Índice de Capítulo

    Jaehwan olhou para seus músculos.1

    ‘Sinto que fiquei mais forte.’

    Seus músculos pareciam ser no mínimo 10 vezes mais poderosos do que ele se lembrava de como era no <Caos>. Ele sabia que tal poder existia através da memória de Mulack, mas ver diante de seus olhos era algo diferente.

    ‘…É como ele disse. Não há mais Poder Espiritual,’ Jaehwan pensou ao perceber que o Poder Espiritual que permeava o ar ao redor do <Caos> não existia mais. As [Profundezas] eram um lugar totalmente diferente do <Caos>. Diferente do <Caos>, onde o Poder Espiritual permitia usar habilidades e poderes, as [Profundezas] tinham recursos muito limitados. Era apenas através do ‘mundo único’ que tomava emprestado o poder do mundo que alguém conseguia usar uma habilidade.

    Aquelas eram as [Profundezas].

    Jaehwan olhou para seu corpo novamente. Após usar [Suspeita], ele percebeu que o poder mundial estava formando uma fórmula complicada. Este poder era chamado de [Configurações] nas [Profundezas]. Era através das [Configurações] que o poder mundial podia se formar.

    ‘Força muscular aumentada… então essa [Nudez] é algum tipo de Configuração?’

    Então, uma voz barulhenta veio até ele.

    [É chamado de ‘Nu’!]

    Jaehwan lembrou que era a voz de Andersen.

    [Você deveria acertar o nome!]

    Jaehwan ignorou o que ela disse, mas ela continuou gritando.

    [Escute! Você está me ouvindo?!]

    ‘….’

    Ele sentiu como se estivesse ficando com dor de cabeça. Essa garota que estava determinada a acusá-lo de tê-la devorado ou algo assim não parecia querer sair de sua cabeça. Mas havia outro problema.

    — Deus! Deus!

    Jaehwan teve que despregar o garoto de si, segurando sua cabeça, já que ele continuava tentando se agarrar a ele.

    — Deus! Por que está me recusando?!

    — Eu já disse, não sou seu Deus.

    — Você é agora!

    Jaehwan estava confuso.

    ‘Ugh, no que fui me meter agora?’

    Jaehwan suspirou enquanto olhava para Runald.

    Runald estava maravilhado com a postura grandiosa do novo Deus.

    ‘Grande e belo!’2

    Um poderoso poder mundial emanava do corpo nu, e ele tinha o poder de aniquilar os [Seguidores] de um deus de ranking médio com um só golpe! Até onde sabia, aquele poder estava além do limite de Andersen.

    O novo Deus disse que seu nome era Jaehwan. Então Runald decidiu como chamar esse novo Deus com o nome.

    — Deus Jaehwan!

    — …Eu já disse, não sou um Deus.

    — Por favor, deixe-me ser seu [Seguidor]!

    Jaehwan ficou frustrado e uma voz veio de sua cabeça.

    [Runald… Estou desapontada. Ele acabou de dizer que não me trairia e olhe para ele agora!]

    — A Deusa concordará que eu seja seu Subgerente!

    [Eu NUNCA farei isso!]

    — Tenho certeza! Deus Jaehwan, o senhor é um com a Deusa Andersen agora! Posso ver já que o senhor pode usar a Configuração [Nu]! Então, não é trair minha Deusa segui-lo!

    […Ei, nunca o aceite como seu [Seguidor], ouviu?]

    Jaehwan estava frustrado com Runald do lado de fora e Andersen do lado de dentro.

    — Ei, vocês dois, parem com isso.

    Runald e Andersen ficaram em silêncio enquanto um forte poder mundial os varria. Runald começou a soluçar de surpresa. Jaehwan falou.

    — Vamos começar do básico.

    Se as <Grandes Terras> pertenciam aos Senhores, as [Profundezas] pertenciam aos Deuses. A única diferença era que os Deuses eram mais detalhistas em seu controle sobre suas regiões.

