Índice de Capítulo

    Olá caro leitor, a revisão geral, esta sendo feita, como prometido – os capitulos que estivem assim: ”Capítulo 6. Hrafn. Agarrando-se à Vida” com ponto ao inves de traço, são as versões mais atualizadas, se você começou a ler agora, vai lendo estes, caro leitor, vou terminar o mais rapido possivel para não estragar sua experiencia! No maximo dois dias, peço a paciencia de todos, muito obrigado!!! 😀
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    “ALFA!!” gritou Briorn. “ONZE HORAS!!”

    Sua voz saiu como um abalo sônico, passando por cima de toda a cacofonia do acampamento. Aqueles que podiam viraram a cabeça para identificar a origem, aqueles presos em meio a uma luta apenas reconheceram o chamado. Hrafn esperava que um número razoável conseguisse acompanhá-los, porque apesar do sorriso lhe veio ao rosto, estava apavorado. 

    A presença que sentira quando mergulhara fundo na bênção abalara sua mente de um jeito que ele não gostava nem de lembrar. A profanação e a maldade que emanavam daquela coisa eram horríveis.  Se ainda fosse um homem comum, e não um voroir, talvez tivesse enlouquecido no mesmo instante em que tocou aquilo. O alfa os esperava na direção das onze, com um júbilo divertido e maldoso, gostando de estar no escuro observando todos eles se debaterem.

    “Bora, porra, bando de puta!” rugiu Briorn, jogando-se mata adentro na escuridão.

    “Ele não tem luz, tem?” perguntou um dos soldados ali perto.

    “Não…” respondeu Hrafn, segurando a irritação antes de começar a correr atrás do pequeno imbecil.

    O grupo veio logo atrás, com Sigrid criando uma esfera de raio e Bjorn uma bola de fogo para iluminar o caminho. Dezenas de guerreiros comuns vinham também, todos os que conseguiam se desvencilhar dos próprios inimigos, e estavam próximos o bastante para seguir a investida mata adentro. Eles não foram os únicos a reagir, já que o alfa sentira a conexão breve que Hrafn criara para achá-lo, ordenando aos diabos de muitas pernas que os atacassem.

    Felizmente, a floresta era densa e isso ajudava a limitar de quantos lados os inimigos podiam vir, porém também limitava quantos homens conseguiam realmente lutar de uma vez. Hrafn girava a maça, seu zumbido metálico soando na escuridão, enquanto carregava vento com tanta violência que parte da bola de fogo criada por Bjorn era sugada pela arma, formando um anel de chamas e ferro na noite. 

    O grupo continuou avançando mata adentro, com homens morrendo a cada trecho de terreno conquistado, e outros chegando logo depois para cobrir os espaços. Quando um dos infernos sobre muitas pernas veio da esquerda, Hrafn viu dois olhos amarelos se moverem na escuridão. Adagas minúsculas voaram com precisão mortal, um dourado envolvendo as lâminas antes de elas passarem pelo inimigo como se fosse manteiga. O voroir então puxou duas espadas das costas, e começou a dançar por baixo da criatura, cortando mais e mais pernas, sempre desviando em um batimento, um único fôlego, antes de voltar a girar, cortando como um peão de morte. Hrafn apenas acenou com a cabeça para aquele irmão e voltou a preencher o terreno à frente.

    “Bjorn,” disse. “Carga. Três à frente.”

    O grande ferreiro olhou de lado e assentiu. E logo a noite começou a ser iluminada, conforme chamas saíam pelas frestas de sua armadura, pela boca do capacete, assim como os olhos, tornando-o um pequeno gigante de fogo. Ele colocou o martelo à frente do corpo na horizontal e inclinou a coluna, enquanto cada passo gerava pequenas combustões que o impulsionavam mais e mais adiante. Então atingiu o ar, a criatura invisível ali resistindo por um segundo antes de ceder, e o corpo do grande ferreiro continuou adiante arrastando consigo as outras duas. 

    Duas lanças vieram de trás uma após a outra, e logo depois a própria Sigrid passou como um raio para rasgar o que restava das coisas. Quanto a Hrafn, deixou a maça em chamas voar para a frente, acertando o último inimigo e explodindo seu corpo no ponto do impacto.

    “Livre!” gritou Hrafn.

    Sentindo que na frente não havia muito mais inimigos, os que haviam estavam espalhados demais para conseguir fechar o caminho de imediato. O grupo então começou a correr como louco pela mata, desviando de galhos, saltando pedras e seguindo adiante. Bjorn acabou ficando para trás, ajoelhado e recuperando as forças, exausto demais para acompanhar o ritmo, mas eles não podiam esperá-lo. O inimigo era inteligente, e logo aquele pequeno ponto de avanço seria engolido de novo pelos caídos.

    Eram Sigrid, Briorn e Hrafn agora, este já com a maça de volta nas mãos depois de apanhá-la no caminho. Ele e Briorn indicavam um inimigo, ou outro às vezes, e o pequeno grupo fazia um trabalho rápido de matança sem perder muito o ritmo. Mas em dado momento, tropeçaram nas próprias pernas e pararam, com o coração quase saindo pela boca, as mãos apertando as armas com força.

    A coisa diante deles era invisível aos olhos, mas sua presença era bem real, distorcendo o mundo de um jeito nefasto. Hrafn a entendia melhor graças ao dom, e desejou não ter sua bênção naquela hora. Segurou a ânsia que subiu pela garganta, pois nojo e a rejeição que a conexão com o mundo lhe devolviam eram tão grandes, que ele sentia vontade de arrancar a pele e se coçar por dentro. A criatura não tinha tantas pernas quanto os demais. Na verdade eram apenas duas, só que cada uma era composta por um emaranhado de pernas menores terminadas em mãos, uma enroscada na outra, se espremendo com tanta força que ele podia ouvir ossos quebrando e se reconstruindo a cada instante.

    Essas duas torres de carne formavam pernas grossas que lembravam a estrutura de um coelho até certa parte. Da cintura para cima tudo ficava errado de novo, onde a cabeça, ou melhor dizendo, as cabeças, no plural, eram cinco ao todo, erguendo-se e balançando ao vento, sustentadas por pescoços longos e esguios, com cada uma tendo um rosto humanoide e um único olho vertical. Os braços, por sua vez, eram tão longos quanto as pernas e terminavam em mãos gigantescas e espalmadas. Era uma coisa grotesca, como se tivesse sido criada a partir de coisas conhecidas, só para zombar do mundo as distorcendo.

    A criatura rugiu para eles com as cinco cabeças, e o som saiu como se várias gargantas tivessem aprendido a berrar em uníssono. Seu corpo então tombou para a frente, as mãos atingindo o chão com um baque alto que levantou neve e terra, e as cinco cabeças se ergueram ao mesmo tempo, com cinco luzes vermelhas, onde os olhos brilhavam na escuridão com pequenas contrações nervosas.

    E então atacou. 

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