Capítulo 133: Deus Antigo (3)
O leilão estava no auge quando Jaehwan chegou à casa de leilões central.
— Jaehwan, você está atrasado — Myad cumprimentou Jaehwan.
— Oh, você arrumou roupas? Elas caíram bem em você.
— …Sim.
Jaehwan assentiu e sentou-se na cadeira que Myad guardou para ele. Runald também veio para perto de Jaehwan e sentou-se. Ele havia voado até aqui ansiosamente, mas a atmosfera estava diferente do que ele esperava. Havia indivíduos poderosos dentro da casa de leilões, mas nenhum deles estava liberando a presença incômoda que Jaehwan sentiu antes.
‘Isso é estranho. Eu senti, com certeza.’
À frente estava a tela holográfica gigante que mostrava o maior lance do leilão e o Leiloeiro Reynold. Jaehwan olhou para o objeto de metal gigante agachado em frente à tela.
— Aquilo é a Machina de Daeus?
O objeto de metal tinha a forma de um homem. Provavelmente tinha mais de dez metros apenas pelo que se via. Myad respondeu:
— Sim. É o melhor Gigantes das [Profundezas].
Gigantes. Jaehwan uma vez leu as informações sobre isso no [Registro das Profundezas].
Aqueles gigantes de metal podiam ser controlados de dentro, criados nos dias em que o Deus Antigo Daeus estava em pleno poder. Permitia ao condutor aumentar seu poder mundano em 1,2 a 3 vezes ao pilotá-lo. Era a [Peça] que todos de Deuses de nível médio para cima queriam ter.
A Machina era a melhor de todos os Gigantes.
Jaehwan aumentou sua [Suspeita] até o limite enquanto examinava a Machina. Certamente era um objeto muito melhor que o Sobretudo de Reinholdt que ele estava vestindo. Mas ele sentiu que faltava algo na Machina.
‘É realmente isso?’
Jaehwan uma vez enfrentou uma das três [Peças] antes — não, ele realmente a ‘usou’. Ele não sabia que era considerada tão altamente antes, mas agora ele podia ver.
‘Não é nada como a Espada do Abismo.’
Aquela espada que transformava todos os seres em um Homem Morto. Era, claro, o próprio Catástrofe quem empunhava a espada e Jaehwan era apenas o receptáculo para conter Catástrofe, mas Jaehwan se lembrava de como foi segurar a espada.
Ele se lembrava da sensação de empunhar a lâmina.
Mesmo quando era ele quem a empunhava, ele sentia como se seu espírito estivesse sendo dilacerado por ela. Não parecia ser possível controlá-la. Esse era o poder de tais Peças Divinas.
[Jaehwan, precisamos voltar. Não estou com um bom pressentimento sobre isso!]
Andersen gritou com uma voz preocupada. Ela também parecia ter sentido algo.
‘Andersen. Quem são ‘eles’?’
[Huh?]
‘Você mencionou que há ‘eles’ aqui.’
[Isso é…]
Mas no momento seguinte, a voz de Andersen ficou perturbada e desapareceu. Parecia que algo estava interferindo na comunicação de Andersen e Jaehwan.
-Uau! Temos o novo maior licitante! 11 mil pedras espirituais!
A voz de Reynold preencheu a área e Jaehwan falou com Myad.
— Então, eu só preciso comprar aquilo?
— Sim. Você já se decidiu?
— E quanto às pedras espirituais?
— Aqui está.
Jaehwan pegou o saco de pedras espirituais de Myad. Runald ficou pálido ao espiar dentro do saco.
— O QUÊ! Deve haver cerca de 20 mil pedras espirituais aí dentro, no mínimo!
— Isso é muito?
— Claro que é! É demais!
Uma pedra espiritual equivalia a um Seguidor. Apenas uma pedra espiritual podia ser adquirida ao processar um espírito. Claro, Seguidores normais não tinham muito valor e eram os Seguidores lutadores que equivaliam a 5 ou 10 pedras espirituais que se tornavam valiosos, mas 20 mil ainda era muito.
Era o suficiente para fazer um Deus de baixo escalão subir até a base dos Deuses de alto escalão.
Jaehwan disse: — Vinte mil… pode não ser o suficiente.
— Não o suficiente?
— Nunca se sabe o que pode acontecer.
Desta vez, Myad ficou surpreso com Jaehwan estando tão calmo enquanto segurava tantas pedras espirituais.
— Você realmente é algo. Como você pode estar tão calmo mesmo com todas essas pedras espirituais?
— …
— Eu acho que não há ninguém — nem nas <Grandes Terras> ou nas [Profundezas] — que não se deixe levar por esse número.
— Já chega. Então, você tem mais? Ou o quê?
— Eu acho que 20 mil é o suficiente… mas vou te dar isso por precaução.
Myad então começou a escrever algo e entregou a Jaehwan. Era um pedaço de papel criado pelo holograma. Era um cheque pessoal da Federação Myad. A voz foi ouvida novamente então.
— 12 mil! Mais alguém? 12 mil!
Jaehwan olhou para o cheque por um tempo e virou-se para Myad novamente.
— Você acabou de me conhecer hoje.
— Sim, conheci.
— Qual o significado disso tudo?
— Significado? Oh, você quer dizer o cheque? Como eu disse… eu gosto de você e…
— …Esquece. Fui um tolo em perguntar.
Jaehwan levantou-se e gritou para o leiloeiro.
— Eu vou dar um lance.
Os olhos das pessoas se voltaram diretamente para Jaehwan. Reynold então virou-se para Jaehwan e falou.
— OH? Eu não o vi por aqui! Em minha experiência, este é o sinal de um lance forte! Então… seu nome é…
— Eu sou Jaehwan.
— Entendo! Então- quanto você vai…
— Cem mil.

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