “Pernas!” gritava o pequeno.

    “Pernas!” repetiu. “Anda logo, poha” acrescentou. “Direita, cinco metros!”

    “Ajudaria se você calasse a boca,” devolveu Hrafn, abrindo os olhos e já começando a girar a maça. Correu então para a direita conforme estendia o braço, deixando o metal girar no ar, a arma passando por toda a extensão da besta como se estivesse cortando um campo de gravetos molhados, e abaixo duas estacas de pedra já subiam para concluir o abate.

    “Achou?” perguntou Bjorn.

    “Pode gritar,” respondeu Hrafn, com um sorriso cansado. ‘’Onze horas’’. 

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