Índice de Capítulo


    『 Tradutor: Crimson 』


    Já que Pang Tong e Zhou Yu eram próximos, por que ele acabou se voltando para Liu Bei após a morte de Zhou Yu?

    Liu Bei havia ocupado Jingzhou, e Pang Tong foi nomeado magistrado do condado Leiyang. No entanto, acabou sendo destituído do cargo por negligenciar os assuntos administrativos.

    Nesse momento, Lu Su, de Wu Oriental, escreveu a Liu Bei afirmando que Pang Tong não era um talento limitado a governar cem li de território.

    Em outras palavras, colocá-lo como magistrado era subestimar suas capacidades. Lu Su queria dizer que Pang Tong era um verdadeiro talento e deveria ser melhor aproveitado.

    Durante esse período, Zhuge Liang também falou sobre Pang Tong a Liu Bei. Assim, Liu Bei o convocou. Após conhecê-lo melhor, passou a valorizá-lo e o nomeou conselheiro do governador provincial.

    Na história, não está claro se Zhou Yu ou Lu Su chegaram a recomendar Pang Tong a Sun Quan. Talvez tenham recomendado e ele recusou.

    Ou talvez o grupo de Jiangdong já tivesse talentos suficientes como Pang Tong.

    Já no Romance dos Três Reinos, há a versão de que Sun Quan desprezou Pang Tong por sua aparência.

    Por isso, essa acabou se tornando a explicação mais popular.

    Quanto à verdade, permanece um mistério.

    Independentemente disso, com o vínculo entre Zhou Yu e Pang Tong, somado à insatisfação deste no Shu Han, Ouyang Shuo tinha motivos para acreditar que seu plano poderia dar certo.

    No pior dos casos, ainda poderia fazer Liu Bei desconfiar de Pang Tong e deixar de valorizá-lo.

    Claro, isso seria a última opção, e Ouyang Shuo não tomaria tal medida a menos que fosse forçado.

    Quando Zhou Yu percebeu que o Monarca se referia a esse assunto, soltou um suspiro de alívio e sorriu: “Já que é uma missão dada pelo Monarca, farei o meu melhor.”

    Ouyang Shuo assentiu.

    “Sem pressa, faça isso aos poucos.”

    “Entendido!” Zhou Yu confirmou.

    Pelas cartas que recebia de Pang Tong, Zhou Yu conseguia sentir sua frustração, o que lhe dava certa confiança.

    Ouyang Shuo sorriu.

    “O general está prestes a partir para uma longa jornada, então não vou detê-lo mais.”

    Zhou Yu ficou surpreso. Ele já havia ouvido rumores de que o Monarca possuía uma organização de inteligência extremamente eficiente, responsável por monitorar oficiais. Quem diria que até sua conversa com a esposa havia sido captada?

    Felizmente, em suas trocas com Pang Tong, não havia nada suspeito — caso contrário, já teria perdido a cabeça.

    Com o rosto calmo e inexpressivo, Zhou Yu se levantou e saiu silenciosamente.

    A semente já havia sido plantada; restava saber se iria florescer.

    Depois de se despedir de Zhou Yu, Ouyang Shuo ainda precisava se encontrar com outra pessoa — Lei Fan.

    Um dia antes, o grupo de avaliação liderado por Zhang Tingyu havia retornado à Cidade Shanhai, apresentando um relatório extremamente detalhado. Os resultados não apenas envergonharam Xiao He, como também surpreenderam Ouyang Shuo.

    Segundo a avaliação de Zhang Tingyu, a Casa Lâmina Partida, sob comando de Lei Fan, não era nada simples.

    Falando primeiro da Casa Lâmina Partida:

    Ela era uma das casas da Prefeitura Zhili, criada posteriormente à Casa Shenjuan, mas sua receita financeira já liderava a região, ficando atrás apenas da Casa Mulan.

    Especialmente após a expansão do Rio Qiushui, cada vez mais navios mercantes passaram a entrar na Cidade Shanhai pelo sistema do Rio das Pérolas. A Casa Lâmina Partida aproveitou a oportunidade para construir um porto no Lago Dongla, permitindo que os navios descansassem ao longo da rota.

