Capítulo 938
『 Tradutor: Crimson 』
Embora tenha havido alguns contratempos no processo, o resultado foi satisfatório.
Após o resgate, Snowlotus levou Alice de volta à Torre do Destino para descanso e recuperação. Enquanto isso, Mary já havia se recuperado após seu banquete de sangue. Até mesmo Arms e Iritina, que haviam feito a maior parte do trabalho, estavam se recuperando rapidamente após uma série de tratamentos de emergência.
Mesmo que o poder combinado de todos ali fosse várias vezes superior ao de um dragão de Terceiro Grau em desespero, a situação ainda havia sido tensa e perigosa.
No entanto, após essa batalha, a atitude de todos mudou significativamente.
Quando Greem ainda era apenas um adepto do fogo de Segundo Grau, os dois dragões de Terceiro Grau e Oliven — também de Segundo Grau — mantinham apenas uma obediência superficial. Não se empenhavam totalmente nas tarefas atribuídas. A principal razão era simples: Greem não possuía poder suficiente para comandar plenamente essas existências poderosas de outros mundos.
Agora, tudo havia mudado.
Ele havia avançado com sucesso para o Terceiro Grau, apoiado por uma vampira de Terceiro Grau e por uma máquina mágica elemental. Mais importante ainda, possuía sob seu comando um golem dragão capaz de enfrentar um Dragão de Quarto Grau em pé de igualdade.
Diante dessas condições concretas, as lealdades vacilantes finalmente se consolidaram.
Eles começaram, de fato, a considerar obedecer às ordens de Greem.
No fim, havia apenas uma razão para isso: Poder.
Um poder incontestável.
“Oliven, você viu aquele dragão das sombras mais cedo. O que acha? Não é mais adequado para você do que o dragão da água?” Greem virou-se e perguntou à assassina.
A flutuação mental de Oliven tremeu imediatamente.
“O… o senhor tem certeza de que vai me dar esse dragão das sombras, completamente intacto? Eu… eu garanto que avançarei ao Terceiro Grau e ainda obterei habilidades relacionadas às sombras extremamente poderosas!”
“Então ele é seu,” Respondeu Greem, sempre generoso com seus subordinados.
Arms e Iritina, já em forma humana e recebendo tratamento dos Adeptos Carmesim, lançaram olhares de repulsa para Oliven. Naquele momento, finalmente compreenderam a verdadeira identidade daquela assassina vestida de negro.
Seus instintos raciais os faziam odiar sua própria existência.
Se não fosse pelo temor e respeito por Greem, já teriam retornado à forma de dragão e a reduzido a cinzas com seus ataques de respiração destrutivos.
Ainda assim, não puderam deixar de se impressionar com a generosidade de Greem ao recompensá-la.
“Greem…” Arms hesitou por um momento antes de falar, gaguejando levemente,
“Desta vez… nós… parece que capturamos… alguns dragões também.”
Arms chegou até a corar ao dizer “nós”, algo extremamente raro.
Não havia como evitar.
Durante os grandes conflitos em Lance, Arms e Iritina pouco haviam contribuído. Se tivessem dado tudo de si na batalha das Terras Selvagens do Norte, nenhum dos cinco dragões de Terceiro Grau que atacaram teria escapado com vida.
Era por isso que Arms se sentia particularmente constrangido ao “negociar” com Greem.
A bela dragonesa esmeralda Iritina rapidamente afastou o companheiro e avançou.
“Lorde Greem, gostaríamos de solicitar um pequeno grupo de dragões para fortalecer nosso lado. O que acha?”
Greem estreitou os olhos e sorriu levemente.
“Se não me engano, vocês já possuem oito dragões verdes sob seu comando.”
Iritina respondeu, abatida:
“São apenas dragões verdes. Seu poder e linhagem jamais podem se comparar aos de dragões de sangue puro. Em Lance, dragões verdes são frequentemente desprezados.”
Greem sorriu.
Parecia que a questão da linhagem era extremamente importante até mesmo entre os dragões.
Quando Iritina já acreditava que não havia esperança e demonstrava evidente frustração, Greem falou novamente:
“Iritina, se vocês dois de repente tivessem um grupo de dragões de sangue puro sob seu comando, poderiam se tornar Grandes Lordes Dragões, não é? Especialmente com o talento que possuem.”
Os dois dragões estremeceram.
Arms imediatamente avançou, apressando-se em explicar:
“Greem, não entenda errado! Não pedimos esses dragões para formar uma força própria, mas… mas porque não suportamos vê-los sendo massacrados enquanto ainda são tão jovens.”
O rosto de Iritina também empalideceu.
“Não, não,” Greem respondeu com um sorriso tranquilo e explicou: “Acho que vocês dois entenderam errado minhas intenções. Não estou preocupado com possíveis segundas intenções. Eu realmente desejo elevá-los ao posto de Grandes Lordes Dragões.”
Os dois ficaram atônitos.
Olharam para Greem como se não acreditassem no que estavam ouvindo.
A respiração de Iritina tornou-se pesada, e seu rosto corou de excitação.
“O… o senhor quer… nos ajudar a nos tornar… Grandes Lordes Dragões?” Perguntou Arms, surpreso.
