Estou revisando, refazendo e remodelando todos os capítulos iniciais de “O que eu deixei para trás?”. Então, já peço desculpas caso vocês percebam uma mudança drástica de qualidade entre os primeiros capítulos e os que virão em seguida.
Quero trazer a melhor versão possível da obra para o Volume 1 físico, que sairá em breve. Por isso, vou tentar concluir toda essa melhoria o quanto antes e peço a compreensão e paciência de vocês durante esse processo.
Muito obrigado pelo apoio de sempre. Vocês são o que me motiva a continuar escrevendo todos os dias!
⟬ ARQUIVO DE ESTÁGIO 1 — Nº 005 ⟭
Diário pessoal — Observações
Autor: Marek Aurellum — Ano XL após a morte de Cristo.
(Documento confidencial. Extraído dos registros centrais da OPKM.)
Originalmente compilado por Marek Aurellum no quadragésimo ano após a morte de Cristo, como parte da obra Crônica de um poder que não compreendo.
𐌌 Logo pela manhã, saí da caupona onde estava hospedado e parti em direção às montanhas, na tentativa de interrogar os moradores locais, provavelmente onde o boato do “Homem Ciclone” tivera início.
Segui com a carroça por cerca de uma hora até chegar à grande montanha de Mons Pratomagnus. Percorremos seus caminhos e, pouco depois, chegamos à pequena vila de Vicus Rupestris, onde o murmúrio parecia ter começado.
Era uma comunidade pequena, de poucos habitantes, mas com belas passagens talhadas na rocha e lindas esculturas de pedra ao longo das vias.
Ali me encontrei com Lucanus enquanto entrevistava os cidadãos. Era um homem de estatura mediana e bom porte físico; tinha cabelos pretos e grandes olhos castanhos. Ele me relatou outra história, distinta daquela repetida pela boca do povo.
Disse que, enquanto caçava em uma área distante da vila, foi surpreendido pela súbita tempestade. Sem rota de fuga, buscou abrigo numa caverna oculta atrás de uma grande cascata. Ali permaneceu por longo tempo, até que as rajadas de vento finalmente cessaram. Então ouviu sons de árvores partindo perto do lago próximo e, ao observar à distância, viu um homem ensanguentado, coberto de cortes, aproximando-se da água.
Segundo ele, espirais de vento giravam ao redor do estranho, cortando de forma perfeita diversas árvores próximas, como se fossem simples folhas de papel. Ao inclinar-se para ver melhor, Lucanus pisou num galho que se quebrou, e tal pequeno barulho já bastou para que o homem percebesse sua presença. Por alguma razão desconhecida, ele fugiu imediatamente para dentro da floresta densa, como se temesse algo.
Não sei se acredito completamente nas palavras de Lucanus, pois os sentidos humanos podem ser facilmente enganados por mistérios da natureza. Ainda assim, para provar o que afirmava, insistiu em levar-me até o lago que mencionou. Como não tenho nada a perder e quero demonstrar bom trabalho em minha primeira missão como Vigiles, aceitei o convite sem hesitar. Partiremos agora.
Logo mais venho atualizar sobre o que encontramos nesse tal lago.
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