    Com isso, tornou-se um ponto estratégico nas rotas comerciais.

    Graças aos benefícios oferecidos pela Casa Lâmina Partida, alguns comerciantes passaram até mesmo a realizar suas transações diretamente ali, impulsionando ainda mais seu crescimento.

    A vantagem tributária da Casa Mulan começou a enfraquecer, sendo gradualmente ultrapassada pela Casa Lâmina Partida.

    Além disso, as indústrias de aquicultura, medicina e sericultura estavam em pleno crescimento. Com o apoio das minas de ouro, esses setores possuíam grande capacidade econômica. 1

    O mais impressionante era que os oficiais eram íntegros e incorruptíveis.

    Embora Lei Fan fosse um bárbaro das montanhas, estava longe de ser imprudente. Sabia se adaptar às regras da administração, mantendo ao mesmo tempo a firmeza e o caráter típico de seu povo, resolvendo os problemas à sua maneira.

    Esse tipo de carisma e determinação era raro até mesmo entre oficiais eruditos.

    Assim, foi se formando o estilo único de Lei Fan.

    A criação do porto no Lago Dongla, à primeira vista, parecia competir diretamente com a Cidade Shanhai. A Casa Tianfeng também tinha capacidade para fazer o mesmo, mas não ousou agir.

    Na prática, porém, a iniciativa não prejudicou os interesses centrais da Cidade Shanhai. Pelo contrário, criou um mercado secundário, separando as atividades não essenciais e resultando em benefícios para todos.

    Ao perceber isso, a Casa Tianfeng passou a imitar o modelo no Lago Xila — mas já estava um passo atrás.

    Havia muitos outros casos semelhantes.

    Além disso, Lei Fan não discriminava com base em raça, nem favorecia os bárbaros das montanhas por também ser um deles. Ele governava tudo com imparcialidade.

    Ao implementar o sistema legal do território, ao perceber que os bárbaros das montanhas estavam violando muitas leis, Lei Fan não hesitou em aplicar punições severas.

    Ele sequer utilizou as regras tribais para substituir o sistema jurídico ao julgar o povo, demonstrando profunda compreensão da lei.

    Por agir com extrema justiça, Lei Fan era bem visto tanto pelos han quanto pelos bárbaros das montanhas.

    Um bárbaro das montanhas ser apoiado pelos han — isso por si só já era algo notável.

    Até Zhang Tingyu comentou honestamente: “Nosso preconceito contra os bárbaros das montanhas pode terminar com Lei Fan.” O plano de harmonia racial promovido por Ouyang Shuo começava a dar resultados.

    Xiao He também reconheceu sua derrota com elegância, admitindo seus erros e se dispondo a pagar uma multa equivalente a meio ano de salário.

    Com isso, o último obstáculo para sua promoção foi removido. Apenas no dia anterior, a Casa do Governador-Geral de Nanjiang anunciou oficialmente sua nomeação como Governador da Prefeitura Yizhou, com efeito imediato.

    Assim que a notícia se tornou pública, causou grande repercussão no território.

    Junto da nomeação, também foi divulgado o relatório de avaliação do Departamento de Administração Oficial sobre Lei Fan. Aparentemente, Xiao He cessou toda resistência e insistiu na publicação do documento.

    Com isso, os bárbaros das montanhas conquistaram reconhecimento oficial.

    Seja na Prefeitura Zhili, em Wuzhou ou até em Tengyue, essa nomeação possuía um significado muito mais profundo.

    Ela representava que sua raça havia completado sua transformação, deixando para trás a imagem de atraso e ignorância.

    Antes de assumir o cargo, Lei Fan fez questão de ir pessoalmente à Cidade Shanhai.

    Ele não era tolo e já havia ouvido falar de tudo relacionado à sua promoção. Em relação ao Monarca que o apoiou, Lei Fan estava profundamente emocionado. Por isso, antes de assumir o posto, queria ouvir diretamente suas palavras.

    Ao vê-lo, a primeira coisa que Ouyang Shuo disse foi: “O senhor Xiao adiou sua nomeação por motivos de trabalho, não por questões pessoais. Você precisa entender isso.”

    “Eu entendo.”