“Com o talento e as habilidades de vocês, permanecer no Mundo Adepto só limita o verdadeiro potencial que possuem. Portanto, se estiverem dispostos, podem recrutar subordinados entre os dragões de Primeiro e Segundo Grau capturados nesta expedição. Qualquer dragão que aceitar se submeter a vocês e assinar um contrato de lealdade poderá retornar a Lance junto com vocês.”
“Acredito que, com os oito dragões originais e um novo grupo de subordinados de sangue puro, vocês dois estarão plenamente qualificados para reivindicar o título de Grandes Lordes Dragões entre os Dragões de Terceiro Grau, tornando-se governantes de uma região em Lance.”
Os dois dragões prenderam a respiração enquanto repetiam mentalmente aquela expressão ardente — Grande Lorde Dragão — uma e outra vez. Excitação e confusão se misturavam em seus corações, tornando cada vez mais difícil distinguir uma emoção da outra.
Desta vez, o Clã Carmesim havia capturado mais de três dezenas de dragões.
Os dragões de Segundo Grau, mais experientes, eram difíceis de persuadir. Porém, os pequenos dragões de Primeiro Grau eram apenas jovens recém-adultos, que nunca haviam enfrentado perigos reais.
Bastava assustá-los um pouco… e depois consolá-los.
Era extremamente provável que acabassem se submetendo.
Provavelmente, apenas circular ao redor deles em forma de dragão já seria suficiente para fazê-los ceder de medo.
Só de imaginar a admiração e a submissão de tantos dragões, os corações de Arms e Iritina ardiam tanto que pareciam prestes a fritar um ovo.
“Isto… é real?” Arms mal conseguia acreditar.
Logo em seguida, soltou um leve chiado de dor ao ser beliscado na cintura por Iritina.
“Parece que é real!” Disse ela, finalmente assentindo com firmeza.
“Não só permitirei que levem alguns dragões, como também… quando conquistarem um território em Lance, poderão formar uma aliança com a Capital da Eternidade e com o nosso Clã Carmesim. Além disso, poderão divulgar que qualquer Lorde Dragão que se submeter a nós não será mais alvo dos ataques do Clã Carmesim!”
Os olhos dos dois se iluminaram.
Eles baixaram a cabeça, refletindo profundamente sobre a proposta de Greem.
Havia mais de dez mil dragões em Lance.
Estavam espalhados por todo o plano. Apenas uma pequena parcela se abrigava sob a proteção de dragões poderosos de alto grau. A maioria era formada por dragões livres, sem vínculos ou obrigações.
Mesmo os líderes de Quarto Grau comandavam, no máximo, entre cem e duzentos subordinados diretos.
Para um dragão de Terceiro Grau como Arms, reunir uma dúzia de dragões já seria uma conquista extraordinária.
Mas se… se tudo o que Greem dizia fosse verdade…
Então ele já conseguia vislumbrar seu futuro.
Um verdadeiro Grande Lorde Dragão.
Um governante de Terceiro Grau cuja autoridade e influência ultrapassariam até mesmo as de um dragão de Quarto Grau.
Arms passou a língua pelos lábios repetidamente, completamente tomado por aquela ideia.
“Pode deixar Lance comigo! Eu prometo formar um enorme exército de dragões para você. Se aqueles bastardos não me ouvirem, eu levo outros dragões e dou uma surra neles!” Declarou ele, batendo no peito.
Os lábios de Greem se moveram levemente, como se estivesse se comunicando magicamente com alguém distante. Pouco depois, ele voltou-se para Arms:
“Podem ir. Já falei com Meryl. Vocês dois podem ir agora e fazer aqueles dragões se submeterem.”
Arms e Iritina nem se preocuparam em continuar o tratamento.
Quase disputando quem sairia primeiro, correram para fora do salão mágico.
Mary se aproximou de Greem, observando os dois desaparecerem ao longe.
“Por que está sendo tão generoso com esses dois dragões? Cuidado para não serem eles a morder você quando crescerem.”
“Lance não é nada estável,” suspirou Greem. “Se aquele monstro cerebral continuar evoluindo, temo que possa nos trair em um momento crítico no futuro. Por isso, criar inimigos para a Capital da Eternidade — e dar a eles um rival — é a melhor forma de conter suas ambições.”
Greem não pôde deixar de se preocupar.
A base do Clã Carmesim ainda era fraca.
Mesmo agora, haviam conquistado apenas dois planos menores.
O Plano dos Goblins fornecia grandes quantidades de minério metálico e goblins que atuavam como técnicos. Era considerado um plano de baixo nível, com poucos recursos.
Já Lance era o único plano realmente valioso sob controle do clã.
Além de recursos minerais e biológicos básicos, seu maior atrativo eram os próprios dragões.
Na verdade, podia-se dizer que os recursos dracônicos de Lance eram o que sustentava o crescimento acelerado do Clã Carmesim até agora.
Se esse recurso fosse perdido, o clã imediatamente perderia seu impulso.
Como líder, Greem não tinha escolha senão olhar para o futuro.
Uma única árvore não faz uma floresta.
O Clã Carmesim ainda possuía poucos planos sob seu domínio.
No mínimo, os dois planos atuais estavam longe de sustentar as grandes ambições e os sonhos grandiosos que ele carregava.
Talvez…
Já fosse hora de uma nova expansão do Clã Carmesim.

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