Capítulo 175: Ruptura (11)
— Acho que temos coisas para acertar depois.
— H-hã?
— Espere lá fora — Jaehwan falou friamente, e Surha recuou em direção à porta. Por quê? Por que ela estava com medo dele? Surha gritou em objeção: — Espere! O que você está…!
— Fique quieta, senhorita! É importante agora!
Era Runald. Surha ficou chocada com o poderoso poder mundial dentro do garoto. Quem era esse garoto? Então ela ouviu uma voz familiar atrás de si.
— Ugh, ele começou de novo.
— Jaehwan! Eu disse para ir mais devagar!
— …Ele não mudou nada.
Três pessoas caminhavam por cima dos Subgerentes de Eepoque que haviam caído atrás da porta. Surha franziu a testa.1
— Professor?
— Surha, eu não sabia que você estava aqui — Chunghuh sorriu. Ele era seguido por Karlton e Sirwen. Eram os piratas chamados de ‘Portadores da Queda’ e as pessoas com quem Surha passou os últimos 2 anos. Ela então avistou a nave do lado de fora da janela.
‘Pelos Deuses… eles trouxeram aquela coisa gigante até aqui?’
Surha ficou furiosa.
— Por que todos vocês estão aqui?! Eu não disse que posso convencer o Anônimo?
— Não depende de nós. Nós apenas o seguimos.
— Então vocês deveriam tê-lo impedido! Ele não pode vir aqui e simplesmente destruir tudo como…
Mas Surha não pôde continuar, pois Jaehwan começou a falar enquanto caminhava em direção a Anônimo.
— Você é o Pierre?
Anônimo ficou chocado.
— …Quem é você?
— Pierre, o Deus da Travessura. Certo? Eu conheço o seu rosto.
Surha ficou estupefata. Ela olhou entre Anônimo e Jaehwan e pensou, ‘Pierre?’ Do que ele estava falando? Não tinha como…
Anônimo então perguntou: — …Como você sabe meu nome verdadeiro?
Surha gritou em choque: — PIERRE?! Anônimo, você era aquele Pierre?!
— O quê? Quem é Pierre?
— Mestre, você não sabe? O Deus da Travessura? Aquele que escreveu o…
Enquanto Surha e Chunghuh começavam a gritar freneticamente, Anônimo perguntou a Jaehwan novamente.
— Eu perguntei como você sabe meu nome.
— Seu ‘amigo’ me contou.
Jaehwan bateu na própria cabeça enquanto falava.
— Mulack Armelt.
Anônimo ficou chocado mais uma vez. Fazia tanto tempo que ele não ficava tão chocado assim, depois de ter obtido a [Premonição]. Cada evento futuro lhe era mostrado e ele só precisava escolher o melhor ou, às vezes, o menos pior.
No entanto, nenhum dos futuros que ele leu mostrava este homem aparecendo diante dele.
E Mulack? Quanto tempo fazia desde que ouviu esse nome? Anônimo, não, Pierre, murmurou em reminiscência.
— …Você conhece Mulack?
— Nunca o encontrei, mas é quem eu conheço melhor neste mundo.
Pierre estreitou os olhos enquanto encarava Jaehwan. Ele era o Deus mais poderoso em termos de [Configurações] do tipo Lei, mas não conseguia ler este homem. Nada surgia em sua [Premonição] e nada passava por seu [Olho da Verdade].
‘Ele está fora do Sistema? Mas isso é impossível…’
Pierre perguntou: — Então, você que conhece Mulack. Por que está aqui?
— Pensei em conseguir sua ajuda.
— …Você é amigo de Surha?
Pierre olhou para Surha. Ela ficou sobressaltada.
— Como eu já disse a ela, não tenho intenção de…
— Eu ainda não pedi sua ajuda.
— O quê? Você acabou de dizer…
— Preciso ver se você é digno o suficiente antes de pedir sua ajuda.
Pierre arregalou os olhos e riu. A risada maníaca fez Surha e os outros recuarem.
— Que arrogante…
Mas Pierre não pôde terminar suas palavras, pois o poderoso poder mundial de Jaehwan varreu sua voz. Pierre sentiu que já tinha sentido esse poder mundial há muito tempo.
‘Isso é verdade?’
Uma memória há muito perdida voltou para ele.
Budda. Mulack. E os Deuses Nus…
A Grande Floresta e as fontes termais.
A memória de passar pela Metamorfose.
— O Grande Guerreiro Ra-hamad também envia suas saudações.
— Ra-hamad!
Pierre tremeu de choque. Jaehwan continuou: — Ele queria que eu perguntasse se você ainda está fazendo metamorfose. E…
Do olho esquerdo de Jaehwan, a sombra de uma gigantesca tempestade de neve girava.
— Se você foi preguiçoso em seu treinamento, deve pagar o preço.
A energia começou a preencher a sala. Era a energia da Queda. Pierre rapidamente se levantou com o rosto pálido. Ele não conseguia mais ficar parado. Logo, seus olhos também se transformaram. O brilho intenso do poder mundial encheu toda a sala.
Momentos depois, Jaehwan e seus amigos estavam do lado de fora do Edmunt. Surha, ainda estupefata, perguntou: — …Então o que aconteceu lá atrás? Alguém pode explicar?
Chunghuh respondeu: — Você quer a versão longa? Ou a versão curta?
— Curta.
— Hmph. É difícil encurtar.
— …Então por que diabos você me deu a escolha?
Chunghuh riu e começou a falar. Era a versão longa. Depois de ouvir a longa história, Surha interrompeu Chunghuh, pois estava irritada: — Certo. Vejo que você está feliz em ver Jaehwan de novo.
— Hmph.
— Mas escute se eu entendi corretamente.
Chunghuh assentiu e Surha explicou o que havia compreendido.
— Então, o que você está dizendo é que todos vocês foram para a Grande Floresta só para encontrá-lo?
— Sim.
— E conheceram Geshtalt, uma das Três Divindades Antigas?
— Foi Jaehwan quem o encontrou, não eu.
— E do que você está falando, sobre ter poder de Geshtalt? E a [Peça]?
— Não sei exatamente. Só ouvi de Karavan.
Surha virou-se em choque.
— Karavan? Subgerente de Ignis?
— Sim.
— Quando você o encontrou? Eu o procurei por toda parte.
— Ele estava com Jaehwan.
— …O quê? Ugh, isso é tudo verdade?

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