    A expressão de Lei Fan era complexa, pois ele sabia dos preconceitos e estereótipos que recaíam sobre seu povo.

    Somente ao ver a vastidão do mundo é que se percebe o quão pequeno se é.

    Os bárbaros das montanhas, que estavam gradualmente se integrando ao sistema agrícola, valorizavam profundamente essa oportunidade. Seus soldados aceitavam os treinamentos mais difíceis, enquanto o povo se dedicava a aprender novas habilidades.

    Oficiais como Lei Fan eram raros.

    Todo o seu povo estava se esforçando para se adaptar, buscando desenvolver suas próprias forças nesse novo ambiente.

    Tudo isso era fruto da mudança.

    De serem desprezados, passaram a conquistar respeito.

    Isso não era apenas uma questão individual, mas sim o avanço de toda uma raça. Felizmente, o esforço finalmente trouxe resultados, e os bárbaros das montanhas começaram a ver uma luz no fim do túnel.

    A promoção de Lei Fan foi um sinal claro disso.

    E o principal responsável por isso foi Ouyang Shuo.

    Foi ele quem entrou em contato com as tribos de bárbaros das montanhas, levando a Tribo Xuanniao a migrar e iniciar esse caminho de ascensão.

    Foi também sua estratégia de utilizar guerreiros bárbaros em várias regiões que os transformou em forças de elite confiáveis. Quando Ouyang Shuo decidiu trazer o Exército Rocha para a cidade, houve oposição.

    Mas ele manteve sua decisão.

    Ninguém entendia melhor do que ele a lealdade dos bárbaros das montanhas — uma lealdade que vinha do sangue. Se havia um exército que jamais o trairia, era o Exército Rocha.

    Isso porque Ouyang Shuo era seu rei, e o sangue reverenciado pelos antigos bárbaros corria em suas veias. Como poderia não os trazer para a capital?

    Ouyang Shuo disse: “A Tribo Gaoshan da Prefeitura Yizhou é uma tribo forte e digna de respeito. Ao chegar lá, procure entrar em contato com eles e acalmar suas preocupações.”

    A Tribo Gaoshan se concentrava principalmente nas regiões montanhosas centrais de Yizhou, no leste e também na Ilha Lanyu. No jogo, eram semelhantes aos bárbaros das montanhas e ao povo Li, vivendo principalmente da pesca e da caça.

    Cada floresta na Prefeitura Yizhou tinha um dono — seu território de caça — considerado sagrado e inviolável.

    O povo Gaoshan era extremamente feroz. Caso alguém invadisse seu território, lutariam até a morte. Possuíam inclusive o costume de coletar cabeças inimigas como rito de passagem.

    Eles eram dignos de respeito por não temerem invasões. Mesmo sabendo que estavam em desvantagem, ainda assim lutavam para demonstrar a coragem e a honra de sua tribo.

    No filme Guerreiros do Arco-íris, a tribo Seediq representa os Gaoshan.

    O filme retrata o famoso Incidente de Musha, no qual o herói Mona Rudao liderou mil guerreiros contra invasores japoneses.

    De um total de 2.100 homens, cerca de 900 morreram em combate ou tiraram a própria vida. As mulheres também se suicidaram para não se tornarem um fardo.

    Mesmo com o uso de gás venenoso pelos japoneses, quase metade deles ainda caiu em batalha.

    Embora a revolta tenha fracassado, o povo Seediq demonstrou sua bravura.

    O filme é intenso e mostra a brutalidade da guerra entre homens.

    Eles eram verdadeiros guerreiros.

    Diante de uma tribo assim, Ouyang Shuo esperava que, assim como os bárbaros das montanhas, pudessem gradualmente se integrar ao sistema da Cidade Shanhai.

    Quem sabe, no futuro, a Cidade Shanhai poderia recrutar dali os mais fortes guerreiros Gaoshan, demonstrando o verdadeiro espírito heroico.

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    1. A aquicultura é a criação racional e sustentável de organismos aquáticos — como peixes, moluscos, crustáceos, répteis e algas — em ambientes controlados (água doce ou salgada). Essencial para a segurança alimentar, ela atua como alternativa à pesca predatória, focando na produção de alimentos de qualidade, como a tilápia e o camarão.[]
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