Capítulo 1041
『 Tradutor: Crimson 』
A batalha entre o Adepto Cicatriz Gallow e o Adepto Médium Dante terminou após treze dias completos, e, como era esperado, o vencedor foi Gallow.
Ao retornar do Plano Mar Azul ainda coberto de poeira e marcas de combate, ele imediatamente soube do resultado da outra luta por meio de seus companheiros. Na verdade, não ficou surpreso com a vitória de Greem, mas o fato de ele ter derrotado Sanazar — que estava logo abaixo dele em poder — em apenas três dias ultrapassou suas expectativas.
Sem perder tempo, Gallow voltou ao seu quarto e, enquanto os curandeiros do clã tratavam seus ferimentos, assistiu cuidadosamente à batalha de Greem. Quando terminou, permaneceu em silêncio por um longo tempo. Sua força podia até ser superior, mas não o suficiente para garantir a vitória. Se quisesse vencer… teria que recorrer a algo mais.
De acordo com as regras da Associação, a primeira fase tinha duração de quinze dias, o que lhe deixou apenas dois dias para descansar, se recuperar e ajustar seus equipamentos — um tempo mal suficiente para tratar seu corpo exausto. Esses dois dias passaram rapidamente, e logo chegou o momento da batalha final entre os dois vencedores.
No Plano Mar Azul, Greem recuperou a consciência assim que a luz do teletransporte desapareceu e imediatamente invocou Remi. Desta vez, o cenário era diferente: não havia floresta nem planície, apenas uma região de colinas que se estendia até onde a vista alcançava. Campos verdes se misturavam com plantações de trigo dourado, enquanto um moinho de vento girava lentamente ao longe, cercado por espantalhos espalhados pelo campo.
“Vá, Remi. Você tem dez dias. Quero que volte com um exército forte o suficiente para me ajudar a derrotar esse inimigo,” Ordenou Greem com seriedade.
Remi, pouco mais alto que um metro, assentiu da mesma forma e partiu imediatamente na direção do horizonte, onde colunas de fumaça indicavam a presença de uma vila humana.
Após enviá-lo, Greem pegou seu cristal de teletransporte e identificou a posição de Gallow, que estava ao noroeste, mais adentro das colinas. Diferente da primeira rodada, porém, ele não avançou diretamente. Em vez disso, retirou um núcleo de golem de elementium e o lançou no chão, invocando um dragão de vento de Segundo Grau.
Era uma de suas criações antigas, já ultrapassada para combates desse nível, mas útil para outro propósito.
Fugir.
Greem montou nas costas da criatura, acomodando-se com tranquilidade, e, ao assobiar, o dragão abriu suas asas verde-claras e disparou para o céu, transformando-se em um borrão enquanto voava em direção ao sudeste.
Duas horas depois, Gallow chegou ao mesmo local montado em um imponente Pesadelo. Ele parou no topo da colina e observou o ambiente com atenção, inspirando o ar algumas vezes antes de franzir a testa.
Dois rastros de energia estavam presentes: um carregava o odor repulsivo de veneno vodu, enquanto o outro — repleto de energia de vento — seguia em direção ao céu. O cristal de teletransporte apontava claramente para o segundo.
Tudo indicava que Greem havia invocado uma montaria de vento e deixado o local voando… na direção oposta àquela de onde Gallow havia vindo.
Aquilo contrariava completamente sua estratégia anterior.
Confuso, mas sem alternativas, Gallow chicoteou seu Pesadelo e iniciou a perseguição.
Criaturas originárias do Plano Abissal, os Pesadelos não eram montarias comuns.
Tecnicamente, essas criaturas eram classificadas como seres demoníacos. Entre todas as montarias de bestas vodu disponíveis, Gallow havia escolhido um Pesadelo simplesmente porque era a mais impressionante de todas. Seu corpo grande e imponente misturava tons de preto e vermelho, com um chifre espiralado resistente na testa, quatro cascos envoltos em chamas frias, olhos vibrantes, cauda vigorosa e um focinho que soltava faíscas a cada respiração. À primeira vista, lembrava um unicórnio, mas sua essência era completamente oposta.
Enquanto unicórnios pertenciam ao atributo sagrado, os Pesadelos eram criaturas de atributo demoníaco.
Cada passo que davam incendiava o solo com chamas abissais, deixando um rastro ardente por onde passavam. À distância, pareciam monstros saídos dos piores pesadelos de alguém — e, sinceramente, montar um deles era simplesmente incrível.
Gallow avançava rapidamente pelas colinas montado em seu Pesadelo, deixando para trás um caminho destruído e envolto em chamas fantasmagóricas. Após perseguir por um dia inteiro sem descanso, finalmente encontrou Greem no topo de um penhasco elevado.
Greem estava ali, em silêncio, com um estranho dragão formado por turbulentas correntes de vento agachado ao seu lado. Ao ver Gallow surgir à distância, apenas esboçou um sorriso.
“Então foi esse o campo de batalha que você escolheu?” Gallow observou ao redor antes de falar com frieza. “Com o nosso nível de poder, nenhum terreno pode realmente favorecer um dos lados. No fim, a vitória depende apenas das nossas capacidades. Você—”
Greem levantou a mão, interrompendo-o antes que terminasse.