    Essas regiões eram chamadas de ‘regiões’3. O tamanho diferia das muito grandes para aquelas pequenas que geralmente equivaliam ao tamanho de uma pequena vila. Havia um total de 8 grandes regiões, cada uma com nomes diferentes. Aqueles que possuíam essas regiões eram Deuses de alto escalão. Regiões médias eram controladas por Deuses de ranking alto, e regiões pequenas por deuses de ranking médio. Deuses de ranking baixo tinham suas próprias regiões, mas eram pequenas demais até para serem consideradas regiões.

    Jaehwan então parou de ouvir as coisas e perguntou: — Então, a região é como… as terras?

    — Uma terra? Não! É diferente!

    — Diferente?

    — …Uh, você não sabe muito sobre as [Profundezas]?

    — Ouvi algumas coisas, mas não sei muito.

    O conhecimento de Jaehwan sobre as [Profundezas] vinha da memória de Mulack, então havia muitas peças faltando. Mas ele não podia explicar tudo para aquele garoto.

    — As regiões não são apenas divididas por áreas. É como uma… Região Divina ou…

    — Região Divina?

    — Como você disse, as regiões são como terras para os Deuses. Mas se torna algo diferente para os Deuses de ranking alto. Eles podem materializar seus ‘mundos únicos’ nas ‘regiões’. A região é como a própria arma para eles.

    Jaehwan então se lembrou de Catástrofe com aquela descrição.

    ‘Entendo. Então o <Caos> era a região dele.’4

    Estava claro para ele que Catástrofe usava poder onipotente dentro do <Caos>.

    ‘Mas isso significa que há alguns que podem usar poder como o dele neste lugar.’

    A pergunta de Jaehwan foi rapidamente respondida pela explicação de Runald.

    — No entanto, usar o poder mundial por toda a região é um pouco complicado até para Deuses de ranking alto, então eles usam [Configurações] em vez disso. ‘Nu’, o que você usou, é uma dessas Configurações.

    ‘Complicado? Então acho que não existem muitos como Catástrofe.’

    Jaehwan agora estava reavaliando aquele garoto que o considerava um rei.

    ‘Ele é útil.’

    A princípio, ele achou que o garoto era um covarde, mas ele era muito experiente e sabia como falar. Ele usou as palavras certas para explicar as [Profundezas] para Jaehwan, que não sabia muito sobre elas. Jaehwan ainda não conseguia decidir se deveria levar Runald consigo. Ele tinha experiência em se meter em problemas por fazer companhia no <Caos>.

    ‘Não quero complicar ainda mais as coisas.’

    Conforme seus pensamentos ficavam complicados, Runald parou e perguntou:

    — Uh, Deus Jaehwan?

    — Tire a parte do Deus.

    — Uh… Senhor Jaehwan?

    — O quê.

    — A… Deusa Andersen está bem?

    Quando Jaehwan olhou em seus olhos, sentiu uma sensação estranha tomando conta dele. Ele percebeu que aquele garoto não era apenas um inocente covarde.

    — Você ouve a voz dela, certo?

    — Sim.

    — E-então…

    — O quê.

    — …Você não vai matá-la nem nada do tipo, certo?

    Jaehwan então percebeu que seu palpite estava correto. Esse garoto estava dizendo que decidiu servi-lo, mas tudo o que ele fez foi, na verdade, por sua deusa, Andersen.

    Runald tinha medo de perder sua Deusa, mas Jaehwan sabia o resultado. Este garoto a perderia.

    […Você vai me matar, não vai?]

    Andersen falou. Jaehwan tentou responder, mas decidiu não fazê-lo. Além disso, Andersen sabia o que Jaehwan estava pensando mesmo que ele não dissesse nada.

    [Sim, eu já esperava. Senti isso quando entrei em você. Quem diria que você era o infame ‘Matador de Generais’…]

    Jaehwan agora compartilhava parte de sua memória com Andersen. Andersen via a memória de Jaehwan e ele também. Foi assim que ele descobriu algumas coisas. E algumas delas eram coisas que ele não podia deixar passar.

    Milhares, ou talvez dezenas de milhares de anos de memórias. Através disso, Jaehwan havia lido uma parte claramente.

    ‘Você era uma [Cultivadora].’

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