Índice de Capítulo

    Surha ficou estupefata e Chunghuh deu de ombros. Surha perguntou de novo: — Então, onde está Karavan agora?

    — Ele foi para a Segunda Região. Disse que precisava salvar a região dele.

    — O quê? E você simplesmente deixou ele ir? Ele poderia ser de grande ajuda para nós! Ignis só tem um Subgerente…!

    — Não se preocupe. Prometemos nos reencontrar.

    Surha levou a mão à testa diante das palavras de Chunghuh.

    — Você realmente sabe o que está acontecendo aqui? Sabe quão poderosa a Ruptura está agora? Há 4 Senhores e 3 Capitães, e 2 dos 8 Deuses das [Profundezas]… e outros Deuses que podem estar ajudando…

    — Eu sei, estamos desesperados.

    — Então…!

    — Mas não estamos condenados — Chunghuh sorriu. — Lá vem ele. Pergunte a ele você mesma.

    E as pessoas se voltaram para a entrada de Edmunt. Jaehwan estava saindo do palácio exatamente como apareceu. Surha murmurou para si mesma.

    ‘Droga. Então ele é o único em quem posso confiar, afinal?’

    Surha hesitou por um instante, mas falou com Jaehwan com cuidado.

    — Ei, o que houve?

    — Lutamos.

    — …Você está falando sério?

    Ela imaginou isso quando sentiu o poder mundial tempestuoso vindo de dentro. Uma luta contra Anônimo? Era fácil adivinhar o resultado para Surha, mas eles foram teletransportados para fora da sala por Pierre, que expulsou todos, exceto Jaehwan, de seu palácio.

    ‘Lutaram?’

    Surha examinou o corpo de Jaehwan. Não havia vestígio algum de uma batalha feroz.

    — Jaehwan, você não parece ferido. Vocês realmente lutaram?

    — Não lutamos até o fim.

    — Ah, entendo. E então?

    — Parece que ele será de ajuda.

    O assunto parecia ter mudado, então Surha franziu a testa. Ela olhou para Jaehwan estupefata. Acabara de perceber que algo impossível acontecera.

    — …Espere. O que você quer dizer? Anonymous disse que vai nos ajudar?

    — Sob uma certa condição.

    Surha mordeu os lábios depois de contar quantas vezes ficou chocada naquele dia.

    — O-o que você fez lá dentro? Eu passei três meses neste maldito lugar tentando convencê-lo!

    — Eu já disse. Lutei com ele.

    — Lutou com ele e depois? Você venceu? Mesmo que tenha ficado forte, você não pode…

    Então, um garoto apareceu por trás de Jaehwan. Ele sorriu.

    — Ele não pode vencer?

    — Hã?

    Surha reconheceu o garoto imediatamente. Era o pirralho que respondeu a ela antes.

    — Runald, você estava com ele?

    — Sim, Sirwen. Não sei por quê, mas a Configuração de Pierre não funcionou em mim. Talvez porque eu seja um Seguidor de Jaehwan. Então vocês estavam lá fora…

    Todos perceberam pelas palavras orgulhosas de Runald.

    — Hah. É uma pena que vocês não viram aquilo. Uma verdadeira pena.

    Karlton saltou até ele imediatamente.

    — Runald! Você o viu lutar?!

    — O quê? Você viu?!

    — Garoto, você realmente viu?!

    Sirwen e Chunghuh também se juntaram com perguntas, e Runald ficou muito orgulhoso.

    — Claro que vi!

    — Certo, vá em frente! Explique. Aquele bastardo arrogante não fala muito…

    Runald começou a explicar animadamente o que vira. Surha então sentiu algo.

    ‘Espere…’

    Jaehwan estava olhando para algo além da Tegião. Naquela visão, Surha sentiu como se Jaehwan tivesse ido muito longe.

    — Ei. Você derrotou Anônimo…

    Runald ainda falava: — Então, os Jaehwans Nus apareceram, se misturaram por toda parte e estocaram…

    — Jaehwans Nus?

    — Do que você está falando, Runald?

    Chunghuh e Karlton estavam confusos. Sirwen também falou com empolgação.

    — E então? E então? O que aconteceu depois? O que aqueles Jaehwans Nus fizeram? Com o que ele estocou?!1

    — Bem, uh, foi…

    Runald estava muito empolgado e repassou todas as suas descrições.

    — Então as roupas voaram para um lado e para o outro e os Jaehwans Nus foram até aquele homem nu e…

    — Uma luta de homens!

    Sirwen arfou de surpresa e Runald assentiu orgulhosamente.

    — Sim, mais ou menos.

    — Então, Pierre só pôde ser persuadido.

    — Isso aí!

    Surha estreitou os olhos. Ela não conseguia entender metade daquela bobagem. Roupas voando? Nu o quê?

    ‘Será que ele viu algumas ilusões? Acho que ele tem boa imaginação. E o que aquela garota idiota do Pesadelo está fazendo… dizendo que entendeu…’

    Surha balançou a cabeça enquanto suspirava e se virou para Jaehwan. Jaehwan ainda olhava para longe. Surha o chamou: — Ei. Você disse que Anônimo vai nos ajudar sob uma certa condição, certo?

    — Sim.

    — E qual é?

    — Aquilo.

    — Aquilo?

    Jaehwan apontou o dedo para um lugar, e Surha se virou na direção.

    — O que você quer dizer com aquilo? Aquilo é… hã?

    Ela sentiu como se tivesse sido atingida por um raio. Sentiu-se estremecendo. Era um dos poderes mundiais mais poderosos que já tinha enfrentado até agora, um poder mundial tão hostil que parecia ter espinhos projetando-se por toda parte.

    — Oh não… isso…

    Surha sentiu os outros amigos se aproximando. Eles também agora olhavam na direção para a qual Surha olhava.

    — Então o rumor era verdade. A Ruptura realmente está trabalhando com eles.

    — …Temos que fugir.

    Eles souberam instintivamente. Os inimigos que se aproximavam não eram seres que pudessem enfrentar. Eram os Subgerentes do ‘Deus Mais Forte’ da Árvore das Imagens.

    Senhores das 12 Regiões. E havia o mais poderoso entre eles.

    — Jaehwan. Mesmo que você tenha se tornado poderoso, não pode enfrentá-los agora… — disse Chunghuh ao ver o gigantesco poder mundial se aproximando, destruindo tudo em seu caminho desde a fronteira distante da 7ª região exterior. Jaehwan balançou a cabeça.

    — Não, não vou fugir.

    — O quê?

    — Pierre prometeu nos ajudar se eu derrotá-los.

    Jaehwan sacou sua espada. Chunghuh ficou em silêncio ao ver a espada solitária sendo desembainhada.

    ‘Entendo. Então chegou a isto agora.’

    Todos perceberam a determinação silenciosa. Não havia mais como fugir. Não era uma opção. Era…

    — Velho. É hora de lutar agora.

    E naquele momento, Chunghuh percebeu que esteve esperando por essas palavras pelos últimos 1200 anos.

    ‘Não posso mais chamá-lo de garoto.’

    Chunghuh sentiu que ia chorar, mas se conteve.

    — Sim. Vamos, Jaehwan.

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