“Tchau.”
E, sem a menor hesitação, saltou sobre o dragão de vento e disparou para o céu, fugindo novamente.
“Você vai ficar.” Gallow não esperava aquilo. Reagiu imediatamente, desferindo um golpe com sua espada. Uma aura de lâmina carregada de força brutal e energia mágica esmagadora avançou e devorou o penhasco inteiro.
Uma explosão ensurdecedora ecoou. Poeira subiu aos céus, rochas desmoronaram, e uma onda de choque se espalhou. O penhasco de cinquenta metros foi reduzido a ruínas com um único golpe, bloqueando momentaneamente a perseguição.
Greem, já nos céus, formou um escudo de fogo ao redor de si enquanto subia entre as nuvens, repelindo fragmentos de pedra e poeira enquanto desaparecia no horizonte.
Um corria pelo chão. O outro voava pelos céus.
A diferença de velocidade… era óbvia.
Quando Gallow finalmente atravessou a nuvem de poeira montado em seu Pesadelo, Greem já era apenas um ponto distante no céu.
Os músculos do rosto de Gallow eram praticamente mortos, incapazes de expressar emoções… mas, se não fossem, certamente suas veias estariam saltando de fúria.
Fugir?
Para onde?
Um vencedor precisava ser decidido entre eles.
Ele realmente achava que poderia vencer… apenas correndo?
Tomado pela raiva, Gallow não teve escolha senão continuar a perseguição.
E essa perseguição… durou dez dias inteiros.
Durante esse tempo, ele praticamente não parou um segundo sequer. A cada cerca de quinhentos quilômetros, os dois se reencontravam. No início, Greem deixava Gallow se aproximar e até acenava para ele com um sorriso. Quando a fúria de Gallow atingia o ápice… ele simplesmente virava e fugia novamente.
Assim que sentia a aura do oponente se aproximando, montava no dragão e desaparecia sem dar a menor chance de interação.
Esses dez dias só serviram para alimentar ainda mais a ira de Gallow.
Ele continuou perseguindo, sem parar, dia e noite. Apenas um Pesadelo, com seu Físico demoníaco, conseguiria suportar esse nível de desgaste. Qualquer outra criatura já teria desmoronado.
Dez dias depois…
Gallow finalmente o alcançou novamente.
Mas, dessa vez…
Greem não fugiu.
Ele estava sentado no topo de uma colina, ao lado de uma fogueira acesa. O dragão de vento permanecia agachado ao seu lado, enquanto ele assava um javali selvagem… sorrindo tranquilamente ao ver Gallow se aproximar.
Embora Gallow tivesse imaginado inúmeras vezes despedaçar Greem durante aqueles dez dias de perseguição, quando finalmente o viu parar… foi tomado por desconfiança e cautela.
Uma pessoa comum já teria desabado de exaustão após tanto tempo correndo sem descanso. Mas, para Gallow, com seus 34 pontos de Físico, aquilo não passava de um aquecimento.
Se a intenção de Greem era desgastá-lo… então o plano era inútil.
Afinal, com um corpo de morto-vivo, Gallow já havia esquecido o que era cansaço.
Mas isso só tornava tudo mais estranho.
Alguém como o lendário Adepto de Fogo… não cometeria um erro tão básico.
Se ele sabia disso — e certamente sabia — então por que arrastar aquela perseguição por dez dias inteiros?
Gallow avançou lentamente, a mente cheia de dúvidas.
Dois quilômetros e meio… Dois quilômetros… Um e meio…
Mesmo quando entrou em um raio de um quilômetro, Greem não demonstrou qualquer intenção de fugir.
Isso só aumentou ainda mais sua tensão.
Para um adepto de Terceiro Grau, mil metros não eram nada. Gallow poderia cobrir essa distância em menos de dez segundos — tempo insuficiente para Greem montar no dragão e escapar.
O Pesadelo continuou avançando.
A distância diminuía… cada vez mais.
Quando chegou a quinhentos metros, Gallow finalmente teve certeza:
Greem… não iria fugir.
Ele desmontou lentamente, deixando o Pesadelo para trás, e seguiu a pé em direção à fogueira.
Os olhares dos dois se encontraram.
Faíscas invisíveis pareciam saltar no ar.
“Por que não está correndo agora?” A expressão no rosto de Gallow se distorceu de forma grotesca, como se os músculos mortos estivessem sendo forçados a reagir. “Você não é tão bom nisso? Então corre… vamos, corre de novo.”
Greem permaneceu sentado, tranquilo, ao lado do fogo.
E sorriu.
Um sorriso… quase de pena.
“Hoje…” disse ele, em tom indiferente e continuou: “quem deveria correr… não sou eu.”
No instante seguinte—
Um estrondo ecoou além da colina.
Como uma avalanche viva, o som de incontáveis criaturas correndo tomou o ambiente.
Então veio a visão.
Um exército.
Um mar preto de criaturas da peste avançando como uma inundação, descendo a colina e se lançando diretamente contra o solitário Adepto Cicatriz Gallow.

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